Contra o casamento

É isso mesmo. Eu sou contra o casamento. Pode até ser que no futuro eu mude de ideia. Mas esta é a minha opinião hoje. E modéstia a parte, é significativa, se levarmos em consideração que este domingo foi (mais) um dia chuvoso em Porto Alegre – dizem que nada como ter um amor (de contrato assinado e tudo) para não ficar em depressão num domingo de chuva, como se não existissem outras opções de diversão como livros, filmes, jogos etc.

Não sou contra o “se juntar”, como vários casais fazem e eu aceitaria numa boa (até porque com isso as contas podem ser divididas). Só acho uma grande bobagem esse negócio de noivado, igreja (ainda mais que sou ateu), festança… Enfim, todas essas formalidades, cerimônias. Algo que considero por demais ultrapassado, e também um desperdício de dinheiro. (O mesmo vale para as formaturas em palco.)

Quem está lendo este texto certamente acha que jamais conseguirei acabar com a instituição do casamento. Penso o mesmo.

Mas, por que acabar com ele? Ora, se não quero casar… É só não fazê-lo (afinal, não sou obrigado). Simples, né? E bem mais democrático do que, por eu ser contra, querer que as pessoas que não são contrárias percam seu direito ao casamento.

O mesmo argumento vale para o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se sou contra a instituição, quer dizer que isso vale tanto para os heterossexuais como para os homossexuais. Mas não sou obrigado a casar com outro homem, então é só não casar… Não vejo motivo algum para que pessoas do mesmo sexo não tenham o direito de se casarem. Além do que, por eu ser hétero, o reconhecimento legal da união homoafetiva não faz a menor diferença para mim – mas é muito significativo para os homossexuais.

Assim, fica a dica: se quem está lendo este texto é contra homossexuais se casarem por achar isso “imoral”, porque sua religião é contra ou por qualquer outro motivo, é só não casar com alguém do mesmo sexo… Bem mais simples – e democrático.

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