“Tempos modernos”, na íntegra

O 1º de maio acabou há meia hora, e como o camarada aqui “vagabundeou”, posta atrasado sobre o Dia do Trabalhador. Desta vez, é mais vídeo e menos texto: assista ao clássico “Tempos Modernos”, de Charlie Chaplin, na íntegra.

Impressionante o quanto este filme de 1936 continua atual. Afinal, se hoje em dia não vemos trabalhadores pirando na linha de montagem, agora eles perdem o controle nos escritórios, como aconteceu com o russo abaixo.

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Vantagens da solitude

“Solitude”. Essa palavra soa estranha, desconhecida?

Ela refere-se a “estar só”. Mas a maioria das pessoas associa tal situação à palavra “solidão”, que é bastante negativa.

“Solitude” significa “estar só”, mas não com característica de “sofrimento”. Ou seja, estar só por livre e espontânea vontade, e não por falta de opção.

Óbvio que parece “desculpa de solitário”. Afinal, vivemos numa espécie de “ditadura da companhia”: há muitos lugares em que “pega mal” ir sozinho. Como um cinema, por exemplo. Até parece que a principal atração não é o filme, e sim, com quem se vai.

Eu já fui ao cinema sozinho mais de uma vez, e recomendo: posso escolher o filme que quero – se for ruim, ninguém vai reclamar da minha escolha, só eu lamentarei os reais gastos. Em compensação, já assisti a muita bomba só por causa das companhias. A última vez que me submeti a isso foi há bastante tempo, quando fui com uma turma – e estava a fim de uma das gurias… Assistimos a uma “comédia romântica”: era uma porcaria de filme (óbvio, né?), e também não consegui nada com a moça (bem feito!).

Até já tomei cerveja num bar sozinho: tinha saído para dar uma volta e desestressar num final de semestre, o calor estava danado, passei na frente de um bar e não resisti; por que deixar de tomar a tão desejada cerveja só por estar sozinho na hora?

Porém, tem gente que prefere assistir um filme de merda, fazer coisas que detesta, só para não ficar sozinha – ou até deixar de ir a lugares que gosta só pela “falta de companhia”. Gente sem personalidade, que não aguenta a si mesma, mas quer que os outros o façam.

Assim como há quem entre em depressão porque “os amigos estão namorando”, ou porque em junho tem o dia dos namorados e aí só se fala de amor na televisão. Alguns, para compensar, resolvem comer. Bom, se é para engordar, então aproveite para saborear aquela pizza dos deuses chamada ALHO E ÓLEO, pois ninguém irá reclamar de seu “bafo”!

Cinema e Censura no Brasil (1964-1988)

Ótima dica encontrada no Dialógico: a página “Memória da Censura no Cinema Brasileiro“, com documentos e material de imprensa de 444 filmes brasileiros que precisaram passar pelo crivo da Censura Federal de 1964 a 1988.

Vale a pena conferir. Até porque, além de documentos oficiais, há também cartas de pessoas indignadas com “filmes imorais” – mostra de que não só a ditadura que era “inquisitorial”. Tudo bem que muitos filmes não fossem nenhuma maravilha cinematográfica, mas taxá-los de “imorais” reflete o quanto a sociedade brasileira era conservadora.

Aliás, ainda é: não assisto novelas, mas lembro de uma grande polêmica quanto a uma novela apresentar ou não um casal homossexual se beijando. No fim, acabou-se decidindo por não apresentar a cena do beijo.

Espírito de Natal

A esta hora, já é manhã de Natal em Christchurch, na Nova Zelândia. As crianças que não tiverem estado acordadas à meia-noite de lá daqui a pouco levantarão para abrirem os presentes deixados pelo Papai Noel.

Mas, certamente, o assunto do dia por lá são outros 50 Papais Noéis, que fizeram uma bagunça danada no cinema

Sem companhia para ir ao cinema?

O conto lá no Cataclisma 14 é muito bom. Afinal, qual o problema de ir ao cinema sozinho?

Eu já fui muitas vezes: queria ver um filme, todo mundo com quem falei já tinha visto ou não tinha interesse, então fui sozinho! Algumas vezes, simplesmente fui pro cinema sem falar com ninguém: assim poderia terminar de ver o filme e fazer o que me desse na telha.

Até a um bar eu já fui sozinho. Era um dia de verão, um calor infernal, e eu na rua. Não tinha como não pensar em uma cerveja gelada. Passei na frente de um bar, entrei e tomei a cerveja. Deixar de ir ao bar por falta de companhia? Por quê? Se tivesse alguém para conversar, seria bom, mas só o fato de tomar a cerveja gelada já me deixou satisfeitíssimo!

Muitos deixam de fazer o que gostam só por não terem companhia. Ir ao cinema, ao bar, a qualquer lugar, só é bom se o local agrada. Se o lugar é chato (como uma daquelas festas de música eletrônica), nem a melhor companhia fará com que eu me sinta satisfeito. Assim como uma companhia chata irrita em toda parte.

Viu alguém sozinho no cinema? Não é um “perdedor”, muito pelo contrário. Este é digno de inveja: está muito bem consigo. Tanto que não dispensa a companhia dele mesmo. E principalmente, não é escravo das opiniões dos outros.