O incêndio no Cabaret Voltaire

Em janeiro, o Cabaret foi uma das casas noturnas interditadas pela prefeitura logo após a tragédia da boate Kiss em Santa Maria. Após regularizar sua documentação, reabriu suas portas.

Moro perto do Cabaret, que fica na Avenida Independência, próximo ao Centro de Porto Alegre. Da janela de casa era possível enxergar a fumaça gerada pelo incêndio de grandes proporções – que só descobri que acontecia depois de ouvir as sirenes dos bombeiros. O fogo começou cedo, antes da boate abrir. Assim, felizmente não houve nenhuma vítima fatal: um bombeiro foi enviado ao HPS por ter inalado muita fumaça, mas segundo a Zero Hora, passa bem.

Quando cheguei ao local o incêndio já havia diminuído, mas os bombeiros ainda não o tinham apagado completamente – o que só aconteceu por volta de 22h30min.

Anúncios

Será o fim da avalanche?

Não fui ao jogo, então não pude comemorar in loco a primeira vitória oficial do Grêmio na Arena. Tinha de imprimir o tal voucher para entrar e também havia o problema maior – como voltar.

1 a 0, 5 a 4 nos pênaltis, vamos adiante na Libertadores. Beleza.

Mas, por outro lado, tivemos o acidente na hora do gol, quando a grade da mureta na Geral cedeu com a avalanche feita pela torcida para comemorar. Alguns torcedores ficaram feridos e foram levados ao hospital.

Lembro que em novembro, poucas semanas antes da Arena ser inaugurada, os Bombeiros disseram que teriam de ser instaladas cadeiras na Geral, pois a avalanche representaria risco aos torcedores. Houve reclamações, inclusive informando que no Olímpico jamais aconteceu nenhum acidente em dez anos de avalanches (muito embora o Grêmio tivesse reforçado a mureta da Geral para evitar que ela cedesse).

Pois ficou claro que os Bombeiros tinham razão. A estrutura da grade era frágil demais, não tinha como suportar o peso da torcida. Foram instalados para-avalanches para impedir que “toda” a Geral descesse: imaginem se toda aquela multidão fizesse a avalanche?

Agora, restam duas opções: reforçar a estrutura ou acabar com a avalanche, mediante a instalação de cadeiras. E se considerarmos os problemas que a Geral vem causando (como a briga na semana passada), acredito mais na segunda opção.

Mais um jacarandá caiu na Rua Pelotas

Em novembro de 2008, fui com meu pai à Rua Pelotas, para fotografar seus jacarandás floridos. Falamos com alguns moradores da rua, que comentaram sobre o preocupante estado das árvores: muitas estavam com os troncos ocos, o que representava sério risco de queda nos vendavais que costumam atingir Porto Alegre. Eles queriam não que os jacarandás fossem removidos, e sim, que recebessem tratamento, para que pudessem continuar embelezando a rua por muito tempo.

No ano de 2009, dois jacarandás da Pelotas foram cortados pela SMAM, e em seus lugares foram plantadas novas árvores, que levarão muitos anos até se tornarem imponentes como as que ali estavam antes. E em abril de 2010, num dia em que não ventava, uma outra árvore caiu sobre carros na rua.

Assim, infelizmente não chega a me surpreender que a ventania da manhã de hoje tenha derrubado mais um jacarandá na Rua Pelotas, próximo à Cristóvão Colombo, atingindo uma banca de revistas. E dessa vez, os prejuízos não foram apenas materiais: duas pessoas ficaram feridas.

E enquanto os Bombeiros trabalhavam para remover a árvore caída, um pedaço de outra também caiu, conforme relatou à Rádio Guaíba o tenente Cláudio Bayerle, oficial de serviço do 9º BPM – que também chamou à atenção para as várias árvores podres na rua, que ameaçam cair. O que não é nenhuma novidade, mas quem sabe com o alerta vindo da Brigada Militar alguma atitude seja tomada pelas autoridades competentes para evitar que os jacarandás continuem a cair, a pôr em risco a vida das pessoas e a deixar a Rua Pelotas cada vez menos verde.