Por onde andam os “correnteiros”?

Em junho do ano passado, detonei uma série de correntes que tinham por objetivo difamar Dilma Rousseff. Meu objetivo não era defender a então candidata petista à presidência (até porque eu pretendia votar em Plínio de Arruda Sampaio, só mudei o voto “em cima da hora” para tentar derrotar o PSDB mais rapidamente), e sim, frear as mentiras que vinham sendo constantemente difundidas por reacionários mal-intencionados e também por “inocentes úteis” que repassavam aquelas bobagens.

Uma das correntes dizia que, se eleita, Dilma Rousseff não poderia pisar nos Estados Unidos, pois seria presa por ter participado do sequestro do embaixador Charles Elbrick, acontecido em setembro de 1969 no Rio de Janeiro. Logo, o Brasil teria uma Chefe de Estado que não poderia representar o país em solo estadunidense. Ruim, né?

Ruim mesmo era ter de desmentir uma idiotice dessas. Dilma militou em organizações de esquerda durante a ditadura militar, que inclusive empreenderam ações armadas, mas não há prova alguma de que a agora presidenta do Brasil tenha participado de alguma delas. E sequestros, pelo que eu sei, são ações armadas.

Os Estados Unidos realmente negam o visto de entrada a todos os participantes do sequestro do embaixador Charles Elbrick. E entre os vetados obviamente não está Dilma Rousseff, que inclusive já tinha ido aos EUA em várias oportunidades, acompanhando Lula como ministra de Estado que era. Já Franklin Martins, que também era ministro, nunca acompanhou o presidente justamente por ter participado do sequestro e, por isso, não conseguir visto. Outro que não pode entrar é Fernando Gabeira – inclusive, quando o filme inspirado em seu livro “O que é isso, companheiro?” começou a ser exibido nos cinemas dos EUA, Gabeira não pôde ir assistir à sessão de estreia.

E agora, de novo, Dilma está em solo estadunidense. E os “correnteiros”, onde estão?

Em quem não devemos mais votar

Eu tinha lido há alguns dias, e ficado com o compromisso de escrever aqui sobre isso. Deputados de esquerda babaram ovo para a RBS.

Elogiaram justamente a empresa que fez de tudo para derrubar Olívio Dutra – um dos raros políticos verdadeiramente de esquerda no Brasil – do governo do Rio Grande do Sul, entre 1999 e 2002.

Bajularam a empresa que criminaliza os movimentos sociais, que na dúvida sempre se alinha à direita, como fez durante a ditadura militar de 1964-1985.

Até a Luciana Genro está nessa turminha. Ela que em 2003 teve a dignidade de não fazer minuto de silêncio pela morte do Roberto Marinho, em 2007 bajulou a RBS.

Eu votei no Beto Albuquerque em 2006. E mandei um e-mail para ele, cobrando explicações.

País que tem uma esquerda assim, nem precisa de direita!

Mas não pensem que não entendo “nossos representantes”.

Hoje em dia, quem não “se midiatiza”, não existe politicamente – pelo menos, para eleger-se a algum cargo. Tanto que uma das figuras mais importantes de uma campanha política chama-se “marqueteiro”. Candidatos não são simplesmente disputantes de uma eleição, são como “produtos à venda”. E muitas vezes, a propaganda é enganosa.

O problema, é que não adianta procurar o PROCON depois de “comprar” um político estragado.

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