Copa 2014, por Eugênio Neves

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Sugestão aos cartunistas gaúchos

O (des)governo Yeda está (finalmente!) acabando. Daqui a três semanas, o Tarso estará no Palácio Piratini, e a Yeda vai para casa.

Mas nem todo mundo está feliz com o fim do (des)governo. Os chargistas da Grafar, em setembro de 2009 deixaram claro que vão lamentar como poucos a saída da Yeda do Piratini. Afinal, nunca foi tão fácil fazer piadas sobre um governante no Rio Grande do Sul. Se o Hermes da Fonseca foi um dos presidentes mais satirizados da história do Brasil, sem dúvida alguma a Yeda detém tal honra a nível estadual.

Pensando em divertir minha meia dúzia de leitores logo depois que a Yeda sair, me veio a ideia de fazer uma “retrospectiva” destes quatro bizarros anos. Para não me perder, comecei pelo Kayser, e seguindo uma ordem cronológica a partir do que ele desenhou e postou no blog dele antes mesmo da Yeda ser eleita, em outubro de 2006. Parei no início de maio de 2007, depois de já ter selecionado vinte e seis charges.

Se só do Kayser escolhi 26 charges num período de pouco mais de sete meses, imaginem quantas faltam até os dias atuais? Depois lembrei que ainda teria de fazer a seleção do Bier, do Eugênio, do Hals, do Santiago… Pois é, a retrospectiva ficaria imensa. E isso que desconsiderei as charges que poderão ser feitas até 31 de dezembro, pois como nos restam vinte dias de Yeda no Piratini, nesse tempo ainda pode acontecer algo digno de ser satirizado.

Deixo então uma sugestão aos cartunistas: uma retrospectiva do (des)governo Yeda baseada em charges. Acho mais fácil que a seleção seja feita por quem desenhou, pois eles lembrarão as que consideram as suas melhores, que sintetizam de forma muito bem-humorada o que foram estes quatro anos para o Rio Grande.

Mas para além da retrospectiva, é imporante que se monte um arquivo das charges sobre o (des)governo – seria um acervo riquíssimo, e uma mão na roda para os historiadores no futuro. Afinal, elas propiciarão uma visão muito mais correta sobre este período do que a “grande mídia” guasca.

2010: um tenso ano novo

Em menos de duas semanas estaremos oficialmente em 2010. Um “ano novo” que terá uma “novidade”: a campanha política mais suja da História do Brasil.

Isso pode parecer que já aconteceu em 2006. Mas em nada se compara ao que veremos no próximo ano. Na última eleição presidencial, a direita contava que, com a ajudinha da “grande mídia”, impediria a reeleição de Lula e voltaria ao governo. Mas a tática não deu certo, e o presidente obteve mais quatro anos dando uma verdadeira surra eleitoral em seu adversário no segundo turno.

A direita raivosa já percebeu que não basta ter uma ajudinha da “grande mídia”, nem pode contar que as pesquisas convençam os eleitores de que “tal candidato vai ganhar e não adianta nada fazer alguma coisa contra”. Como disse o Eugênio Neves em postagem no início de 2009, trava-se uma “batalha da informação”: os direitosos sabem que muita gente lê opiniões críticas escritas por diversos blogueiros de esquerda. Daí o aparecimento de diversos trolls, com o único objetivo de tumultuarem o debate feito nos comentários: muitas vezes financiadas pela direita, não interessa a tais figuras a troca de ideias, e sim a baixaria.

Como disse o Milton Ribeiro, realmente, 2010 “será uma coisa”. Nos preparemos para uma enxurrada de comentários toscos, ofensivos. Para os quais só vejo uma solução: a “tesoura”. Isso não é “censura”: cada blog publica os comentários que julgar convenientes; até porque a “grande mídia” se diz “imparcial” mas não publica muita coisa…

Cortar o barato dos trolls só beneficia o debate (que se realizado em alto nível incentiva também a participação de quem discorda mas não xinga, o que é excelente). Sem contar que as provocações têm muitas vezes o objetivo de gerar resposta que resulte em algum processo – principal arma dos direitosos para tentar calar a blogosfera, pois sabem que os blogueiros independentes não têm como enfrentar o poder econômico. Que o digam o Carlinhos Medeiros e o Antônio Arles, os mais recentes “notificados judicialmente”.

Adivinhem de quem me lembrei?

trogloditas_midia

No fim do ano passado, um troglodita de codinome quase igual a um dos que estão na charge do Eugênio Neves, literalmente infestava o meu blog. Foi a partir de um post do próprio Eugênio no Dialógico que decidi cortar as asinhas de gente como o tal “Jubão”: afinal, não é o Cão Uivador – ou os outros blogs de esquerda – que devem ser “democráticos”, e sim, a internet, para que mesmo os direitosos e os colorados “pifados” (que eu também dou uns cortes) possam criar seus blogs. E lá, que escrevam as bobagens que lhes vierem à cabeça.

Tais trogloditas têm um objetivo muito claro: tumultuar a discussão. O debate sobre um assunto importante, acaba sendo esquecido devido à “necessidade” de se responder a uma provocação barata. E ainda por cima, nós, blogueiros de esquerda, acabamos dando espaço para fascistas – justamente o que deveríamos combater!

Portanto, fica o aviso: aqui, esse papo de “pacificação” não cola. Não sei quanto ao Rio Grande do Sul, mas o Cão Uivador não será “pacificado”!

Nova “política de comentários”

O Eugênio Neves escreveu excelente artigo no Dialógico a respeito do genocídio em Gaza e do tratamento que a direita raivosa vem dando ao assunto em seus “pitacos” nos blogs de esquerda – sempre repetindo as mesmas idiotices. Tem um trecho que acho fundamental:

Em nome do que temos que aturar isso??? Da democracia? Tenho uma opinião muito precisa a esse respeito: não são os nossos blogs que tem de ser democráticos. É a democracia e o acesso universal a Internet que precisam ser garantidos! Ali, todos, inclusive os fascistas que nos brindam com suas asquerosas presenças, podem construir os seus blogs e defender as barbaridades que bem entendem.

Sim, porque eles estão reivindicando, raivosamente, o direito de expressar a sua “opinião”, quando essa “opinião” significa, nada mais, nada menos, que defender a “idéia” de que um povo tem o direito de massacrar outro povo!!! Iremos debater ou pactuar com isso? A que ponto chegamos!!!

Nós, que reconhecemos o genocídio na Palestina, temos deixado clara a nossa posição. Mas também precisamos repensar o acesso de determinados indivíduos aos espaços que mantemos na Internet, a custa do nosso esforço pessoal. Ainda mais, se considerarmos que alguns deles são profissionais remunerados para cobrir a rede de blogs de esquerda com suas interferências, a fim de tumultuar os debates relevantes. Quem duvida disso, é só verificar a quantidade de comentários que alguns deles colocam na rede de blogs.

Esse momento é muito sério, pois além da guerra genocida, também se trava uma batalha de informação. Não podemos ficar tergiversando e aguentando essa verdadeira campanha fascista dentro de nossos espaços, só para parecer que somos tolerantes.

Alguém poderá dizer: mas precisamos saber o que essa gente pensa! E eu pergunto: mas ainda não sabemos??? E se precisarmos saber, é só ir nas suas fontes, sem precisar da intermediação desses garotos de recados.

Claro que ler só o que citei não basta: clique aqui para ler o texto na íntegra.

Em novembro, tomado de indignação pela aprovação na Câmara do projeto Pontal do Estaleiro, decidi censurar um direitoso que se identificava como “Jubão”. Claro que o sujeito achava que se eu não queria o Pontal, devia ir embora para Cuba, que Porto Alegre tinha pego “nojo do PT”, entre outras idiotices. Só voltei atrás devido a um pedido do leitor Jorge Nogueira: ele propôs que, cada vez que o “Jubão” aparecesse, detonássemos ele com suas respostas.

Porém, ao contrário do que parece, permitir a expressão de fascistóides não é bom para a democracia. Justamente porque eles não têm o menor apreço por ela. E não é bom para o debate, visto que por mais que respondamos, jamais a discussão com eles terminará.

E tem mais: como gremista, percebo o mesmo em relação a comentários “pifados” de colorados. Não aqueles de bom senso, mas sim, os que procuram desmerecer o título mundial do Grêmio e acham mais importante disputar a Copa Suruba Suruga do que a Libertadores no ano do centenário.

Assim, a partir de agora passarei a me utilizar mais de meu poder “ditatorial”: a moderação de comentários. Serão permitidos comentários discordantes, mas desde que baseados em argumentação racional – ou seja, que ajudem a qualificar o debate. O mesmo vale em relação aos colorados.

Ofensas, besteiras e “pifações” terão como destino a “lata do lixo”, ou seja, o SPAM.

Peço também que usem endereços de e-mail verdadeiros para seus comentários (os fascistas costumam se esconder sob e-mails falsos), já que eu não os divulgarei jamais. Pois, ao contrário dos vikings do vídeo acima, eu não gosto de SPAM, logo não contribuiria com os que espalham esta praga.

Se o leitor acha que as mudanças no Cão são “ataques à liberdade de expressão” e não tem blog, aproveite para criar o seu então. Nada mais democrático do que ele ter o direito a expressar-se em um blog, e a participar de um debate de bom nível em outros blogs.

E para não dizerem que “não avisei”, deixarei o texto com as novas regras para comentários no menu superior do blog, sempre visível.

Considerando os resultados das últimas eleições…

fogaca_painoel_pontal(charge do Eugênio Neves)

Ontem, antes do jogo do Grêmio, foi tocado o Hino Rio-Grandense. E surgiu nova letra para um trecho:

Mas não basta para ser livre,
Ser forte, aguerrido, e bravo,
Povo que vota na Yeda
Acaba por ser escravo.

Bom humor: melhor forma de resistência

A turma que está no governo – e a maioria da sociedade gaúcha, que elegeu esse pessoal – é extremamente mau-humorada. Afinal, é direitosa (direitista + raivosa).

Assim, a melhor maneira de resistir a tudo o que vem acontecendo – corrupção, mídia mentirosa, Coronel Mendes – é rir. Enquanto eles espumam de raiva, nós mantemos nosso bom humor: isso deixa eles ainda mais espumantes, e dá mais inspiração para debocharmos deles!

Bier:

Eugênio Neves:

Kayser:

Demolição do Presídio Central

Barbada de entender o motivo pelo qual a Yeda anunciou a demolição do Presídio Central: os “cidadãos de bem” que fazem parte do (des)governo dela não querem ser tratados do mesmo jeito que os “cidadãos do mal” (que na ótica dos “cidadãos de bem” nem sequer são cidadãos e têm mais é que apanhar).

E como “cidadãos de bem” não devem apanhar, não devem ser algemados, como diria nossa “inteligência superior”… Derruba o presídio!


(charge do Kayser)


(charge do Eugênio Neves)