Pausa nas férias

Charge do Bier

O Cão ainda não está de volta à “programação normal”, pois este que vos escreve embarca na manhã deste sábado para Rio Grande, devendo retornar na metade da próxima semana – quando, aí sim, voltará a postar com maior frequência.

A pausa se deve a uma questão de cidadania: jamais poderia deixar de lembrar o que aconteceu 48 anos atrás. A “turma do pijama” comemora a “revolução” (nunca vi a direita fazer revolução…) em 31 de março. Só que, além de ter sido um GOLPE, a consolidação da quartelada se deu em 1º de abril. Data que, aliás, combina com o mentiroso argumento de que 1964 “salvou o Brasil de uma ditadura comunista”.

Aliás, já que os opressores andavam com vontade de ter seus dias de orgulho, que tal declarar 1º de abril como “dia do orgulho reacionário”? Na prática, ele já é comemorado, embora nunca na data certa – como se viu na quinta-feira, aliás, ao melhor estilo ditatorial.

————

Assim como aconteceu nos dias em que estive em Florianópolis, haverá demora na liberação de comentários.

Anúncios

Não tinha dito?

Em 29 de dezembro, postei uma charge do Kayser que tirava sarro da ex-(des)governadora Yeda, prevendo que certamente não seria a última motivada por ela. Dito e feito…

Desta vez, é do Bier: a versão verdadeira do “déficit zero” tão alardeado pelo (des)governo.

Só é uma pena que, pelo visto, o “caixa zero” servirá para o governo Tarso não reajustar o salário dos servidores públicos estaduais… Não era isso uma das (muitas) reclamações que se tinha contra o (des)governo Yeda?

Sugestão aos cartunistas gaúchos

O (des)governo Yeda está (finalmente!) acabando. Daqui a três semanas, o Tarso estará no Palácio Piratini, e a Yeda vai para casa.

Mas nem todo mundo está feliz com o fim do (des)governo. Os chargistas da Grafar, em setembro de 2009 deixaram claro que vão lamentar como poucos a saída da Yeda do Piratini. Afinal, nunca foi tão fácil fazer piadas sobre um governante no Rio Grande do Sul. Se o Hermes da Fonseca foi um dos presidentes mais satirizados da história do Brasil, sem dúvida alguma a Yeda detém tal honra a nível estadual.

Pensando em divertir minha meia dúzia de leitores logo depois que a Yeda sair, me veio a ideia de fazer uma “retrospectiva” destes quatro bizarros anos. Para não me perder, comecei pelo Kayser, e seguindo uma ordem cronológica a partir do que ele desenhou e postou no blog dele antes mesmo da Yeda ser eleita, em outubro de 2006. Parei no início de maio de 2007, depois de já ter selecionado vinte e seis charges.

Se só do Kayser escolhi 26 charges num período de pouco mais de sete meses, imaginem quantas faltam até os dias atuais? Depois lembrei que ainda teria de fazer a seleção do Bier, do Eugênio, do Hals, do Santiago… Pois é, a retrospectiva ficaria imensa. E isso que desconsiderei as charges que poderão ser feitas até 31 de dezembro, pois como nos restam vinte dias de Yeda no Piratini, nesse tempo ainda pode acontecer algo digno de ser satirizado.

Deixo então uma sugestão aos cartunistas: uma retrospectiva do (des)governo Yeda baseada em charges. Acho mais fácil que a seleção seja feita por quem desenhou, pois eles lembrarão as que consideram as suas melhores, que sintetizam de forma muito bem-humorada o que foram estes quatro anos para o Rio Grande.

Mas para além da retrospectiva, é imporante que se monte um arquivo das charges sobre o (des)governo – seria um acervo riquíssimo, e uma mão na roda para os historiadores no futuro. Afinal, elas propiciarão uma visão muito mais correta sobre este período do que a “grande mídia” guasca.

Bom humor: melhor forma de resistência

A turma que está no governo – e a maioria da sociedade gaúcha, que elegeu esse pessoal – é extremamente mau-humorada. Afinal, é direitosa (direitista + raivosa).

Assim, a melhor maneira de resistir a tudo o que vem acontecendo – corrupção, mídia mentirosa, Coronel Mendes – é rir. Enquanto eles espumam de raiva, nós mantemos nosso bom humor: isso deixa eles ainda mais espumantes, e dá mais inspiração para debocharmos deles!

Bier:

Eugênio Neves:

Kayser: