E viva o botão!

Saiu matéria no caderno “ZH Moinhos” do jornal Zero Hora sobre futebol de botão, esporte reconhecido pelo Comitê Olímpico Brasileiro e que eu pratico há cerca de 20 anos. Numa época em que a diversão das crianças limita-se à internet e jogos eletrônicos, seria uma dádiva que elas se interessassem por futebol de botão assim como os meus amigos de infância.

Comecei a jogar no final da década de 80, ensinado pelo meu pai, Cesar. Meu irmão, Vinicius, demorou a aprender, mas depois que aprendeu, tornou-se um dos melhores. Jogamos com o goleiro deitado e a partida dura 30 minutos divididos em dois tempos de 15 – em caso de empate em jogos eliminatórios, há prorrogação de 10 minutos divididos em dois tempos de 5.

Realizávamos pequenos torneios nos fins-de-semana, e em 1991 criamos o Campeonato VRC (“Vinicius, Rodrigo e Cesar”), disputado até 1996 (a última edição começou em agosto de 1995 e terminou em abril de 1996). Em 1992, surgiu o Torneio Farroupilha, disputado até hoje.

No ano de 1993, os campeonatos deixaram de ser restritos ao “trio VRC”: começaram as participações de nossos amigos como os campeões Diego (VRC em 1994 e Farroupilha em 1994, 1996 e 2001) e Leonardo (VRC em 1996 e Farroupilha em 1993 e 1995).

Fui o primeiro campeão do Torneio Farroupilha, e no mesmo ano de 1992 conquistei o Campeonato VRC. Mas o maior campeão de todos é o meu irmão: conquistou o VRC em 1993 e o Farroupilha em 1997, 2005, 2006 e 2007. Meu pai ganhou a primeira edição do VRC, em 1991, e o Farroupilha em 2004.

Em 2003, o Torneio Farroupilha foi conquistado por nosso amigo Leonardo Sato, participante desde 2001 – mas que em 2007 ficou de fora por precisar viajar a trabalho.

O Torneio Farroupilha de 2008 não terá a participação do Diego, que estará em Juíz de Fora fazendo mestrado. Fica mais fácil para que eu reconquiste o título após 16 anos* de espera…

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* Isso me faz lembrar, automaticamente, desta postagem no Cataclisma 14. Porra, 1992 foi ontem, não há 16 anos!

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Uma noite inesquecível

Vale a pena ler o conto que o André escreveu lá no Cataclisma 14. Foi realmente uma noite inesquecível aquela.

Sem companhia para ir ao cinema?

O conto lá no Cataclisma 14 é muito bom. Afinal, qual o problema de ir ao cinema sozinho?

Eu já fui muitas vezes: queria ver um filme, todo mundo com quem falei já tinha visto ou não tinha interesse, então fui sozinho! Algumas vezes, simplesmente fui pro cinema sem falar com ninguém: assim poderia terminar de ver o filme e fazer o que me desse na telha.

Até a um bar eu já fui sozinho. Era um dia de verão, um calor infernal, e eu na rua. Não tinha como não pensar em uma cerveja gelada. Passei na frente de um bar, entrei e tomei a cerveja. Deixar de ir ao bar por falta de companhia? Por quê? Se tivesse alguém para conversar, seria bom, mas só o fato de tomar a cerveja gelada já me deixou satisfeitíssimo!

Muitos deixam de fazer o que gostam só por não terem companhia. Ir ao cinema, ao bar, a qualquer lugar, só é bom se o local agrada. Se o lugar é chato (como uma daquelas festas de música eletrônica), nem a melhor companhia fará com que eu me sinta satisfeito. Assim como uma companhia chata irrita em toda parte.

Viu alguém sozinho no cinema? Não é um “perdedor”, muito pelo contrário. Este é digno de inveja: está muito bem consigo. Tanto que não dispensa a companhia dele mesmo. E principalmente, não é escravo das opiniões dos outros.