Pedra cantada

Charge do Kayser

Lembremos as palavras de Cezar Busatto a Paulo Afonso Feijó, em 2008:

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Outro aniversário

Ontem, completaram-se três anos do tombamento da Gonçalo de Carvalho. Já hoje, 6 de junho, faz um ano

Mas, a situação continua praticamente a mesma. CPI no Rio Grande do Sul, nem pensar, diz Pedro Simon, “paladino da ética e da moral na política”. Mas em Brasília ele quer… Quanta coerência!

Guerra Fria guasca

Foi bem conforme previa o “fluxograma” desenhado pelo Kayser.

A capa da Zero Hora de ontem é uma pérola. Sobrou até pro Britto. Afinal, falam em “guerra fria” não só no governo Olívio, como também no do (des)governador (1995-1998). Bom mesmo, para a Zero Hora, são governantes que “não fedem e nem cheiram”, como Rigotto e Yeda. Ou, talvez, Fogaça…

Mas, não se iludam com a referência ao Britto: afinal, para a RBS a culpa é sempre do PT! Mais: é do Olívio, por “ter mandado a Ford embora”…

As observações do Kayser sobre a Zero Hora de ontem (clique para ampliar)

As observações do Kayser sobre a Zero Hora de ontem (clique para ampliar)

Fluxograma canoense

Kayser, sensacional:

fluxograma

Quanto à afirmação “A mídia diz que o PT gaúcho continua o mesmo e que por isso perderá as eleições de 2010”, quem se prestou a esse papel foi o próprio JJ, em artigo à Zero Hora de ontem…

A propósito: por que só o PT é “sectário”? Por que não falam o mesmo de Fogaça e Yeda? Afinal, Busatto fez parte de ambos os governos: por que não o chamam de volta, já que ele é tão “competente”?

O fim do “PT gaúcho”

Até pouco tempo atrás, dizia-se que o PT só se salvava no Rio Grande do Sul, onde era “autêntico”.

Mas, a gauchada demorou a perceber que essa afirmação não era lá muito verdadeira. Na eleição municipal de 2008 em Canoas, aconteceu uma coligação PT-PPS, que venceu o pleito, liderada pelo petista Jairo Jorge. Conforme escrevi em agosto, nada é dado “de graça”: o PPS apoiou o PT em Canoas, logo iria querer algo em troca.

O que o PPS ganhou? Um carguinho para Cezar Busatto

Não bastasse essa, já tinhamos a defesa por parte do deputado estadual Adão Villaverde da revisão de nota oficial do PT que condenou veementemente o genocídio na Faixa de Gaza.

A pequena esperança do PT retornar ao Piratini em 2010, foi-se por água abaixo. O voto da classe mérdia, obviamente o partido não obtém. E da esquerda, fica cada vez mais difícil, visto que o PT caiu na “vala comum”, tornou-se igual aos outros.

Não foi com a nomeação de Busatto, nem com a aliança PT-PPS. Isso apenas fez a máscara cair. O “PT gaúcho”, autêntico e aguerrido, acabou. Apenas restam alguns bons nomes lá, como Olívio Dutra e Raul Pont.

A reunião dos “comunistas”

Na década de 1960 aconteceu a divisão entre os comunistas brasileiros, entre PCB e PCdoB. No início da década de 1990 o PCB optou por tornar-se PPS – apesar de alguns poucos comunistas convictos optarem por manter o antigo PCB vivo – e agora, enfim, acontece a reunião entre “comunas”, entre PPS e PCdoB.

E o mais incrível de tudo é ver a nova turma de “comunistas”: Britto, Berfran, Busatto… E Manuela.

O vídeo abaixo pesquei no blog do Hélio Paz – e ele, por sua vez, recebeu a dica da Cláudia Cardoso, do Dialógico.

Tá nervoso, Busatto?

O ex-secretário Cézar Busatto prestou depoimento à CPI do DETRAN ontem à tarde. E, pra variar, perdeu o controle… Clique aqui (ainda não achei o vídeo no YouTube para postar) e assista à histeria do dançarino nervosinho.

Com Olívio não era assim

Vale a pena chamar a atenção para isso. Texto copiado na íntegra do Biruta do Sul:

Nas suas confissões, Busatto generalizou a idéia de que em todos os governos passados “se fazia assim”, numa alusão ao loteamento das estruturas para partilhar esquemas de corrupção entre as “famílias políticas” gulosas.

Não é verdade o que confessou Busatto. No governo Olívio não foi assim.

A falta de maioria parlamentar na Assembléia sempre foi contrapesada com a sustentação social principalmente através do Orçamento Participativo. O governo Olívio nunca proclamou uma fatalidade da maioria parlamentar para cair na gandaia e fazer um governo amorfo programaticamente.

E mesmo com minoria parlamentar – mas com capacidade de construção de maioria social e política – o governo Olívio aprovou todas as matérias de interesse público e da sociedade gaúcha e, sobretudo, soube superar uma CPI – aquela sim golpista – que teve item por item desmontado na Justiça e no Ministério Público posteriormente.

Política da séria, programa democrático e popular e retidão na condução da coisa pública. São marcas do governo Olívio que as confissões do Busatto não conseguirão macular para misturar com o lodo em que charfunda Yeda.

O último tango de Busatto

Agora é oficial: o dançarino nervosinho deixa a Casa Civil.

Mas não cometamos injustiças. A culpa da atual situação no Estado não é do Busatto, nem do Feijó. Muito menos da Yeda. Com a palavra, a própria (des)governadora: