Incerteza

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Fog

“Por quê?”, perguntava a si mesmo. Não sabia definir o que lhe atraía em Carolina. Não era apenas o fato dela ser uma mulher bonita, afinal, conhecia várias e nenhuma o atraía da mesma forma, nem mesmo aquelas com quem já se relacionara.

Eram duas personalidades bastante distintas. Ele, mais introvertido e “caseiro”, de vez em quando gostava de sair para encontrar os amigos, mas não era surpresa alguma telefonar-lhe num sábado à noite e encontrá-lo em casa, lendo. Já ela, ao contrário, era extrovertida e saía bastante à noite; também gostava de ler, é verdade, mas deixava para fazê-lo durante a semana, pois sexta e sábado eram reservados para a diversão. E havia mais diferenças. Ela tinha gatos, e ele um cachorro. Na Europa ela gostaria de conhecer Roma, e ele sonhava com Berlim. Nem no futebol concordavam: torciam para clubes rivais.

Pensava o tempo todo nas diferenças, tentando esquecer os olhos de Carolina. “Um olhar define tudo”, ele pensava. E não conseguia entrelaçar-se com o dela. Eram olhos que não se conectavam, desviavam-se antes do contato. Tinha certeza de que não havia futuro possível ali.

Porém, ainda assim, não conseguia convencer-se. Havia algo mais, maior, que impedia o fim daquele encantamento aparentemente sem sentido.

Lembrou-se que nunca discutira com ela, mesmo com tantas diferenças. Diversas vezes discordavam, e bastante. Mas jamais a ponto de brigarem.

A personalidade forte de Carolina o atraía e, também, o afastava. Ela não dizia meias palavras. Assim como, certamente, não daria meios olhares. E lembrou-se, novamente, de nunca terem conectado-se os olhos. Não havia motivos para insistir. Com tantas diferenças, o que serviria como fator de união?

Tais questionamentos o impediam de dormir naquela noite de sexta-feira. E também não tinha ideia do que acontecera após deixar o bar. Quem era aquela pessoa, que se apresentava como professora? Que exame seria aquele, no qual Marina fora reprovada? Era tudo tão sem sentido, que parecia um sonho maluco. Teria sido efeito do gás lacrimogêneo?

Mas a pergunta mais importante, para a qual não conseguia encontrar resposta, era quanto ao paradeiro de Carolina. Teria ela se juntado aos manifestantes? Será que não acontecera algo de grave?

Tudo era uma grande incerteza, que começou a se dissipar pela manhã, quando ele leu as notícias na internet.

(Continua)

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Discussão religiosa

Algo que a vida me ensinou: nunca se meta a discutir religião. Nunca. Jamais.

A probabilidade de conseguir mudar a opinião da outra pessoa tende a zero. Não creio na existência de algum Deus. Se ela acredita, não será numa simples conversa que mudará de ideia.

Minhas convicções nem sempre foram as de hoje. E não passei a defendê-las após uma conversa de bar ou após a janta. O que nos leva à mudança, cada vez mais creio, é a leitura. Coisa nada simples, que não se faz “numa sentada”.

Obviamente é bom ir a um bar trocar ideias. E reparem no termo: “trocar ideias”. Pedir opiniões. Ir sem muitas certezas, a não ser que estas sejam muito bem fundamentadas. Então é bom estar pronto para defendê-las, de preferência indicando leituras à outra pessoa. Melhor do que querer, na marra, “ganhar o debate” já na mesa do bar.

Agora, sobre as religiões já dei várias vezes minha opinião: não gosto de nenhuma. Vale a pena debater, “brigar”, é pelo Estado laico, de forma a que ninguém tenha sua liberdade tolhida por conta de questões religiosas. Agora, discutir se existe ou não algum deus, é algo que não leva a lugar algum: de forma semelhante às minhas convicções, minha fé foi embora por meio da leitura. Não serão duas horas num bar que farão ela voltar – ou farão meu interlocutor tornar-se ateu. Melhor indicar-lhe bons livros.

Vazio

Amava secretamente Carolina, que o convidou para ir a um bar naquele sábado juntamente com sua amiga Marina.

Certa hora, Carolina sumiu. Pensou que ela fora embora, mas quando olhou para o lado a viu deitada no chão do bar, dormindo. “Ela tem trabalhado demais, deve estar cansada”, pensou.

Foi embora cedo, deixando Carolina e Marina no bar. Porém, decidiu voltar e encontrá-las, ainda mais depois de ouvir, na rua, que a tropa de choque fora chamada.

Chegando ao local, a confusão já estava estabelecida. A polícia jogava bombas de gás lacrimogêneo na multidão, que corria para todos os lados. Membros de torcidas organizadas respondiam com paus e pedras. Desesperado, procurou Marina e, principalmente, Carolina em meio ao caos. Mas não as encontrou.

Depois de um tempo, enfim, viu Marina, que parecia chorar. Aproximou-se dela e uma mulher, que a acompanhava, se apresentou como sua professora. “Ela foi reprovada no exame”, disse a mulher. Querendo saber onde estava Carolina, tentou falar com Marina, que não quis parar e seguiu em frente, em passo acelerado.

Então seguiu vagando, vazio, pelas ruas já vazias.

“Efeito colateral” não me serve

Eventualmente, após o expediente, no caminho de casa paro em um bar, peço uma cerveja e uma torrada, e fico ali, refletindo. Não faço isso todos os dias, nem mesmo todas as semanas, mas a “tradição” vem de dois anos atrás, de forma que os garçons não só me conhecem como também sabem exatamente o que vou pedir. E até hoje, jamais pedi a segunda cerveja a cada parada, pouco importando a pressa ou o calor.

Fiz isso no final da tarde da quarta-feira. Na mesa ao lado, estava um grupo de pessoas discutindo política – mais especificamente, a repressão policial às manifestações de junho. Notei que as opiniões não coincidiam: havia os que criticavam a ação policial por atingir pessoas que não praticavam vandalismo, e outros que defendiam porque “na hora não tem como distinguir”.

Quando estava quase indo embora, um dos caras começou a falar sobre a ação do Bope na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, que deixou nove mortos entre os dias 24 e 25 de junho. Ele falou sobre as mortes e as críticas sofridas pelos policiais devido às mortes, em especial de pessoas que não tinham nenhuma ligação com grupos criminosos. Segundo o cara, tratava-se de “efeito colateral”, pois se, supondo, um inocente havia morrido, a morte de oito “bandidos” resultou em muitas vidas inocentes poupadas. Dessa forma, estaria justificado o crime cometido pelo Bope.

Sim, crime. Pois se matar é um ato criminoso, isso vale também para a polícia. Ela é o “braço armado” do Estado, tem a função de nos proteger. E essa história de “matar um para salvar dez” não me serve. É fácil acreditar que dessa forma a polícia protege inocentes de serem mortos por criminosos, simplesmente ignorando que ela assassina muitos outros. Se é para realmente proteger, não pode matar, ponto. (A não ser em legítima defesa, o problema é que aí ela provavelmente servirá de “justificativa” para inúmeras ações policiais criminosas: é capaz de argumentarem que pedras eram uma ameaça mortal a uma tropa armada com fuzis.)

Não cheguei a dizer ao cara a minha opinião, pois realmente já estava de saída. Não acompanhei o restante da discussão. De qualquer forma, fica registrado o que eu penso. Se estou doente, quero um remédio que me cure, e sempre procurarei escolher o que não me cause efeitos colaterais ou que eles sejam mínimos. Se um medicamento que causa sonolência é ruim, o que dizer de um que resulta em morte?

A vida é uma soma de insignificâncias

O avião é o meio de transporte mais seguro que existe. Mas ao mesmo tempo é também o mais apavorante para muitas pessoas. Afinal de contas, por mais que as estatísticas nos mostrem que morrer em um acidente de carro a caminho do aeroporto é mais fácil do que na aeronave, também sabemos que um erro do piloto pode ser fatal – ou seja, sentimos que nossas vidas está nas mãos de outra pessoa. Quando viajamos de carro, temos a ilusão de que está tudo sob controle: sim, uma ilusão, pois mesmo tomando todos os cuidados necessários quando se dirige, um outro motorista pode estar bêbado ao volante e na próxima curva nos acertar em cheio, de frente, sem que tenhamos tempo suficiente para desviar.

Acredito que tenha sido mais ou menos assim que o papo com o Alexandre Haubrich, do Jornalismo B, tenha tomado a direção que tomou quinta-feira passada, no Parangolé. Resumindo: somos resultados de escolhas que nós mesmos e outras pessoas fazemos. E que, por mais insignificantes que sejam aparentemente, definem o que será de nossas vidas a curto, médio, ou longo prazo. Continuar lendo

O novo Tutti Giorni

Na metade do ano, Porto Alegre perdeu um privilegiado ponto de encontro. O bar Tutti Giorni, que ficava na escadaria do Viaduto Otávio Rocha, teve de deixar o local devido a pendências com o condomínio. Fui ao Tutti na última terça-feira à noite em que ele funcionou, quando o Nani disse que o bar reabriria em outro local.

Pois já faz semanas que ele reabriu em seu novo endereço. Agora, está junto ao Viaduto dos Açorianos, lugar igualmente bacana, por ser junto a uma praça. E o melhor: abre à noite não mais apenas na terça.

A decoração que marcava o bar no antigo local também foi mantida. E o tradicional carreteiro continua a ser servido – foi ele o meu almoço da última terça.

O fim da melhor feijoada da escadaria do Viaduto Otávio Rocha

Fui pela primeira vez ao Tutti Giorni num final de tarde de verão em 2008. Aquelas mesas na escadaria do Viaduto Otávio Rocha me chamaram a atenção, e pensei no quão bacana seria tomar uma cerveja ali. Ainda mais que por ser um lugar alto, bate mais vento e assim se sente menos calor.

Quando tomei aquela primeira cerveja, descobri que não era apenas um bar num lugar privilegiado. O Nani falou dos pratos que costumava servir no almoço, com destaque para o tradicional carreteiro a R$ 1,99. Mas além disso, tinha uma deliciosa feijoada. E a decoração do Tutti, então, era sensacional: inúmeros desenhos, cartuns, e mesmo caricaturas do Nani, feitas pelos cartunistas da GRAFAR que haviam adquirido o hábito de se reunir no bar todas as terças-feiras à noite. Inclusive, o Tutti só funcionava à noite nas terças-feiras – exceto no verão, quando abria em mais noites de olho nos Rodrigos da vida, sedentos por uma cervejinha gelada (com direito à deliciosa uruguaia Zillertal).

Frequentei bastante o Tutti em 2008 e 2009, época em que o meu pai morava ali perto e também costumava ir bastante ao bar. Porém, no segundo semestre de 2009 meu pai se mudou e passei a andar menos pela região; além disso, foi a época de escrever meu trabalho de conclusão na faculdade, que me fazia pensar muito menos em cerveja e muito mais no prazo cada vez mais apertado. Assim, minha frequência diminuiu bastante.

Já sabia àquela altura que o Nani corria risco de perder o bar devido a pendências com o condomínio referentes a um período em que ele esteve em coma devido a um acidente de carro. Mas imaginava que tudo iria se resolver, e o “bar dos cartunistas” continuaria ali, animando uma das escadarias do viaduto da Borges todas as noites de terça-feira. Não conseguia pensar que, um dia, iria ao Tutti Giorni pela última vez.

Pois o dia chegou. Em breve, o Nani terá de entregar o ponto. Anteontem (uma terça-feira, óbvio), o Tutti Giorni abriu pela última vez à noite, e fiz questão de passar lá e tirar com o celular mesmo algumas fotos do bar que não terei mais como frequentar – a não ser que ele reabra em outro ponto, como torço que aconteça. Mas de qualquer forma, só resta lamentar pelo fim do espaço em um lugar tão bacana, que ajudava a escadaria do viaduto a não ser um lugar tão inseguro nas noites de terça-feira – os mesmos que devem estar celebrando o “fim do barulho” certamente sentirão falta do Tutti quando o entorno ficar pouco movimentado e, consequentemente, mais perigoso.

Vantagens da solitude

“Solitude”. Essa palavra soa estranha, desconhecida?

Ela refere-se a “estar só”. Mas a maioria das pessoas associa tal situação à palavra “solidão”, que é bastante negativa.

“Solitude” significa “estar só”, mas não com característica de “sofrimento”. Ou seja, estar só por livre e espontânea vontade, e não por falta de opção.

Óbvio que parece “desculpa de solitário”. Afinal, vivemos numa espécie de “ditadura da companhia”: há muitos lugares em que “pega mal” ir sozinho. Como um cinema, por exemplo. Até parece que a principal atração não é o filme, e sim, com quem se vai.

Eu já fui ao cinema sozinho mais de uma vez, e recomendo: posso escolher o filme que quero – se for ruim, ninguém vai reclamar da minha escolha, só eu lamentarei os reais gastos. Em compensação, já assisti a muita bomba só por causa das companhias. A última vez que me submeti a isso foi há bastante tempo, quando fui com uma turma – e estava a fim de uma das gurias… Assistimos a uma “comédia romântica”: era uma porcaria de filme (óbvio, né?), e também não consegui nada com a moça (bem feito!).

Até já tomei cerveja num bar sozinho: tinha saído para dar uma volta e desestressar num final de semestre, o calor estava danado, passei na frente de um bar e não resisti; por que deixar de tomar a tão desejada cerveja só por estar sozinho na hora?

Porém, tem gente que prefere assistir um filme de merda, fazer coisas que detesta, só para não ficar sozinha – ou até deixar de ir a lugares que gosta só pela “falta de companhia”. Gente sem personalidade, que não aguenta a si mesma, mas quer que os outros o façam.

Assim como há quem entre em depressão porque “os amigos estão namorando”, ou porque em junho tem o dia dos namorados e aí só se fala de amor na televisão. Alguns, para compensar, resolvem comer. Bom, se é para engordar, então aproveite para saborear aquela pizza dos deuses chamada ALHO E ÓLEO, pois ninguém irá reclamar de seu “bafo”!

Porto Alegre não precisa do Pontal

Ao invés de falar sobre o Pontal do ponto de vista ambiental e também urbano, dessa vez decidi escrever a respeito de outro aspecto: o turismo.

Hoje passei a tarde com os amigos Adriana, Mario e Paulo – que são também colegas da UFRGS. Após um ótimo almoço, fomos para a Zona Sul, onde tomamos uma cervejinha num bar da Avenida Guaíba, mesa ao ar livre, com direito à vista da bela paisagem formada pelo Rio Guaíba e os morros às suas margens. Excelente programa para uma tarde espetacular de outono.

Isso me fez pensar e ter ainda mais convicção: é preciso ser muito tosco para achar que Porto Alegre precisa do Pontal do Estaleiro para atrair turistas. Afinal, nossa cidade já tem lugares sensacionais, só que desconhecidos por muita gente. Ou até conhecidos mas inseguros, como o mirante do Morro Santa Tereza, de onde se descortina uma vista belíssima da cidade.

Os pontaleiros dizem que “não há o que indicar para os turistas verem em Porto Alegre”. Dizem isso por desconhecerem a cidade em que moram! Por acreditarem que devemos todos seguir regras preestabelecidas, construídas em outros contextos: “eles criam, nós copiamos”.

Penso que o mais legal de se conhecer em uma cidade que se visita – e mesmo na que se mora – são as suas peculiaridades. Nada é “atração turística” no exato momento em que surge. Já ouvi falar que a Torre Eiffel foi considerada “feia” quando concluída em 1889, mas tornou-se um símbolo de Paris (e da própria França), a ponto de se dizer que “quem vai a Paris e não visita a Torre Eiffel, é como se não tivesse estado em Paris”. E por que aquela torre tornou-se tão famosa? Não é simplesmente por oferecer uma vista panorâmica da cidade, e sim, porque ela só existe lá. Se existissem cópias da Torre Eiffel em várias partes do mundo, obviamente as pessoas de posses (que os pontaleiros acham que deixariam muito dinheiro em Porto Alegre por causa do Pontal) continuariam indo a Paris para visitarem a original e desfrutarem das outras atrações da capital francesa.

Logo, como eu disse, é tosquice achar que, como em um passe de mágica, Porto Alegre se tornará “turística” com edifícios na orla do Guaíba. A cidade não precisa disso. Ainda mais que orla cheia de prédios há em diversos lugares, como Camboriú ou Rio de Janeiro. E, como eu disse, quem tem dinheiro para viajar ao Rio, não vai trocar por Porto Alegre – ainda mais que o Rio tem praia onde se pode tomar banho (no Guaíba não dá graças à poluição gerada pelo “progresso”) e muito mais.

Os porto-alegrenses precisam parar com essa mania de acharem que a cidade “não é atrativa”, e passarem a mostrar o que ela (e só ela) tem de bacana.

Papo de bar

O meu grande amigo Diego Rodrigues, mestrando em Economia pela UFJF, passa as férias de julho aqui no Rio Grande do Sul, visitando família e amigos. Na noite dessa quarta, assim como na semana passada e como antes dele ir para Minas Gerais, fomos tomar cerveja.

Lembramos, com saudade, de como acreditávamos na política até relativamente pouco tempo atrás, quando defendíamos o PT com unhas e dentes. Comentei que a campanha eleitoral de 2004 foi a última na qual eu saí para a rua de bandeira do PT na mão – e ainda assim, com um certo constrangimento. Depois do mensalão, não tomei mais coragem. Na campanha de 2006, o máximo que fiz foi usar adesivo do Olívio.

Quando o Olívio foi eleito, em 1998, eu brigava por causa de política. Estudava no Colégio São Pedro, particular, e apesar de boa parte dos colegas apoiarem – ou mesmo votarem, já que alguns, como eu, já tinham título eleitoral – o PT, havia também muitos anti-petistas. Lembro que certa vez um deles me chamou de “comunista” com a intenção de me xingar, mas eu, claro, agradeci – ser chamado de “comunista” é para mim um elogio!

O que mais dói na situação atual, quando não acredito em nenhum partido, não é simplesmente tal fato. O mais triste é saber que aqueles que há 10 anos atrás já eram “anti-PT” devem ter saltado de alegria com a divulgação das notícias sobre corrupção no PT. Afinal, assim o PT se igualava aos partidos que tanto criticara.

Sim, os conformistas que se limitam a serem “anti” certamente vibraram de alegria com a destruição do sonho de muitos petistas. Eles achavam (e continuam achando, é claro) que as pessoas não podem ter o direito de desejarem um país, um mundo melhor. O PT simbolizava, àquela época, tal utopia – que hoje não vejo encarnada em partido algum.

A utopia dos conformistas que são “anti” (e de cada vez mais gente de classe média) é ter um emprego, ser um dito cidadão respeitável, ganhar quatro mil reais por mês, ter $uce$$o na vida (seja lá qual for a carreira) e comprar um carro do ano…

Aquela famosa música do Raul Seixas que fala disso é dos anos 70, mas continua atual. Na verdade, cada vez mais atual.

Em breve (o mais breve possível), voltarei ao assunto.