A inauguração da Arena do Grêmio

De última hora consegui um ingresso para a inauguração da Arena com o Hélio Paz e me fui para a nova casa do Grêmio. De fato, o estádio é realmente belíssimo, imponente.

Pena que, sinceramente, não estava totalmente pronto para ser inaugurado. E nem falo só da questão dos acessos. Poucos bares estavam funcionando, e o resultado foi: demoradas filas para pegar um cachorro-quente (que além da pipoca era a única opção de alimentação, não tinha salgadinhos nem nada; menos mal que para comprar bebidas havia vendedores ambulantes). Os banheiros (que também não funcionavam em sua totalidade) não tinham aquela tradicional fila do Olímpico, ainda mais que agora eles têm porta de entrada e saída, mas alguns estavam alagados. E o gramado, vamos combinar, estava ruim…

Considerando que o Grêmio só entrega o Olímpico para a OAS no final de março, não seria razoável usufruir do Monumental um pouco mais para inaugurar a Arena com tudo pronto? Certamente que sim, não fosse um detalhe: Paulo Odone queria ser o presidente na inauguração (ele sempre prometia que entregaria ao Grêmio a Arena construída). Mesmo não tendo sido reeleito, é o nome dele que está na placa que marca a abertura do novo estádio. Em março, o (mais uma vez) eternizado seria Fábio Koff.

Anúncios

O que há de bom no verão em Porto Alegre

Na última quarta-feira, disse que o verão de Porto Alegre só tem uma coisa boa, o fim. Gostaria de fazer uma justa correção: há outra coisa boa (além do Porto Verão Alegre, quando se pode assistir espetáculos de teatro, música e dança a preços mais acessíveis do que no restante do ano).

Trata-se da redução populacional na cidade. Hoje, às 6 e meia da tarde, o movimento nas ruas era inacreditável, em nada lembrando uma segunda-feira. Na Avenida Loureiro da Silva, onde a tranqueira no fim da tarde é mais previsível do que a música de final de ano da Globo, o trânsito fluía.

Não fosse o calor insuportável (que felizmente decidiu tirar “uns dias de folga”), o verão seria a melhor época para se estar em Porto Alegre. Pois boa parte da população – em conjunto com seus carros – migra para o litoral, levando para lá os congestionamentos, as filas nos supermercados, nos restaurantes…

O problema é que, além do fato de que dias como hoje (em que faz um pouco de calor e com vento, não aquela febre da semana passada) serem exceção nessa época, o verão só acaba entre março e abril, enquanto o fluxo migratório para o litoral inverte o sinal após o Carnaval – que em 2012 será pouco depois do meio de fevereiro. O que quer dizer que teremos pelo menos um mês de combinação “febre e caos”.