Sinais incontestáveis de que estou ficando velho

Por cerca de um ano e meio, o blog Cataclisma 14 publicou uma série de posts muito interessante sobre o tema “envelhecendo”. Claro que não falava sobre se estar entrando na terceira idade, mas sim de situações demonstrativas de que o camarada já é, realmente, adulto, já tendo portanto uma certa “experiência de vida”. (O que parece… “Papo de velho”!)

Como o pessoal do Cataclisma não retomou os posts “velhos”, eu faço isso, de uma vez só, e citando por experiência própria alguns sinais incontestáveis de que, feliz ou infelizmente, não sou mais jovem.

E mesmo que eu fale em primeira pessoa, quem assim como eu está por volta dos 30 anos – para mais ou para menos – e leu esse texto, certamente se identificou com algum item da lista acima…

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Macartismo escolar

Ano passado, se falou bastante sobre uma opinião reacionária matéria do panfleto da revista Veja acerca do conteúdo oferecido aos alunos de diversas escolas – inclusive o Colégio Anchieta, de Porto Alegre.

Não foi caso isolado. O mais recente é de um professor de Sociologia em um colégio particular de Porto Alegre. Em uma turma de terceiro ano do Ensino Médio, tudo corria bem até a hora de se estudar Karl Marx.

Dias depois, a coordenadora informa que pai e mãe de uma aluna desejavam ter uma reunião com ele. Recebe das mãos dela o material que tinha feito, agora cheio de pontuações feitas pelos pais.

A mãe o acusou de “manipulativo” (sic), disse que o cálculo de mais valia “não confere” e sublinhou até mesmo erros de digitação. No fim do texto, escreveu um bilhete com a palavra “interece”, assim mesmo com “c”, acusou o professor de não usar o material didático e de não dar chance aos adolescentes de fazerem sua própria “análise crítica”.

Leia a íntegra no Da Cidade.