E quem não gosta de Carnaval, faz o quê?

Não sou fã de Carnaval. Mas não tenho com a data a mesma relação que tenho com o Natal.

O Carnaval, simplesmente não sou muito chegado, mas não o detesto. Diferentemente do Natal.

Pode ser fruto do meu ateísmo. Pois embora o Carnaval esteja vinculado a uma questão religiosa – termina 40 dias antes da chamada “sexta-feira santa” – ele é uma festa pagã. Não vejo nada de hipocrisia em ser ateu e “pular Carnaval”. Diferente de não ser cristão e comemorar o Natal, que é uma festa cristã.

Só que eu sou ateu e não “pulo Carnaval”. Prefiro os livros – ou os blogs. Se eu estivesse agora em Pernambuco, bom, aí não veria o menor sentido em não entrar na festa pelo menos uma vez: não conheço pessoalmente o Carnaval pernambucano, mas tem jeito de ser divertido. E mesmo que eu estivesse errado, provavelmente ainda acharia melhor do que passar uma noite inteira no sambódromo assistindo desfile de escolas de samba – jamais eu gastaria dinheiro nisso.

Mas o brabo disso tudo é a “obrigação de se divertir”. Ninguém deveria ser obrigado a estar feliz todos os dias – até porque nunca se tem só dias felizes. Mas, ouse fazer cara aborrecida uma vez sequer – se for no Natal ou no Carnaval, fica ainda melhor para o resultado final da experiência. É, meu caro amigo, serás taxado de “mal-humorado” e “anti-social”, mesmo que passes o resto do ano sempre de bom humor e com amigos à volta!

E aqueles “bem-humorados de ocasião” provavelmente sejam os mesmos que de março a novembro fazem cara feia “porque o verão não chega nunca”.

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Não vês a hora que acabe o Carnaval? Então, o negócio é ler bastante para aproveitar o feriadão. Blogs ou livros, a escolha é tua!

Epidemia de mau humor no RS

Ainda sobre o processo Leticia Wierzchowski x Milton Ribeiro: li no blog dele os motivos que levaram a autora a decidir entrar com uma ação. O que me faz lembrar dos meus comentários a respeito da dispensa dos chargistas Kayser, Moa e Santiago do Jornal do Comércio, em 2007.

Provavelmente ninguém gosta de ser alvo de brincadeiras. Ainda mais quando “é famoso”. Deve ser horrível “ser conhecido” e ver que há gente nos criticando e fazendo piada. Pelo jeito, quem é “celebridade” não pode ter um pouco de bom humor.

O meu sobrenome já me rendeu apelidos. Não vou dizer quais eram: prefiro que os leitores façam seus chutes nos comentários. E, claro, processarei todos: se não sou famoso, ficarei – e o que vale mesmo é dinheiro acima de tudo, amigos! Vamos ver quanto consigo ganhar desse jeito…

Bom humor: melhor forma de resistência

A turma que está no governo – e a maioria da sociedade gaúcha, que elegeu esse pessoal – é extremamente mau-humorada. Afinal, é direitosa (direitista + raivosa).

Assim, a melhor maneira de resistir a tudo o que vem acontecendo – corrupção, mídia mentirosa, Coronel Mendes – é rir. Enquanto eles espumam de raiva, nós mantemos nosso bom humor: isso deixa eles ainda mais espumantes, e dá mais inspiração para debocharmos deles!

Bier:

Eugênio Neves:

Kayser: