O tempo voou e minha paciência se foi

Estou gostando desse negócio de voltar a escrever. Uma consequência disso é que tenho lido textos que escrevi um bom tempo atrás – alguns, há mais de 10 anos – para comparar tanto o pensamento que eu tinha na época como também meu zelo com a língua portuguesa.

Até não mudou muita coisa em termos de pensamento. Já o cuidado com o idioma aumentou – a ponto de algumas vezes eu reler um texto lá de 2007, notar uma palavra repetida no mesmo parágrafo ou uma pontuação fora de lugar, e editá-lo mesmo que esteja quase esquecido nos arquivos de 12 anos atrás. Ultimamente sempre termino um texto e fico um tempinho longe dele para depois revisar.

Mas a maior diferença que notei foi no tocante à minha paciência com comentaristas – em especial, os que “opinavam” sem fundamentação alguma nos textos sobre política. (Aliás, vale uma observação: reclamamos tanto das redes sociais por ajudarem a propagar fake news e criarem uma “bolha ideológica” em torno de seus usuários, e esquecemos que a maioria das pessoas já era assim e “bostejava” em caixas de comentários de grandes portais e blogs.)

Desde o início do Cão nenhum comentário é publicado sem antes passar por minha moderação. É algo de que sinto muita falta em redes como o Facebook: tem gente que só fala merda e faz questão de “opinar” só por gostar de “ver o circo pegar fogo”, e não tenho como exercer papel de moderador a não ser excluindo o “bostejo” – muitas vezes depois do estrago já feito. No Cão, por algum tempo deixei passar praticamente tudo – inclusive comentários com ofensas pessoais contra mim – em nome de uma “defesa da democracia”, até que um dia me liguei no óbvio: democrática tem de ser a internet e o acesso a ela, e ninguém impor regras de como devo administrar meu blog pessoal também é democracia; por isso, passei a impedir a publicação de muitos comentários odiosos – exceto quando a tosquice era tanta que nem precisava de resposta, a pessoa já se expunha ao ridículo só por escrever tamanha asneira.

Ainda assim, por um tempo continuei “debatendo” com os que dissimulavam seu ódio “falando bonito”, respeitando as regras gramaticais etc. Não adiantava nada, mas eu era muito paciente e insistia. Depois os comentários de forma geral diminuíram pois o Facebook “canibalizou” a audiência dos blogs, e muitas vezes eu postava o link na rede de Zuckerberg e as pessoas comentavam lá, não aqui.

Vários anos se passaram, e a minha paciência se foi. Não à toa, no Facebook muitas postagens sobre política têm público restrito, para evitar a incomodação causada por bolsominions que gostam, antes de tudo, de ter palco para defender seu ídolo (tanto é que quando o post vai nos “stories”, onde a resposta vai direto para mim sem que mais ninguém veja, eles ficam quietos). Pois, além de não ter como impedir a publicação de comentários que não acrescentam absolutamente nada a um bom debate de ideias, também não tenho mais saco para discutir com essa gente: posso argumentar um monte, mostrar fatos, que no final vão acabar dizendo os já “clássicos” chavões “e o Lula, e o PT?” e “o Lula tá preso babaca”. Por que perder tempo com isso?

Facebook, ou “problematizódromo”

Sábado, enfim, saiu um texto meu no Medium. Foi publicado na TRENDR, onde sou colaborador eventual (uma média de dois textos por mês). Falei sobre o Super Bowl – obviamente não sobre o jogo em si, que sequer assisti, mas sim sobre as “problematizações” que rolaram no Facebook.

Não sou contra “problematizações”, e dentre os assuntos que podem ser problematizados encontra-se, inclusive, o Super Bowl. O problema é a maneira como elas costumam ser feitas no Facebook: bastante “capengas”, com análises simplórias e uso de muitos chavões – coisas típicas de quem não sabe lá muito sobre o assunto mas que se sente na obrigação de ter opinião. O que poderia (ou melhor, deveria) ser assunto sério fica parecendo discurso de chapa que concorre ao DCE.

São coisas assim que irritam demais no Facebook. E pensar que foi graças a ele que a “blogosfera” (tão importante em episódios como a eleição de 2010, por exemplo) acabou minguando…

Do Twitter ao blog

O Twitter tem muitas vantagens em relação ao Facebook. Não é tão repleto de “cagadores de regra”, dá maior liberdade de ignorar idiotas que só aparecem para provocar, e o principal: não é uma rede “de amigos”, mas sim de “seguidores”. Tenho muitos “amigos” que não sigo no Twitter e vice-versa, mas no Facebook lá estão…

Só que o Twitter tem um problema: limite de 140 caracteres. Com isso, o que se quer dizer acaba ficando “quebrado” em vários “tweets”. Embora ainda seja a rede ideal para “xingar muito”, em especial a galera chata do Facebook.

Nesse aspecto, o blog tem uma vantagem: poder escrever mais. E como não estou divulgando os links no Facebook, me dá uma liberdade bem maior.

De repente faço isso no próximo texto. Agora não, pois estou com sono (sim, madrugada de sábado e vou dormir cedo, mas foda-se).

Eu sei que miojo faz mal

Dias atrás, sem comida pronta e com preguiça de cozinhar, resolvi fazer um miojo para almoçar. E de gozação pensei em fotografar e postar no Instagram. Afinal, há quem até deixe a comida esfriar de tanto procurar o “ângulo perfeito” para “mostrar ao mundo” o que está comendo — mesmo que seja algo corriqueiro, tipo… Miojo. Não seria a primeira vez que eu ironizaria tal mania: ano passado tive de ir a uma emergência devido a dores nas costas que quase me impediam de dormir, causadas por um mau jeito na coluna; tomei medicação “na veia” para aliviar o desconforto e resolvi publicar uma foto do remédio no Instagram.

Mas decidi não postar absolutamente nada sobre o meu almoço, seja no Instagram ou no Facebook. Pois aí estaria a mercê de algumas das pessoas mais chatas da face da Terra: aquelas que adoram tretar por qualquer coisa nas redes sociais. Já imagino alguns dos comentários que viriam: “Que horror, comendo miojo, isso faz mal!”, “Cadê a salada?”, dentre outros “conselhos” irritantes.

Fora outras experiências próprias que citarei como exemplos:

  • Se reclamo do verão, vem gente me dar “conselho” do tipo “curtir praia”, “me associar em clube com piscina” (me pagar a mensalidade que é bom, ninguém quer), sem contar a mentira de falar que o calor não mata;
  • Manifesto meu conforto com o inverno, aí falam das mortes pelo frio (que é um problema social e não térmico, para que menos pessoas morram de frio é preciso redistribuir renda e não aumentar a temperatura), reclamam da conta de luz pelo aquecedor e o chuveiro elétrico (como se o ar condicionado no verão não gastasse nada), de comer demais (chega a parecer que encher a pança é obrigação);
  • Post de futebol, caso seja clubístico (ou seja, sobre o Grêmio), muitas vezes virou aquelas infinitas discussões “grenalizadas” sobre qual é “o maior” e que são uma gigantesca perda de tempo;
  • Já aconteceu também de postar no Facebook coisas relativas a algumas dores e mesmo distensões musculares, com o objetivo de “autozoeira” relativa à minha idade (que obviamente não é avançada a ponto de eu poder se considerado “velho”, mas ainda assim acho divertido brincar com a minha “velhice”), e ao invés de receber mais zoeira, tive de aturar mais uma vez os MALEDETTOS “conselhos” do tipo “me exercitar” (já estou LITERALMENTE careca de saber que o sedentarismo não é bom) ou “fazer academia” (mais uma vez: me pagar a mensalidade que é bom, ninguém quer);
  • E o que para mim é o pior de tudo: quando reclamam de alguma coisa que compartilho e dizem algo do tipo “não posta mais isso”, achando que têm direito de decidir sobre o que vou publicar no MEU perfil.

Alguém pode muito bem dizer que os “conselhos” são “para o meu bem”, e que reclamações contra o frio ou elogios ao calor são “liberdade de opinião”, e isso não deixa de ser verdade. Mas ao mesmo tempo, é por coisas assim que ultimamente navegar pelo Facebook em especial tem sido uma experiência irritante, e por isso tenho preferido muito mais compartilhar posts de humor ou informativos, com um ou outro comentário de futebol preferencialmente não-clubístico (mas quando falo do Grêmio, às vezes me antecipo aos colorados e toco flauta no meu próprio time). Além, é claro, dos links para os meus textos.

Só que a última “novidade” do Facebook é que o algoritmo agora vai priorizar mais os posts de perfis pessoais, em detrimento das páginas (muitas das quais têm caráter bastante informativo), e dando prioridade ao que é postado no próprio Facebook. Ou seja, vão aparecer mais selfies do que notícias, mais bobagens e menos coisas relevantes.

Resumindo: o que já era chato, vai ficar ainda mais chato. Vamos ter ainda mais “cagação de regra”, já que os posts se referirão ainda mais a questões pessoais. Mas a “nutricionistas” de plantão (por mim podia ter mil aspas pois não me refiro a quem tem graduação em Nutrição), já aviso: sei que miojo faz mal, só que vou comer de vez em quando caso me dê vontade, cuidem de suas vidas e parem de encher o saco.

Eu curto (e escrevo) “textão”

Uma impressão que tenho no Facebook é que muita gente por lá não gosta de “textão”. Toda hora vejo queixas: “que saco essa gente publicando textão”, e blá blá blá.

Na boa: se você não gosta, é só não ler. Quando o texto é longo, nem aparece na íntegra: para ler tudo é preciso clicar em “ler mais” – logo, é só não clicar. E isso quando ele é publicado diretamente no Facebook: se é link, nem mesmo é possível ler o começo sem dar um clique. Aliás, eu tenho dado preferência a publicar meus “textões” no blog e postar o link no FB: azar dos preguiçosos que não clicam, ficarão sem ler.

Só digo uma coisa: se você é do tipo de pessoa que reclama de “textão”, jamais tenha a cara-de-pau de vir com papinho do tipo “o povo brasileiro não tem cultura, não lê”. Primeiro porque cultura não é só o que gostamos (e acho muito mais correto falar em “culturas”, assim, no plural). Segundo, pois se você não lê “textão”, que moral tem para falar mal de quem não gosta de ler?


“Ah, mas eu falo de texto na internet, gosto de ler livros”. Bom, então fique menos tempo no Facebook e mais tempo lendo o seu livro.

E em tempo: quem reclama de “textão” nada mais faz do que desmotivar (mesmo que não decisivamente) quem gosta de escrever. Muita gente escreve mal, é verdade, mas quantos possíveis escritores do futuro estão ficando sem a menor vontade de produzir textos por conta dos reclamões (ou seriam preguiçosos?) do Facebook?

Afinal, quem escreve quer ser lido: eu costumava atualizar meu antigo blog com frequência (dificilmente deixava muito tempo “parado”) pois tinha bastante gente que lia, comentava etc. Mas com o passar do tempo os acessos foram diminuindo, as pessoas pararam de comentar no blog… Resultado: por um bom tempo perdi a vontade de escrever. Depois retomei o Cão Uivador, até mesmo comprando domínio próprio, mas percebendo que a tendência de diminuição de acessos era irreversível, nem renovei o domínio e preferi fechar o blog após atualizá-lo apenas cinco vezes em cinco meses; resolvi criar e manter um outro com meu próprio nome apenas por teimosia, pois nunca simpatizei com a ideia de ter apenas o Facebook como espaço para expressar minhas ideias.

Coisas que aprendi nos últimos dias

Quarta-feira passada, fui informado de que tinha morrido de maneira trágica (num acidente de carro) um cantor sertanejo do qual eu nunca tinha ouvido falar, junto com sua namorada. Até não fiquei surpreso, pois não curto música sertaneja – ainda mais em sua vertente atual, o tal de “sertanejo universitário” (pergunta que não canso de fazer: quando esse cara vai se formar?). Muitos ditos “sucessos” desse tipo de som eu só descubro quem são depois que fazem sucesso (leia-se “quando aparecem na mídia e começam a ser falados”).

A minha surpresa mesmo foi ao abrir o Facebook e perceber que a imensa maioria de meus contatos também não conhecia o cantor. Inclusive cheguei a dizer que talvez já tivesse escutado alguma música do cara, visto que aqui em Ijuí é comum jovens se reunirem nas tardes de domingo em alguns pontos com som a todo volume em seus carros (muitas vezes rebaixados). Mas ainda assim não diferencio os nomes, para mim é tudo igual.

Então descobri que, por não fazer ideia de quem era Cristiano Araújo, eu “não conhecia o Brasil”. Ora, que novidade! Será que há alguém que conheça realmente um país de dimensões continentais como o nosso? Saber quem é um cantor sertanejo não transforma ninguém em “conhecedor do Brasil”, mas sim de apenas um aspecto dele.

Se passaram dois dias e o Facebook deixou de ser dominado pelo assunto “Cristiano Araújo”, passando a bola para a legalização do casamento homossexual nos Estados Unidos, este sim um acontecimento histórico. Teve toda uma polêmica sobre colorir as fotos em comemoração ao acontecimento, com reaças subitamente lembrando da fome enquanto gritam contra o Bolsa Família e dizem “vai trabalhar, vagabundo” a mendigos quando estes pedem uma moedinha. Sim, hipocrisia é o que não falta por lá. (Em tempo: não colori a minha foto primeiro porque um parente reaça ter feito o mesmo acabou me desmotivando; mas também achei melhor manter o avatar com o selinho contrário à redução da maioridade penal, uma batalha que ainda precisamos vencer. E além disso, quem me conhece sabe que sempre fui favorável a permitir que todas as pessoas tenham o direito a se casarem, independente de sua orientação sexual.)

Foi embora o final de semana e, de novo, voltou a se falar em Cristiano Araújo. Tudo porque o jornalista Zeca Camargo criticou a excessiva comoção pela morte de um cantor que “ninguém conhecia”, embora não tenha dito tudo talvez por trabalhar na Globo, dona da gravadora dos discos de Araújo (a Som Livre): alguém acha que não rolou “interesse comercial” na intensa cobertura da “plim-plim”? Resultado: Zeca Camargo foi xingado até a enésima geração por fãs do cantor.

Ou seja, pelas opiniões que li no Facebook sobre a crítica de Zeca Camargo (com a qual concordo), descobri que sou um babaca, idiota, imbecil, desgraçado… Ah, e que não conheço o Brasil. Acho que sou burro mesmo – mas informo que não tenho intenções de passar a ser “inteligente”, pois não gosto de música sertaneja e não pretendo passar a ouvir tal tipo de som apenas para agradar.

Facebook: não saí e quase me arrependo

Semana retrasada, anunciei minha saída do Facebook. Escrevi meu último post lá, pedi para que me passassem números de telefones para mantermos contato via WhatsApp e Telegram… E no fim, acabei ficando.

E agora, estou um pouco arrependido. Pois embora permanecendo no Facebook eu tenha a impressão de que serei mais “ouvido” (risos), ao mesmo tempo não me sinto plenamente livre para dizer tudo o que quero lá.

Acreditem: aqui no blog, onde escrevo meus textos abertos a qualquer pessoa, sinto ter maior liberdade de expressão do que no Facebook. Simples: aqui tenho mais poder. Posso moderar os comentários, e assim me livrar de muita chateação.

Aqui não tem reaça enchendo o saco com suas reacices. Não tem “cagador de regra” se sentindo a vontade. Aqui quem dita as regras sou eu.

“E a democracia, cadê?”, alguém me perguntará. Respondo: está no direito de você escrever o que bem entender no seu espaço. Tanto faz se é no perfil do Facebook ou no blog.

Mas aqui é o meu espaço. Aqui vigora a rodrigocracia. Aliás, em tese vale o mesmo no meu perfil do Facebook, o problema é que se excluo ou bloqueio alguém de lá começa o “mimimi”. Pois o pessoal confunde amizade com “estar na lista de contatos do Facebook” – quando começo a pensar seriamente que em muitos casos a melhor maneira de preservar a amizade seja não adicionar certas pessoas na rede do Zuckerberg.

No fim, não saí do Facebook e acho que não sairei tão cedo. Mas deixo aqui registrado que quase me arrependo de ter ficado.

A decisão de sair do Facebook

Já tinha pensado nisso faz tempo. Lá em 2013 cheguei a escrever um texto sobre o assunto. Mas agora tomei uma decisão: em breve, finalmente, irei “cometer facebookcídio”.

Sei que muita coisa mudará. Não terei mais 200 cumprimentos pelo meu aniversário (já que as pessoas hoje em dia têm nas redes sociais sua “agenda”). Perderei contato com quem não tiver meu e-mail ou telefone (para falar comigo via WhatsApp ou Telegram). Por isso, anunciei a decisão antes de encerrar a conta no Facebook – e assim dará tempo para quem quiser pegar meus novos endereços na internet.

Mas também me livrarei de muita “tralha”. Não me refiro a pessoas, e sim à overdose de informações que circula no Facebook. Tem muita coisa útil, importante. Mas a maioria é bobagem. Não é tão necessário saber, por exemplo, que fulano de tal está no bar x com y pessoas (e o negócio é tão maluco que é difícil não “entrar no jogo” e acabar fazendo as mesmas coisas). Assim como não deve ser nada agradável acontecer algo do tipo você gostar de uma pessoa e aparecer na sua linha do tempo que ela começou um relacionamento sério (e com alguém que obviamente não é você).

Também estarei livre de me deparar com coisas relacionadas a Onyx Lorenzoni, Jair Bolsonaro, Revoltados Online, Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino, TV Revolta etc. (na real já bloqueei tudo isso no Facebook, mas sempre surgem coisas novas – e piores). Sem contar que aqui comentário-mala não tem vez: eu exerço meu papel de moderador.

Resumindo: de modo geral, vai ser melhor.

76 dias depois

Dias atrás, escrevi o texto que seria o último do Cão Uivador. Estava decidido a encerrar em definitivo as atividades do blog, de atualizações cada vez mais irregulares. Afinal, nos últimos tempos as pessoas, de forma geral, andam preguiçosas. Não leem textos longos na internet, não clicam em links que levem para longe do Facebook, acreditam em qualquer meme idiota que seja chamativo… Não é de surpreender a praga dos boatos.

cão uivador

Então, ao abrir o Facebook (sempre ele…) no começo da noite de hoje, vi a mensagem acima. E tive noção do tempo que deixei o blog parado. Antes disso, o máximo tinha sido em torno de 20 dias. Nunca passara de um mês. Mas agora já eram dois e meio.

Então tive a ideia de… Postar a imagem aqui. Afinal, é o lugar ao qual ela se refere. Foi a motivação para voltar a atualizar o blog.

Larguei de mão, ao menos temporariamente, a ideia de encerrar o Cão. Mas não prometo mais atualizações “de tantos em tantos dias”: antigamente eu sempre procurava evitar que ele ficasse mais de quatro dias sem novas postagens. Agora vou escrever só quando estiver a fim.

Mas algo que preciso definir logo, é quanto ao endereço dele. Em maio do ano passado adquiri o domínio caouivador.com pelo período de um ano, pagando US$ 26 por isso. Agora tenho até o dia 22 de abril para decidir se renovo por mais um ano ou não. Por enquanto, não acho que valha a pena pagar mais US$ 26 – ainda mais com a cotação do dólar em alta.

O Cão em 2014

Terminou 2014, que em termos de atualizações foi disparado o pior ano da história do Cão. E a tendência não é melhorar.

O que acontece é muito simples: hoje em dia, o Facebook rouba audiência de tudo. Infelizmente, as pessoas se tornaram extremamente preguiçosas: para não poucas, navegar na internet tornou-se sinônimo de acessar a rede de Zuckerberg, e com isso não clicam em links que as levem para fora do Facebook. Consequentemente, um texto será mais lido se for postado diretamente no FB (e, principalmente, se for curto – não esqueçam da preguiça reinante) do que se for publicado em um blog meio desconhecido (caso deste) com link para quem navega no Facebook clicar.

Óbvio que acho isso uma bosta, e não simplesmente porque meu blog perdeu a pouca relevância que já teve. O Clube do Hardware publicou um editorial que explica muito bem o quão problemática é essa situação: quem investe na internet depende, fundamentalmente, de audiência para que seu negócio prospere. Nem toda página é comercialmente viável (e às vezes o “investimento” não é em busca de retorno financeiro, para o meu blog basta que os textos sejam lidos e comentados, de maneira a serem relevantes), mas com o Facebook tornando-se sinônimo de “internet” para muitas pessoas, importantes endereços da web estão sofrendo prejuízos: com menos audiência, os banners de publicidade têm menos visualizações e também menos cliques; com isso, anunciar na internet torna-se menos atrativo para as empresas que anos atrás o fariam sem pestanejar.

Mas o prejuízo não é só para quem investe na internet, é também para todos os que navegam pela rede. Como o próprio editorial do Clube do Hardware lembra, hoje em dia quando temos dúvidas sobre algum assunto simplesmente perguntamos no Facebook, quando “antigamente” (ou seja, uns cinco anos atrás) buscávamos páginas e fóruns especializados no assunto. O que isso quer dizer é: a qualidade da informação que recebemos também caiu muito, pois não sabemos se a fonte é alguém que realmente entende do assunto ou se é apenas alguma pessoa metida a dar palpites sobre tudo.

“O Cão Uivador vai acabar?”, alguém pode perguntar. A resposta é não. De maneira alguma acabarei com o blog, por dois motivos. O primeiro, é que acho bom ter um espaço meu para publicar o que escrevo (mesmo que eu mesmo acabe “pirateando” o texto para o Facebook). Já o segundo, é uma esperança: um dia o FB há de se acabar, tal qual o Orkut (aliás, deixou saudades). E o Cão seguirá.

Bom, agora chega de “mimimi” e vamos ao relatório.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 8.100 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 7 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo