Obrigado por não telefonar

Já falei do quanto detesto atender telefone. Prefiro receber e-mail, mensagem no celular, no Facebook… Mas o pessoal insiste em ligar, sendo que na maioria das vezes é bobagem, coisa sem urgência, ou pior ainda, a ligação nem é para mim e preciso anotar o maldito recado.

E então toca o telefone… E já vejo pelo identificador de chamada que não é comigo que querem falar (eis um dos maiores males de não morar sozinho: uma linha de telefone fixo para todos).

– Alô.

– Quem fala?

– É o Rodrigo.

– Tudo bem, Rodrigo?

– Tudo…

Descubro que sou um grande hipócrita. Pois a resposta sincera seria outra:

– Estava tudo bem até esse maldito telefone tocar!

Vamos comer pipoca?

A propósito: adivinhe qual o produto mais vendido no dia dos namorados… Pena que não tornei realidade os planos que fiz ano passado.

Celular NÃO é brinquedo!

Dizem que a atual geração de adolescentes é “babaca” ao extremo. Depois de ler que o uso do celular pode provocar perda de neurônios – e os efeitos seriam mais nocivos em crianças e adolescentes -, acho que começo a entender o motivo… Afinal, há tempos vejo crianças usando celular como se fosse um brinquedinho inofensivo.

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Antes que alguém pergunte: eu tenho celular. Mas o meu pode ser considerado um “relógio com telefone”, pois me serve mais para ver as horas do que para me comunicar: prefiro ligar, com o telefone fixo, para o telefone fixo da pessoa com quem desejo falar. Só uso o celular se não me resta alternativa. E se possível, mando mensagem ao invés de ligar, pois é mais barato.

Na verdade, eu prefiro mesmo é mandar e-mail ou entrar em contato pelo MSN. Nunca adorei falar ao telefone.