O “crime” de ser esquerda

Foi sem espanto algum que li a notícia de que o PSDB decidiu pedir à Procuradoria Geral Eleitoral a investigação de páginas na internet que criticam José Serra, candidato tucano à prefeitura de São Paulo. Não fiquei surpreso com a notícia pois não é novidade a “blogofobia” de Serra: assim como na campanha presidencial de 2010, o tucano acusou os “blogs sujos” de o atacarem na internet.

É interessante notar que anúncios de estatais (principal queixa dos tucanos quanto aos “blogs sujos”, mesmo que a maioria deles não tenha patrocínio algum) são encontrados em vários meios de comunicação. Até mesmo na Veja: se a ideia do governo federal era “comprar” o apoio dela, é bom fazer uma visitinha ao PROCON…

A verdade é que a direita se sente por demais incomodada pelo fato da mídia conservadora não poder mais “falar sozinha”. Toda vez que alguma inverdade é divulgada, não demora muito para ser desmentida (como aconteceu no episódio da bolinha de papel em 2010). Sua credibilidade está cada vez mais abalada, ainda mais que ela insiste em não admitir seu conservadorismo (com a honrosa exceção do Estadão). Bem ao contrário da mídia de esquerda, que não esconde seu lado.

E a atitude do PSDB nos faz lembrar do quão autoritária costuma ser a direita brasileira. Não contente em discordar, gosta mesmo é de proibir o que não lhe agrada, mesmo que sejam questões de foro íntimo das pessoas. Assim, direitos garantidos em outros países continuam a ser crimes no Brasil, como o aborto (como se legalizá-lo significasse torná-lo obrigatório) e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E os reacionários certamente adorariam que fosse proibido ser de esquerda, repetindo os “áureos tempos” da ditadura militar, quando os partidos comunistas eram ilegais.

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Uma dica que vale para todos os que fazem campanha pela internet, em favor de quem quer que seja: apresente propostas, argumentos que justifiquem o voto em seu candidato. Se limitar a chamar o adversário de “feio, bobo e mau” apenas dá a impressão de que não há motivos para votar em quem você apoia.

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É, nós incomodamos… (parte 2)

O jornal O Globo atacou hoje a entrevista concedida ontem pelo presidente Lula aos “blogs progressistas” (sinceramente, prefiro a expressão “blogs sujos” – única boa ideia de Serra na campanha!), como mostra a imagem abaixo, “roubada” do Relatividade. Sinal de desespero do jornalão que perde credibilidade (assim como seus “companheiros” de mídia “imparcialmente” direitosa). Os resultados das últimas eleições são a prova maior disso.

Perdendo poder com o debate democrático que se dá na blogosfera, só resta à mídia tradicional atacar. Não é por acaso que temos visto tantas matérias falando sobre “os perigos da internet”, como se fosse um ambiente “infestado” de pedófilos, prejudicial à saúde etc.

E isso mesmo que a internet ainda seja muito pautada pela televisão. Como se vê quando o “Big Bosta” vira o principal assunto do Twitter (óbvio que eu não contribuo para isso), ou quando se acessa o WordPress para logar no blog e geralmente as “postagens mais populares” são relacionadas a “celebridades”, novelas… E sempre ele, o “Big Bosta”. (Que é um bom motivo para eu detestar o verão – aliás, um monte de gente falando dessa porcaria de programa chega a ser pior do que o calorão infernal, que ao menos pode gerar brincadeiras bem-humoradas como a hashtag #fornoalegre.)

E quem não gosta de Carnaval, faz o quê?

Não sou fã de Carnaval. Mas não tenho com a data a mesma relação que tenho com o Natal.

O Carnaval, simplesmente não sou muito chegado, mas não o detesto. Diferentemente do Natal.

Pode ser fruto do meu ateísmo. Pois embora o Carnaval esteja vinculado a uma questão religiosa – termina 40 dias antes da chamada “sexta-feira santa” – ele é uma festa pagã. Não vejo nada de hipocrisia em ser ateu e “pular Carnaval”. Diferente de não ser cristão e comemorar o Natal, que é uma festa cristã.

Só que eu sou ateu e não “pulo Carnaval”. Prefiro os livros – ou os blogs. Se eu estivesse agora em Pernambuco, bom, aí não veria o menor sentido em não entrar na festa pelo menos uma vez: não conheço pessoalmente o Carnaval pernambucano, mas tem jeito de ser divertido. E mesmo que eu estivesse errado, provavelmente ainda acharia melhor do que passar uma noite inteira no sambódromo assistindo desfile de escolas de samba – jamais eu gastaria dinheiro nisso.

Mas o brabo disso tudo é a “obrigação de se divertir”. Ninguém deveria ser obrigado a estar feliz todos os dias – até porque nunca se tem só dias felizes. Mas, ouse fazer cara aborrecida uma vez sequer – se for no Natal ou no Carnaval, fica ainda melhor para o resultado final da experiência. É, meu caro amigo, serás taxado de “mal-humorado” e “anti-social”, mesmo que passes o resto do ano sempre de bom humor e com amigos à volta!

E aqueles “bem-humorados de ocasião” provavelmente sejam os mesmos que de março a novembro fazem cara feia “porque o verão não chega nunca”.

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Não vês a hora que acabe o Carnaval? Então, o negócio é ler bastante para aproveitar o feriadão. Blogs ou livros, a escolha é tua!

Previsão de “estiagem” no Cão

Ontem à noite, no Twitter, o Idelber Avelar comentou sobre o fim do blog do Pedro Doria e perguntou “o que está acontecendo com os blogs?” – afinal, é mais um a anunciar o encerramento. No dia 6 de agosto, A Nova Corja teve seu último post. E o próprio Idelber anunciou que  seu ótimo blog O Biscoito Fino e a Massa entrou em “hibernação” por tempo indeterminado, já que nos próximos meses ele se dedicará a um trabalho acadêmico, que impossibilitará a atualização do blog e a resposta a comentários.

Aqui no Cão, os próximos meses deverão ter uma significativa redução das postagens – assim como no caso do Idelber, os motivos são acadêmicos: minha monografia de conclusão do curso de História na UFRGS. Não coloco o blog em “hibernação” por temer não cumprir a “promessa”. Ainda mais que há assuntos interessantes a serem tratados de hoje até janeiro – como os 20 anos da queda do Muro de Berlim, em novembro, fato que merece uma reflexão.

Mas a prioridade, será o meu trabalho de conclusão. Tem de ser prioridade. Até porque o ganho será não apenas meu, mas também dos próprios leitores do Cão, já que a monografia – depois de pronta, claro – certamente será tema de vários posts. É sobre futebol, mas não será simplesmente sobre o esporte, mas sim, sobre como ele pode refletir outros aspectos sociais. Ainda mais num país como o Brasil.

(A propósito, dois anos atrás cursei um seminário sobre História Social do Futebol no Brasil ministrado pelo professor Cesar Guazzelli, meu orientador no TCC. O trabalho final – que rendeu um post – tratou sobre a “trégua” na rivalidade Gre-Nal no primeiro semestre de 1967. Sinceramente, acho que consegui ser imparcial, apesar de não acreditar na existência dela.)

Talvez eu poste novamente alguns textos antigos que sejam interessantes de serem relidos – afinal, é só “copiar e colar” – para que o blog não fique muito parado, principalmente de novembro ao início de janeiro, quando finalizarei e revisarei a monografia, além de preparar a apresentação para a banca. E se for o caso de “congelar” o blog, farei “anúncio oficial”.

Blogs têm força nos EUA, e ainda engatinham no Brasil

Não foram poucas as vezes que o Hélio Paz citou, em seus posts, a força dos blogs – e da própria internet – nas campanhas políticas dos Estados Unidos. Tanto que a vitória de Barack Obama na eleição presidencial se deveu ao competente uso das ferramentas oferecidas como redes sociais e blogs.

Para termos uma idéia de como andam as coisas por lá: começou a circular nesta semana em Chicago e São Francisco um jornal cujo conteúdo é exclusivamente oriundo da internet. É o “The Printed Blog”, que inicialmente será semanal, mas aspira à circulação diária. O jornal será distribuído em estações de transporte público nas duas cidades, gratuitamente. Sendo baseado em blogs, obviamente se pode ler o jornal pela internet, inclusive baixá-lo em formato PDF.

Uma iniciativa dessas por aqui teria chances de dar certo? Atualmente, acredito que não. Nos EUA, os blogs têm importância para a política e na formação da “opinião pública” (tanto que há gente disposta a anunciar em um jornal que expresse uma visão diferente da dominante). No Brasil, continuam muito restritos.

Pegando o meu próprio exemplo: em um ano e cinco meses e meio no WordPress, o Cão teve quase 77 mil acessos. Pode parecer bastante, mas é muito pouco, considerando que há blogs e páginas ligadas a grandes grupos de mídia que alcançam tal número de acessos em menos de um dia. E quando me conecto no WordPress, os blogs destacados (mais acessados) muitas vezes tratam de fofocas e celebridades – ou seja, são pautados pela televisão. Não podemos chamar isso de “mídia independente”…

Outro fator que pesa contra é, no caso dos blogs políticos, o fato de muitos serem partidarizados. Pois a força da mídia corporativa se deve à sua alegada “imparcialidade”: quem usa o senso crítico obviamente não acredita nessa balela, mas boa parte das pessoas lê jornais e revistas semanais, e assiste telejornais, e acredita que tudo o que é dito é “a verdade”. Acho extremamente honesto dizer de qual lado se está, mas resumir a política à defesa de determinados partidos e à luta pelo poder político é uma idéia equivocada.

É preciso lutar por idéias, não por partidos. Bons exemplos são movimentos como os Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho: politizados (pois a luta em defesa da natureza também é política) sem serem partidarizados. Ainda mais quando boa parte das pessoas se tornou descrente da política partidária: prova disso é que o único partido forte que se baseava na defesa de um ideal, o PT, tornou-se igual aos outros que tanto criticava.

Manipulação da IstoÉ e dificuldades da mídia de esquerda

“Roubei” a imagem abaixo do Moldura Digital – o Valter, por sua vez, a “roubou” do Vi o Mundo, do Luiz Carlos Azenha. A revista IstoÉ publicou uma foto alterada no Photoshop, sem o “Fora Serra” que aparecia na original. Ficou apenas a manifestação do MST e uma placa rodoviária de “pare” que, com a inscrição “MST” abaixo dá a clara idéia do que a reportagem quer dizer: defende a repressão ao MST.

Como disse o Valter, “não é só a Veja que faz merda no mundo editorial brasileiro”. Evidente. Faz tempo que outras revistas semanais brigam com a notícia para atender a seus interesses políticos e, principalmente, comerciais.

Abaixo, o Valter lembra que nenhum meio de comunicação que se pretenda “sério e isento” deveria agir de tal forma, ou que pelo menos deveria assumir seu lado. E este é um grande problema.

No final do século XIX e início do século XX, a imprensa no Brasil era, em geral, totalmente parcial. Aqui no Rio Grande do Sul, por exemplo, o jornal de maior circulação era A Federação, propriedade de Julio de Castilhos, e que era um verdadeiro panfleto do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), que dominou a política gaúcha até a década de 1930. O jornal concorrente era do partido de oposição. Foi neste contexto que surgiu o Correio do Povo, em 1895: com a pretensão de ser “imparcial” e manter distância dos principais partidos do Estado, era impresso em papel rosa, para simbolizar sua independência frente ao branco republicano e o vermelho federalista, que recém haviam ensangüentado o Rio Grande do Sul na chamada Revolução Federalista (1893-1895).

Com o tempo, os jornais partidários entraram em decadência, pois houve um aumento do público leitor dos jornais ditos “imparciais”, que tinham por objetivo “informar” e não defender interesses político-partidários. Bom, pelo menos não de forma aberta como era feito nos jornais partidários.

Mas os jornais ditos “imparciais” tinham outra vantagem em relação aos partidários: eram empresas que visavam ao lucro. Logo, tinham a obrigação de precisarem “informar” seus leitores para que, além de vender mais exemplares, fosse mais fácil obter anunciantes – a verdadeira maior fonte de renda de um jornal. Pois não pegaria bem anunciar em um jornal sem credibilidade – isto poderia afastar consumidores em potencial dos produtos anunciados.

Com o tempo, estes jornais “imparciais” passaram a, literalmente, ser uma “autoridade”, influenciando as decisões políticas e as discussões cotidianas na sociedade. Dá para traçar um paralelo com o que diz Pierre Bourdieu¹ a respeito do jornal francês Le Monde:

Pode-se dizer que, no universo do jornalismo escrito, Le Monde ditava a lei. Havia já um campo, com a oposição, estabelecida por todos os historiadores do jornalismo, entre os jornais que dão news, notícias, variedades, e os jornais que dão views, pontos de vista, análises etc.; entre os jornais de grande tiragem, como o France Soir, e os jornais de tiragem relativamente mais restrita mas dotados de uma autoridade semi-oficial. Le Monde estava bem situado sob os dois aspectos: era suficientemente grande por sua tiragem para ser um poder do ponto de vista dos anunciantes e suficientemente dotado de capital simbólico para ser uma autoridade. Acumulava os dois fatores do poder nesse campo.

Aqui no Rio Grande do Sul, era esta a situação do Correio do Povo até a década de 1970: tinha grande tiragem e era uma “autoridade”. Meu pai lembra que a Zero Hora era um jornal sensacionalista tal qual o Diário Gaúcho, e inventava tantas notícias que era chamada de “mentirosa” – e ainda é assim que um tio meu se refere à ZH. Com a crise do grupo Caldas Júnior, no início da década de 1980, a Zero Hora contratou os principais jornalistas do Correio do Povo, em busca do capital simbólico que lhe faltava para poder “ditar a lei”. Se hoje está muito longe de ser um jornal imparcial, pelo menos a Zero Hora é menos ruim que seu “filhote”, o Diário Gaúcho.

Bom, mas onde quero chegar com tudo isto que escrevi? O que tem a ver com “as dificuldades da mídia de esquerda”? Tem tudo a ver.

Segunda-feira à noite, em conversa com colegas no intervalo da aula, falamos sobre a mídia em geral, com destaque para as revistas semanais: uma colega assinante da CartaCapital chamou atenção para o fato de que a tiragem da revista é de aproximadamente 75 mil exemplares (se não me falha a memória), enquanto a da Veja é de mais de um milhão.

Pois bem: a CartaCapital tem uma clara linha editorial de esquerda, enquanto a Veja é ultra-reacionária. Porém, a Veja sempre faz questão de lembrar “a sua primeira capa”, que mostravam uma foice e um martelo (símbolo do comunismo) em plena ditadura militar, como exemplo de “jornalismo corajoso”, para induzir o leitor a pensar que trata-se uma revista que jamais será “chapa branca”. Some-se isto ao fato de ter grande tiragem, que se entende a razão da Veja ter tornado-se uma “autoridade”, e quem não faz uma leitura crítica acaba acreditando que as palavras ali escritas são “a verdade”. Mesmo que hoje em dia as críticas a ela sejam muitas, elas estão restritas à esquerda. E a CartaCapital, que oferece um contraponto ao que diz a Veja, tem muito menos circulação.

Como superar este problema? Pois uma publicação de esquerda com tom panfletário não só afasta os leitores que não sejam de esquerda, como também não atrai anunciantes por não ser lucrativa. Uma revista isenta de influências partidárias tem o problema da publicidade: determinadas matérias poderão ir de encontro aos interesses dos anunciantes, e deixar de publicá-las para não perder o patrocínio faz com que a publicação deixe de ser realmente livre.

Restam os blogs: muitos oferecem uma visão crítica sem serem panfletários e ao mesmo tempo são livres, as postagens não sofrem influência de interesses comerciais. Porém, não são tão lidos como poderiam, oferecem um contraponto à mídia comercial apenas aos que têm acesso à internet e têm interesse em buscar uma outra opinião.

P. S.: Mal eu ia terminando de escrever, decidi procurar por uma postagem do Palanque do Blackão que falava sobre o fato dos blogs não atingirem um público além da esquerda. E coincidentemente, hoje mesmo o Hélio postou sobre o assunto, lembrando que o discurso de esquerda muitas vezes é extremamente partidário, “panfletário”, não produzindo diferença na sociedade, e que é preciso defender não partidos, e sim, causas. Leia mais lá no Palanque do Blackão.

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¹ BOURDIEU, Pierre. Sobre a Televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997, pp. 60-61.

Ameaça à liberdade de expressão

Li a notícia que serve de alerta, para lembrar mais uma vez que não temos verdadeira liberdade: uma ordem judicial da 31ª Vara Cível de São Paulo pode bloquear o acesso dos internautas brasileiros aos blogs hospedados no WordPress, fato semelhante ao acontecido ano passado com o YouTube.

A ordem judicial deve-se a mensagens criminosas publicadas em um blog hospedado no WordPress. O juiz havia ordenado o bloqueio de apenas um blog, mas conforme a Associação Brasileira dos Provedores de Internet – ABRANET, não é possível bloquear um blog, e para cumprir a decisão da Justiça seria preciso impedir o acesso a todos os blogs hospedados no WordPress. Da mesma forma que, quando quiseram impedir os brasileiros de assistirem ao vídeo da “garrafa de Skol 500ml”, todo o YouTube acabou censurado.

É impressionante como é atrasada a Justiça brasileira. Não seria mais fácil se sugerir que o WordPress retirasse do ar o blog ao qual a decisão judicial se refere? Por que essa mania de mandar bloquear páginas, tal qual faz o governo chinês?

Mídia alternativa: reunião na Câmara Municipal

Aconteceu na noite de ontem a reunião sobre mídia alternativa, na Câmara Municipal de Porto Alegre. Não se decidiu pela formação imediata de uma associação estadual por ser apenas o primeiro encontro, e também porque os presentes eram todos de Porto Alegre, faltando assim representatividade de outras partes do Rio Grande do Sul para podermos falar em fórum ou associação estadual.

O encontro contou com a presença do vereador Adeli Sell (PT), um dos principais apoiadores da idéia de fortalecer a mídia alternativa. Estiveram presentes também diversos blogueiros, jornalistas, representantes de jornais de bairro e de páginas de notícias.

Nova reunião acontecerá dentro de 45 dias, e há a proposta de se realizar um encontro estadual de mídia alternativa no mês de julho.

Abaixo, algumas fotos do encontro da noite passada. As imagens são de Carlos Oliveira, da página Notícias do Bairro.

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De última hora, para reforçar o convite

É hoje à noite a reunião no Plenário Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre, que visa debater a formação de uma Associação Gaúcha de Mídia Alternativa.

Blogueiros, compareçam!