Cachorro em campo é vida

O pessoal do Impedimento apoia declaradamente as invasões caninas aos gramados de futebol. Como eles costumam dizer, “cachorro em campo é vida”.

Os cães já entraram em campo diversas vezes. Até mesmo em Copa do Mundo: no Mundial de 1962, no Chile, dois perros invadiram o gramado durante o jogo Brasil x Inglaterra – e um deles driblou ninguém menos que Garrincha.

Na Copa América de 2011, na Argentina, novamente um “cusco” esteve em campo. Foi durante a partida entre Brasil e Venezuela.

E agora, como foi dito no Impedimento, o Campeonato Brasileiro “atingiu sua maturidade”: um cão invadiu o gramado de São Januário no jogo Botafogo x Náutico, sendo ovacionado pela torcida presente.

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Por motivos óbvios, este blogueiro é totalmente favorável às invasões caninas nos campos de futebol. Do contrário, seria obrigação moral trocar o nome do blog…

Meus jogos no Olímpico Monumental: 1999

No final de 1998, houve eleição presidencial no Grêmio. O oposicionista José Alberto Guerreiro, que já concorrera em 1996, venceu Saul Berdichevski, candidato da situação – Cacalo, que estava em seu primeiro mandato, não quis concorrer à reeleição.

Assim, o clube entrava em 1999 sob novo comando, mas mantendo o técnico Celso Roth, após a bela reação no Campeonato Brasileiro de 1998, quando o Grêmio saiu da lanterna para ficar entre os oito melhores. Roth resistiu até setembro, quando sucumbiu à má campanha do Tricolor no Brasileirão de 1999. Foi substituído por Cláudio Duarte, que não melhorou muito as coisas, já que o Grêmio acabou em 18º lugar entre 22 clubes, e só não esteve seriamente ameaçado de cair devido ao novo critério para determinar os rebaixados: pela média de pontos de 1998 e 1999, com a boa campanha no ano anterior aliviando a barra gremista enquanto dois clubes que ficaram à frente do Grêmio naquele campeonato, Gama e Paraná, caíram. (Se bem que em 2000 teríamos aquela sensacional virada de mesa…)

Mas nem tudo foi fracasso em 1999. Em abril, o Tricolor conquistou a primeira (e única) edição da Copa Sul, e em junho ganhou o título estadual, com Ronaldinho brilhando – e humilhando. O problema é que no segundo semestre, a cada entrevista após uma derrota, Guerreiro sempre dizia: “no primeiro semestre o Grêmio disputou três competições e ganhou duas” – um bordão semelhante às referências de Paulo Odone à Batalha dos Aflitos em 2011 e 2012. Irritava demais. Continuar lendo

30 anos sem Garrincha

Garrincha

Algum de seus muitos irmãos batizou-o de Garrincha, que é o nome de um passarinho inútil e feio. Quando começou a jogar futebol, os médicos o desenganaram: diagnosticaram que aquele anormal nunca chegaria a ser um esportista. Era um pobre resto de fome e de poliomielite, burro e manco, com um cérebro infantil, uma coluna vertebral em S e as duas pernas tortas para o mesmo lado.

Nunca houve um ponta direita como ele. No Mundial de 58, foi o melhor em sua posição. No Mundial de 62, o melhor jogador do campeonato. Mas ao longo de seus anos nos campos, Garrincha foi além: ele foi o homem que deu mais alegria em toda a história do futebol.

Quando ele estava lá, o campo era um picadeiro de circo; a bola, um bicho amestrado; a partida, um convite à festa. Garrincha não deixava que lhe tomassem a bola, menino defendendo sua mascote, e a bola e ele faziam diabruras que matavam as pessoas de riso: ele saltava sobre ela, ela pulava sobre ele, ela se escondia, ele escapava, ela o expulsava, ela o perseguia. No caminho, os adversários trombavam entre si, enredavam nas próprias pernas, mareavam, caíam sentados.

Garrincha exercia suas picardias de malandro na lateral do campo, no lado direito, longe do centro: criado nos subúrbios, jogava nos subúrbios. Jogava para um time chamado Botafogo, e esse era ele: o Botafogo que incendiava os estádios, louco por cachaça e por tudo que ardesse, o que fugia das concentrações, pulando pela janela, porque dos terrenos baldios longínquos o chamava alguma bola que pedia para ser jogada, alguma música que exigia ser dançada, alguma mulher que queria ser beijada.

Um vencedor? Um perdedor com boa sorte. E a boa sorte não dura. Bem dizem no Brasil que se merda tivesse valor, os pobres nasceriam sem cu.

Garrincha morreu sua morte: pobre, bêbado e sozinho.

(Eduardo Galeano. Futebol ao Sol e à Sombra. Porto Alegre: L&PM, 2002, p. 118-119.)

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Suécia, junho de 1958. Após estrear na Copa do Mundo com vitória de 3 a 0 sobre a Áustria, o Brasil ficou no 0 a 0 contra a Inglaterra. Na última rodada, teria pela frente a União Soviética: apesar de estreante em Copas, tinha Lev Yashin no gol (um dos maiores goleiros de todos os tempos), vinha badalada pela medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Melbourne (1956) e, dizia-se, jogava um “futebol científico”. Se o Brasil perdesse para a URSS e a Inglaterra vencesse a Áustria, estaria eliminado.

A má atuação contra a Inglaterra, somada ao risco de eliminação em caso de derrota, motivou o técnico Vicente Feola a mexer no time para o jogo contra a URSS: saíram Joel, Mazzola e Dino Sani para a entrada de Garrincha, Pelé e Zito. (Por muitos anos se disse que os jogadores teriam procurado o técnico e sugerido as mudanças, fato negado por Zito.)

Na preleção, Feola mostrava como o time deveria se postar para vencer o “futebol científico” dos soviéticos. Foi quando Garrincha manifestou sua curiosidade: “já combinaram com os russos?” – sim, pelo que o técnico dizia seria muito fácil, parecia estar combinado com o adversário… Uma amostra do temperamento um tanto ingênuo que caracterizava o “anjo das pernas tortas”. (Diz-se que quando chegou ao Botafogo para fazer um teste, ninguém acreditava que poderia jogar futebol, até ele dar um drible desconcertante em Nílton Santos, melhor jogador do time – após o lance, o próprio Nílton teria dito “contratem ele agora”.)

Porém, Mané Garrincha não precisava combinar com ninguém. Como “cartão de visitas”, entortou os soviéticos e meteu uma bola na trave de Yashin logo no começo do jogo. Com dois gols de Vavá, o Brasil venceu por 2 a 0 e arrancou para a conquista de sua primeira Copa do Mundo.

Com Pelé e Garrincha jogando juntos, “derrota” foi uma palavra inexistente no dicionário da Seleção Brasileira. Tanto que em 1966 o Brasil caiu na primeira fase da Copa da Inglaterra após uma preparação muito bagunçada, mas na estreia venceu a Bulgária por 2 a 0 – justamente a última partida em que Pelé e Garrincha jogaram juntos. Nos jogos seguintes, duas derrotas por 3 a 1 para Hungria (única vez que a Seleção perdeu com Garrincha) e Portugal eliminaram o Brasil do Mundial.

No Mundial do Chile, em 1962, Pelé se machucou no segundo jogo, contra a Tchecoslováquia. Mau sinal para o Brasil? Não, pois Garrincha estava com tudo. A Copa de 1962 foi sua. Na semifinal contra os donos da casa, motivou o jornal chileno El Mercurio a perguntar de que planeta teria vindo aquele gênio com duas pernas tortas para o mesmo lado.

Caçado pelos chilenos, acabou expulso ao revidar um pontapé, mas foi liberado pela FIFA para jogar a final contra a Tchecoslováquia (diz-se que a liberação se deveu ao temor de que uma seleção do “bloco soviético” ganhasse a Copa). Nada que manche tudo o que Mané fez naquele Mundial – até porque, com febre de quase 40°C, Garrincha não jogou contra os tchecos o mesmo futebol que já tinha mostrado antes.

Porém, a lenta decadência começou pouco tempo depois da Copa de 1962. Aos hábitos de fugir das concentrações e beber demais (tolerados porque ele barbarizava em campo), somou-se um problema nos joelhos, cuja recuperação não evoluía justamente porque Garrincha não se cuidava. Acabou dispensado pelo Botafogo no final de 1965, foi para o Corinthians e, depois, teve passagens rápidas por vários clubes, sem jogar o mesmo futebol que o consagrara.

Garrincha acabou vitimado por uma cirrose hepática em 20 de janeiro de 1983, fruto de seu excessivo consumo de álcool.

Meus jogos no Olímpico Monumental: 1998

Para os gremistas, 1998 começava com o sonho da Libertadores. Era o quarto ano consecutivo em que o Tricolor disputava a competição sul-americana, feito conseguido por poucos clubes brasileiros.

Porém, algo incomodava. Estava no banco de reservas e atendia pelo nome de Sebastião Lazaroni. O técnico da Seleção na Copa de 1990 (quando o Brasil caiu nas oitavas-de-final diante da Argentina) não era visto com bons olhos pelos gremistas. Em sua coluna no Correio do Povo em 29 de novembro de 1997 (poucos dias após a contratação do técnico), Hiltor Mombach dizia que “onze em cada dez gremistas” eram contrários à vinda de Lazaroni; mas ao mesmo tempo recomendava que ao menos se deixasse o técnico trabalhar, antes de detoná-lo.

Assim se fez. E Lazaroni ficou até maio, quando após a eliminação do Campeonato Gaúcho foi substituído por Edinho, que durou igualmente pouco: no início de agosto, com o Grêmio já eliminado da Libertadores, chegou Celso Roth, que tirou o time da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro e o levou às quartas-de-final. O Tricolor terminou o ano sem ganhar absolutamente nada, o que não acontecia desde 1992. Continuar lendo

Meus jogos no Olímpico Monumental: 1995

No dia da despedida do Olímpico Monumental, abro a série de textos em que relembrarei as 258 vezes em que estive no estádio. Ao invés de um número fixo a cada postagem, optei por algo diferente: ano a ano. Assim, algumas vezes falarei de poucos jogos, e em outras o texto será “interminável”.

Como podem perceber, minha primeira ida ao estádio foi tardia: só em 1995. Tinha 13 para 14 anos. Meu pai é colorado, mas subverti a lógica de torcer para o mesmo time do pai e acabei seguindo minha mãe, gremista (mas caso um dia eu venha a ter filhos, espero subverter minha própria lógica e ser pai apenas de gremistas).

Tive chances de ir antes. Como na decisão da Copa do Brasil de 1993, entre Grêmio e Cruzeiro (com Ronaldo no banco). Estava tudo certo… E então, desabou uma chuvarada em Porto Alegre naquele 30 de maio. Como não tinha comprado ingresso (o faria na hora que chegasse ao estádio, naquela época era possível), acabei não indo. E esperei mais dois anos.

Até que chegou o glorioso ano de 1995. Foi quando o Grêmio ganhou a Libertadores pela segunda vez. Mas me faltava algo: ir ao estádio. E então, finalmente, eu fui.

1. Grêmio 2 x 3 Botafogo (Campeonato Brasileiro, 16 de setembro)

Minha estreia foi em um sábado à tarde. O adversário era o Botafogo, que contava com ninguém menos que Túlio Maravilha no ataque (já fora goleador do Campeonato Brasileiro de 1989 pelo Goiás, e em 1994 repetira a dose pelo Fogão).

No começo do Brasileirão o Grêmio estava “relaxado”, descansando da maratona da Libertadores (que terminara poucas semanas antes). Assim, a derrota para o time que viria a ser o campeão nacional daquele ano não chegou a ser tão surpreendente – o Tricolor “engrenaria” no campeonato mais adiante, embora já sem chances de chegar ao título, visto que a prioridade era o Mundial contra o Ajax no final de novembro.

Porém, não era só o Botafogo que tinha um goleador (Túlio marcou duas vezes naquela tarde). O Grêmio tinha Jardel, que marcou o segundo gol gremista (o primeiro foi de Paulo Nunes), diminuindo a desvantagem para 3 a 2.

2. Grêmio 1 x 0 Sport (Campeonato Brasileiro, 29 de outubro)

Esse jogo não teria me deixado maiores lembranças, não fosse um costume da minha mãe (que foi ao estádio comigo) do qual fui “vítima” aquela tarde: sair um pouco mais cedo para conseguir pegar táxi com mais facilidade. Graças a isso, não vi o gol, que saiu nos acréscimos…

Aprendi uma lição: nada de sair mais cedo quando ainda não há nada decidido.

3. Grêmio 2 x 1 São Paulo (Campeonato Brasileiro, 11 de novembro)

Pela primeira vez, consegui sair do estádio comemorando uma vitória, visto que contra o Sport perdi o gol. E foi um baita jogo: após o São Paulo abrir o placar na etapa inicial, o Grêmio virou no segundo tempo, gols de Dinho e Jardel.

Um fato curioso: o goleiro são-paulino era Rogério Ceni, que ainda era o reserva de Zetti. Tanto o primeiro como o último Grêmio x São Paulo que assisti no Olímpico tinham Rogério no gol adversário.

E após o jogo, ainda dei sorte: após chegar em casa, minha mãe pediu para ir ao supermercado comprar sei lá o quê. Quando cheguei à esquina da Cristóvão Colombo com a Ramiro Barcelos, encontrei justamente meu amigo Leonardo Sato, que é são-paulino. E assim não precisei esperar para flautear só quando chegasse na aula de segunda-feira.

4. Grêmio 1 x 0 Criciúma (Campeonato Brasileiro, 18 de novembro)

Esse jogo foi especial. Não valeu título nem nada. É que pela primeira vez, eu via o Olímpico lotar, com a minha presença. Não havia lugar para mais ninguém.

Simples: era a despedida do Grêmio, que disputava sua última partida antes de viajar ao Japão. Assim, o torcedor decidiu comparecer em massa a um jogo que nada valia (pois não havia mais chance de se classificar às finais do Brasileirão). Demonstração de apoio ao time que dez dias depois, iria brigar por seu segundo título mundial. Pena que não achei vídeo desse Grêmio x Criciúma…

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Estatísticas de 1995:

  • Jogos: 4
  • Vitórias: 3
  • Empates: 0
  • Derrotas: 1
  • Gols marcados: 6
  • Gols sofridos: 4

Em breve, TODOS os meus jogos no Olímpico

Terminei de montar no Excel a tabela de todos os jogos que fui no Olímpico: eu anotei tudo, mas o fazia em um arquivo de Word, que não somava automaticamente os gols marcados e sofridos pelo Grêmio em cada partida.

Fui 257 vezes ao Olímpico. Vi o Grêmio marcar 512 gols e sofrer 232. Depois pretendo contabilizar vitórias, empates e derrotas.

Como uma brincadeirinha (publicarei a resposta domingo), abaixo vão alguns números. Tente adivinhar a que partida cada um deles corresponde. O primeiro nem vou pedir que adivinhem, já digo que foi Grêmio 2 x 3 Botafogo, no dia 16 de setembro de 1995, pelo Campeonato Brasileiro. Agora, os outros números, para facilitar, correspondem apenas a partidas importantes.

13, 17, 37, 74, 86, 128, 141, 142, 150, 182, 198, 224, 231.

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Ah, e o título não é mera “promessa eleitoral”. Pretendo postar, “parceladamente”, a lista inteira – escrevendo um pouco sobre os jogos que mais lembro.

A maior tradição do futebol brasileiro

Engana-se quem pensa que vou falar de “futebol-arte” e coisa parecida. Pois isso nem é exclusividade do Brasil: se o que Maradona jogava (e agora Messi joga) não se encaixa nesse conceito de “arte” do qual falam tantos opinistas, não sei mais o que é “futebol bonito”.

A maior tradição do futebol brasileiro chama-se politicagem. Nisso sim, somos inigualáveis. Tanto que, depois de relativa calma nos últimos anos, os clubes trataram de lembrar “os velhos tempos”, com o racha no Clube dos 13 e a possibilidade de acertos em separado com duas emissoras de televisão para a transmissão do Campeonato Brasileiro de 2012 (fim do mundo?) em diante. (E o Grêmio vai negociar diretamente com a Globo, ou seja, provavelmente ainda teremos por um bom tempo os jogos no maldito horário das 21h50min, sem contar que se manterá o monopólio “global”; e além de tudo, isso poderá ser muito prejudicial ao Tricolor, com clubes do eixo Rio-São Paulo recebendo mais que o Grêmio numa proporção muito superior à da atualidade.)

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Não era só em 2012?

Botafogo campeão carioca com gols de Herrera e Loco Abreu, goleiro defendendo pênalti, sem o menor sinal de que iria amarelar?

Não sou religioso; se fosse, já teria começado a rezar e a perguntar ao “ser superior” por que estava antecipando o fim do mundo de 2012 para 2010…

Pela honra

O assunto da semana do sorteio dos grupos da Copa do Mundo é a possível “entregada” do Grêmio para o Flamengo no próximo domingo. Afinal, um empate poderá dar o título ao Inter (ou ao Palmeiras ou ao São Paulo, dependendo da combinação de resultados). A tentação de torcer por derrota do Grêmio é muito grande, só para impedir a conquista colorada (como se a partida deles contra o Santo André fosse jogo jogado, até parece que o time paulista virá a Porto Alegre não precisando vencer para escapar do rebaixamento).

O que eu digo, é: pela honra do futebol do Rio Grande do Sul, quero que o Grêmio vença domingo. Pois foi isso que faltou, se não aos jogadores, aos dirigentes do Inter: quando jogaram contra o São Paulo no ano passado, adversário direto do Grêmio na luta pelo título, falaram em desejar “derrota heroica por 1 a 0”. Se a escalação de um time misto (com a desculpa da Copa Sul-Americana) foi com o propósito de “entregar”, não sei, e não será possível provar. Mas mostra que os dirigentes colorados têm de lavar a boca antes de falarem qualquer coisa sobre o Tricolor (que, vale lembrar, ano passado perdeu o título por conta dos diversos jogos fáceis nos quais deixou de pontuar, dentre eles contra o Figueirense no Olímpico, na mesma rodada deste São Paulo x Inter – se tivesse vencido tais jogos, não teria do que reclamar).

Quero que o Grêmio mostre o seu máximo no domingo. Se fizer isso (e certamente fará, pois os jogadores são, acima de tudo, profissionais), mesmo que perca, será honroso. Será bom para o Flamengo também, que não entrará para a história por “ganhar um título porque o último jogo foi entregue” – mesmo que em um campeonato de pontos corridos o último jogo tenha o mesmo valor de todos os outros 37, ou seja, 3 pontos.

Aliás, é mais um motivo pelo qual os dirigentes colorados têm de calar a boca: se o Inter não for campeão, não será por causa do Grêmio (que já ajudou bastante o rival, tirando pontos de Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Cruzeiro), e sim por conta de sua própria incompetência, que conseguiu perder em casa para o Botafogo, um dos piores times deste Brasileirão. Além de levar 4 a 0 do Flamengo (dele mesmo!) no Maracanã, jogando com reservas (vergonhoso!). Ou seja: poderia depender apenas de seu próprio resultado para ser campeão, sem precisar do Grêmio.

Resumo da história: no domingo, DÁ-LHE GRÊMIO! Se o Inter vencer e for campeão, será uma comemoração um tanto constrangida, como alguns colorados já confessaram. Mas pode acontecer algo melhor e nada impossível, dada a tradição colorada de “ressuscitar mortos”: uma vitória do Santo André…

A “zica” continua

Charge do Kayser

Charge do Kayser

Existem coisas que só acontecem com o Botafogo. Mas dentre elas, não está “perder em casa para o Grêmio no Campeonato Brasileiro de 2009”.

Desse jeito, vamos ter de nos contentar com a vaga na Sul-Americana de 2010.