A diferenciação social no desastre do Titanic

O Titanic partindo para sua primeira (e única) viagem, em 10 de abril de 1912

Na última madrugada, o mais marcante naufrágio da história da humanidade completou um século. Construido entre 1909 e 1912, o Titanic era considerado um navio “inafundável”, e simbolizava muito bem a concepção de “progresso da humanidade” muito em voga nas sociedades ocidentais da época.

O transatlântico, o maior do de todos os tempos na época, partiu de Southampton (Inglaterra) no dia 10 de abril de 1912, fazendo escalas em Cherbourg (França) e Queenstown (atual Cobh, Irlanda) antes de seguir rumo a Nova York, com 2.223 pessoas a bordo (tripulantes incluídos). Porém, o navio “inafundável” foi a pique logo em sua primeira viagem, matando 1.514 pessoas. O naufrágio foi um duro golpe para as sociedades da época: era uma prova de que por mais que a humanidade “progrida”, a natureza sempre está um passo à frente, podendo se fazer representar por um terremoto, uma tempestade ou um iceberg como o que selou o destino do Titanic.

Em 1912 a luta de classes já fazia parte do debate político na Europa (e se tornaria ainda mais presente cinco anos depois, devido à Revolução Russa), com trabalhadores se organizando em sindicatos e partidos de orientação socialista. As elites, claro, não estavam dispostas a abrir mão de seus privilégios. E isso se refletiu muito bem dentro do Titanic: não havia botes salva-vidas suficientes para resgatar todos os passageiros do navio. Eram 20 botes, número que estava dentro da previsão legal na época, por um motivo muito simples: em caso de naufrágio, era só priorizar os passageiros mais abastados…

E foi assim que aconteceu, como mostra o ótimo infográfico feito pelo canal History. Como é de praxe em naufrágios, a prioridade no resgate é dada a mulheres e crianças: na primeira classe, apenas 7% morreu, enquanto na terceira tal índice saltou a 53% (na segunda classe, a “média”, 19% pereceu). Dentre os tripulantes, 13% das mulheres veio a morrer. No total, incluindo os homens (maioria dos mortos), as mortes correspondem a 37% dos passageiros da primeira classe, 58% dos da segunda, 75% dos da terceira e 77% dos tripulantes.

A elite foi favorecida por sua disposição no Titanic: os aposentos da primeira classe eram os que ficavam nos deques superiores, mais próximos aos botes salva-vidas. Já os da terceira classe se localizavam nos deques inferiores, mais distantes. Assim, só a regra do “priorizar quem chega primeiro” já beneficiava os passageiros mais abastados.

Após o desastre, as leis que regiam a construção de transatlânticos foram alteradas, e passou a ser obrigatório que eles contassem com botes salva-vidas em número suficiente para resgatarem todos os passageiros.

2011, um desastre

Ainda estou tentando entender o que aconteceu para que o Cão Uivador venha tendo tão poucos acessos em 2011. Uma comparação com 2010 é o suficiente para deixar bem claro o verdadeiro desastre que está sendo este ano, em matéria de visitas.

No ano inteiro de 2010, o Cão teve 83.492 visitas, média de aproximadamente 229 por dia. Só em junho foram 10.842 (média diária de aproximadamente 361), graças à Copa do Mundo: às vésperas da abertura, o texto escrito em dezembro de 2009 no qual eu dava meus primeiros palpites sobre o Mundial atraiu muita gente apaixonada por futebol, que preparava suas apostas nos diversos bolões promovidos na época (se ferraram bonito, né?). Tanto que ele continua a ser o que teve mais visualizações na história do blog, mesmo que depois da Copa tenha sido praticamente esquecido.

Já em 2011, até hoje (23 de julho), o número de visitas ainda nem se aproximou da metade do verificado ano passado, mesmo que mais de meio ano já tenha passado. A média diária de 170 acessos é a pior desde 2007, quando o Cão ainda era um “filhote”.

Afinal, por que será que caiu tanto o número de acessos? Foram os textos que pioraram? As pessoas estão com menos tempo para ler? Ou, pior ainda, com menos vontade de ler qualquer coisa que tenha mais de 140 caracteres?

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E isso que nem falei do que está sendo este mês. Mas, deixemos julho acabar…

Vazio para a eternidade

Você já entrou, alguma vez, num estádio vazio? Experimente. Pare no meio do campo, e escute. Não há nada menos vazio do que um estádio vazio. Não há nada menos mudo do que as arquibancadas sem ninguém. (Eduardo Galeano. Futebol ao Sol e à Sombra. Porto Alegre: L&PM, 2002, p. 20.)

De fato, é isso que sinto quando entro no Olímpico e não há mais ninguém lá dentro. Não há gols acontecendo, então eu os imagino. Mas com base na realidade passada. Lembro daquela patada de Aílton em 15 de dezembro de 1996, que deu ao Grêmio o seu segundo Campeonato Brasileiro. Me vêm à cabeça inclusive lances que eu não vi “ao vivo” – ou por ser muito pequeno, ou por sequer ter nascido na época -, como César cabeceando aquela bola para as redes do Peñarol e nos dando a Libertadores de 1983, ou André Catimba levando o Grêmio a ser campeão gaúcho em 1977 e depois se espatifando no chão devido à sua cambalhota errada. Não vi pessoalmente, mas me imagino como se lá estivesse naqueles dias.

Porém, há na Ucrânia um estádio eternamente vazio, onde sequer se pode ter tais sensações. Trata-se do estádio de Pripyat, cidade onde ninguém mais vive há 25 anos.

A história de Pripyat é muito curta. Foi fundada em 1970, com o objetivo de hospedar os trabalhadores da Usina Nuclear de Chernobyl (que era, na época, chamada de Vladimir Lenin) e suas famílias. Em 1º de maio de 1986, como parte das comemorações do Dia do Trabalhador, seriam inaugurados um parque de diversões e o estádio da cidade.

A roda-gigante do parque nunca girou, e ninguém bateu uma bolinha no estádio de Pripyat. Pois na madrugada de 26 de abril de 1986, a explosão no reator nº 4 da Usina Nuclear de Chernobyl liberou uma nuvem radioativa que atingiu lugares há milhares de quilômetros de distância (como a França), e forçou a evacuação de Pripyat, acontecida em 27 de abril.

Os moradores acreditavam que voltariam em algumas semanas, quando o problema na usina estivesse resolvido. Mas Pripyat tornou-se uma cidade-fantasma. E o “problema com a usina” continua lá: ao longo do ano de 1986 foi construído um “sarcófago” em torno do reator nº 4 para impedir que muito mais radiação fosse liberada para a atmosfera, mas ele corre risco de desabar, após 25 anos sujeito às interpéries.

As populações das áreas ao redor da usina, distribuídas por três países que então eram repúblicas da União Soviética – Bielorrúsia (para onde se dirigiu a maior parte da radiação), Rússia e Ucrânia -, correram graves riscos devido à negligência das autoridades soviéticas, que não divulgavam informações verdadeiras sobre o acidente, e pasmem, autorizaram um desfile comemorativo ao 1º de Maio na capital ucraniana, Kiev, que fica 100 km ao sul de Chernobyl – quando o mais recomendável seria que as pessoas ficassem em casa. E mesmo quem vivia fora da URSS foi exposto à radiação: quando foi detectado um nível anormalmente alto de radioatividade numa usina nuclear da Suécia e se constatou que o problema não era lá, as autoridades suecas entraram em contato com vários países europeus, dentre eles a URSS, que só alguns dias depois admitiu que ocorrera um grave acidente.

É praticamente impossível se fazer um balanço de mortes causadas por Chernobyl. Os dados oficiais são ridículos, apontando apenas os óbitos diretamente relacionados com a explosão. Mas muitos milhares de pessoas foram vítimas fatais de doenças provocadas pela exposição a doses altíssimas de radioatividade. E muita gente ainda vai morrer nas próximas décadas em consequência do acidente.

Mas para além dos problemas de saúde, os antigos moradores de Pripyat sofrem também com a perda de parte de sua identidade. Afinal, tiveram de literalmente deixar tudo para trás quando da evacuação, inclusive objetos pessoais como fotografias. A antiga cidade se resume a lembranças, que com o passar do tempo ficam mais imperfeitas. E retornar para lá, mesmo que para uma visita, significa rever um lugar onde o tempo parou – afinal, alguns prédios ainda preservam os cartazes de propaganda comunista da era soviética – mas também passou, com a vegetação tomando conta de onde antes viviam pessoas. Ou seja, não é como antes.

E o estádio continua lá, vazio, com suas arquibancadas ensurdecedoramente silenciosas. Aguardando o dia em que, daqui a muitos séculos, se possa disputar a sua partida inaugural, com torcidas apaixonadas gritando o tempo todo e fazendo com que aquele estádio tenha sons a serem ouvidos depois que o público for para suas casas. Algo que, da maneira como a humanidade vem tratando o planeta, com direito a não aprender as lições de Chernobyl, parece difícil de acontecer.

O perigo da energia nuclear

No momento, as atenções do mundo se voltam para usinas nucleares no Japão, principalmente para a de Fukushima, devido ao temor de um desastre semelhante ao de Chernobyl, que em 1986 contaminou e tornou inabitável por vários séculos vastas áreas das então repúblicas soviéticas da Ucrânia (onde fica a desativada usina), Bielorrúsia (para onde se dirigiu a maior parte da radiação resultante do desastre) e Rússia. Ano passado, incêndios florestais atingiram áreas próximas à “zona de exclusão”, despertando o temor de liberação das partículas radioativas, o que por sorte, não aconteceu (pelo menos, não que eu saiba).

O acidente de Chernobyl e todas as suas consequências foram atribuídos tanto às falhas no sistema de segurança dos reatores, quanto ao esforço da União Soviética em esconder o acontecimento: as autoridades soviéticas só admitiram o desastre quando a radiação chegou a outros países, e a evacuação da cidade de Pripyat (construída em 1970 para abrigar os trabalhadores da usina) só se deu mais de 24 horas após a explosão do reator nº 4 de Chernobyl. Assim, chegou a se dizer que o perigo maior não era a energia nuclear, e sim a falta de cuidado.

Porém, agora há um bom motivo para se pôr em xeque a opção pela energia nuclear para produzir eletricidade. Pois ficou provado que não basta apenas um controle adequado: o Japão é um país onde a eficiência e a disciplina são muito valorizadas, mas isso não pode deter uma tsunami, ainda mais provocada por um terremoto de magnitude 9 (o quarto mais forte já registrado).

Afinal, a natureza pode ser mais forte do que o melhor sistema de segurança. Ainda mais em um país onde há certa frequência de terremotos.

Por que não “flexibilizar” as leis ambientais

A tragédia das chuvas assola novamente o Rio de Janeiro, assim como no ano passado, em duas oportunidades (janeiro e abril).

O meteorologista do INPE Giovanni Dolif, em entrevista ao portal iG, lembra que já se registrou maiores volumes de chuva em curtos períodos (desta vez choveu cerca de 250 milímetros em Teresópolis), mas sem resultar em tantas mortes. O motivo?

Dolif lembrou que em Caraguatatuba, em 1968, chegou a chover cerca de 500 milímetros de uma só vez, mas que o número de mortos foi menor. “O estrago material, com queda de barreiras e deslizamentos, deve ter sido maior. Mas o número de mortos foi menor, afinal, a cidade tinha uma população menor naquela época,” diz. “A tendência desses desastres naturais é sempre piorar, por causa da maior ocupação, mais construções, etc.”

Percebe-se algo em comum entre vários desastres ambientais recentes no Brasil: construções em locais inadequados, desrespeito às leis ambientais… As mesmas que, em nome do “progresso”, certos políticos querem “flexibilizar”.

E vamos combinar que nem é necessário que as leis ambientais sejam mais rigorosas. Basta que as existentes sejam cumpridas.

A secada de uma vida

No dia 5 de janeiro de 1998, o meu pai me chamou para uma conversa “de homem para homem”. No caso, de um homem experiente para um inexperiente.

Eu havia acabado de levar “o fora da minha vida”.

O meu pai disse que “paixões duram sete dias”. De início, achei que havia acabado com a “teoria” dele, visto que no dia 12 de janeiro eu continuava apaixonado pela guria. Mas, de fato, o pior já havia passado. Eu saíra da fossa. A vida recuperara o sentido. Não tinha mais aquela sensação de “apocalipse” de uma semana antes.

Ainda levaria mais de um ano para me sentir totalmente “curado” daquela paixão desgraçada. Mas a sensação de ter me livrado dela foi tão marcante que, se alguém pedir que eu descreva a palavra “liberdade”, direi que é o que senti no momento em que me vi livre daquele tormento.

Mesmo após a “liberdade” – que seria perdida ainda muitas outras vezes, e por mais de sete dias – eu continuei considerando o dia 5 de janeiro de 1998 como o pior da minha vida. Era um verdadeiro dogma para mim. Mesmo que eu passasse por outros foras, jamais haveria um dia tão terrível.

Bom, era o que eu pensava até o…

1. Inter 1 x 0 Barcelona (17/12/2006)

Na véspera do (agora sim!) pior dia da minha vida, fui tomar um chopp no Boteco Natalício. Bebi com meu amigo Diego, gremistaço. E já o convidei para que na manhã do dia seguinte, fosse olhar o jogo decisivo do Mundial de Clubes – digo, secar o Inter – na minha casa. Ele disse que ia: “vamos fazer uma corrente pró-Barcelona!” – já sabíamos que o meu irmão, colorado mais chato da face da Terra, não estaria lá, iria assistir o jogo junto com colorados.

Na manhã daquele domingo terrível, já fazia um calor insuportável. Oito da manhã, e a temperatura já devia estar em 30°C. Porra!

O Diego não me surpreendeu e chegou atrasado, o jogo já tinha começado. Formamos os três – minha mãe, ele e eu – a “corrente pró-Barcelona” que mais honestamente pode ser chamada “anti-Inter”.

Mas nem nos preocupávamos muito, considerando os resultados da semifinal. Afinal, o Inter sofrera um bocado para ganhar do Al-Ahly do Egito, enquanto o Barcelona metera 4 a 0 no América do México ao natural. Seria mais tranquilo do que se imaginava.

O primeiro sinal de preocupação veio quando o juiz apitou o fim do primeiro tempo. O Barcelona não marcara sequer um gol! Aquilo não estava certo. Não era normal.

Veio o segundo tempo. Tínhamos esperanças de que o Barça acordasse e desandasse a marcar gols. Confiávamos no Clemer: ele não tinha levado o frango da vida dele na final da Libertadores, para levar na do Mundial.

Mas as coisas não mudaram. Na verdade, pioraram. Sentimos que a situação estava feia quando em um lance o Barcelona fez cera e foi possível ouvir os colorados gritando “Timinho! Timinho!”. Era o fim do mundo! Se eu fosse religioso, na mesma hora ajoelharia e começaria a rezar…

Senti um pouco de esperança quando vi o anúncio de uma substituição: saiu Fernandão, entrou Adriano Gabiru. Ou seja: saía o melhor do Inter e entrava o pior… Agora as coisas iam dar certo! Avante Barça!

Porém, alguns lances depois…

Ainda haveria uma chance. Não apenas do Barcelona, como também de Ronaldinho. O ex-ídolo gremista poderia se redimir com a Nação Tricolor. Era uma falta daquelas, do jeito que ele gosta.

Não entrou. A bola passou a centímetros da trave. De raiva, mutilei meu livro “Até a pé nos iremos”, do Ruy Carlos Ostermann: arranquei aquelas páginas que falavam sobre o Ronaldinho (o livro foi escrito em 2000), amassei e joguei no lixo, gritando “dentuço traidor!”.

Restava a esperança chamada “Clemer”. Ainda havia tempo para ele levar o frango da vida dele. Mas não aconteceu.

Terminou o jogo, desliguei a televisão. Cinco segundos depois, tocou o telefone. O “bina” me salvou do que seria a primeira flauta: era o meu amigo Antonio – mas na hora eu não pensei que ouvir gozação dele não seria o pior daquele domingo maldito…

Foi pouco depois que eu lembrei do perigo chamado “Vinicius”. Àquela hora, o meu irmão já devia estar rumando à Goethe, para encher a cara de cerveja – que cairia muito bem naquele calor escaldante. Mas pensei que em algum momento ele voltaria para casa louco para se vingar de todos aqueles anos que passara me ouvindo dizer “meu time é campeão do mundo e o teu não!”. E decidi que não queria estar em casa, de jeito nenhum, no momento em que ele abrisse a porta. Desliguei o meu celular e disse para o Diego: “vamos sair daqui!”.

E fomos para a rua. O cenário era apocalíptico. Calor de quase 40°C, e colorados felizes da vida dizendo que eram campeões mundiais. Algo pelo qual eu não passara nem em meu pior pesadelo.

Vagamos pelas ruas ferventes de Porto Alegre. Devo ter perdido uns 10 litros de água só em suor. Escapávamos da flauta por uma sorte incrível: o Diego disse que quase vestiu a camisa do Grêmio para ir ver o jogo na minha casa…

Agora, pavor mesmo eu senti quando passamos pela Praça da Matriz. Aí eu vi que as coisas não estavam certas. Olhei para o Palácio Piratini, e no lugar da bandeira do Rio Grande do Sul estava uma enorme do… Inter!

– PORRA, ELES TOMARAM O PODER! – exclamei apavorado para o Diego.

Passei aquela tarde entre o calorão da rua, e o ventilador na casa do Diego. Pensando em como me adaptar aos novos tempos. Minha visão de mundo havia sofrido um abalo realmente histórico. Afinal, eu passara praticamente toda a vida sendo torcedor do único clube campeão do mundo no Rio Grande do Sul. Era um dogma tão rígido quanto… Dizer que o 5 de janeiro de 1998 fora o pior dia da minha vida.

A maioria dos meus valores caiu naquele 17 de dezembro de 2006, que superou o 5 de janeiro de 1998 no quesito “esse dia foi uma MERDA!”. Cantar que o Inter nunca tinha ganhado de ninguém, que não fazia jus ao nome (deveria mudar para “Estadual” ou “Municipal”), que era um time desconhecido… Se tornava, naquele “dia de cão”, passado.

Restava apenas o consolo de que o Grêmio continuava a ser maior, por ter duas Libertadores. E a esperança de que logo se confirmasse que o título mundial vermelho era uma zebra das grandes (obrigado, Veranópolis!).

Por volta de seis da tarde, tomei o caminho de volta para casa, me sentindo como se estivesse no corredor da morte, rumo à cadeira elétrica. Torcia que o meu irmão já estivesse cansado, que não me incomodasse muito. Afinal, já haviam se passado oito horas do final do jogo. De repente ele tinha tomado o “porre da vida dele”, e estivesse dormindo, rumo à ressaca.

Ele estava acordado quando cheguei. Mas, de fato, cansado. Minha estratégia deu certo! Aliás, foi a única coisa que deu certo naquele dia!

Hora da solidariedade

O vídeo abaixo é do momento em que um avião da TAM sobrevoava Itajaí, antes de pousar no aeroporto de Navegantes, na última segunda-feira (24 de novembro). Mostra bem as dimensões do desastre que assola Santa Catarina:

Quinta-feira à noite, enchi dois sacolões com roupas que estavam literalmente deixadas de lado no meu roupeiro para a minha mãe levar para o serviço dela, onde fizeram uma campanha por doações para os flagelados. Li no blog do Hélio Paz que a família dele fez doação de roupas e calçados em grande volume.

Há várias possibilidades de se ajudar: seja doando roupas, alimentos (de preferência prontos para consumo, visto que muitas pessoas nem têm água potável para cozinhar), ou mesmo depositando dinheiro, mesmo que pouco, nas contas abertas pela Defesa Civil/SC. É um pequeno gesto de solidariedade, mas se todo mundo colaborar, será de grande valia.

Importante aviso: há notícias de e-mails com números falsos de contas para depósito de doações, que não são da Defesa Civil/SC – o dinheiro depositado nelas acabará no bolso de espertalhões que querem lucrar com a tragédia. As contas oficiais encontram-se neste endereço.

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Mas, antes de culpar apenas a natureza pela calamidade em Santa Catarina, dê uma lida na postagem do Guilherme Floriani, engenheiro florestal que reside em Lages. A tragédia é na verdade uma resposta da natureza contra as barbaridades feitas pelo bicho homem.

Grêmio elege novo presidente no sábado

Sábado, como todos os gremistas já devem saber, o Tricolor elege novo presidente. Pela segunda vez em sua história, a escolha se dará de forma direta, com votação dos sócios.

Respondendo ao comentário de ontem do Jorge Vieira: também vou de Duda Kroeff (chapa 1). Não tanto por ele, mas sim pelos apoios do vice de futebol André Krieger (que decidiu manter Celso Roth contrariando a imensa maioria dos gremistas, inclusive este blogueiro, e agora o Grêmio luta pelo título nacional contra seu maior adversário, o STJD) e Renato Moreira. A outra chapa, que tem Antônio Vicente Martins como candidato a presidente, tem apoio do presidente Paulo “Arena” Odone.

Aliás, um outro comentário do Jorge, mas no blog de futebol do Hélio Paz, me lembrou: Martins participou da gestão de José Alberto Guerreiro (1999-2002) nos departamentos jurídico (1999) e de futebol (2000). No futebol, 2000 foi um desastre: o Grêmio assinou a maldita parceria com a ISL, que deixou o clube ainda mais endividado do que já estava. Montou um “supertime” que foi eliminado da Copa do Brasil de maneira humilhante (4 a 1 para a Portuguesa em pleno Olímpico), perdeu o Campeonato Gaúcho para o Caxias e conseguiu chegar às semifinais da Copa João Havelange mas caiu diante do São Caetano, em casa.