O pessimismo cada vez mais justificado

Embora já tenha passado mais de uma hora da meia-noite (e de que a luz voltou), sou da opinião que o dia termina só quando vamos dormir (e isso é a merda de quando perco o sono, pois além do cansaço, não tenho essa “divisão”). Para mim, agora continua sendo 10 de fevereiro de 2014, um dia extremamente pesado tanto pelo calor insuportável como pelas notícias que marcaram a segunda-feira.

Cada vez estou mais convencido de que, em 31 de dezembro de 2013, acertei ao escrever mensagem pessimista quanto ao novo ano que começava. E o pior é que 2014 recém começou.

Tudo o que mais desejo, sinceramente, é que paremos de ter tantas notícias ruins. Mas não nutro muitas esperanças.

Por que ainda tenho esperança?

Embora todos os candidatos tenham sido tão parecidos ao longo desta campanha (maldita onda de “paz e amor”, negação da política, que pressupõe discussão, debate), dizer que eram todos iguais não dava.

Por isso, mesmo que fossem todos tão parecidos, tive que fazer uma escolha. E escolhi, como os leitores do blog já sabem e por motivos que já apresentei, Maria do Rosário já no 1º turno.

As perspectivas não são nada animadoras. Amanhã é 25 de outubro, dia em que se completam 10 anos da inesquecível vitória de Olívio Dutra na eleição para o Governo do Estado, e parecemos estar às vésperas de mais uma derrota do PT para um adversário fraco. Porque conheço pessoas que votam em qualquer um que “não seja do PT”. Não é nem conservadorismo: é burrice mesmo.

São tão burros que na última eleição para o Governo do Estado eles iriam votar no Rigotto, e decidiram votar na Yeda para “tirar o Olívio do 2º turno”. Quem ficou de fora foi o Rigotto (que se não era grande coisa, era bem menos pior do que a Yeda). E claro, votaram todos na Yeda depois. Deu no que deu. É uma pena que todos os gaúchos, tenham ou não votado nela, estejam pagando o pato. Mas é bem feito para todos os que votaram nela e que votariam até no demônio contra o PT.

Enfim, acho que está tudo perdido. Melhor, quase acho. Pois numa tarde de sábado em 2005, deixei de acreditar na validade da palavra “impossível”.

E, como aquele amigo que citei em postagem um dia depois do 1º turno é gremista, sabe que não pode cantar vitória antes da hora.