Quem tem um amigo desses, não precisa de inimigo…

Traduzindo: FORA JOBIM!

Charge do Kayser

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Classe Média Way of Life

Sem dúvida alguma, foi a novidade mais genial da blogosfera em 2009. O blog Classe Média Way of Life faz uma sátira do setor mais reacionário (literal e ironicamente, em média) da sociedade brasileira.

É um assunto que já foi tema de posts aqui e em outros blogs. Inclusive procuro diferenciar “ortograficamente” a classe média (formada por pessoas que não podem ser consideradas pobres mas ao mesmo tempo também não são ricas – como é o meu caso) da classe mérdia, que é formada por pessoas de classe média mas que são ultra-reacionárias, individualistas, conformistas, têm pavor de pobre e costumam bajular – e muito – os “ricos e famosos”, na esperança de receberem uma migalha de “reconhecimento” deles. E é justamente esse o tipo de pessoa retratado pelo Classe Média Way of Life.

Se eu já falei disso em um post (e bem por cima além de tudo), o Classe Média Way of Life tem um mérito: transformar algo aparentemente simples em um blog temático, com vários posts. E o melhor de tudo – que é justamente o detalhe que o faz genial – é a ironia do autor, Pierre do Brasil, em cada uma das “dicas” para agir como a classe média brasileira. Pois o blog é escrito justamente como um “manual de instruções” – que, pasmem, é “seguido à risca” por muita gente que conheço.

Claro que as pessoas que “seguem” todas as “dicas” se manifestam. E não é com palavras amistosas. Sinal de que o blog está cumprindo um de seus objetivos: através do humor, criticar a mentalidade de boa parte da classe média. A prova de que a crítica é bem feita, são os xingamentos: o “médio-classista padrão” não costuma ter senso de humor e nem aceitar alguma crítica a seu modo de pensar e agir. Nem aceitam que alguém que seja de classe média faça alguma crítica à própria classe média. Acham que é “ofensa”.

Uma prova de que o blog não é “ofensivo à classe média” porra nenhuma é que eu sou de classe média e não me sinto ofendido. O chapéu não me serve, diferentemente de quem deixa comentários “tipicamente médio-classistas”. Fica a esperança de que depois de um xingamento padrão (“Vai trabalhar!”, “Petralha vagabundo” etc.) surja quem sabe alguma reflexão nas cabeças dessas pessoas.