Se soubessem a importância da PREVENÇÃO…

A UFRGS, assim como diversas escolas no Rio Grande do Sul, adiou o reinício das aulas, antes previsto para a próxima segunda-feira (3 de agosto) para o dia 17, devido à gripe A. Eu poderia dizer que a medida me é benéfica, visto que adiando em duas semanas o início do 2º semestre, também posterga o fim do semestre, o que me dá mais tempo para escrever a minha monografia.

Mas, eu queria terminar tudo ainda em 2009 (bom, pelo menos a parte escrita termina nesse ano). Não sei qual data a UFRGS estabelecerá para o fim do 2º semestre, mas o calendário original previa que o término seria no dia 11 de dezembro (o dia que eu gostaria de apresentar o trabalho para a banca). Duas semanas depois, é 25 de dezembro, feriado religioso. Considerando que sua véspera é um “quase feriado”, pelo menos dois dias de aula ficariam para janeiro. Provavelmente, toda a última semana de aulas – período destinado à apresentação dos TCCs na História – ficará para 2010.

Tudo isso, graças à ignorância generalizada. Eu já havia tocado no assunto semana passada, e hoje o Cristóvão Feil falou no Diário Gauche da importância de se lavar frequentemente as mãos: previne não só a gripe, como um monte de doenças. A mídia corporativa não fala tanto, talvez por intere$$e em fazer com que as pessoas queiram comprar o caro remédio para a gripe A (mesmo não a tendo!), satisfazendo os anseios do fabricante do medicamento – e anunciante.

Outra forma de prevenção, é evitar fechar todas as janelas em locais com grande número de pessoas (salas de aula, ônibus etc.). Tem feito muito frio, é verdade, mas me parece tão óbvio que muita gente num lugar fechado não é bom… E não é só por causa de gripe, mas também pela horrível sensação de abafamento que tal fato provoca. No final do semestre passado, mais de uma vez eu me levantei para abrir a janela da sala de aula em noites frias, inclusive falando da gripe A: eu não me borro de medo, mas usei o “terrorismo” para ver se adiantava. Não deu certo: na aula seguinte em noite fria, tudo fechado de novo…

Fossem adotadas tais medidas preventivas desde o início da gripe, as aulas poderiam começar normalmente na próxima segunda-feira. Agora, é tarde.

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Ótimo texto

Não gosto de simplesmente dar “Ctrl-C + Ctrl-V” em outros textos, mas esse merece. Tanto que também foi “copiado e colado” pelo Diário Gauche, de onde o retiro.

Palestrantes picaretas

O que seria do mundo sem os palestrantes? Talvez um lugar melhor. Você já deve ter reparado como esta cidade virou alvo privilegiado deles. De epidemia nos anos 90, passou agora a peste incurável. E o assédio é total. De repente, você está no emprego, e o RH faz a convocação para todos assistirem a uma palestra sobre as lições do boto amazônico para a liderança. Abundam especialistas em generalidades as mais inimagináveis: desportistas falam das lições de vitória aplicadas ao trabalho; ex-filósofos montam cursos de treinamento para atendentes de telemarketing; psicografia aplicada às vendas…

Todo acadêmico fracassado percebe que fazer palestra em empresa é lucrativo. Conheço vários gênios universitários promissores que trocaram seus altos ideais por um faturamento maior. Não os condeno, porque a carreira acadêmica é mal-remunerada e frustrante, e não há boa instituição que escape da pasmaceira e da rede de inveja. Acaba sendo mais lucrativo discorrer superficialmente sobre assuntos nos quais o acadêmico se aprimorou, mesmo que para uma audiência de zé-manés. Estes formam o público-alvo dos palestrantes, já que a formação no Brasil é uma vergonha.

Em terra de cego, conferencista é pensador. Os olhinhos brilham quando ele discorre sobre superação e cita neurolinguística, psicanálise ou uma proposição de Wittgenstein. O público se sente recompensado, mesmo que seja com vidrinhos de mais falso brilho intelectual. “Vou usar este aforismo na próxima reunião!”, pensa o gerente que assiste à apresentação.

As palestras são aulas-shows divertidas, até porque os especialistas usam data show para projetar figurinhas e frases de efeito, em corpo bem grande, para todo mundo entender. Cada conferencista guarda o seu sistema de exibição. Há o piadista ou o que faz passos de funk para acordar a patuleia. Há o democrata que “abre o debate” para ganhar tempo. E também aparece às vezes o vulto professoral que defenden autoajuda como se fosse uma tese de doutorado em Oxford.

Que reis do sofisma ele são! Usam exemplos para sustentar um argumento assertivo que em geral não se apoia na realidade. Eles vendem tudo como se fosse “o Segredo”, da força do pensamento positivo à Arte da Guerra de Sun Tzu, do Cristo à física quântica.

As pessoas já não creem em mais nada nem têm padrões éticos ou lógicos claros. O resultado é que viraram reféns do engano bem embalado. Os palestrantes preenchem a lacuna da nossa ignorância. O problema é a superpopulação desses sábios de araque. Daqui a pouco serão tantos que vai haver gente bradando manual corporativo pelas ruas, feito pregador de Bíblia.

Texto de Luis Antônio Giron do blog Mente Aberta.

Recordar é viver

Ontem, publiquei na íntegra o artigo do Cristóvão Feil no Diário Gauche, a respeito da “guerra civil esquecida” pela qual Porto Alegre passou de 1989 a 2004 – de acordo com Fogaça, que se diz “pacificador”.

O Feil desafiou os historiadores a buscarem registros da “guerra civil”. Aceitei o desafio e acabo de encontrar alguns. Com ajuda, é verdade: três posts no Dialógico nos mostram bem quem era “pacificador” em 2004. Leia aqui, aqui e aqui.

Panfleto de extrema-direita e burro

Que a Veja é uma merda, qualquer um com um mínimo de pensamento crítico já sabe. Mas isto não se deve só ao pensamento retrógrado que ela expressa em suas páginas.

Não bastasse a “revista” escrever bosta (em “vejês”, bósta), ainda escreve mal. A palavra campus vem do latim, e seu plural é campi – aliás, em italiano o plural também é marcado pela letra “i” ao final, como em Stati Uniti (Estados Unidos).

Fonte da imagem: Diário Gauche

Viva a derrota!

O Cristóvão Feil reiniciou, no Diário Gauche, a publicação de uma série de artigos a respeito do Rio Grande do Sul e o mito da Revolução Farroupilha. Ano passado, na mesma época, ele já publicara os textos, assim quem não quiser esperar pode ler todos os artigos da série “Por que o Rio Grande do Sul é assim”:

Aproveito para citar uma ótima definição de Semana Farroupilha, que o Jean Scharlau publicou:

É uma semana de 20 dias em que a gauchada urbana de Porto Alegre e arredores se ajunta para brincar de galpãozinho. (Carlo Buzzatti)

Pontal do Estaleiro – Audiência Pública

Amanhã (6 de agosto) às 19h acontece na Câmara de Vereadores de Porto Alegre uma audiência pública para debater o Projeto Pontal do Estaleiro. É prevista a construção de quatro torres residenciais e duas comerciais para a área.

Se aprovado o projeto, terá início uma progressiva privatização da orla porto-alegrense. Ao invés de buscar aproximar a população do Guaíba, nossa elite “esclarecida” prefere que as margens sejam propriedades privadas de poucos. E não bastasse isso, de acordo com o que li no Dialógico a apresentação do projeto traz uma “sacanagem embutida”: “os prédios são apresentados em escala menor no contexto da paisagem, ou seja, proporcionalmente, aparecem mais baixos do que realmente serão construídos”.

Sem contar que a área sofrerá um grande acréscimo de tráfego, com todos os carros que ingressarão não só no complexo do Pontal, mas também no novo (mais um!) centro comercial que deverá ser inaugurado nos próximos meses, no mesmo bairro (Cristal).

E não se vê nenhum candidato à prefeitura tocar nesse assunto. Afinal, pega mal ir contra os interesses das construtoras, que são os mesmos da grande mídia – a qual não divulga uma vírgula que não seja favorável ao projeto…

Leia mais:

Infelizmente, não poderei estar presente à audiência, pois tenho aula no horário.

O transporte coletivo de Porto Alegre está ficando TRI… RUIM!

A atual administração municipal alardeia o fato de implantar a bilhetagem eletrônica, o TRI RUIM. Já sentimos a piora: toda vez que vou passar na roleta, mostro o cartão escolar para o cobrador (como acontecia antes), mas aí ele precisa apertar um botão para que eu possa aproximar o cartão do aparelho que lê os créditos (em dinheiro, o que me faz suspeitar que nos roubarão passagens quando houver aumento), e o processo nunca é rápido: culpa não do cobrador e sim do aparelho, que é lento. E dê-lhe fila para fora do ônibus, dê-lhe tempo perdido nas paradas onde bastante pessoas embarcam…

E agora, mais essa. Um leitor do Diário Gauche enviou e-mail ao Cristóvão Feil (redator do blog) relatando o que viu em um ônibus da linha 476 (Petrópolis/PUC) na noite de terça-feira, dia 25: baratas infestando todo o coletivo. Ele matou algumas, mas outras fugiram e se refugiaram nos dutos do ar condicionado: ou seja, imaginem a qualidade do ar que era oferecida aos passageiros do ônibus (e pensar que eu sempre fui tão favorável a ônibus com ar condicionado para enfrentar nosso verão sufocante e estimular o uso do transporte público oferecendo “qualidade”).

Claro que, para aparecerem baratas, o ônibus devia andar muito sujo. Pois existem passageiros mal-educados, que comem dentro dos coletivos e largam o papel sujo de comida no chão. Isso atrai baratas. Mas elas não aparecem rapidamente: certamente fazia muito tempo que não se passava sequer uma vassoura dentro daquele ônibus.

Ainda não tive “sorte” de ir até o Campus do Vale da UFRGS (onde estudo) com estas “ótimas” companhias, mas realmente os ônibus da Carris (empresa do veículo “embaratado” e que faz a linha D43, que uso para ir ao Vale) têm estado cada vez mais sujos, e mal conservados. No ano passado, o filtro do ar condicionado de um ônibus da linha D43 desprendeu-se parcialmente, jogando poeira nos passageiros sentados perto – e isso aconteceu poucos dias depois de um outro coletivo, também da Carris, ter perdido as rodas traseiras na Avenida Protásio Alves. Recentemente, um ônibus que peguei dava a impressão de que ia se desmontar, de tanto barulho que fazia enquanto se movimentava. E olha que não era dos mais velhos…

E o pior de tudo, é que não sei se a maioria da população de Porto Alegre, que usa ônibus diariamente, vai dar uma resposta dia 5 de outubro, nas urnas. Estes problemas que têm se verificado não só na Carris, mas no sistema de ônibus como um todo, não aconteciam até 2004.