Isto vai ser crime! Você acha justo?

Bela campanha do coletivo Mega Não contra o projeto de lei 84/99 (a “lei Azeredo”), também conhecido como “AI-5 digital”, que instaurará o vigilantismo na internet. Se aprovado, fará com que sejamos tratados como criminosos em potencial, quando em um regime democrático deve valer o oposto, ou seja, de que somos inocentes até prova em contrário.

E clique aqui para assinar a petição contra o AI-5 digital.

Anúncios

Todo mundo sofre

Já havia postado anteriormente o vídeo abaixo, faço-o novamente agora, em razão das festas de fim de ano e do início das férias de verão, quando muitos vão para a estrada.

É a campanha veiculada no final do ano passado pela TAC (Transport Accident Comission), do Estado de Victoria, Austrália. Simplesmente a melhor deste tipo que lembro de ter visto, pois não se limita ao “dirija com cuidado”, e sim, mostra bem o sofrimento que um acidente impõe não só à sua vítima (quando sobrevive), como também a todos que convivem com ela e lhe querem bem.

Campanha SENSACIONAL sobre acidentes de trânsito

Campanha da TAC (Transport Accident Commission), do Estado de Victoria, Austrália, veiculada no final de 2009. Talvez a melhor que eu já tenha visto: ao invés de se limitar ao “dirija com cuidado” (que muita gente esquece quando senta ao volante do carro) ou a mulheres conhecidas dizendo que não gostam de sair com homens que correm, mostra bem o sofrimento que um acidente impõe não só à sua vítima (quando sobrevive), como também a todos que a cercam e lhe querem bem. “Pesquei” lá no Apocalipse Motorizado.

Medo da gripe?

Pois anda por aí uma doença realmente perigosa, que mata muito mais, que já foi chamada “mal do século”. No século XIX…

Sim, falo da tuberculose. Enquanto a gripe A está na mídia por ser “novidade”, a velha tuberculose mata cerca de 6 mil brasileiros por ano. E mais: atinge principalmente os mais pobres – daí o pouco alarde da “grande mídia”.

O Coletivo Catarse produziu um spot de rádio para uma campanha do GAPA-RS, vale a pena ouvir e se informar. Clique na imagem para ir ao Alma da Geral, onde além do texto do Guga Türck valer a leitura, o spot também está disponível: o código não funciona no WordPress, não me perguntem o motivo.

capaSPOT-Tuberculose

Fracasso que não tem fim

Mesmo com a campanha da RBS e com as propagandas que usam atrizes dizendo que não querem homens apressados no trânsito, o verão de 2007/2008 está mais 10,5% mais mortífero nas estradas gaúchas do que o de 2006/2007. Os dados são da própria Zero Hora de hoje (pág. 11), principal jornal da RBS.

Ou seja: está mais do que provado que esta campanha é um fiasco. Acharam que colocar três atrizes da Globo mexeria com os brios dos homens. Porém, é só olhar boa parte das propagandas de carro: vende-se a idéia de que automóvel impressiona mulher.

Tem algumas que para escolher o cara levam em conta o carro que ele tem. O problema é que a maioria dos homens acredita que só “pega mulher” se tiver motor potente – o que demonstraria a “potência do cara” em outro lugar. Daí a “necessidade” de acelerar sempre.

Querem acabar com a violência do trânsito? Façam campanhas para mudar a cultura da população, para reduzir a dependência em relação ao automóvel que algumas pessoas têm. Tem gente que pega carro para andar duas quadras. Mais que preguiça, isto é estupidez. Incentivem o uso do transporte público, e também de meios como a bicicleta, que não polui.

Façam também campanhas para a retirada das placas de sinalização que indicam onde estão os pardais: isto é um incentivo à correria, já que a maioria dos motoristas pisa fundo, diminui a velocidade quando vê a placa do pardal e depois volta a acelerar. Vale lembrar que a mídia fez toda uma campanha contra os pardais – ainda mais na época do governo Olívio – por estes serem “arrecadadores”. É muito fácil não ser vítima da “fúria arrecadatória” do Estado: basta não correr.