Grêmio: 10 anos sem títulos de expressão

Lá se vão 10 anos daquela tarde fria de domingo, 17 de junho de 2001, em Porto Alegre. Me dirigia à casa do meu amigo Marcel com uma certeza: o Grêmio seria campeão da Copa do Brasil. Pouco me importava o fato de que, após o 2 a 2 no Olímpico no domingo anterior, era preciso vencer o Corinthians no Morumbi lotado, já que empate em 0 a 0 ou 1 a 1 daria o título ao clube paulista.

Só não imaginava que seria da forma como foi: um verdadeiro chocolate. O Grêmio venceu por 3 a 1, quase não tomando conhecimento do adversário. Ganhou não apenas jogando bem: deu espetáculo. A ponto de ser elogiado até mesmo pela “grande mídia” do centro do país, que em todas as conquistas anteriores sempre inventava algum defeito para desmerecer o título gremista.

Outra coisa que eu não imaginava era que depois daquela tarde de 17 de junho de 2001 o Grêmio entraria em um jejum de títulos de expressão que dura até hoje, 10 anos depois. De lá para cá, ganhamos apenas três estaduais (2006, 2007 e 2010), e a Série B de 2005 (o que era nada mais que a obrigação de um clube como o Grêmio).

Porém, parte da explicação do declínio gremista se encontra no próprio time campeão de 2001. Era uma grande equipe, mas extremamente cara para os padrões do futebol brasileiro. Inclusive, a decisão contra o Corinthians foi a última partida de Marcelinho Paraíba com a camisa do Grêmio: o jogador já estava negociado com o Hertha Berlin, da Alemanha.

Os salários extremamente elevados de nomes como Zinho eram herança da parceria do Grêmio com a ISL, assinada no início de 2000, que dava a impressão de que encheria os cofres do clube. Porém, no início de 2001, a empresa faliu. Coincidentemente, na mesma época, Ronaldinho deixava o Grêmio praticamente de graça, graças à absurda incompetência da gestão de José Alberto Guerreiro (maior responsável por nosso jejum), que já recusara propostas “irrecusáveis” pelo (então) craque.

Sem a parceria, era imperioso cortar gastos no Grêmio, pois ficava claro que toda a conta teria de ser paga pelo clube – tanto os salários dos jogadores que ficavam, como os que saíam, caso dos “medalhões” Paulo Nunes, Amato e Astrada, “reservas de luxo” em 2000. Mas o empenho em conquistar títulos importantes adiou duas vezes o necessário enxugamento das finanças: primeiro a Copa do Brasil de 2001, e depois de vencê-la, a Libertadores de 2002 (afinal, qual gremista não sonhava ganhar a América de novo?). Apenas depois da eliminação na semifinal da competição sul-americana, o Grêmio anunciou uma redução salarial e a rescisão de contratos com jogadores de salários elevados.

Mas a conta ainda continuou sendo paga, por muito tempo (como no caso de Zinho). Resultado: o Grêmio enfrenta dificuldades financeiras até hoje, não conseguindo mais montar grandes times como os de 1995-1997 e 2001. E assim entrou em um jejum de grandes conquistas como jamais havia vivido desde que ganhou o primeiro título importante, o Brasileirão de 1981.

Nos últimos trinta anos, o Grêmio já chegou a passar quase seis sem um título de expressão: foi entre o Mundial de 1983 (vencido em dezembro) e a Copa do Brasil de 1989 (início de setembro). Mas em compensação, a partir de 1985 iniciara uma série de títulos estaduais que culminaria no hexacampeonato, em 1990 – sequência que não foi mais alcançada desde então.

Já na atual “década perdida”, o Tricolor conseguiu a “façanha” de ficar fora de quatro finais consecutivas do Campeonato Gaúcho, de 2002 a 2005. Além de fazer papelão no Campeonato Brasileiro por dois anos seguidos: em 2003, quando celebrava o centenário, passou várias rodadas na zona do rebaixamento, e só escapou da queda na última rodada; já no ano seguinte, não teve jeito, e caiu. Depois do retorno (a Batalha dos Aflitos, tão celebrada por Odone), o Tricolor fez boas campanhas, terminando o Campeonato Brasileiro sempre na metade de cima da tabela, e sendo vice da Libertadores em 2007. Mas título, que é bom…

Dessa forma, os gremistas com menos de 15 anos de idade cresceram sem saber o que é um título de verdade, já que no último eles eram muito pequenos, ou nem tinham nascido.

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Para quem quer relembrar não só uma grande conquista do Grêmio, como também um banho de bola, é possível assistir ao jogo inteiro, no canal do usuário Zobarilhas no YouTube.

Quatro anos de Cão Uivador

Quatro anos é o tempo que separa duas Copas do Mundo, duas edições dos Jogos Olímpicos (“olimpíada” era o termo grego que designava este período)… É também a duração dos mandatos eletivos no Brasil (exceto os de senadores, que duram oito anos) e em vários países.

E, hoje, é também o tempo de existência do Cão Uivador, surgido no final da tarde do dia 14 de maio de 2007, de uma conversa que tive com o meu pai. Eu já tinha um blog, chamado Kardía (êta criatividade para nomear um blog…), que criei em 2005 e já no ano seguinte pensava em mudar pelo menos o nome, para que ficasse com uma cara menos “pessoal” – embora, sendo escrito apenas por mim, obviamente continuasse a ser pessoal. Mas me faltava uma ideia para nomeá-lo. Então o pai lembrou de um poema que escrevi em 21 de setembro de 1991, chamado “Cão Uivador Incolor” – e daí surgiu não apenas o nome do novo blog (decidi terminar o anterior), como a primeira postagem.

Alguém pode perguntar sobre o link para o blog antigo, só que o deletei em 2009. É que já não concordava mais com muito do que escrevi no Kardía (sem contar que achava os textos meio bobos, mal-escritos…). Mas, como andei relendo alguns daqueles textos (salvei no HD antes de mandar pro espaço) e notei que alguma coisa é possível de ser aproveitada, anuncio planos para o futuro próximo: algumas postagens “pré-caninas”…

Nesses quatro anos que se passaram, escrevi 1.129 postagens (contando com esta), que receberam 3.862 comentários, falando sobre os mais variados assuntos. Curiosamente, embora a origem do blog seja a poesia, raramente ela se fez presente aqui. Taí algo para ser implementado no futuro “canino”.

Outra coisa que também quero falar no blog é sobre alguma grande conquista do Grêmio sem precisar usar os verbos no pretérito. Logo nas primeiras semanas do Cão eu sonhei com a Libertadores de 2007, mas tinha um Riquelme no meio do caminho. No ano seguinte quase veio o Brasileirão, que conseguimos a façanha de perder. Depois, mais nada, exceto o Gauchão de 2010 – e, espero que amanhã venha o de 2011, mas é muito pouco.

Há também as utopias, que norteiam o pensamento deste que vos escreve. Justiça social, fim da discriminação, do preconceito, uma sociedade mais solidária e menos individualista… Ideais pelos quais, modéstia à parte, sei que fiz alguma coisa (embora ache pouco) nesses quatro anos – e pretendo continuar por não apenas mais quatro. Espero que, no dia em que este blog encerrar suas atividades (seja pelo motivo que for), tenhamos um mundo melhor que o de quando ele começou.

Por fim, obviamente não posso deixar de registrar meus mais sinceros agradecimentos a todos os leitores, que são a razão de existir do Cão. Afinal, sem ninguém para ler, um blog não tem como fazer alguma diferença. Um grande abraço, e muito obrigado!

Renato Portaluppi

Eu não era favorável à contratação de Renato Portaluppi para treinar o Grêmio. Ainda não o acho um bom treinador.

Todos lembram que o Fluminense foi campeão da Copa do Brasil de 2007 e vice da Libertadores de 2008 com Renato na casamata. Mas depois da derrota na decisão contra a LDU, o Flu, que já estava mal no Campeonato Brasileiro, continuou mal. Renato não conseguiu fazer o time reagir e acabou demitido para, ao final do ano, assumir o Vasco que desabou para a Série B. Em 2009, Renato voltou ao Tricolor carioca, que estava ainda pior que em 2008, e não durou muito tempo – no final, foi Cuca (com uma boa ajuda de Fred, é verdade) que conseguiu “a la Grêmio 2003″ manter o Fluminense na elite.

Renato é o maior ídolo da torcida do Grêmio – ai é que está o problema. É amado até por aqueles gremistas cujos pais sequer se conheciam no glorioso 11 de dezembro de 1983. Ao assumir a casamata tricolor, Renato arrisca sua condição de “deus”, para tornar-se, em caso de uma sequência de maus resultados, o “burro”.

Mas, ao mesmo tempo, também pensei em algo: Renato poderia muito bem ter optado por permanecer no Bahia, onde ele não tem “um passado a prezar” (já que sua história lá se restringe a 2010 – no Tricolor baiano a única pressão se deveria ao fato de um clube com tanta tradição e uma torcida apaixonada estar há tanto tempo longe da Série A) e também está sempre perto da praia – que ele tanto gosta -, ainda mais numa cidade como Salvador, onde é verão o ano inteiro. Mas aceitou vir para Porto Alegre, no inverno (que para mim está no mesmo nível de idolatria que Renato, mas sei que muita gente pensa diferente…), para tirar seu clube do coração da má fase que enfrenta. Renato sabe que corre o risco de ser chamado de “burro” pela mesma torcida que tanto o idolatra, caso não dê certo.

Isso quer dizer então que Renato terá sucesso no Grêmio? Claro que não – é preciso esperar para ver. Mas ele demonstrou que não teme o risco de “manchar” sua gloriosa história no Tricolor.

E, se eu acho que Renato não deveria ser contratado devido ao que escrevi no começo do post, ao mesmo tempo espero, em dezembro, ser esculachado por conta dessas mesmas linhas, devido à reação do Grêmio no Campeonato Brasileiro e ao possível título da Copa Sul-Americana – afinal, quem é gremista torce para que o Grêmio ganhe sempre, e não para que tudo dê errado apenas por não gostar de determinado dirigente ou para não ter de dar o braço a torcer.

Dá-lhe, Renato!

Quando o GRÊMIO voltará a ser GRÊMIO?

Aqui é tu mesmo, direto de 2010. Vou ser curto e grosso. Em um momento de angústia tive que te (me) escrever esta carta por descarga de consciência. Quero te falar do Grêmio aqui em 2010. Não vou te aporrinhar com coisas que acontecerão neste meio tempo que nos separa. Acredite, tu não vai querer saber. Só uma dica: comemore MUITO a Copa do Brasil de 2001.

O trecho acima é de uma carta escrita por Cristian Bonatto em 2010 para ele mesmo, 10 anos atrás. Reflete perfeitamente o sentimento de qualquer torcedor gremista neste agosto que, em 2010, faz jus à expressão “mês do desgosto”.

O mais interessante é o fato do “destino” da carta encontrar-se exatamente em 2000, ano em que podemos dizer que se iniciou a decadência que fez do Grêmio o que ele é hoje. Foi quando o nosso Tricolor começou a deixar de ser aquele time lutador, temível.

Naquele ano, o Grêmio assinou um contrato de parceria com a ISL, empresa suíça de marketing esportivo que era uma das principais parceiras da FIFA. O torcedor sonhava com glórias, que o então presidente, José Alberto Guerreiro, prometia que se tornariam “barbadas” com o dinheiro que a ISL investiria no clube para transformá-lo num “Real Madrid brasileiro”. Mas o meu pai, colorado, ironizava e dizia “estar torcendo pelo Guerreiro”. Parecia pressentir que o negócio não ia dar certo.

Contando com o dinheiro da ISL, o Grêmio gastou muito para contratar “medalhões” como Amato, Astrada, Paulo Nunes e Zinho – este último, o único que deu certo. E pagando altíssimos salários, na casa dos 200 mil dólares. Enquanto isso, o nosso verdadeiro craque, Ronaldinho, carregava o time nas costas e não recebia a metade do valor pago mensalmente a “reservas de luxo”.

Mesmo com toda a grana que gastou, o Grêmio não ganhou nenhuma taça em 2000. Foi vice-campeão gaúcho (perdeu para o Caxias na final), eliminado de forma humilhante da Copa do Brasil (4 a 1 para a Portuguesa em pleno Olímpico) e semifinalista da Copa Jean Marie João Havelange (eliminado pelo São Caetano com duas derrotas: 3 a 2 em São Paulo e 3 a 1 no Olímpico).

Do ano de 2001, a maioria dos gremistas lembra da conquista da Copa do Brasil, quando o Grêmio, com um grande time comandado por Tite, deu um banho de bola no Corinthians no Morumbi lotado e venceu por 3 a 1. Mas aquele ano teve dois fatos negativos. O primeiro foi a saída de Ronaldinho: quando ele alcançara projeção internacional em 1999, após a Copa América e a Copa das Confederações, Guerreiro mandara dependurar uma faixa na entrada do Olímpico, anunciando que o Grêmio “não vendia craques”. De fato, não vendeu, deu praticamente de  graça ao Paris Saint-Germain… A torcida, claro, ficou revoltada com a saída de Ronaldinho, depois dele tantas vezes ter jurado amor ao Grêmio, mas sejamos sinceros: o cara fazia o time jogar, e tinha de ver Paulo Nunes e Astrada no banco e ganhando mais que o dobro que ele? Pode ter sido “sacanagem” da parte dele, mas ele também se sentia desvalorizado, e por isso, foi embora.

Outro fato negativo em 2001 foi a falência da ISL. Vários dos “medalhões” do ano anterior já haviam saído, mas também ficou claro ali que a conta de tudo aquilo teria de ser paga pelo Grêmio, já que a parceria fora por água abaixo. Mas o necessário enxugamento das finanças do clube foi postergado, primeiro pelo empenho em conquistar a Copa do Brasil em 2001 (tanto que contratou Marcelinho Paraíba, um dos principais responsáveis pelo título), e depois da conquista, em nome do sonho de ganhar a Libertadores em 2002.

O Grêmio foi até a semifinal, quando foi eliminado pelo Olímpia de forma dramática, nos pênaltis, com uma arbitragem pra lá de polêmica. Após a desclassificação, começou a “operação desmanche”. O corte de gastos não era exclusividade gremista naquela época – de modo geral, o futebol era atingido por uma crise, com clubes europeus reduzindo salários – mas o Tricolor finalmente fazia algo que “era para ontem”. O colunista Hiltor Mombach, do Correio do Povo, profetizava sobre o Grêmio naqueles tempos em que fracassos e crises eram sempre associados ao rival:

Grêmio começará a passar pela mesma crise financeira do Inter. Talvez até pior. (Correio do Povo, 19 de julho de 2002, p. 18)

Mesmo com a saída de vários jogadores, entre eles Zinho (salário mais alto do clube – e que já fora maior, visto que ele renovara com o Grêmio no início de 2002 por um salário menor que o anterior), o Tricolor ainda conseguiu fazer uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, ficando em 3º lugar e se classificando para a Libertadores de 2003 – o que fez o clube novamente “ir às compras” para conquistar o sonhado troféu naquele ano tão especial, em que celebraria o centenário.

Ao mesmo tempo, terminava o mandato de Guerreiro, e por aclamação, Flávio Obino foi eleito para comandar o clube no biênio 2003-2004 – houve uma única voz discordante, o ex-presidente Hélio Dourado. Obino já fora presidente de 1969 a 1971, quando o Grêmio encerrou uma longa sequência de conquistas (conquistara todos os títulos estaduais de 1956 a 1968, exceto em 1961 – foi o famoso “doze em treze”) e o rival a iniciou. Desde então, Obino ficara com a fama de “pé-frio”, que apenas se consolidou durante sua segunda passagem na presidência gremista.

Em 2003, após ser eliminado da Libertadores nas quartas-de-final pelo Independiente Medellín, o Grêmio viveu uma das situações mais dramáticas de sua história, brigando para não ser rebaixado justamente no ano de seu centenário. Na passagem dos 100 anos, em 15 de setembro, o time ocupava a lanterna do Campeonato Brasileiro, com vários pontos de desvantagem em relação ao 22º colocado (último que se salvava da degola). Buscando forças sabe-se lá de onde, o Tricolor conseguiu escapar da Série B, garantindo a permanência ao vencer o Corinthians por 3 a 0 no Olímpico, na última rodada – o resultado, aliado à derrota do Inter por 5 a 0 para o São Caetano na véspera (quando o rival precisava de um empate para voltar à Libertadores depois de 11 anos) deixou muitos gremistas eufóricos, com a sensação de que 2003 fora atípico, e que no ano seguinte “as coisas voltariam a ficar em ordem”, com o Grêmio conquistando títulos e o rival penando.

Doce ilusão… O que se viu em 2003 foi glorioso em comparação com 2004. Com um time ridículo, o Grêmio só fazia o torcedor sofrer. Contratou verdadeiras bombas como o goleiro paraguaio Tavarelli (que era titular daquele Olímpia que eliminara o Tricolor da Libertadores em 2002), os zagueiros Capone e Fábio Bilica (que, se eu tivesse o poder, proibiria até mesmo de jogarem botão usando o Grêmio como time), Michel Bastos (é, ele mesmo…), Felipe Melo (é, ELE MESMO!) etc. Em junho, o time deu um vexame impressionante e foi eliminado do Gauchão ao levar 3 a 1 da Ulbra. Caiu o técnico, Adílson Batista, e o vice de futebol, Saul Berdichevsky; e o único que teve coragem de assumir o pepino foi Hélio Dourado – sim, ele que fora o único a não votar em Obino, não hesitou em oferecer sua ajuda para salvar o Grêmio, quando ninguém que apoiara a aclamação do presidente dava sua cara a tapa. Mas não adiantou, e em novembro, o bagunçado Tricolor acabou rebaixado.

Veio 2005 e Paulo Odone na presidência. Em seus quatro anos, vimos o Grêmio sair da Série B e quase ir “sem escalas” ao Japão disputar o título mundial de 2007. Mas faltou time (mesmo que várias contratações tenham sido feitas, na maioria equivocadas) para bater o Boca Juniors de Riquelme (e só) na decisão da Libertadores, quando Odone só falava na “necessidade” que tinha o Grêmio de construir a “arena”. Tivemos a tentativa – frustrada, felizmente – da imposição de Antonio Britto na presidência do Grêmio. As incríveis convicções da diretoria no início de 2008, contratando Vagner Mancini para demiti-lo no sexto jogo da temporada – e ainda invicto! A liderança por várias rodadas no Campeonato Brasileiro sob o comando de Celso Roth, para depois dar de presente o título para o São Paulo.

Em 2009, já com Duda Kroeff de presidente, vimos um time que queria ser campeão da Libertadores, mas que se dava ao luxo de esperar 40 dias por um técnico que prometera “um projeto a longo prazo” mas não hesitou em pegar o chapéu na hora que os árabes ofereceram uma boa grana. E que não conseguia vencer fora de casa.

E agora, vemos um time sem alma, sem vontade – mesmo que seja o melhor grupo de jogadores desde 2001. Sai técnico, sai dirigente, mas isso será garantia de tempos melhores?

Afinal, quando tempo demorará para o Grêmio voltar a ser realmente o Grêmio? Afinal, depois de tantas glórias na década de 1990, os últimos dez anos foram duros demais para nós gremistas.

E tudo começou exatamente naquele ano 2000, o do destinatário da carta de Bonatto – pois se 1998 e 1999 não foram anos vitoriosos, ali o Grêmio ainda não havia embarcado na canoa furada da ISL.

Grêmio x Santos

Quarta-feira, era notável no Olímpico a preferência de muitos torcedores gremistas pelo Atlético-MG como adversário na semifinal da Copa do Brasil. Fácil de entender: Wanderley Luxemburgo é “freguês histórico” do Tricolor, e o Galo não tem sido destaque nacional na “grande mídia” por meter goleadas acachapantes em seus adversários. Porém, se enfrentar os “Meninos da Vila” parece ser tarefa das mais complicadas, não nos enganemos achando que o Atlético-MG seria mais fácil.

Jogar na Vila Belmiro é sempre difícil, devido à proximidade da torcida em relação ao gramado (só me lembro de uma vitória do Grêmio lá, 1 a 0 em 1999, pela Seletiva da Libertadores – e tínhamos um time bem ruinzinho aquele ano…); mas o Mineirão também não é nenhuma moleza. O Grêmio até obteve algumas vitórias por lá – a mais recente, inclusive, foi de goleada e sobre o Atlético-MG, 4 a 0 pelo Campeonato Brasileiro de 2008; mas uma coisa é aquele estádio com pouco público (o Galo vinha mal dois anos atrás), outra é jogar no Mineirão lotado (como na semifinal da Libertadores do ano passado, 3 a 1 para o Cruzeiro).

Quanto a Luxemburgo ser “freguês” do Grêmio, não pensemos que isso significa que enfrentá-lo seria garantia de vitória. “Salto alto” sempre favorece ao adversário.

Sobre o Santos: se o ataque é muito forte, a defesa não é das melhores – nos últimos três jogos, sofreu sete gols. Eles não tiveram moleza para passarem pelo Atlético-MG na Copa do Brasil, e no Campeonato Paulista quase entregaram o ouro para o Santo André, lembram?

Já o Grêmio conta com bons jogadores não só para enfrentar a defesa do Santos – Jonas e Borges na frente, Hugo e/ou Douglas no meio – como também na defesa para segurar o poderoso ataque do Peixe: Mário Fernandes é um baita jogador (tanto na zaga como na lateral-direita), e Rodrigo resolveu o problema do setor, que fazia água no início do ano, quando o time levava pelo menos um gol em todos os jogos.

Ou seja, não há motivos para pânico. Certo mesmo, é que Grêmio e Santos farão dois grandes jogos. Só espero que o Tricolor não leve tanto sufoco para se classificar como aconteceu na Libertadores de 2007, quando fez 2 a 0 no Olímpico e levou 3 a 1 na Vila (saiu na frente, se retrancou e permitiu a reação do Peixe).

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Mesmo que o Grêmio de hoje não seja um time como o de 2007 (tem mais qualidade técnica e menos “brucutus”, e Silas não é chegado numa retranca como Mano Menezes), podem escrever: não faltarão manchetes nos próximos dias dizendo que Grêmio x Santos será um “confronto entre futebol-força e futebol-arte”.

Culpa dos velhos rótulos que insistem em repetir. Como se o Grêmio sempre tivesse só “brucutus” (onde surgiu Ronaldinho?), e outros times apenas “artistas da bola” (onde jogava Júnior Baiano?).

Mitos acerca dos pontos corridos

A Rede Globo quer o retorno do “mata-mata” no Campeonato Brasileiro – ameaça que poderia se concretizar em 2011. Tudo porque a atual fórmula não tem uma “final”.

Já ouvi diversos argumentos contra e pró-pontos corridos. Porém, os contrários são baseados majoritariamente em mitos. Ao estilo “Mythbusters”, vamos detonar alguns deles então.

1. Os pontos corridos são ruins para o futebol gaúcho, sem mata-mata eles não ganham.

Será?

Talvez o exemplo mais simples para “justificar” o mito seja a campanha do Grêmio no Campeonato Brasileiro de 1996, quando foi campeão. O campeonato foi disputado com uma primeira fase na qual os 24 clubes se enfrentavam em turno único, com os 8 primeiros se classificando para o “mata-mata”. O Tricolor acabou em 6º lugar na primeira fase.

Porém, o que ninguém cita é que faltando três rodadas para o fim da primeira fase, o Grêmio estava em 2º lugar, atrás apenas do Atlético-PR. Poderia ter chegado a liderança. Porém, já classificado, optou por usar time misto – e até reserva – nas últimas três rodadas, poupando-se para as finais. E perdeu os três jogos: 2 a 0 para o Coritiba no Olímpico, 1 a 0 para o Sport na Ilha do Retiro, e 3 a 1 para o Goiás no Olímpico (o famoso jogo do “TORCEDOR GREMISTA, ELES ESTÃO FORA”, em referência à eliminação do Inter). Fosse um campeonato de pontos corridos, o Tricolor não teria poupado jogadores e poderia ter alcançado a liderança, pois tinha time para isso.

Se todos os títulos brasileiros obtidos pela dupla Gre-Nal foram obtidos em campeonatos cheios de fases, isso não quer dizer que os dois clubes não possam ser campeões nos pontos corridos: todos lembram o que aconteceu para que o Inter não fosse campeão em 2005; e em 2008 o Grêmio não teve competência para ser campeão, já o São Paulo teve de sobra.

2. Os pontos corridos são bons para os clubes paulistas, que têm mais dinheiro e são mais organizados.

Ora, isso não devia ser usado como “argumento” contra os pontos corridos! Até porque o primeiro campeão dos pontos corridos não veio de São Paulo – ou o Cruzeiro decidiu se mudar de Belo Horizonte e não me avisaram?

Os clubes paulistas têm sido campeões por terem mais dinheiro e serem mais organizados – fato. Mas a organização é fruto do dinheiro, ou o dinheiro é fruto da organização? Acredito mais na segunda opção: ninguém vai querer investir num clube bagunçado. Mesmo em São Paulo, onde há mais dinheiro.

Quem sabe não é melhor se organizar ao invés de chiar contra a fórmula? O Inter fez isso, e se teve o azar de topar com a MSI em 2005, ganhou a Libertadores e o Mundial no ano seguinte. O Grêmio percebeu essa necessidade com o buraco em que caiu no início desta década, e se ainda não vive uma situação financeira confortável, pelo menos consegue montar times que dão para o gasto. O Cruzeiro, campeão de 2003, há muitos anos é um dos clubes mais bem estruturados do país.

Mas, se parece que a fórmula dos pontos corridos é muito benéfica aos paulistas, que “não ganhariam nada” com mata-mata, não custa nada lembrar que na década de 1990 o título ficou nas mãos dos clubes de São Paulo em seis oportunidades (1990, 1991, 1993, 1994, 1998 e 1999) – metade de todas as conquistas paulistas antes dos pontos corridos. E o campeonato de 2002, o último “formulista”, foi conquistado pelo Santos, que ficou em 8º na fase de classificação.

O que indica que o dinheiro e a organização dos clubes paulistas já eram importantes antes mesmo da adoção dos pontos corridos.

3. Acabou o equilíbrio no número de conquistas, já que a maioria dos campeões é de São Paulo.

Pode parecer uma repetição do mito anterior, mas na verdade é apenas mais um – e provavelmente o mais esclarecedor.

Dos 32 campeonatos “formulistas” (1971-2002), 12 ficaram nas mãos dos clubes de São Paulo, e 11 foram para o Rio de Janeiro. O terceiro Estado em número de títulos, o Rio Grande do Sul, tem 5 conquistas.

Ou seja, o tal do “equilíbrio” no número de conquistas, na verdade é apenas na comparação de São Paulo com o Rio de Janeiro (de onde é a Globo?).

Pode parecer que os pontos corridos favoreceram o desequilíbrio no Campeonato Brasileiro pelo fato dos paulistas terem conquistado todos os títulos desde 2004. Porém – e aí é que entende-se mais a pretensão da Globo – os cariocas pararam, e faz tempo.

O futebol carioca não chega ao título desde 2000, quando o Vasco conquistou a bagunçada Copa Jean-Marie João Havelange. Depois disso, o melhor resultado do Rio de Janeiro no Campeonato Brasileiro foi o 3º lugar do Flamengo em 2007. Bem diferente dos vitoriosos anos 80, quando o título só não foi para o Rio de Janeiro nos campeonatos de 1981 (dá-lhe Grêmio!!!), 1985, 1986 e 1988. (Em 1987 considero o Sport e o Flamengo campeões.)

Ou seja, mais da metade das conquistas cariocas aconteceram de 1980 a 1989. Antes do primeiro título do Flamengo, em 1980, o único Campeonato Brasileiro do Rio tinha sido o de 1974, vencido pelo Vasco. Nos anos 90, os cariocas foram campeões em 1992, 1995 e 1997. Com formulismo e tudo, já não vinham muito bem então: inclusive, nos campeonatos de 1996 e 1998 nenhum carioca ficou entre os 8 classificados para as finais.

Inclusive, aqui volta aquela questão da “organização dos paulistas”. Qual é a imagem que se tem dos clubes do Rio, senão a de uma bagunça? Não seria essa desorganização, ao invés da fórmula, a causa do declínio carioca?

4. Um campeonato sem final não tem jogos decisivos, e assim, o público diminui.

Como diria Garrincha, “já combinaram com os russos”*? Neste caso, com os torcedores dos diversos clubes brasileiros, pois a média de público no Brasileirão subiu bastante nos últimos anos.

No formulismo, havia alguns jogos decisivos. Nos pontos corridos, todos são decisivos. Ano passado o Grêmio não perdeu o campeonato na última rodada – quando inclusive venceu seu jogo contra o Atlético-MG – e sim em joguinhos fáceis no Olímpico em que deixou de pontuar, como a derrota para o Goiás e o empate com o Figueirense. Mas eu poderia citar diversos outros jogos, em casa e fora: todos os pontos que o Grêmio perdeu fizeram falta no final. Já o São Paulo não foi campeão ao vencer o Goiás, e sim, por ter feito a melhor campanha. Simplíssimo!

Se qualquer ponto perdido poderá fazer falta ao final, é importante ir a todos os jogos, certo? Assim, o torcedor irá ao estádio sempre que possível.

5. O Brasil não é Europa, o torcedor não tem como ir a tantos jogos por ano, é muito caro.

Muitos torcedores, de fato, não têm como ir a todos os jogos – há muito tempo. E hoje em dia está cada vez mais complicado, com os valores astronômicos dos ingressos.

Porém, os preços não são culpa dos pontos corridos. No Campeonato Gaúcho de 2009, com mata-mata e tudo, o ingresso mais barato no Olímpico custava 30 reais. Como Grêmio e Inter têm muitos sócios, restam menos ingressos para serem vendidos, e como os sócios-torcedores têm direito a pagar metade do valor, ele vai às alturas.

Vale lembrar que o primeiro caso de ingresso a preços malucos no Campeonato Brasileiro foi em 2004, quando torcedores do Atlético-PR ficaram do lado de fora da Arena da Baixada enquanto o jogo rolava, em protesto contra a cobrança de 30 reais pela entrada mais barata. Aquele ano o campeonato foi de pontos corridos, se achou um absurdo o valor que o Furacão cobrava. E em 2003 já era pontos corridos e os ingressos eram bem mais baratos.

E o interessante é que mesmo com a escalada dos preços dos ingressos, a média de público não diminui…

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* Só depois de postar é que lembrei do asterisco. A frase de Garrincha foi dita antes do jogo Brasil x União Soviética, na Copa de 1958. O treinador explicava como a Seleção faria para vencer o “futebol científico” dos soviéticos, e Garrincha, curioso, quis saber se eles sabiam que era para o Brasil vencê-los… No fim, mesmo “sem ter combinado com os russos”, vitória brasileira de 2 a 0, com destaque justamente para Garrincha.

Interessante estatística

Conforme já escrevi aqui em 21 de outubro de 2007, faço uma lista de todos os jogos do Grêmio em que já fui. Então, eu lembrava que pela primeira vez, eu tinha assistido no Estádio Olímpico a uma vitória sobre o Goiás, no dia 13 de outubro daquele ano. Onze meses depois, em 13 de setembro de 2008, não fui ao estádio na derrota de 2 a 1 para o mesmo time (êta touca desgraçada!) pois tinha a festa de 15 anos da minha afilhada para ir, e assim não assisti à última derrota do Tricolor dentro do Olímpico.

Por eu não ter ido ao Olímpico naquele Grêmio x Goiás do ano passado, a última vez que o Grêmio perdeu em casa com a minha presença no estádio foi quando a Yeda escalou o time no lugar do Celso Roth (se bem que Autuori deu uma de Roth no último sábado, com tanta “invenção” que deveria ser testada fora de casa, e não no Olímpico onde tudo vinha dando certo!) e o Tricolor perdeu por 3 a 2 para o Juventude, em 6 de abril de 2008. O Grêmio foi eliminado do Campeonato Gaúcho com aquela derrota.

Desde então, fui a 30 jogos, sem ver o Tricolor perder em nenhum deles. Poderiam ter sido mais, não fosse uma série de partidas que não fui ao estádio (sem considerar o Goiás, é claro). A série poderia ter acabado no sábado, não fosse aquele gol do Jonas no finalzinho de Grêmio x Vitória.

Se a direção topar e me pagar as passagens, aceito acompanhar o time para os jogos fora de casa…

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Outra curiosidade: só não fui a um jogo do Grêmio neste Campeonato Brasileiro. E foi contra o… Goiás!

Um colorado sensato

O Valter – que é colorado – publicou um post a respeito do título estadual do Internacional e a falsa ideia que a conquista fácil pode passar, a de que o Campeonato Brasileiro será uma moleza.

Afinal, como todos lembram, ano passado o Inter foi campeão gaúcho com uma histórica goleada de 8 a 1 sobre o Juventude na final (mesmo placar da decisão do 2º turno de 2009 contra o Caxias), começou o Brasileirão como franco favorito, e acabou apenas em 6º lugar. Enquanto o Grêmio, eliminado do estadual em casa pelo mesmo Juventude que seria humilhado pelo Inter, brigou pelo título nacional até a última rodada.

E o fundamental no texto do Valter é que ele diz o óbvio: preferiria ganhar o Campeonato Brasileiro do que a Copa Sul-Americana. Afinal, como qualquer pessoa sensata entende, o Inter só foi “campeão de tudo” porque deixou precocemente de lutar não só pelo título nacional, como também por uma vaga na Libertadores de 2009: assim, se empenhou para ganhar a Sul-Americana e “salvar” o fim do ano de 2008, em que o verdadeiro objetivo era ganhar o Brasileirão.

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Um aviso aos “pifados”: nem tentem transformar o espaço destinado à discussão (comentários) em baixaria.

O início de mais uma caminhada

O Caue Fonseca escreveu no Impedimento um texto que poderia ter sido muito bem escrito por mim.

São impressionantes as semelhanças: assim como o Caue, eu era sempre o último escolhido para os times de futebol na Educação Física e também comecei a gostar de futebol tardiamente. Em 1991, quando o Grêmio foi rebaixado, não me senti tão humilhado quanto em 2004 (se bem que 2004 realmente foi pior).

Comecei a prestar mais atenção em 1993, quando a professora de Educação Física praticamente impôs que eu jogasse futebol, já que em geral eu ficava sentado assistindo (chegou ao ponto de um colega inventar um gol para mim no passado, pois eu mal tocava na bola quando jogava). Em 1994, não assisti apenas aos jogos do Brasil na Copa – partidaços como Romênia x Colômbia, Romênia x Suécia e Bulgária x Alemanha foram marcantes no início de minha adolescência.

E foi naquela época que comecei a me sentir gremista mesmo. Não me lembro de nada da Copa do Brasil de 1989, mas de 1994 sim: pela primeira vez eu disse “ganhamos”, me sentindo “integrante” da “comunidade imaginada” chamada “torcida do Grêmio”.

No início de 1995 eu ainda era um “gremista em formação”. Para alguém em um processo desses, ganhar a Copa Libertadores da América seria demais. Simplesmente demais. E ela veio.

O Grêmio começou desacreditado, mas foi avançando na competição. Nas quartas-de-final, o adversário era o Palmeiras, grande favorito. Mas em dois jogos inesquecíveis, o Grêmio seguiu adiante: fez 5 a 0 no Olímpico, tomou 5 a 1 em São Paulo e se classificou no saldo. Depois passou pelo Emelec (que já havia enfrentado na primeira fase), empatando em 0 a 0 no Equador e vencendo por 2 a 0 no Olímpico. E na final, o Nacional de Medellín. Vitória de 3 a 1 no Olímpico, e empate na Colômbia em 1 a 1 conquistado no final do jogo, que nos deu o título (pela segunda vez).

Fica fácil entender o motivo pelo qual sou fascinado pela Libertadores. A quero mais do que qualquer outro caneco. Ganhar o Brasileirão em 2008 seria bom, mas o mais importante, a vaga para “La Copa”, nós conquistamos.

E agora, vou lá, começar mais uma caminhada.

Cão no Olímpico em 2008

Ano passado, publiquei as “estatísticas” de minhas idas ao Estádio Olímpico Monumental para ver o Grêmio jogar. Aquela vez, eu já havia ido a 147 jogos, com 84 vitórias, 36 empates e 27 derrotas. Haviam sido marcados 401 gols: 263 do Grêmio e 138 dos adversários.

Agora, atualizo a publicação da estatística. Terminei 2007 com 16 jogos: 10 vitórias, 3 empates e 3 derrotas; 31 gols do Grêmio e 15 dos adversários.

Já em 2008, estive 17 vezes no Olímpico. Foram 13 vitórias gremistas, 3 empates e apenas uma derrota. O Tricolor fez 35 gols e sofreu apenas 10 – “melhor defesa anual” que já assisti no estádio, média de 0,59 por partida.

Fui aos seguintes jogos no ano que se acaba:

  1. Grêmio 2 x 0 Novo Hamburgo (Gauchão, 9 de fevereiro);
  2. Grêmio 6 x 0 Jaciara (Copa do Brasil, 27 de fevereiro);
  3. Grêmio 4 x 0 Ulbra (Gauchão, 1º de março);
  4. Grêmio 2 x 3 Juventude (Gauchão, 6 de abril);
  5. Grêmio 3 x 0 Atlético-PR (Brasileirão, 22 de junho);
  6. Grêmio 1 x 1 Inter (Brasileirão, 29 de junho);
  7. Grêmio 2 x 1 Portuguesa (Brasileirão, 13 de julho);
  8. Grêmio 1 x 0 Cruzeiro (Brasileirão, 19 de julho);
  9. Grêmio 1 x 1 Palmeiras (Brasileirão, 27 de julho);
  10. Grêmio 2 x 0 Vitória (Brasileirão, 3 de agosto);
  11. Grêmio 1 x 0 São Paulo (Brasileirão, 17 de agosto);
  12. Grêmio 2 x 1 Vasco (Brasileirão, 31 de agosto);
  13. Grêmio 2 x 1 Botafogo (Brasileirão, 4 de outubro);
  14. Grêmio 1 x 0 Sport (Brasileirão, 23 de outubro);
  15. Grêmio 1 x 1 Figueirense (Brasileirão, 2 de novembro);
  16. Grêmio 2 x 1 Coritiba (Brasileirão, 16 de novembro);
  17. Grêmio 2 x 0 Atlético-MG (Brasileirão, 7 de dezembro).

Não fui aos dois primeiros jogos do ano no Olímpico (pelo Gauchão, dias 19 e 26 de janeiro contra 15 de Novembro e Santa Cruz, respectivamente) ora por ter compromisso, ora por não estar em Porto Alegre. Mas pelo Gauchão, confesso que não costumo ser muito assíduo, dada a qualidade dos jogos.

Após a eliminação do Gauchão passei dois meses sem ir ao estádio. Não foi por revolta contra o time. No dia 9 de abril (eliminação da Copa do Brasil contra o Atlético-GO), eu tinha aula. Em 18 de maio optei por ir à Redenção (e me arrependi profundamente disso, por motivos “extra-campo”) ao invés de ver o Grêmio empatar em 0 a 0 com o Flamengo, pelo Brasileirão. No sábado seguinte, 24 de maio, não assisti à vitória de 2 a 0 sobre o Náutico para ir a um aniversário. No dia 8 de junho (Grêmio 2 x 1 Fluminense) o tempo estava muito úmido (já chovera bastante pela manhã) e eu estava com um forte resfriado.

Dali em diante, faltei a poucos jogos. Em três deles (Grêmio 1 x 0 Ipatinga, dia 6 de agosto; o Gre-Nal da Sul-Americana que acabou empatado em 2 a 2 no dia 28 de agosto; e Grêmio 2 x 0 Santos, em 8 de outubro) eu tinha aula no mesmo horário. No dia 13 de setembro (única derrota do Grêmio em casa pelo Brasileirão, 2 a 1 para o Goiás), eu tinha um aniversário para ir.

No total, já fui 167 vezes ao Olímpico. Foram 98 vitórias do Grêmio, 40 empates e 29 derrotas. Foram marcados 458 gols: 304 do Tricolor e 154 dos adversários.