Postagem histórica

grenal michael jackson

Quem imaginaria que eu postaria uma piada contra o Grêmio aqui??? Mas, como também sobra para o Inter, decidi publicar…

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O “CAMPEÃO DE TUDO” NÃO É DE NADA!

Não é pelo fato do jogo mais importante ser Grêmio x Cruzeiro, que eu ia deixar de prestar atenção em Inter x Corinthians.

Quem não sabe o que é ter como irmão o colorado mais chato da face da Terra, não tem ideia de como me dá satisfação vê-lo chegar em casa com o rabo entre as pernas. Acabou de passar perto de mim enquanto escrevo, falei que o Beira-Rio tem de ser interditado por causa da pedrada levada por um reserva do Corinthians (resolveram dar razão ao Chico Lang, que defendia tirarem mando de campo da dupla Gre-Nal: o Inter fez a sua parte), e ele, não respondia com aquela tradicional soberba. Ah, isso é bom demais…

Não é melhor do que o Grêmio ser campeão. Mas que é muito bom, é.

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E sabem o melhor? Fizeram aquele DVD para condicionar a arbitragem, e não deu certo! Corinthians justíssimo campeão, sem a menor participação do juiz!

E eu aqui na frente deste computador…

Enquanto acontece o jogo do ano!!!

Jogo do ano???

Inter e Corinthians decidem qual dos dois estará na Libertadores de 2010. Mas eu estou mais interessado em saber quem estará na final da Libertadores de 2009. Jogo do ano, por favor, será o do dia 15 de julho: Grêmio ou Cruzeiro x Estudiantes.

Melhor dizendo, o segundo dos jogos do ano. O primeiro foi dia 27 de maio, Barcelona 2 x 0 Manchester United. O segundo, como já disse, acontecerá em 15 de julho. E o terceiro – e maior de todos – no dia 20 de dezembro, em Abu Dhabi, para decidir quem manda no mundo.

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E enquanto muita gente se preocupa com o tal “jogo do ano” de hoje, Honduras continua sob um governo só reconhecido por si mesmo. E que se acha no direito de suspender garantias constitucionais dos cidadãos.

Tudo porque o presidente, que guinou à esquerda, ia consultar – isso mesmo, consultar – a população para saber se ela era favorável a uma reforma constitucional… Definitivamente, as elites latino-americanas só aceitam democracia quando ela é benéfica a quem sempre esteve no poder.

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Atualização antes mesmo de postar: o D’Alessandro acabou de dar combustível para os colunistas bairristas do centro do país… E o ex-gremista William teve postura exemplar.

Racismo e xenofobia 2

O Guga Türck escreveu um ótimo post no Alma da Geral sobre o texto do Chico Lang publicado na Gazeta Esportiva.

O artigo do Lang é um insulto não a quem mora no Rio Grande do Sul, mas sim, a quem tem o mínimo de inteligência. É um texto racista (comprovadamente) e xenófobo.

É racista, porque fala sobre a violência como “coisa de índio” – como se o homem branco nunca tivesse feito nenhuma guerra, só os indígenas. As duas guerras mundiais, o Holocausto… Foram os índios que fizeram tudo isso? Foram eles que provocaram as mais sangrentas guerras que nossa América Latina viveu?

E é xenófobo porque a palavra “xenofobia” significa “fobia à diferença”. Logo, ela pode ocorrer entre grupos de dentro do mesmo país – exemplo disso, dentro do Brasil, é o preconceito existente contra o Norte e o Nordeste.

O texto desse Chico Lang trata o futebol riograndense como “de espírito belicoso” (seria inferior, por isso partiria para a violência). Antes mesmo da bola rolar, fala que Corinthians e Cruzeiro serão tratados com violência aqui em Porto Alegre, na próxima semana, e que deveriam “trazer um pelotão de seguranças”. (Se trouxerem, mandem a conta para o Lang pagar, pois o que ele escreveu pode muito bem vir a servir de incitação para os poucos que não gostam de futebol, e sim de violência. E que não são exclusividade de um ou outro Estado.)

Não satisfeito, o cara ainda inventa de falar que na ditadura militar “a maioria dos generais era do Sul”. De fato, eram. Mas é preciso ser muito, digamos, inocente, para achar que os militares não tiveram apoio de muita gente fora do Rio Grande do Sul, e que os riograndenses foram todos, sem exceção, favoráveis ao golpe. Sem apoio, alguém acha que eles ficariam no poder?

E não esqueçamos da “grande mídia” (da qual faz parte o Chico Lang): a daqui apoiou a quartelada de 1964, é claro, mas isso não foi nada diferente do que fez a do centro do país. Inclusive há um jornal, considerado o maior do Brasil, que teria emprestado carros aos órgãos de repressão do regime militar e ainda disse que não houve ditadura no Brasil, mas sim uma “ditabranda”.