Ainda querem que Porto Alegre vire Dubai?

Mês passado, quando eu viajava ao litoral gaúcho, vi uma placa anunciando um condomínio fechado (que aos poucos vão tomar conta das praias) cujo nome era “Dubai”. A página do empreendimento não podia ser mais significativa: “Eu quero Dubai”.

Em outubro de 2008, a Cristina Rodrigues publicou em seu blog Interpretando um post com o título “A mentalidade Dubai”, que vale muito a pena ser lido (faça isso clicando aqui). O texto faz uma comparação entre Dubai, com obras faraônicas como um prédio com a altura absurda de mais de 800 metros (para ter uma idéia, isso é mais alto que o Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro), e Porto Alegre, onde muitas pessoas são fascinadas pelo modelo de Dubai.

O fascínio obviamente se deve à idéia de que aquilo é “progresso”. Em menos de 50 anos, Dubai deixou de ser apenas um pequeno emirado para se tornar uma metrópole, a maior dos Emirados Árabes Unidos. Pouco importa que o idioma árabe venha sendo deixado de lado e substituído pelo inglês – devido aos negócios – e que cada vez menos as pessoas se conheçam mesmo que vivam próximas (qualquer semelhança com Porto Alegre é mera coincidência?).

Pois é… Mas veio a crise, e Dubai não ficou imune à ela. O colapso econômico gera desemprego e protestos, como se vê no vídeo abaixo.

Mídia torce contra o Brasil

A charge acima é a melhor explicação sobre o funcionamento de uma bolsa de valores. Especulação é isso.

A charge acima é a melhor explicação sobre o funcionamento de uma bolsa de valores. Especulação é isso.

Ninguém nega que a crise financeira é séria, mas o alarmismo da mídia é ainda pior, considerando que o Brasil é um dos países que menos sofre as conseqüências da crise.

Ela maquia os números para parecer que a situação já é muito complicada em nosso país. Gera um clima de preocupação que pode, sim, piorar as conseqüências da crise. Como mostra muito bem o Eduardo Guimarães em ótimo post no seu blog. Clique aqui para ler.

Importante em tempos de crise

Em janeiro, postei aqui o vídeo acima, indicado neste excelente artigo do Luiz Carlos Azenha a respeito do clima de alarmismo provocado pela mídia no início do ano devido a uma “epidemia de febre amarela” no Brasil. Que não aconteceu, é claro. Mas apavorou gente, a ponto de serem registradas mortes devido à doses excessivas da vacina contra a doença.

Por isso é importante ficar atento ao atual contexto de crise. Tem gente apavorada, e isso é perigoso. Pois o medo faz com que as pessoas aceitem qualquer medida, por mais autoritária que seja, que supostamente resolva o problema. Uma das conseqüências da crise de 1929, por exemplo, foi a eleição de Hitler na Alemanha.

A real causa da crise

vtEssa charge do Kayser me fez entender porque a crise é tão grave.

Em breve, as fichinhas deixarão de valer. E não há como usar o cartão do TRI (ruim) como “moeda de troca”. Daí a preocupação tão grande do Sr. Mercado…

Moral de cuecas

Uma das máximas dos defensores do status quo é “o trabalho dignifica o homem”.

Para eles, pobre é vagabundo que não aproveita as oportunidades. Não tem dignidade, não merece ser ajudado pelos que a têm.

———-

Se o que escrevi acima fosse verdade, não existiria Bolsa de Valores. Pois lá se ganha (muito) dinheiro sem trabalhar.

Porém, também se perde. É como se fosse um cassino: nem todo dia se ganha, e, para uns ganharem, outros têm que perder…

Coincidência?

A coisa tá tão feia pra Yeda, que até a RBS tá noticiando tudo.

E olha só essa: na madrugada de sábado, houve tentativa de assalto a uma agência do Banrisul, situada a cerca de cem metros do Palácio Piratini

NOVAS ELEIÇÕES JÁ!

O Hélio Paz lançou no Palanque do Blackão a campanha à qual anuncio minha adesão. O governo Yeda está totalmente desmoralizado, mas o Feijó assumir não melhora em nada a situação do Rio Grande.

Como diz o Hélio, “SUPLENTE DE SERPENTE, PEÇONHENTO É. NOVAS ELEIÇÕES JÁ!”

O entardecer de Yeda

A situação política no Estado é tragicômica.

Trágica porque a crise faz com que não se discuta nada mais – seja no Executivo, seja no Legislativo – além do escândalo. Deixa-se de deliberar sobre qualquer medida de governo, qualquer projeto de lei.

Mas ao mesmo tempo é cômica. Pois é divertido ver os direitosos se xingando… O Busatto, só faltou chorar na entrevista – e pelo que vi, não faltou muito. E ainda acusou o vice-governador de ser “golpista” (nisso, até concordo com o Busatto). Quem diria, quando não tem um governo de esquerda para tentar derrubar, a direita decide derrubar o dela mesma!

O fedor aumenta

Acabo de receber ligação do meu pai me avisando que ouviu na Rádio Gaúcha que a CPI do DETRAN – e a própria Rádio Gaúcha – têm gravação de conversa entre o vice-governador Paulo Afonso Feijó e o Chefe da Casa Civil Cezar Busatto, em que o último revela que partidos da base aliada do governo recebiam dinheiro desviado de estatais. Daqui a pouco será divulgado na íntegra o conteúdo.

A gravação foi feita pelo próprio Feijó, que desde 1º de janeiro de 2007 se mantém distante do governo. E antes mesmo da posse, já havia entrado em conflito com Yeda Crusius: na campanha eleitoral Feijó dizia ser favorável à privatização do Banrisul – o que não agradava à coordenação de campanha, pois aquilo podia “pegar mal” -, e em dezembro de 2006 um pacote que aumentaria impostos colocou Yeda e Feijó em lados opostos.