Feliz 2012!

Avenida Borges de Medeiros, por volta das 8h20min de hoje. Viaduto congestionado no sentido bairro-centro. Agora sim, podemos dizer que o ano começou…

Mas não se preocupem: tenho certeza de que é só aumentar a velocidade máxima na cidade para os congestionamentos acabarem. Assim como tenho certeza de que o coelho da Páscoa me trará muito chocolate, e de que os ETs trarão de volta a irmã de Fox Mulder.

O injusto Coelho da Páscoa

Este tal de Coelho da Páscoa merece que as pessoas não acreditem nele mesmo. Êta criatura injusta!

Simples: a Páscoa é dia 4 de abril, mas um certo time de Porto Alegre já levou o chocolate ontem à noite

A polêmica do Coelho

Ao contrário do que gostam de apregoar os comentaristas e torcedores do eixo Rio – São Paulo (e ecos de tais bobagens podem ser ouvidos do Milton Corrêa ao Estrela D’Alva), futebol não é arte. É, sim, um esporte, que muito se diferencia da arte, por diversas características próprias.

O trecho acima é da postagem do Kleiton, lá no Cataclisma 14, sobre a polêmica suspensão do lateral Coelho, do Atlético-MG, devido à falta dura (não agressão) em cima do “foca” Kerlon, do Cruzeiro.

Se o Coelho não tivesse feito aquela falta no Kerlon, o que aconteceria? O que os defensores do “futebol-arte” queriam? Que a zaga atleticana deixasse o jogador – do arqui-inimigo – entrar área adentro e marcar o gol?

Como tirar a bola do Kerlon? Cabeceando-a? Aí o risco é de errar a bola, acertar a cabeça do adversário e ele cair desmaiado – ou seja, muito mais perigoso do que uma trombada como a que o Coelho deu no Kerlon!

Vão dizer que eu gosto de “futebol feio”, que não admiro belas jogadas. Pelo contrário. Mas o que vale no futebol não é lance bonito, é bola na rede. De nada adianta driblar, driblar, driblar, e ficar só nisso. A Marta ontem fez uma jogada espetacular (aliás, espetacular é a seleção feminina de futebol do Brasil) contra os Estados Unidos, e marcou o gol, ou seja, foi um lindo lance que beneficiou a todo o time. Futebol é esporte coletivo, não serve para individualistas.

Além disso, ninguém gosta de ser humilhado. Ainda mais pelo arqui-inimigo. Pense bem: o Cruzeiro vencia o jogo, e o Kerlon decidiu “focar”; ele faria aquilo se o Atlético estivesse à frente no placar?

O Coelho fez a única coisa possível para parar a jogada: falta. Ele não queria que seu time levasse gol. Quem gostaria de levar um gol?

Em tempo: quem quer ver arte, que não vá ao estádio, e sim a uma exposição!