Minhas observações sobre o #BlogProgRS

Eu tinha prometido escrever observações sobre o #BlogProgRS, encerrado domingo. Então, já passa da hora de cumprir a promessa. Não falarei especificamente sobre cada asssunto tratado, já que o texto ficaria muito longo, então opto por tratar de alguns aspectos.

Assim como o Alexandre Haubrich, quando vi a programação fiquei com receio de que o encontro servisse apenas para exaltar os governos Dilma e Tarso, já que a maioria esmagadora dos painelistas era ligada ao PT – quando não, inclusive, ao governo do Estado. Faltavam nomes como o do Hélio Paz, e também o pessoal do Coletivo Catarse, que faz um trabalho sensacional.

Felizmente, meu receio não se confirmou (apesar de alguns pesares dos quais falarei mais abaixo). O governo Dilma, se não foi tão criticado como eu achava que poderia ter sido, pelo menos não foi poupado – afinal, a retirada da licença Creative Commons do site do Ministério da Cultura, a tentativa de conciliação com a mídia (lembram?) e a “blindagem” de Antonio Palocci não são coisas fáceis de serem toleradas. Senti falta de críticas à suspensão do kit anti-homofobia; quanto ao fim do Plano Nacional de Banda Larga como foi idealizado por Lula, vamos dar um desconto: a notícia saiu ontem, quando o encontro já havia acabado, assim não foi possível criticar a presidenta por isso (e estou ansioso para saber a opinião dos “governistas acima de tudo” sobre o assunto).

O que assisti do encontro foi bastante interessante. A apresentação de Marcelo Branco sobre as ameaças à liberdade na internet foi excelente, e bastante didática. Altamiro Borges expressou sua opinião contrária à criação de uma “associação de blogs”, devido ao risco de criação de uma estrutura verticalizada que poderia acabar excluindo alguns blogs que não seguissem exatamente a mesma linha da “chefia” (nem preciso dizer que concordo com ele, né?). Eduardo Guimarães lembrou que, enquanto não for quebrada a neutralidade da internet (ameaça que foi bastante comentada na apresentação de Marcelo Branco), ela irá subverter a antiga lógica segundo a qual apenas os poderosos podem “falar alto”. Também me agradou bastante a defesa por parte de Renato Rovai da diversidade de opiniões entre os blogs (o que vai ao encontro do que disse Altamiro Borges), com uma frase que achei sensacional: “A beleza da blogosfera é que nem todas as flores são da mesma cor”.

Agora, conforme o prometido, passando aos “pesares”…

Primeiro: na sexta à noite, a primeira mesa foi aberta por Marcelo Ribas, representando Vera Spolidoro, Secretária de Comunicação e Inclusão Digital, que não teve como comparecer. Tudo bem, o governo Tarso tem algumas medidas bem interessantes para a comunicação – como o Gabinete Digital – e apoiou a realização do #BlogProgRS. Mas acho que um encontro de blogueir@s não deveria ser aberto por um representante do governo, como aconteceu. Eu preferia alguém que escreve em blog na fala de abertura.

Outra falha, bem lembrada pelo Alexandre, foi a distração que deixou o blog oficial do encontro em Copyright – quando durante boa parte do evento se defendeu o Copyleft e o Creative Commons. O erro, vale ressaltar, já foi corrigido.

Algo que também critico é o próprio nome oficial: “Encontro de blogueir@s e tuiteir@s do RS” (#BlogProgRS se deveu ao primeiro encontro nacional, o #BlogProg, acontecido em agosto de 2010). Embora fosse claramente um evento de esquerda, nada impediria que um reacionário se increvesse: se perguntassem por que ele estava lá, era só responder que tinha blog (e o que não falta são reaças que escrevem blogs e têm conta no Twitter – lembram da Mayara Petruso?).

Quanto à organização, gostei: foi possível acompanhar o #BlogProgRS mesmo de casa (como fiz no domingo, quando decidi dormir até mais tarde depois de seis dias seguidos acordando cedo) graças à transmissão ao vivo da TV Software Livre; assim como o Twitter também possibilitava a interação com os participantes. Afinal, mesmo que o mais bacana seja o contato presencial, um encontro de blogueir@s não pode se dar apenas “analogicamente” (como foi minha participação, anotando no papel ao invés de tuitar, já que não tenho laptop).

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Lembrando os dois dias em memória das vítimas da ditadura

É daqui a duas semanas… Dias 31 de março e 1º de abril: ou seja, tanto o dia em que a direita celebra a “revolução”, como o que o golpe se consolidou. Retiremos as imagens de perfil nas redes sociais (Facebook, Orkut, Twitter etc.), e as substituamos por um “nunca mais”, e também uma explicação no perfil, de que estamos lembrando os 47 anos do golpe de 1964.

E para quem acha que isso é bobagem, que o golpe aconteceu há quase meio século e a ditadura acabou há 26 anos, Eduardo Guimarães lembra que ela ainda não morreu.

“Ditabranda”: ato foi um sucesso

No sábado pela manhã, foi realizado a partir da iniciativa do Movimento dos Sem-Mídia (MSM) um ato em protesto contra o editorial do jornal Folha de São Paulo do último dia 17 de fevereiro, que chamou a ditadura militar brasileira de “ditabranda”. A manifestação também foi em desagravo aos professores Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato, chamados de “cínicos e mentirosos” pelo jornal.

Pelo menos 345 pessoas (de acordo com a lista de presenças do MSM) se reuniram em frente à sede da Folha, no Centro de São Paulo. O próprio jornal cobriu o ato, mas estimou em 300 o número de participantes. Pior foi o número divulgado pela Polícia Militar de São Paulo: 65 (pelo visto eles nem sabem da existência da lista de presenças). Como muitos não assinaram a lista (visto que apenas duas pessoas coletaram assinaturas), provavelmente o número de manifestante superou os 400.

Pode parecer pouco, mas foi um sinal para a “grande” mídia: ela não pode achar que vai dizer o que quiser, posar de “imparcial” e ficar por isso mesmo. Se as empresas de mídia largarem de mão essa balela da “imparcialidade” e assumirem seu lado, merecerão todo o meu aplauso, mesmo que eu discorde de suas opiniões: serão honestos com o leitor.

Quanto a fotos e vídeos, se pode encontrá-los nos blogs Cidadania.com (do Eduardo Guimarães, presidente do MSM) e Dialógico (onde também se encontra diversos links sobre o ato).

Fica aqui registrado o parabéns ao Eduardo Guimarães e ao MSM pelo sucesso do ato!

10 grandes humilhações da mídia brasileira

O Impedimento, blog dedicado exclusivamente ao futebol sul-americano, iniciou uma série de postagens sobre as 10 maiores humilhações da história de vários clubes brasileiros, assim como da Seleção Brasileira. Clique aqui e divirta-se.

Num comentário ao blog do Eduardo Guimarães em postagem a respeito de uma entrevista do presidente Lula à revista Piauí, na qual ele estraçalhou a “grande mídia”, me veio a idéia de fazer algo semelhante ao pessoal do Impedimento: uma lista com dez momentos humilhantes da mídia.

Surgiram problemas. Pegar só midia brasileira, ou internacional também? Só a Globo, ou também a Veja ou outros veículos? Tratar apenas de fatos ligados a política, ou incluir outros assuntos, como futebol?

Optei por só tratar da mídia brasileira. A maior parte dos fatos lembrados é da Globo, mas não será apenas um fato que tratará de veículos de mídia que não sejam só a Globo. E decidi incluir o futebol, já que não é só da seção de política que saem asneiras.

Ressalto que a lista é extremamente parcial, afinal, fiz sozinho. Críticas e sugestões são muito bem-vindas, já que provavelmente esqueci muita coisa que poderia ser citada. Então, aí vai ela:

10. Corinthians 1 x 3 Grêmio (final da Copa do Brasil de 2001)

Em todas as conquistas do Grêmio, a mídia esportiva colocava algum defeito no time, inventava alguma desculpa para justificar a derrota do clube paulista ou carioca na final. Quase sempre, acusando o time do Grêmio de ser violento. Confundiam “futebol-força” com “violência” – prova disso é que quando times acostumados ao “futebol-arte” resolvem “jogar com raça”, sai de baixo que vem porrada mesmo! É verdade que, quanto mais criticavam o Tricolor, mais prazer dava de ganhar os campeonatos…

Eis que, em 2001, eles não puderam falar nada. O Tricolor jogou muito bem aquela Copa do Brasil, mas a final foi um capítulo à parte. Foi um chocolate não só no Corinthians, como também na mídia do centro do país: o Grêmio jogou tão bonito que ficaria muito descarado que chamar o time de “violento” seria desculpa esfarrapada.

9. O “cansaço” do “Cansei” (2007)

No dia 17 de julho, aconteceu em São Paulo o maior desastre aéreo da história do Brasil, com mais de 200 mortos. Logo a mídia acusou o governo de ser culpado pela tragédia devido à pista do aeroporto de Congonhas, mesmo sem sequer saber o conteúdo da caixa-preta do avião acidentado. E quando este foi revelado, surpresa: o que causou o acidente foi uma falha mecânica no avião!

Oportunistas de plantão decidiram criar “movimentos apartidários”, mas que obviamente pretendiam enfraquecer – e até derrubar – o governo Lula. Sentia-se cheiro de golpe. Surgiu um tal de “Cansei”, cujas peças publicitárias eram recheadas da palavra.

Nos primeiros dias, até foi possível preocupar-se: a marcha prevista pelos “cansados” poderia ser semelhante à “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, que ocorreu duas semanas antes da queda de Jango, em 1964. Alguns veículos de mídia cederam espaço gratuito ao movimento, deixando claro que o apoiavam.

Mas logo ficou claro que o “Cansei” seria mesmo é divertido. O ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (que é do DEM) disse que “Cansei” era “coisa de dondoca”. E logo o movimento virou piada:

No dia 17 de agosto, um mês após o acidente, foi realizado um ato público. Os “cansados” queriam fazê-lo no local do acidente, mas não levaram. Transferiram para a Praça da Sé, OK. Mas não obtiveram autorização para utilizar o interior da Catedral da Sé.

Provavelmente queriam realizar o protesto dentro da Igreja para que as imagens do ato não mostrassem o fracasso retumbante: reuniram-se apenas duas mil pessoas. O comício das Diretas Já de 25 de janeiro de 1984, no mesmo local, reuniu entre 250 mil e 400 mil pessoas…

8. Galvão Bueno hostilizado (2007)

No dia 9 de maio, o Grêmio derrotou o São Paulo por 2 a 0, pelas oitavas-de-final da Libertadores, no Olímpico. Não fui ao jogo: sofrendo forte resfriado, não seria bom me expor ao frio daquela noite.

Uma pena. Pois perdi a chance de “ser ouvido na TV”, junto com vários outros gremistas que deixaram Galvão Bueno numa situação pra lá de desconfortável…

Dois meses depois, Galvão foi xingado pelo público presente à decisão do basquete masculino do Pan do Rio. Não é só no Rio Grande do Sul que não gostam dele.

Mas a melhor aconteceu no jogo Brasil x Equador, dia 17 de outubro, pelas Eliminatórias da Copa de 2010. O Brasil vencia, mas a torcida estava estranhamente silenciosa. Só para quem assistia pela TV, pois no Maracanã o público se divertia:

7. Os dólares de Cuba (2005)

No final de outubro, quando Lula já era fustigado o tempo todo pela mídia devido ao “mensalão”, surgiu mais essa. Uma denúncia da revista Veja, de que a campanha do presidente em 2002 teria recebido doações do governo cubano – a lei eleitoral brasileira proíbe financiamentos estrangeiros de campanhas.

Seria a chance de ouro da direita – a mídia incluída – conseguir iniciar um processo de impeachment do presidente. Porém, eles não contavam com a patetice da Veja, que baseou sua “reportagem” em depoimentos de uma pessoa falecida e ainda teve a genial idéia de dizê-lo na matéria. Sem possibilidades de se provar tudo aquilo, ficou muito claro o desespero da mídia direitosa por produzir fatos contra Lula. Simplesmente vexatório.

6. Entrevista de Lula à revista Piauí (2009)

Quem não leu, pode ler clicando aqui – ou pode apenas conferir o resumo feito pelo Eduardo Guimarães.

Não bastassem as respostas do presidente Lula – que o Eduardo Guimarães considerou como “tapas com luvas de pelica na cara da mídia” -, ainda tem o fato de a entrevista ter sido gravada pelo gabinete da Presidência, deixando bem claro que a “grande imprensa” não é confiável.

5. Diretas Já (1984)

No dia 25 de janeiro de 1984, São Paulo teve a maior manifestação pública da História do Brasil, até então. Entre 250 mil e 400 mil pessoas estiveram na Praça da Sé para pedir eleições diretas para presidente. O noticiário da Globo tentou esconder a razão do comício, falando do aniversário da cidade – São Paulo completava 430 anos.

Porém, o movimento ganhou força, recebeu apoio de vários veículos de mídia, e não pôde mais ser ignorado pela Globo. Só que o povo não esqueceu: como noticiou a Folha de São Paulo após o comício de 16 de abril de 1984 (maior manifestação pública da História do Brasil, que reuniu 1,5 milhão de pessoas no Vale do Anhangabaú, São Paulo), os presentes gritaram o coro “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!”.

4. Reeleição de Lula (2006)

Durante a campanha presidencial de 2006, foi divulgado que petistas teriam tentado comprar um dossiê contra candidatos do PSDB. Prato cheio para a mídia, que fustigava Lula.

No último debate antes do primeiro turno, ao qual o presidente não compareceu, ficou descarada a vontade da Globo de detonar o presidente: os candidatos presentes tinham a opção de fazer “perguntas ao candidato ausente”.

Um dia depois do debate, em 29 de setembro de 2006, foi divulgada “a foto do dinheiro para comprar o dossiê”. Uma parede de notas montada para “sair bem na foto” (e na TV). E a eleição, realizada dois dias depois, foi para o 2º turno.

Porém, a mídia não contava com o acidente do avião da Gol no mesmo 29 de setembro, que desviou um pouco o foco da foto do dinheiro. E apesar do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) repetir quase como um mantra a pergunta “Qual a origem do dinheiro para a compra do dossiê?” em seus programas de televisão e nos debates do segundo turno – aos quais Lula compareceu -, o presidente arrasou seu adversário no dia 29 de outubro. Alckmin conseguiu a façanha de ter menos votos no segundo turno do que no primeiro.

3. Eleição do Brizola (1982)

Após retornar do exílio, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, candidatou-se ao governo do Estado do Rio de Janeiro pelo PDT, em 1982. Era considerado favorito, mas a ditadura não queria deixar as coisas assim tão fáceis para um de seus maiores adversários.

A tática era atrasar o máximo possível a divulgação dos resultados finais da votação (que em 1982 acontecia em um só turno), para fraudar a eleição roubando urnas de redutos brizolistas. A Globo entrava na seção “convencimento”: divulgaria que os resultados só sairiam com as últimas urnas, mas projetando a vitória do candidato do PDS (partido da ditadura).

Porém, os espertos não contavam com a indignação de Leonel Brizola: as projeções de resultados do Jornal do Brasil indicavam que ele venceria com folga. Brizola exigiu espaço na Globo para denunciar a fraude, e jornalistas ligados à emissora foram hostilizados. Pouco depois, as projeções passaram a anunciar a vitória de Brizola, que acabou eleito.

2. AI-5 (1968-1978)

O AI-5 foi um dos maiores ataques à liberdade na História do Brasil. A censura prévia de jornais tornou-se corriqueira.

Por que chamá-lo de “humilhação à midia”? Porque praticamente toda a “grande mídia” de hoje em 1964 estava ao lado dos golpistas que derrubaram João Goulart e que quatro anos depois baixaram o ato.

O fato de terem sofrido com a censura fez muitos jornais, rádios e TVs passarem a se posicionar contra a ditadura, mas não podemos nos enganar, achando que são “democratas”. Querem democracia só quando lhes interessa.

1. Direito de resposta do Brizola no “Jornal Nacional” (1994)

Em 1990, Leonel Brizola foi novamente eleito governador do Rio (desta vez, sem precisar enfrentar fraude). Em 1992, uma reportagem do “Jornal Nacional” o atacou duramente, e Brizola entrou na Justiça para pedir direito de resposta. Como eu disse, a mídia se diz “democrata” quando lhe interessa: assim pode decidir os rumos de um país e acabar com a reputação de quem não lhe agrada.

Mas, Brizola se deu melhor de novo, assim como em 1982. No dia 15 de março de 1994 a Justiça determinou a leitura de uma nota de resposta de Brizola, cheia de críticas à Globo e a Roberto Marinho, em pleno “Jornal Nacional”:

Menção honrosa: O retorno de Chávez (2002)

Eu ia tratar só da mídia brasileira, mas o episódio do golpe e o contra-golpe na Venezuela não podia ser esquecido.

No dia 11 de abril de 2002, uma escalada de violência em Caracas, iniciada com protestos da oposição a Hugo Chávez, foi o estopim de um golpe militar contra o presidente venezuelano. Chávez foi seqüestrado por militares, que não o convenceram a renunciar – deixando muito claro que se tratava de um golpe. A TV pública venezuelana, única que não fazia campanha contra o presidente, foi tirada do ar pelos golpistas.

As emissoras privadas, empenhadas em derrubar Chávez, não mostravam informações que fossem favoráveis ao presidente. Diziam, por exemplo, que Chávez havia renunciado. Mas o povo não acreditou e saiu às ruas no dia 13 de abril, para pedir o retorno do presidente legítimo. As TVs privadas, claro, não mostraram nada.

Mídia torce contra o Brasil

A charge acima é a melhor explicação sobre o funcionamento de uma bolsa de valores. Especulação é isso.

A charge acima é a melhor explicação sobre o funcionamento de uma bolsa de valores. Especulação é isso.

Ninguém nega que a crise financeira é séria, mas o alarmismo da mídia é ainda pior, considerando que o Brasil é um dos países que menos sofre as conseqüências da crise.

Ela maquia os números para parecer que a situação já é muito complicada em nosso país. Gera um clima de preocupação que pode, sim, piorar as conseqüências da crise. Como mostra muito bem o Eduardo Guimarães em ótimo post no seu blog. Clique aqui para ler.

Cão estréia (ainda com acento) o ano com texto do ano passado

O Cão começa 2009, ironicamente, recomendando a leitura de um post “escrito no ano passado”. É lá no Impedimento, a respeito da aprovação dos projetos da dupla Gre-Nal na Câmara Municipal de Porto Alegre.

O Impedimento, vale lembrar, é um blog que fala exclusivamente de futebol.

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Assim como fez o Eduardo Guimarães, ainda não adotarei as mudanças na ortografia da língua portuguesa. O prazo para a adaptação à reforma ortográfica vai até o final de 2012, o que me será de muito grande valia em 2009, ano de monografia e seleções de mestrado – aliás, se tudo der certo serei mestre (entre o fim de 2011 e o começo de 2012) ainda com direito a escrever “pingüim” ao invés de “pinguim”.

Assim, a “estreia” das novas regras fica para mais adiante, quando eu adquirir um manual sobre as mudanças: alguns jornais já adotaram a nova ortografia destacando as palavras alteradas, mas já estou (literalmente) careca de saber que eles não são muito confiáveis…

Os direitosos (nem tão) engraçados – parte 2

Em fevereiro, postei aqui um texto sobre um interessante fenômeno: os direitosos que parecem comediantes. Sim, pois os argumentos que eles usam – governo comunista, mídia petista etc. – só servem para piada mesmo!

Pois agora foi a vez do Eduardo Guimarães. Ele recebeu no blog dele comentários de um tal “Coronel”. Sensacional – para piada, claro.

Pois, como o Eduardo lembrou, “A direita, quando há democracia, é diversão garantida – mas só quando há democracia; quando não há, a garantia é de assassínios, torturas, estupros e de ataques com suas armas prediletas, a censura e a mentira“.

E se por acaso essa turma “comediante” voltar ao poder… Não vai ter graça nenhuma.

Manifestação foi um sucesso em São Paulo

De acordo com o Eduardo Guimarães, mais de 200 pessoas se reuniram no MASP (Museu de Arte de São Paulo) para manifestar seu repúdio ao presidente do STF, ministro Gilmar Mendes. O ato teve visibilidade, e chamou a atenção inclusive da “grande” mídia – uma equipe da Globo esteve presente no local, filmou tudo e prometeu apresentar matéria no “SPTV 2ª edição” (telejornal local), às 19 horas.

Também estiveram presentes a TV Cultura, a Radiobrás, a NGT (canal 48 UHF de São Paulo) e um repórter fotográfico do jornal O Estado de São Paulo.

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Já aqui em Porto Alegre, cerca de 20 pessoas – bem menos do que eu esperava – se reuniram no Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção. Por parte da imprensa, cobertura do Jornal Já, que mandou a repórter Naira Hofmeister ao local.

Houve falha de nossa parte: não levamos nenhum cartaz, nenhum panfleto para chamar a atenção de quem passava pelo local. Quem via de longe aquela nossa roda de discussão, jamais pensaria que se tratava de uma concentração para protestar contra Gilmar Mendes.

Mas também pensei: PQP, esses gaúchos são acomodados mesmo! Mandei e-mail a cerca de 30 pessoas falando sobre o ato, a maioria de Porto Alegre. Dos meus contatos daqui, ninguém apareceu no Monumento ao Expedicionário.

Não foi à toa que um dos presentes, o amazonense Marcelo, disse ter ficado surpreso com o pouco número de presentes no local. Afinal, os gaúchos adoram se exibir, repetindo a balela de que o Rio Grande do Sul é o “estado mais politizado do Brasil”.

Sábado, 19 de julho, no Brique da Redenção

A partir da iniciativa do Eduardo Guimarães de convocar um ato público em São Paulo para protestar contra as decisões do STF de liberar “gente graúda” presa pela Polícia Federal, o Hélio Paz lançou a idéia de nos mobilizarmos também aqui em Porto Alegre. A manifestação aqui será no mesmo dia e na mesma hora de São Paulo: 19 de julho, às 10 da manhã.

Abaixo, copio na íntegra o post do Hélio convocando a manifestação para o próximo sábado.

Do EDUARDO GUIMARÃES, presidente do MOVIMENTO DOS SEM-MÍDIA (MSM; reproduzido na íntegra também pelo LUIZ CARLOS AZENHA do VI O MUNDO):

A pressão política é o que o cidadão comum pode fazer para ajudar a que o processo de responsabilização de (Gilmar) Mendes e de investigação das relações da mídia com Daniel Dantas ganhem vigor e celeridade. Neste momento, portanto, o que cabe a todos nós que não nos conformamos com esse estupro das instituições praticado pela mídia, pelo PSDB e pelo banqueiro corrupto e seus asseclas é mostrar quantos neste pais estão revoltados com a soltura precipitada de Dantas e quadrilha.
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SUGESTÕES PARA O ATO PACÍFICO EM PORTO ALEGRE:

1) PRECISAMOS DE UM BOM ADVOGADO VOLUNTÁRIO:

– Ninguém vai às ruas pra apanhar, bater ou xingar: a manifestação precisa ser ORDEIRA (gritos de guerra SEM PALAVRÕES).;

2) SÁBADO DIA 19/07/2008 ÀS 10h DA MANHÃ, NA FEIRA DO BRIQUE DA REDENÇÃO. Concentração no MONUMENTO AO EXPEDICIONÁRIO;

3) NÃO FICAR NO MEIO DA RUA ATRAPALHANDO O TRÂNSITO:

– Este é um dos mais importantes motivos pelos quais a classe média não se alia aos movimentos sociais, pois atrapalhar o fluxo só consegue chamar a atenção de maneira antipática e repulsiva;

4) TODOS OS PARTIDOS, SINDICATOS, CLUBES, ONGs, DCEs ESTÃO CONVOCADOS. PORÉM, O ATO É APARTIDÁRIO E NÃO-INSTITUCIONAL, SEM PATROCÍNIO DE NINGUÉM:

– Um movimento político ordeiro visa atrair adesões e denunciar uma verdade muito grave contra todo e qualquer cidadão brasileiro não é um movimento de uma única categoria ou grupo mas, sim, de todos os brasileiros. Conseqüentemente, mesmo em época de campanha e com o parque repleto de políticos e de barracas de partidos, NÃO FAREMOS CAMPANHA A FAVOR NEM CONTRA NENHUM CANDIDATO. Que ninguém diga depois que nós fomos orquestrados.

5) TODOS SÃO VOLUNTÁRIOS;

6) O movimento NÃO É, EM HIPÓTESE ALGUMA, “fora Yeda”, “ditadura da Brigada”, em solidariedade ao MST, ao câncer, ao soropositivo, ao negro, à mulher ou ao PT: embora sejam causas nobilíssimas, não se chama atenção da sociedade positivamente sem ISENÇÃO PARTIDÁRIA nem FOCO EM UM ÚNICO OBJETIVO;

7) VAMOS IMPRIMIR CENTENAS DE PAPÉIZINHOS COM O ENDEREÇO DE NOSSOS BLOGS E DO PETITION ONLINE PELA EXONERAÇÃO DO “ministro” GILMAR MENDES e pela revelação de quem são os jornalistas patrocinados pelo DANIEL DANTAS;

8) FOTOS E VÍDEOS DE CÂMERAS DIGITAIS, CELULARES E CAMCORDERS de todos os ângulos são muito bem-vindas;

9) Quem for estudante secundarista ou universitário deve divulgar aos quatro ventos este post, a fim de atrair um grande contingente de massa crítica que não lê nossos blogs.

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VAMOS FAZER HISTÓRIA COM O SEGUNDO MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA PÓS-MODERNA DE PORTO ALEGRE (o primeiro foi este aqui)