Ótima notícia

O Classe Média Way of Life, novidade mais genial da blogosfera brasileira em 2009, não acabou. Depois de quatro meses sem postar, o Pierre deu notícias.

Uma pena que a próxima postagem ainda deva demorar um pouco, segundo ele. Continuo aguardando a continuação da “dica” sobre as formaturas homéricas

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A chatice das formaturas em palco

O programa “Polêmica” da Rádio Gaúcha, hoje, trata sobre a decisão da UFRGS de “enxugar” as formaturas em palco. Para isso, a ideia é de acabar com os discursos dos formandos ao receber o “canudo” (que não é o diploma!), visto que muitos se estendem demais (alguns chegam ao ponto de agradecerem ao cachorro!). No lugar dos discursos, haveria um vídeo de cada formando, com duração de 30s, com seus agradecimentos.

Muitos estudantes reagiram. Acharam um “absurdo”, e, façam-me-rir, “ameaça à liberdade de expressão”. Porra, VTNC!

Formaturas em palco são chatas. Chatíssimas. Por conta disso, optei por me formar em gabinete. Decidi não tratar a formatura como se fosse um “trote” (ou seja, “como levei antes, agora é minha vez de aplicá-lo”). Aliás, nem festa fiz, não tenho saco para essas coisas – quando se reúne um monte de gente, nunca se consegue conversar direito com todos.

E nem só as da UFRGS são uma chatice. Em janeiro de 2006, quando o meu amigo Marcel – aquele do HeinhÔ Batista e do terno e gravata com 35°C – se formou na PUCRS, a cerimônia era interminável – quase ninguém mais aguentava! Embora não houvesse agradecimentos de cada formando, a turma era enorme, e os discursos idem.

Já na UFRGS, o que poderia ser rápido (as turmas geralmente são menores) torna-se enfadonho por excesso de discursos. Pois vou àquela chatice por causa de um amigo, e sou obrigado a ouvir agradecimentos de pessoas com as quais não tenho nada a ver (se ao menos descessem a lenha no desgoverno do Estado…). Como achar aquilo “emocionante”?

Tudo bem, a solução no caso da UFRGS tem de ser negociada (mesmo que eu seja totalmente favorável à medida da universidade), e mesmo que fosse feita uma consulta eu não poderia mais participar dela por já ter me formado. Mas os que são contra o “enxugamento” das formaturas, por favor, usem um argumento menos tosco do que “ameaça à liberdade de expressão”. Pois quem se forma em palco geralmente faz uma “recepção” aos convidados em um restaurante: se querem tanto discursar, façam isso na “recepção”, onde o público terá muito mais interesse em ouvir.

Definitivamente, foi uma decisão acertada

  • 29 de janeiro de 2010. Dia em que eu me formaria, se tivesse optado pela chatice do palco. Tempo quente e abafado;
  • 18 de fevereiro de 2010. Formatura em gabinete, rápida, sem toga e outras besteiras. Vai estar quente, mas não abafado.

Não sou Nostradamus, mas acertei em cheio: me livrei de uma “quente”.

Sem toga (e também sem terno e gravata)

Desde o dia 14 de dezembro, quando meu TCC recebeu conceito A da banca, me considero historiador. Só falta o diploma, que não sei exatamente quando sai – acredito que seja em março.

Mas antes disso, há um ato burocrático pelo qual terei de passar, cujo nome oficial é “colação de grau”, popularmente conhecido por “formatura”.

Como o próprio nome diz, o ato serve para “colar grau”, ou seja, atribuir a condição de graduado ao concluinte do curso – mesmo sem o símbolo maior de sua graduação, ou seja, o diploma. Como ele só vem depois, para que a formatura deixasse de ser mera burocracia e fosse para mim um “rito de passagem”, eu teria de vê-la justamente desta forma – ou seja, como uma divisão na minha vida, entre o “antes” e o “depois” dela. Porém, como já a chamei de “ato burocrático”, ficou claro que, pelo menos para mim, ela não tem eficácia simbólica.

O que eu considero o verdadeiro “rito de passagem” se deu em 14 de dezembro de 2009, ou seja, a defesa do TCC (assim como no mestrado se dá com a defesa da dissertação, e no doutorado com a defesa da tese). Aquele dia, fui dormir com a sensação do dever cumprido, e sentindo que ali uma etapa da minha vida se encerrou, dando lugar a outra.

Mas, como na graduação há a obrigatoriedade de se participar do ato burocrático, optei pela forma mais simples e barata, ou seja, a formatura em gabinete. Nada de toga (ainda mais com todo este calor!), gastos com produtora, convites, terno e gravata e aquele monte de discursos chatos e agradecimentos típicos de formaturas em palco.

E ao optar pelo gabinete, me livrei de uma “quente”: a formatura em palco da História aconteceu no último dia 29, quando o calor, se ainda não estava de fazer o Batista desmaiar, já era suficiente para me dar um baita banho de suor. Ainda mais com aquela roupa sufocante que é a toga. Lembrando que os cumprimentos dos convidados aos formandos se dão no lado de fora do Salão de Atos da UFRGS, ou seja, sem ar condicionado! Que, inclusive, não funcionou durante a formatura em palco do Jornalismo, na tarde do dia 31.

De terno e gravata

Essa aconteceu em 22 de dezembro de 2005.

Eu iria a uma formatura de Direito na PUCRS – dois amigos meus, Guilherme e Leonardo, se graduavam. A cerimônia começaria às 16h. E fazia um calorão, bem típico do verão porto-alegrense que começava.

Combinei com o Marcel (o mesmo amigo do hilário episódio do Heinhô Batista!) de irmos juntos. Conforme o combinado, passei na casa da avó dele, que fica bem perto de onde moro. Cheguei lá e ele ainda não havia terminado de se arrumar.

Quando vi ele descendo a escada, não acreditei. Terno e gravata! Com aquele calor! Avisei a ele sobre a alta temperatura, mas ele queria ir daquele jeito. Então… Azar o dele.

Saímos e nos dirigimos à Avenida Osvaldo Aranha. E o Marcel falou: “vamos pegar um táxi”.

“Táxi?”, respondi. “Vamos de ônibus, ora!”.

“Mas tá muito quente!”, ele respondeu.

“Sim, tá quente, mas não estou vestindo uma roupa totalmente incompatível com esse calor (eu vestia calça jeans e camisa social – de manga curta, é claro). Tu tá de terno e gravata porque quer. E eu quero ir de ônibus ao invés de gastar dinheiro em táxi às três da tarde”.

E pegamos um ônibus. E sem ar condicionado – reconheço que exagerei na dose com o coitado do Marcel! Se bem que estávamos preocupados em não nos atrasarmos, então pegamos o primeiro ônibus que passou com destino à PUCRS – poderíamos esperar mais e pegar um com ar condicionado, mas aí haveria o risco do atraso.

Só que, convenhamos, a culpa foi dele. Terno e gravata, um traje europeu, não é roupa para ser usada no Brasil, um país tropical (e o Rio Grande do Sul tem clima subtropical, ou seja, não deixa de ser também tropical, como provam os dias de calor que se registram no inverno). Nós não somos europeus, mesmo tendo inverno com temperaturas negativas e (às vezes) neve: até parece que isso é exclusividade da Europa! Inclusive os invernos mais frios, excetuando a Antártida, são os da Sibéria, que fica na Ásia.

Inclusive, foi um mês depois desse episódio que tomou posse como presidente da Bolívia um homem que não veste terno e gravata, chamado Juan Evo Morales Ayma. O primeiro indígena a governar um país cuja maior parte da população é como ele, prefere não usar as roupas dos colonizadores.

Quanto à formatura: a cerimônia, é claro, foi uma chatice. Depois que acabou, tive de optar por uma das duas recepções: acabei indo à do Guilherme. Poupei o Marcel de passar mais calor, e pegamos um lotação, com ar-condicionado…

O gabinete me conquistou

Assisti na tarde da quinta-feira à formatura em gabinete de alunos do IFCH da UFRGS, dentre eles meu amigo Renan, que concluiu sua graduação em Filosofia. E, definitivamente, tal formato me conquistou.

As únicas coisas que fazem lembrar uma formatura tradicional são o fato de haver juramento e a entrega de um canudo – que não é o diploma, diga-se de passagem. (O que significa que cerimônia de formatura não serve para nada!)

Foi uma formatura extremamente rápida: o primeiro a ser chamado em cada ênfase de cada curso do IFCH (Filosofia, História e Ciências Sociais) fazia o juramento, pegava o canudo e passava a vez para o seguinte, que pegava o canudo e passava a vez para o próximo… Não há um monte de discursos, agradecimentos, como acontece no palco (onde há formandos que chegam ao cúmulo de agradecer ao cachorro). E o melhor de tudo: sem toga! Considerando que devo me formar durante o verão, é um baita diferencial não ter de usar aquela roupa preta.

Desde que terminei o Ensino Médio, em 1999, acho formatura um evento chatíssimo. E o pior de tudo é que já fui a muitas: ainda bem que a maioria dos meus amigos já se formou. E como tenho o hábito de ser coerente, não pretendo, no verão de 2010, submeter nenhum deles àquela tortura.

Sem contar que, hoje em dia, as formaturas em palco são “feitas para a televisão”. Não são transmitidas ao vivo, mas é tudo montado para sair bem no vídeo (que será revisto no máximo uma vez). Tanto que o que sai mais caro em formaturas é o pagamento de uma produtora, para eternizar “o momento inesquecível” da melhor maneira possível. Mesmo na formatura de Ensino Médio se tem despesa com produtora: até não gastei muito com a minha, mas três anos depois estava muito mais caro e por isso o meu irmão se recusou a participar do troço.

Até porque, sejamos sinceros, as formaturas não são feitas para os formandos, e sim para o exibicionismo dos pais (claro que nem todos são iguais, não generalizemos!).

Enfim, já tomei minha decisão: entre gastar muito para passar calor, ter de falar qualquer merda no púlpito e ter um DVD (que nunca assistirei) da minha formatura; e me formar de graça, sem passar calor e sem discursos… Sem dúvida alguma, escolho a segunda opção.

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Também são alvos de meu “mau humor” aquelas estúpidas faixas de parabéns por aprovações em vestibulares: se a homenagem fosse realmente para o “bixo”, a faixa deveria ficar voltada para o lado de dentro da casa, não para a rua. Quando passei no primeiro vestibular, em 2000 (Física na UFRGS), minha mãe mandou fazer um banner que toda hora eu tirava da janela. Até parecia premonição: dois anos depois eu largaria o curso, para em 2004 ingressar na faculdade de História, novamente na UFRGS. Desta vez, sem banner.

HeinhÔ Batista!

Li no Apito do Blackão a postagem sobre alguns bordões hilários do narrador Paulo Brito, da RBS. O que me fez lembrar de uma história real, acontecida ano passado.

No dia 10 de agosto, quando o Diego se formou em Economia, fui à cerimônia acompanhado de uma turma de amigos, entre eles o Marcel, um dos caras mais divertidos que conheço – e ele nem precisa “forçar” para ser engraçado, pois o é naturalmente!

Na ida, o Marcel lembrava um dos principais bordões do Paulo Brito – “HeinhÔ Batista!” – toda hora. Não parava de falar “HeinhÔ Batista!”, era mais de um por minuto. Só se aquietou quando entramos no Salão de Atos da UFRGS.

Na saída, enquanto esperávamos o Diego para cumprimentá-lo, de repente o Marcel me chama e diz, rindo: “HeinhÔ Batista!”. De novo! Então ele disse:

– “HeinhÔ Batista!”, olha quem tá ali!

Era o Batista em pessoa, há alguns metros de nós!

Pensamentos do Mal e também Graduados

Hoje à noite, meu grande amigo Diego recebe seu diploma de bacharel em Ciências Econômicas pela UFRGS.

Ficam aqui registrados os parabéns do Cão Uivador aos Pensamentos do Mal! Estarei presente à celebração!