Um cão adolescente

Hoje este blog completa 14 anos de existência. Coisa rara, se considerar o contexto no qual ele surgiu e o destino que tiveram vários outros da mesma “leva”. A maioria esmagadora da chamada “blogosfera progressista” da virada dos anos 2000 para os 2010 ou acabou, ou não é mais atualizada há muito tempo.

O Cão Uivador chegou a trilhar o mesmo destino em 2015. Este que vos escreve queria “algo novo” e resolveu criar outro blog. Mas não adiantava: minha “identidade blogueira” seguia sendo o velho Cão. Que, se considerarmos a famosa “regra” de que um ano canino vale por sete humanos, está quase se tornando “centenário”… Mas pela “escala humana”, é um adolescente cheio de espinhas.

Ano passado fiz um texto rápido sobre o 13º aniversário do Cão, que era mais um desabafo com a pandemia que não acabava nunca. E fazia só dois meses… Agora já são 14 meses de vida suspensa quando o blog completa 14 anos.

Entre um aniversário e outro várias coisas aconteceram. Minha avó faleceu menos de um mês após aquele texto, no dia 5 de junho. Foi triste, mas também um alívio já que ela sofreu demais nos últimos anos de vida: “descansou”, como costumam dizer.

A Libertadores não acabou no “Gre-Nal do fim do mundo” como achei que aconteceria: ela não só foi disputada até o fim como a edição de 2021 já passou da metade da fase de grupos – e sem o Grêmio, que teve preguiça de jogá-la. O futebol voltou mas os estádios seguem vazios até sabe-se lá quando.

Os Estados Unidos se livraram de Donald Trump, pelas urnas. E o Brasil insiste em não fazer o impeachment de Jair Bolsonaro: até quando vamos tolerar esse genocida no poder?

Uma coisa não mudou muito: minha rotina. Em setembro de 2020 voltei ao trabalho presencial, em regime de revezamento. Mas nas semanas que não vou ao serviço, passo a maior parte do tempo em casa. Com exceção dos últimos três meses, quando meio que “voltamos à estaca zero”: no começo de fevereiro estive em licença para acompanhar minha mãe após a cirurgia cardíaca dela; depois veio o tsunami de casos no Rio Grande do Sul e o fechamento parcial das atividades. (Que não é lockdown, NÃO HOUVE LOCKDOWN NO BRASIL, salvo casos muito pontuais como Araraquara, onde deu muito certo.)


Como estaremos em 14 de maio de 2022, quando o Cão chegará ao 15º aniversário? Eu, sinceramente, quero em primeiro lugar estar vivo (não é exagero desejar isso quando se mora no Brasil atual), em segundo vacinado (se tomar ainda em 2021 celebrarei muito) e em terceiro já não tendo mais Bolsonaro como presidente. É pedir muito?

Das raras coisas boas de 2020

Dediquei meu último texto do ano que acabou ontem a simplesmente falar mal dele. Justo e necessário.

Mas não dá para negar que houve algo realmente positivo em 2020: desde 2014 o Cão Uivador não estava tão ativo. Foram 35 textos publicados, contra 92 no ano da Copa do Mundo – sim, bem menos agora do que seis anos atrás, mas vale lembrar que de 2015 em diante escrevi pouco e, quando o fazia, costumava publicar no Medium, que praticamente abandonei.

Tanto é que se desconsiderarmos 2020, o ano mais ativo é justamente 2015, com 22 textos.

Sim, os 35 de 2020 são pouco na comparação com 2014 e ainda menos se lembrarmos da “era dourada” do Cão, de 2007 a 2013. Considero improvável voltar a números como os 313 textos de 2008, ou os 1.316 comentários que o blog recebeu em 2010. Eram outros tempos, em que eu me sentia muito motivado a escrever, antes das redes sociais “roubarem” a audiência e a discussão que ocorriam na blogosfera. Tanto que, apesar da muito pouca atividade recente na comparação com aquela época, modéstia a parte, me dá um pouco de orgulho ver que o Cão já é um “adolescente” enquanto outros blogues criados depois dele e que eram bem ativos e relevantes já acabaram há muito tempo.

Considero que manter este espaço vivo, ainda que com raros comentários e com atualizações bem menos frequentes que antigamente, é uma forma de resistência. Não só à estupidez reinante, como também ao domínio das redes sociais, em especial de Facebook e associados (Mark Zuckerberg é dono do Instagram e do WhatsApp). Até porque, vale lembrar, os buscadores de internet não mostrariam meus textos se publicasse lá no “Face” (me recuso a abrir os posts para qualquer um bostejar nos comentários, enquanto aqui posso excluir merdas sem que ninguém mais as leia). É possível fazer uma pesquisa e cair num texto que escrevi lá em 2007 – do qual é possível que hoje em dia eu DISCORDE, visto que mudei de ideia sobre diversos assuntos desde então, mas não apago pois acho legal mostrar que EVOLUÍ.

Enfim (e agora apelando para o clichê), que essa semente plantada em 2020 floresça em 2021. Que seja um ano com muitos textos escritos, e que de repente eu finalmente resolva publicar um livro… Em 2013 foi minha resolução de final de ano apenas começar, mas escrevi muito pouco e considerei que ela estava cumprida no final de 2014, visto que não era preciso terminar. Como ultimamente opto por não ter promessas de ano novo, não coloco como objetivo – mas, como diria Dilma Rousseff (última pessoa digna a presidir o Brasil, saudade IMENSA), se alcançar a meta, então a dobrarei.

Vida longa ao Cão, ainda mais no ano em que seu dono celebrará, se tudo correr bem (VACINA, CADÊ TU PARA EU PODER FAZER FESTA COM A GALERA?), quatro décadas de idade.

13 anos de Cão Uivador

miau

Já são dois meses sem abraços, sem futebol…

A última atualização do Cão Uivador tinha sido em 29 de fevereiro. Faz pouco mais de dois meses, mas parece ter passado muito mais tempo desde então. Afinal, na ocasião ainda havia futebol (tanto que fui a um jogo do Grêmio na Arena), visitei minha avó na tarde daquele sábado… Covid-19 era algo distante para mim: apenas dois casos confirmados no Brasil, ambos em São Paulo.

O mês de março, iniciado no dia seguinte, mudou tudo. No começo as coisas pareciam “normais”, com comemoração dos 98 anos da minha avó e expectativa para o histórico Gre-Nal da Libertadores que seria disputado na Arena do Grêmio. A situação na Itália já era calamitosa, mas nossa realidade aqui no sul do Brasil ainda não era alterada.

Quando a mudança veio, ela foi abrupta. No dia 10 de março tivemos a confirmação do primeiro caso no Rio Grande do Sul. Dois dias depois, o Gre-Nal da Libertadores foi também a última partida pela competição antes dela ser paralisada até sabe-se lá quando (acho inclusive que acabou ali), sendo também provavelmente o último jogo com público (53 mil pessoas) em toda a América do Sul desde então.

No final de semana de 14 e 15 de março fiz minhas últimas visitas a familiares, já sem abraços e beijos e também com a perspectiva de que em breve teria de passar um bom tempo longe de avó, irmão, mãe e pai. Continuei trabalhando normalmente até o dia 18, mas já num clima de tensão: além de assuntos relativos ao serviço, só se falava sobre o coronavírus.

A partir de 19 de março, portanto, entrei em uma nova rotina, passando a maior parte do tempo em casa, de onde desenvolvo atividades relacionadas ao trabalho. Não é exagero falar em “nova rotina”: os horários que eu cumpria e aos quais estava acostumado foram “pro brejo” (tanto que comecei este texto durante a madrugada, em hora na qual já deveria estar no terceiro sono em “tempos normais”). Uma sucessão de dias muito parecidos um com o outro: acordando tarde e no máximo indo até o mercadinho da esquina comprar alguma coisa que eu precise.

Não à toa, desde então tenho a impressão de que o tempo “voa”: ainda que março tenha parecido durar anos – por conta da enorme diferença entre os dias 1º e 31 – me espanta perceber que o “Gre-Nal do fim do mundo” (apelido que já é dado ao último jogo antes de tudo parar) tenha ocorrido há mais de dois meses. Praticamente não senti abril passar, e já se foi quase metade de maio. Em um “piscar de olhos” provavelmente já estaremos no segundo semestre de 2020, mas o que eu mais gostaria de saber é quantas “piscadelas” serão necessárias para que a pandemia passe e eu possa voltar a visitar e – principalmente – abraçar pessoas sem que isso signifique um risco à saúde, tanto minha quanto delas.

E os 13 anos do Cão Uivador? Sim, o título é esse pois hoje é 14 de maio, aniversário do blog, que criei nesta data em 2007. Mas no atual contexto não vejo nada a ser comemorado. A efeméride foi apenas motivação para tirar a poeira após mais de dois meses sem escrever: ao contrário do que defendem “coaches” e pessoas “good vibes”, durante a quarentena não tenho a menor pretensão de ser “produtivo” em algo que não paga o meu salário e seguirei escrevendo apenas quando estiver com vontade. Danem-se esses malditos discursos de “crescimento pessoal”: é uma porra de uma pandemia que já matou milhares de pessoas – e que infelizmente ainda vai levar muito mais gente a óbito. Não quero “crescer”, minhas únicas vontades são que essa merda passe logo, e bem longe de mim e das pessoas que amo.


Quanto à postura do (por assim dizer) governo federal: não foi por falta de aviso, ?

O tempo voou e minha paciência se foi

Estou gostando desse negócio de voltar a escrever. Uma consequência disso é que tenho lido textos que escrevi um bom tempo atrás – alguns, há mais de 10 anos – para comparar tanto o pensamento que eu tinha na época como também meu zelo com a língua portuguesa.

Até não mudou muita coisa em termos de pensamento. Já o cuidado com o idioma aumentou – a ponto de algumas vezes eu reler um texto lá de 2007, notar uma palavra repetida no mesmo parágrafo ou uma pontuação fora de lugar, e editá-lo mesmo que esteja quase esquecido nos arquivos de 12 anos atrás. Ultimamente sempre termino um texto e fico um tempinho longe dele para depois revisar.

Mas a maior diferença que notei foi no tocante à minha paciência com comentaristas – em especial, os que “opinavam” sem fundamentação alguma nos textos sobre política. (Aliás, vale uma observação: reclamamos tanto das redes sociais por ajudarem a propagar fake news e criarem uma “bolha ideológica” em torno de seus usuários, e esquecemos que a maioria das pessoas já era assim e “bostejava” em caixas de comentários de grandes portais e blogs.)

Desde o início do Cão nenhum comentário é publicado sem antes passar por minha moderação. É algo de que sinto muita falta em redes como o Facebook: tem gente que só fala merda e faz questão de “opinar” só por gostar de “ver o circo pegar fogo”, e não tenho como exercer papel de moderador a não ser excluindo o “bostejo” – muitas vezes depois do estrago já feito. No Cão, por algum tempo deixei passar praticamente tudo – inclusive comentários com ofensas pessoais contra mim – em nome de uma “defesa da democracia”, até que um dia me liguei no óbvio: democrática tem de ser a internet e o acesso a ela, e ninguém impor regras de como devo administrar meu blog pessoal também é democracia; por isso, passei a impedir a publicação de muitos comentários odiosos – exceto quando a tosquice era tanta que nem precisava de resposta, a pessoa já se expunha ao ridículo só por escrever tamanha asneira.

Ainda assim, por um tempo continuei “debatendo” com os que dissimulavam seu ódio “falando bonito”, respeitando as regras gramaticais etc. Não adiantava nada, mas eu era muito paciente e insistia. Depois os comentários de forma geral diminuíram pois o Facebook “canibalizou” a audiência dos blogs, e muitas vezes eu postava o link na rede de Zuckerberg e as pessoas comentavam lá, não aqui.

Vários anos se passaram, e a minha paciência se foi. Não à toa, no Facebook muitas postagens sobre política têm público restrito, para evitar a incomodação causada por bolsominions que gostam, antes de tudo, de ter palco para defender seu ídolo (tanto é que quando o post vai nos “stories”, onde a resposta vai direto para mim sem que mais ninguém veja, eles ficam quietos). Pois, além de não ter como impedir a publicação de comentários que não acrescentam absolutamente nada a um bom debate de ideias, também não tenho mais saco para discutir com essa gente: posso argumentar um monte, mostrar fatos, que no final vão acabar dizendo os já “clássicos” chavões “e o Lula, e o PT?” e “o Lula tá preso babaca”. Por que perder tempo com isso?

Voltar às origens

Há mais de dois meses postei aqui sobre a necessidade de voltar a escrever com regularidade. E o que aconteceu? Apenas um texto (curtíssimo) acerca do incêndio no Museu Nacional, e mais nada…

Não voltei a escrever com regularidade, e creio que isso se deveu justamente a algo que já diagnostiquei naquele 28 de agosto: o melhor lugar para a retomada é justamente aqui, onde “tudo começou”. Voltar às origens é a melhor maneira de recomeçar – mesmo que seja impossível partir do “zero” novamente.

Até porque o Cão, embora já tenha passado por áureas fases em que tinha muitas visitas diárias, nunca deixou de ser algo mais “pessoal”. Não me preocupava se o que escreveria seria “relevante”, até por saber que ainda assim seria lido. Hoje, é verdade, isso é bem mais difícil de acontecer, mas percebo que o fundamental é parar de querer escrever para outras pessoas – ainda que obviamente elas possam ler, por ser publicado abertamente – e sim expressar, com minhas palavras, o que realmente quero dizer.

Vamos ver se agora vai. E quem sabe assim consigo terminar um outro texto que pretendo publicar no Medium.

11 anos de Cão Uivador

Foi em 14 de maio de 2007, uma segunda-feira, que este Cão Uivador teve seu primeiro texto publicado. Era o início de uma trajetória que duraria quase oito anos sem interrupções.

A primeira foi uma “crise” não somente do blog, como de seu próprio autor. Era um momento de desânimo com a vida, no qual meu futuro era incerto. Mas reuni motivação para dar seguimento ao Cão – que celebrou seu sétimo aniversário em 14 de maio de 2014 e semanas depois ganhou domínio próprio.

Agora, o que podemos chamar de “interrupção” aconteceu no início de 2015 – ironicamente, não por conta de uma “crise”, visto que o momento vivido era dos melhores: em janeiro daquele ano me mudei para Ijuí, era o início de uma nova experiência de vida. Algo que deveria inspirar novos textos. Porém, além de toda a função da mudança, no começo de minha jornada no noroeste gaúcho também não tive internet em casa – levou cerca de duas semanas para eu não depender do celular para me conectar.

Algo interessante é que cheguei a escrever um texto falando de algo que muito me chamava a atenção por lá: o céu noturno. Afinal, por ser uma cidade menor, a iluminação ijuiense ofusca menos o brilho das estrelas. Lembro de várias noites nas quais ficava muito tempo simplesmente olhando para o céu, sem nem tentar contar as estrelas. Porém, o rascunho do texto no qual falava isso ficou incompleto: a última edição foi na madrugada de 22 de março de 2015 – quando o Cão já acumulava 74 dias sem atualizações. Provavelmente deixarei lá, sem publicar, pois terminá-lo hoje, quando moro novamente em Porto Alegre, não seria a mesma coisa.

Não deixa de ser curioso que apenas dois dias depois de salvar este rascunho finalmente voltei a atualizar o blog. E o motivo foi, ironicamente, o longo tempo parado. Foi aparentemente uma retomada (afinal, já tinha pensado seriamente em acabar com o blog), pois dois dias depois teve novo texto. Mas depois, mais duas semanas de parada até postar em homenagem a Eduardo Galeano, falecido em 13 de abril de 2015. E, 42 dias depois, o “fim” – e início de um novo blog, que seria mais “condizente” com o novo momento. Assim como oito anos antes (a propósito, não houve postagem pelo oitavo aniversário do Cão), em uma segunda-feira de maio.

Com isso, passou sem nenhuma lembrança o décimo aniversário do Cão, ano passado. Aquele 25 de maio de 2015 parecia ter sido, realmente, um ponto final.

Mas não foi. Decidi retomar o Cão em fevereiro de 2018, mas com uma proposta diferente da anterior (e sem domínio próprio): mais com cara de “anotações dos meus pensamentos” do que para textos mais “sérios”, analíticos. Não que eu tenha aberto mão disso, mas tenho preferido fazer em outros lugares, como em publicações no Medium.

E hoje, depois de quatro anos, volto a celebrar o aniversário do Cão Uivador. Em uma segunda-feira de maio. Com uma “novidade”: incorporei a ele os textos escritos no blog criado naquela outra segunda-feira de maio, na qual ele aparentemente tinha “acabado”. Agora, tudo é Cão, sem divisões.

76 dias depois

Dias atrás, escrevi o texto que seria o último do Cão Uivador. Estava decidido a encerrar em definitivo as atividades do blog, de atualizações cada vez mais irregulares. Afinal, nos últimos tempos as pessoas, de forma geral, andam preguiçosas. Não leem textos longos na internet, não clicam em links que levem para longe do Facebook, acreditam em qualquer meme idiota que seja chamativo… Não é de surpreender a praga dos boatos.

cão uivador

Então, ao abrir o Facebook (sempre ele…) no começo da noite de hoje, vi a mensagem acima. E tive noção do tempo que deixei o blog parado. Antes disso, o máximo tinha sido em torno de 20 dias. Nunca passara de um mês. Mas agora já eram dois e meio.

Então tive a ideia de… Postar a imagem aqui. Afinal, é o lugar ao qual ela se refere. Foi a motivação para voltar a atualizar o blog.

Larguei de mão, ao menos temporariamente, a ideia de encerrar o Cão. Mas não prometo mais atualizações “de tantos em tantos dias”: antigamente eu sempre procurava evitar que ele ficasse mais de quatro dias sem novas postagens. Agora vou escrever só quando estiver a fim.

Mas algo que preciso definir logo, é quanto ao endereço dele. Em maio do ano passado adquiri o domínio caouivador.com pelo período de um ano, pagando US$ 26 por isso. Agora tenho até o dia 22 de abril para decidir se renovo por mais um ano ou não. Por enquanto, não acho que valha a pena pagar mais US$ 26 – ainda mais com a cotação do dólar em alta.

De mudança

Este breve texto que escrevo é uma despedida e, ao mesmo tempo, uma inauguração.

A despedida, é do condomínio de blogs do Sul 21. Me despeço também agradecendo muito pelo espaço à minha disposição nestes últimos dois anos, o qual aumentou a visibilidade do Cão. O blog deixa de estar vinculado ao Sul 21, mas continuará tendo-o como importantíssima referência, graças à qualidade e à credibilidade de seu trabalho.

A inauguração, portanto, é da nova “casinha” do Cão. A aquisição de um domínio próprio era algo que eu já pensava em fazer antes do convite para levar o blog para o Sul 21; passados dois anos, decidi pela “casinha própria”. Agora, o Cão Uivador passa a ser caouivador.com: atualizem seus links.

Quanto ao ritmo das postagens no novo endereço, não haverá alterações. Será como avisei no dia do aniversário do Cão: não prometo atualizações diárias, que evitem um longo tempo sem novos textos. Melhor mesmo é acompanhar o blog, inclusive curtindo sua página no Facebook – ainda mais que, dependendo de como a rede ficar nos próximos meses, talvez seja necessário acessá-la o mínimo possível para manter minha sanidade mental. Assim, para quem curte o que costumo postar no FB, acompanhar o Cão é uma ótima pedida.

Sete anos de Cão Uivador

O dia poderia ter passado despercebido, ainda mais se considerarmos as poucas atualizações nos últimos três meses: apenas nove. O Cão Uivador esteve próximo do fim nesse tempo: considerei seriamente a possibilidade de escrever um texto de despedida, para depois me preocupar apenas em postar no Facebook. Aliás, houve quem me dissesse (aliás, ainda há) que blog é perda de tempo, e blá blá blá. Quase me convenceram. Quase.

Em geral, a cada 14 de maio faço alguns comentários que invariavelmente terminam em agradecimento aos leitores. Afinal, o que motivaria um blog a se manter ativo por sete anos? Sem ninguém que o lesse, talvez o Cão sequer tivesse chegado em 2008. Para quem escreve, nada é mais desmotivador do que não ter leitores, por isso, faço questão de agradecer a quem ainda clica nos links, saindo um pouco do Facebook e vindo aqui.

Pois o que me desmotivou foi, sem dúvida alguma, constatar que cada texto aqui publicado, seria mais lido e repercutiria mais se fosse postado diretamente no Facebook. Não quero simplesmente atacar a rede social, pois ela também ajuda o Cão a ser mais lido, já que postando links lá o blog “atinge” mais pessoas. Mas também parece haver um crescimento da preguiça: em geral, ninguém tem muita paciência de ler um texto muito longo. E pior ainda, dificilmente clica em links que levem para fora do FB. Sem contar que, no tocante à discussão do que é postado aqui, já faz mais tempo ainda que ela não se dá no blog, mas sim nos links publicados no Facebook.

Ao perceber a aproximação do sétimo aniversário do Cão, decidi que não podia deixá-lo parado neste dia. Quem sabe o 14 de maio poderia servir de motivação para sua retomada, tentar voltar ao ritmo anterior, de atualizações que não deixam o blog parado por um longo tempo. Porém, decidi não fazer promessas cujo cumprimento não posso garantir. Mas uma decisão está tomada: o Cão não acaba. Segue firme. Pode não ser com frequentes atualizações como até o início do ano, mas continua vivo.

E aos amigos que geralmente curtem o que posto no Facebook, deixo uma dica: acompanhem o blog – que inclusive tem uma página no FB. Até porque considero seriamente a possibilidade de “tirar umas férias” da rede social durante a campanha eleitoral, que tem tudo para ser insuportável este ano: minha presença lá se resumiria a postar links do Cão (até porque teria de manter atualizada a página do blog).