Sinais incontestáveis de que estou ficando velho

Por cerca de um ano e meio, o blog Cataclisma 14 publicou uma série de posts muito interessante sobre o tema “envelhecendo”. Claro que não falava sobre se estar entrando na terceira idade, mas sim de situações demonstrativas de que o camarada já é, realmente, adulto, já tendo portanto uma certa “experiência de vida”. (O que parece… “Papo de velho”!)

Como o pessoal do Cataclisma não retomou os posts “velhos”, eu faço isso, de uma vez só, e citando por experiência própria alguns sinais incontestáveis de que, feliz ou infelizmente, não sou mais jovem.

E mesmo que eu fale em primeira pessoa, quem assim como eu está por volta dos 30 anos – para mais ou para menos – e leu esse texto, certamente se identificou com algum item da lista acima…

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“O que fazes da tua vida”

Sabe aquele famoso ditado “as aparências enganam”? Pois é, para o capitalismo são elas as determinantes, como mostrou o ótimo texto do André lá no Cataclisma 14.

Pouco importa que o cara seja uma pessoa decente, se não tiver no currículo trocentas horas de seminários e workshops (que não são de graça), cursos de línguas estrangeiras (igualmente pagos), e claro, a experiência (de tanto a pedirem para qualquer porra, vai chegar a hora em que ninguém mais a tem por não ter recebido uma primeira chance).

Ao mesmo tempo, se o cara tiver tudo o que o “mercado” pede, não significará problema ser um baita “pau no cu”. E, mais, pode até mesmo ser um zero à esquerda, mas que fez curso de inglês e é amigo do primo em terceiro grau do dono da empresa.

A melhor frase do ano

Certamente uma orientação graças à nova gripe, que vai se espalhando e já atacou violentamente dezenas de jornais pelo país.

Tirada do post do André no Cataclisma 14, sobre as “medidas preventivas” em uma repartição pública de Porto Alegre.

Reforma do Olímpico: uma boa idéia

No post de ontem sobre (contra) a “arena”, o André do Cataclisma 14 deixou um comentário no qual eu “assino embaixo”:

Em tempo: reformas no Monumental se fazem necessárias, principalmente com relação àquele fosso. Mas eu não quero que o meu Highbury Park vire um Emirates Stadium…

O Olímpico, construído em 1954 e Olímpico Monumental desde 1980, precisa realmente de uma reforma. Aliás, há alguns anos atrás havia planos de remodelação de toda a área do estádio, abortados devido à monstruosa dívida tricolor, fruto da desastrosa parceria com a ISL.

A reforma do Olímpico é melhor do que a construção de um novo estádio no mesmo local: o Grêmio não precisaria jogar em outro campo, já que a obra seria feita em módulos; o estádio continuaria a ser do Grêmio; e para quem reclama que é ruim ir de carro ao Olímpico por falta de estacionamento, a proposta de projeto do arquiteto Plínio Almeida (veja aqui e aqui) prevê a construção de um edifício-garagem.

Quanto às vias de acesso, continuariam as mesmas (o que faz muita gente reclamar do trânsito), mas em compensação quem costuma ir a pé aos jogos (como eu) poderia manter seu hábito, e quem faz parte do trajeto ao estádio a pé, também. Ao endereço previsto para a “arena” no bairro Humaitá, entre duas rodovias de grande fluxo (BR-290 e Avenida dos Estados, que é uma continuação da BR-116), só se chegaria de ônibus, metrô e carro – opção da maior parte dos que poderiam pagar os caríssimos ingressos.

Destino

Comentário do Arnaldo César Coelho durante programa no Sportv que contou com a presença do piloto Felipe Massa, citado em post interessante do Leandro Corrêa lá no Cataclisma 14:

Tem um vídeo que vi numa reportagem, Felipe, que mostrava você quando era criança, brincando com lápis e papel, desenhando um mapa do circuito de Interlagos. Você acha que o seu sucesso em Interlagos vem desse esforço desde criança?

Espero que seja verdade. Assim, um dia serei o Jaspion e combaterei o mal! Afinal, quando eu era criança eu imitava tanto ele, que só pode ser destino.

Aliás, o que eu estou fazendo na faculdade, me matando de tanto estudar?*

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* Mas, atualizando o blog sempre que possível…

Resumo das notícias da semana


(charge do Kayser)

Por falar em padre voador, tem um post sensacional lá no Cataclisma 14 com uma série de considerações a respeito do caso.

Só faltou o tal terremoto em São Paulo: o Valter, do Moldura Digital, mora lá e não viu nem sentiu nada. Mas a mídia…

Lógica

Pessoa 1: O que tu tá fazendo?
Pessoa 2: Torcendo contra a Seleção Brasileira.
Pessoa 1: Ué.. mas tu não é brasileiro? Por que torcer contra a seleção?
Narrador do jogo: Richarlysson toca pra Gilberto Silva. Ele rrrrecolhe a bola e passa para Josué, que tabela com Julio Baptista e erra o lance.
Pessoa 1: Vou ali comprar uma camiseta da Suécia e já volto.

Copiado na íntegra do Cataclisma 14.

Nada pode ser pior…

Do que o atendimento ao cliente proporcionado pela NET. Como disse a Lady Clementine, “eles vendem, mas não atendem”. É preciso muuuuuita paciência para falar pelo telefone com a “Enganuska”.

Algo que o André, do Cataclisma 14, teve. Ele ligou várias vezes para a NET pois junto com a conta do mês, chegara um folheto anunciando que de 15 a 24 de março o sinal dos canais Telecine estaria disponível para todos os assinantes da NET. De se imaginar que durante o período se poderia assistir a qualquer dos cinco canais, mas o que acontece é bem diferente… Clique aqui e leia mais.

Que golaço!

Esse quase encerrado primeiro mês de 2008 tem sido marcado, pelo menos para mim, pela nostalgia. Nada muito incomum: vez que outra, leio no Cataclisma 14 postagens que mostram o quanto eu estou “velho”.

Talvez seja o fato de estarmos em 2008. Fazem 8 anos e 29 dias que só se falava na virada do ano 2000. Eu tinha 18 anos na época, não tinha nem feito vestibular. Muita coisa que parece que foi ontem (como a Libertadores de 1995 ou o Campeonato Brasileiro de 1996), aconteceu há mais de uma década.

E, novamente no Cataclisma 14, vi um vídeo que aumentou meu sentimento de nostalgia.

Copa do Mundo de 1994 (ou seja, há 14 anos), pela primeira vez eu via o Brasil ser campeão – e fazia 24 anos que a taça não vinha para cá. Mas aquela Copa foi inesquecível não só por causa do pênalti perdido pelo Roberto Baggio. Teve também um dos maiores craques que eu vi jogar: o romeno Gheorghe Hagi. Melhor que Hagi, só vi o Maradona. Pelé não vale, porque ele parou em 1977 e nasci em 1981. Não vi ele jogar.

No início da noite de 18 de junho de 1994, saí para jantar com o meu pai e o meu irmão. Fomos bem cedo, porque queríamos ver Romênia x Colômbia. Mais: queríamos ver Valderrama, Asprilla, Rincón, enfim, o time que era apontado por Pelé como favorito ao título. Não era para menos: a Colômbia vinha jogando um bolão, e tinha metido 5 a 0 na Argentina em Buenos Aires pela última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, em setembro de 1993.

Pois bem: voltamos cedo para ver a Colômbia, mas vimos uma exibição fantástica da Romênia, e o segundo gol romeno foi um dos mais belos que já vi. Golaço de Hagi.