Sobre ter prazer em queimar a língua

Foi só eu escrever um texto criticando o regulamento do Gauchão por prever quartas-de-final nos turnos, que graças a este mesmo regulamento a gente ganhou “deles”, e ainda com direito a um chilique de D’Alessandro no final.

Vocês não imaginam como eu gosto de queimar a língua dessa maneira…

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A ideia mais ridícula da história do Grêmio

Quase caí da cadeira quando li que o Grêmio cogita convidar o Mazembe para a inauguração da Arena. Incrível: 2011 foi o pior ano para o Tricolor depois do fatídico 2004, a torcida esperava que 2012 pudesse ser melhor, mas a direção demonstra não ter entendido nada do que aconteceu neste ano que se aproxima do fim.

Me diverti muito com o “mazembaço” de 14 de dezembro de 2010, fato. Quase me finei de tanto rir dos colorados, e não escondo que mais de uma vez sentei no chão e tentei imitar o goleiro Kidiaba. Isso é rivalidade futebolística: sem “flauta”, ela não existe.

Agora, querer convidar o Mazembe só por conta do fiasco do Inter é uma amostra do pensamento pequeno da atual direção do Grêmio. Quando poderia chamar algum dos adversários nas nossas grandes conquistas (Hamburgo, Peñarol, São Paulo, Flamengo etc.), prefere apenas “flautear” o rival.

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E sobre amistosos, espero que também haja um de despedida do Olímpico, também com a grandeza que ele merece. O Palmeiras, nosso grande adversário nos gloriosos anos 90, se despediu do antigo Palestra Itália jogando contra o Grêmio; que tal retribuir a honra, convidando o Alvi-Verde para a última partida do Olímpico Monumental?

O hino nacional mais bonito de todos

Além do hino nacional do Uruguai ter sido o mais belo da última Copa do Mundo, ele também foi eleito como o mais bonito do mundo por não me lembro qual publicação. E nem interessa, pois o importante é ouvir:

Quanto ao hino do Chile, o jogo do Grêmio ainda não acabou (dane-se o meu texto de quinta passada!), e de qualquer jeito, os colorados que procurem!

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Atualização (04/05/2011, 23:43). Acabou para o Grêmio. Todo o poder ao meu texto de quinta passada!

Um ano de historiador

Hoje completa-se um ano da defesa da minha monstrografia.

E, de presente por este aniversário, quero rever (mas em transmissão ao vivo) a comemoração de Robert Muteba Kidiaba, goleiro do Mazembe.

Existem amigos que torcem para outro time

Foto tirada antes do Gre-Nal 181, em 05/03/1967. Fonte: "Folha da Tarde Esportiva", 06/03/1967.

Foto tirada antes do Gre-Nal 181, em 5 de março de 1967. Fonte: "Folha da Tarde Esportiva" do dia seguinte.

Como bom gremista, quero que o Inter se exploda. Sempre. Comigo não tem essa de “tira, Índio!”. Detesto babação de ovo.

Mas eu quero a desgraça dos vermelhos apenas no campo de futebol, é claro. Infelizmente, nem sempre isso acontece. Fazer o quê?

Ser gremista nunca me impediu de ter grandes amigos colorados. E é sensacional tirar sarro deles: dizemos que são podres, toscos, mas a amizade continua, porque sabem que é de brincadeira.

É possível até se rir junto quando se leva flauta – desde que ela seja criativa, sem “pifações”, é claro. Tem colorados que sabem debochar de uma maneira divertida, sem arrogância. E não perdem o bom humor quando a “gangorra” inverte e é a minha vez de tirar sarro.

Já houve momentos em que meu coração até esqueceu que é tricolor. Isso se deu quando algumas coloradas “fizeram eu subir pelas paredes” – claro que não por causa de futebol, né? Há uns dez anos cheguei ao cúmulo de dizer que uma guria era “perfeita”, e isso mesmo sabendo que ela torcia pelo Inter! Que heresia! Tudo bem que ela era muito bonita, mas é uma vergonha mesmo assim… Menos mal que ela teve o senso crítico que me faltou, e me deu um fora (afinal, ela percebeu que eu estava mentindo, não se enganou). Aprendi a lição.

Mas não se pode esquecer a frase dita nos anos 60 pelo então presidente gremista Rudy Armin Petry: “O Grêmio é grande devido à grandeza do Internacional”. Nada mais do que a verdade. A rivalidade e o desejo de sempre ser melhor que o adversário fez com que ambos os clubes crescessem e se tornassem os gigantes que são, o que é um orgulho para Porto Alegre.

Claro que, como eu falei, há aqueles que não são dignos de torcerem para um grande clube – e se verifica isso dos dois lados. São os arrogantes, que não vêem que futebol pode até ser “dentre as coisas menos importantes, a mais importante”, mas não resolve os problemas de ninguém. São aqueles que agridem – tanto verbalmente quanto fisicamente – quem veste uma camisa de cor diferente. Simplesmente lamentável. Há tanto dirigentes quanto torcedores (felizmente, uma minoria) que agem dessa forma.

Só que esse post não é para os arrogantes, e sim dedicado aos que, mesmo não sendo perfeitos (não sou mais um adolescente de 17 anos apaixonado por uma colorada, então posso tocar flauta livremente!), não são pessoas de menor valor apenas por torcerem para o grande rival. Me deram muitas alegrias com as derrotas do seu Inter (assim como também ficam felizes com as desgraças do meu Grêmio). Porém, acabou o jogo, tiramos um sarro, tomamos uma cervejinha e esquecemos que por 90 minutos “nos odiamos”.

Um fraternal abraço aos amigos e leitores colorados, e parabéns pelo centenário de seu time!

Mas, só para não perder o hábito, abaixo vai um vídeo lembrando que, terça-feira, temos jogo mais importante do que o de amanhã… Afinal, é da flauta que vive a rivalidade Gre-Nal, que não tem igual no mundo inteiro.