Pedra cantada

Charge do Kayser

Lembremos as palavras de Cezar Busatto a Paulo Afonso Feijó, em 2008:

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Censura e patetices da mídia

O Diego escreveu no Blog do Rodrigues sobre o caso do documentário “Manda Bala”. O diretor Jason Kohn, de apenas 24 anos, nasceu nos Estados Unidos mas é filho de pai brasileiro. O filme retrata o Brasil como um país caótico, e citando diversos casos de corrupção – como o “escândalo das rãs” de Jader Barbalho. A película está impedida de ser exibida no país, por conta de ameaças de processos por parte dos envolvidos.

Como o Diego disse, poderemos até questionar o conteúdo de “Manda Bala”, mas em hipótese alguma devemos aceitar que ele seja proibido no país só porque desagrada a algumas pessoas – talvez por mostrar algumas verdades que elas gostariam de esconder. Aliás, se o filme fosse tão “mentiroso” assim, não haveria motivos para temores: como diz aquele velho ditado, “quem não deve, não teme”.

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Ontem à tarde, chegou a ser patética a postura do Lasier Martins no programa dele na Rádio Gaúcha.

Como acredito que todos saibam (pelo menos no Rio Grande do Sul), Ariosto Culau, ex-Secretário de Planejamento do Estado, foi demitido após ter sido flagrado tomando um chope com Lair Ferst, um dos principais envolvidos no escândalo do DETRAN-RS. A “rainha das pantalhas” Yeda Crusius não queria demiti-lo, mas a pressão da base aliada sobre a (des)governadora levou à saída do secretário.

Pois bem: Lasier Martins “pôs a Rádio Gaúcha à disposição de Culau para ele prestar esclarecimentos à sociedade gaúcha”. Foi incrível a babação de ovo: para Lasier, obviamente Culau seria inocente e precisava falar e provar que nada tinha a ver com o escândalo do DETRAN-RS.

Mas em 2001, durante a CPI da “Segurança Pública” – que foi na verdade um palanque da oposição contra o governo Olívio, com toda a cobertura (favorável) da mídia -, até prova em contrário, todos os envolvidos eram considerados culpados por Lasier & Cia…

Diante disso, não custa nada lembrar mais uma vez daquele dia:

Eles não desistem

Quer acompanhar como o Governo Federal está gastando o nosso dinheiro? Simples. Basta ver os dados que a Controladoria-Geral da União (CGU), órgão vinculado à própria Presidência da República, põe a disposição de qualquer um na internet. É o Portal da Transparência.

Aquelas malas da televisão querem te fazer acreditar que eles descobriram os gastos da ex-ministra Matilde Ribeiro com o cartão corporativo. Que eles fizeram um “brilhante trabalho investigativo” e tornaram público mais um escândalo do “governo mais corrupto da História do Brasil”.

Que mérito da mídia! Tornou público o que já é! E ainda faz parecer que foi graças a ela que a “ladra” Matilde Ribeiro deixou de ser ministra! Quando foi a própria CGU que convocou Matilde para dar explicações…

O que está muito claro, é que a mídia não desiste de tentar detonar o governo Lula. Que pode não ser dos meus sonhos – tanto que no 1º turno de 2006 votei no Cristóvam Buarque, e no 2º aí sim em Lula – mas é menos pior do que o anterior, que não sofria um décimo dos ataques que vem sofrendo o atual.

O maior partido de direita do Brasil não é o PSDB, nem o DEM. É a própria mídia. Quer provas disto? É só ver como pipocam escândalos nos últimos anos.

O primeiro foi o mensalão. A corrupção realmente aconteceu, mas o que se passou a ver diariamente foram os principais (de)formadores de opinião atacando incessantemente o governo, dizendo que era “mais corrupto que o governo Collor” . Algo que não víamos até 2002. E ainda por cima transformaram em “herói” Roberto Jefferson, que estava enterrado até o pescoço na lama, por ter feito a denúncia.

Pouco antes da eleição de 2006, apareceu o caso do dossiê com supostas denúncias contra candidatos do PSDB. Petistas teriam sido flagrados com um monte de dinheiro para comprar o tal dossiê. Deram um destaque maluco à foto do dinheiro que supostamente seria usado para a compra – uma “parede” montada para “sair bem na foto” – mas ninguém respondeu a uma pergunta que todos faziam: qual era o conteúdo do dossiê? Até hoje, ninguém disse.

A divulgação da foto do dinheiro só não teve um impacto maior porque no mesmo dia da “bombástica notícia”, aconteceu o acidente do vôo 1907 da Gol. Exatamente um mês depois, no 2º turno eleitoral, apesar de todos os ataques, o presidente Lula deu uma surra em Geraldo Alckmin (PSDB), e foi reeleito com mais de 60% dos votos válidos.

Coincidentemente (?), poucos dias depois começavam os atrasos nos aeroportos. Mais uma chance de bater no governo: era o “apagão aéreo”. Os noticiários davam destaque a idiotas que choravam na frente das câmeras porque o avião estava atrasado. O auge dos ataques aconteceu em julho do ano passado, com a tragédia do vôo 3054 da TAM. Alguns engomadinhos “cansaram” e criaram um movimento “cívico e apartidário”, que contou com apoio explícito de vários setores da mídia, pelos “direitos dos brasileiros”. Afinal, fora o presidente Lula que empurrara o Airbus para fora da pista de Congonhas.

O “Cansei” foi um fiasco. Mas obviamente eles não desistiram. Afinal, estão fora do governo há cinco anos. Isso é demais para quem estava acostumado a estar sempre lá.

Depois de passar uns tempos “na moita”, a mídia voltou à ativa no início de 2008. Primeiro com a “iminente epidemia” de febre amarela. Muita gente se assustou de tanto que falavam na TV que a febre amarela ia voltar, e se vacinou duas, três vezes seguidas. Obviamente houveram mortes por causa disso. Os efeitos da vacina acabaram sendo mais maléficos do que a própria doença. Óbvio que o culpado disso é o governo, é o que a mídia “livre e democrática” quer fazer com que muitos acreditem.

E agora, os cartões corporativos. A mídia fará de tudo para que haja CPI, para que a imagem do governo seja arranhada e finalmente a popularidade de Lula caia, já que todas as tentativas anteriores fracassaram. Querem ver Lula “sangrar” até 2010, pois se a eleição fosse hoje, até um poste seria eleito se tivesse o apoio do presidente. Sem contar que como escândalo vende jornal, é melhor eles “acontecerem um atrás do outro” até 2010 do que acabarem antes.