Não alimente os trolls

Começa amanhã, de forma oficial, a campanha eleitoral de 2010. Serão quase três meses em que receberemos muitas informações sobre candidatos aos mais diversos cargos (deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente). E também muito lixo. O que não é de surpreender, já que tudo indica que esta será a campanha mais suja que o Brasil já viu.

Nossas caixas de e-mails certamente serão invadidas por mensagens de propaganda política. Mas isso nem é a pior parte.

Dose mesmo são as malditas correntes. Se já recebemos muitas… Agora elas irão se multiplicar. E de nada adiantará responder explicando que nada daquela besteirada é verdade, pois o lixo seguirá chegando. Talvez a solução seja ameaçar notificar os amigos que mandam essas bostas como enviadores de spam (caso não surta efeito pedir-lhes que não enviem mensagens sobre política).

E nos blogs, será preciso utilizar mais do que nunca a moderação dos comentários. Pois os trolls irão aparecer em grande número. Não interessa a eles uma discussão de ideias, em alto nível (em que as pessoas não concordam em nada, mas ao menos se respeitam). O negócio deles é xingar, é transformar um debate em uma “guerra”. É fazer com que adversários – que podem ser grandes amigos, sem problema algum – passem a se ver como inimigos.

A tentação de responder a um troll é enorme – falo por experiência própria, pois já caí na asneira de responder a um deles, e por isso tive de aguentá-lo por muito tempo vomitando besteiras em minha caixa de comentários. Até que um dia eu decidi cortar o barato dele. Claro que ele me xingou de tudo que é coisa – a vontade de responder foi grande, mas não o fiz (e obviamente não publiquei o comentário – tudo o que vem dele, vai direto para o spam). Pois atenção é tudo o que um troll busca.

Assim, caro leitor, independentemente de sua posição política, minha dica é: não alimente os trolls. Apenas ignore-os. E, se possível, “delete-os”.

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Protestos contra o projeto do Parque Tecnológico da UFRGS

Na manhã de ontem, estudantes da UFRGS e membros de movimentos sociais promoveram um protesto contra a votação (que acabou não acontecendo) pelo Conselho Universitário (CONSUN) do projeto de criação do Parque Tecnológico da universidade. A manifestação foi reprimida com violência pela segurança do Campus Centro.

Se há manifestação contrária, é porque há gente que não concorda com o projeto como ele foi apresentado. E o direito à expressão de quem é contra deve ser assegurado.

Desta forma, é lamentável que o DCE da UFRGS, cuja atual gestão se define como “DCE Livre”, publique uma nota oficial dizendo que “não é concebível oposição a uma proposta que traz benefícios a toda a comunidade acadêmica e à sociedade em geral”. Será? De acordo com os críticos, o projeto beneficia mais as empresas privadas do que a sociedade em geral, mesmo que a universidade seja pública.

A atual gestão do DCE critica as anteriores porque estas teriam representado mais os interesses de partidos políticos do que dos estudantes, e sem consultá-los para saber o que achavam. É uma crítica que pode ser considerada procedente, já que nas eleições a esquerda sempre se divide em duas ou três chapas, cada uma ligada a um partido político; a que vence, na prática, faz com que a gestão do DCE seja ligada ao partido apoia a chapa eleita.

Pois bem: como a atual gestão venceu a última eleição tendo como algumas de suas bandeiras a “despartidarização” e a “liberdade”, poderia  agora colocá-las em prática, promovendo uma consulta à comunidade universitária (estudantes, servidores e professores) para saber o que ela pensa sobre o projeto, ao invés de tentar empurrar goela abaixo de todo mundo a sua opinião favorável, como que dizendo “quem não concorda que cale a boca”. (E de nada adianta querer justificar a postura adotada afirmando que as antigas gestões não consultavam os estudantes: um erro não justifica outro.) Seria a oportunidade de serem realizados debates abertos ao público, com tempos iguais para favoráveis e contrários apresentarem seus argumentos.

Charges em tempos de (des)governo

Mais um ótimo debate promovido pelo Jornalismo B, desta vez com uma novidade: será num sábado à tarde. Dia 26 de setembro, às 15h.

jornalismob 2609

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Já que falamos em “charges” e “(des)governo”, vale a pena conferir a seleção do Tinta China, para o post especial “Semana Esfarrapada”.

E os chargistas da GRAFAR não escondem: lamentarão muito a saída da Yeda do Piratini. Afinal, nunca houve algum (des)governo que rendesse tantas piadas como o atual!