Meus jogos no Olímpico Monumental: 1997

Campeão brasileiro de 1996, o Grêmio começou 1997 em alta. Tinha uma Libertadores para disputar, na qual era um dos candidatos ao título. A torcida sonhava com o retorno a Tóquio, para conquistar a taça perdida para o Ajax em 1995.

Porém, já eram outros tempos, embora não parecessem. Dois nomes já não estavam mais presentes no Grêmio: Fábio Koff deixara a presidência, passando o cargo para seu vice de futebol, Luiz Carlos Silveira Martins (Cacalo); no banco, saiu Luiz Felipe Scolari e entrou Evaristo de Macedo, que à frente do Atlético-PR fez grande campanha no Campeonato Brasileiro de 1996. As mudanças não preocupavam a torcida, havia confiança no novo presidente e no novo técnico.

E no começo, realmente as coisas deram certo: no primeiro semestre o Grêmio conquistou sua terceira Copa do Brasil, de forma invicta. Mas dali em diante a coisa degringolou: entre junho e julho o time passou 14 jogos sem vencer, e nessa lista constavam as finais do Campeonato Gaúcho, contra o Inter. A campanha do Grêmio no Campeonato Brasileiro de 1997 (no qual defendia o título) esteve longe de ser a pior de sua história, mas foi marcada por goleadas constrangedoras, como os 6 a 0 para o Goiás no Serra Dourada, logo na segunda rodada.

Isso teve influência no meu número de presenças no Olímpico naquele ano: só fui a seis jogos, cinco deles no primeiro semestre. Não era sócio e precisava comprar ingresso: apesar de que naquela época não era absurdamente caro como hoje, a má campanha no Campeonato Brasileiro desanimou. Curiosamente, foi por ter ido a poucos jogos que 1997 foi um dos poucos anos em que o Grêmio não perdeu nenhuma vez quando estive no estádio (escapei de duas derrotas – aliás, de duas goleadas – por deixar de ir ao Olímpico na última hora).

14. Grêmio 2 x 0 Alianza Lima (Taça Libertadores da América, 21 de março)

Foi minha estreia em Libertadores, pois não tinha ido a nenhum jogo na edição de 1996. O Grêmio, como já disse, começara bem o ano, mas entrou em campo contra o Alianza Lima pressionado por ter perdido as duas partidas anteriores pela Libertadores, para o Sporting Cristal em Lima e para o Cruzeiro em pleno Olímpico, na semana anterior. A vitória por 2 a 0 garantiu a classificação gremista, e diminuiu a impaciência de alguns torcedores com Evaristo de Macedo.

15. Grêmio 2 x 0 Vitória (Copa do Brasil, 18 de abril)

Nova estreia: desta vez, ia pela primeira vez a um jogo de Copa do Brasil. O Grêmio já eliminara Fortaleza e Portuguesa, e agora encarava o Vitória para tentar ir, mais uma vez, à semifinal. Em um grande jogo, o Grêmio fez 2 a 0 (gols de Paulo Nunes e Goiano) e ficou em situação confortável para a partida de volta, em Salvador.

16. Grêmio 5 x 0 Santa Cruz (Campeonato Gaúcho, 27 de abril)

O Santa Cruz voltava à primeira divisão do Gauchão, e logo de cara teve de encarar o Grêmio no Olímpico… Põe azar nisso.

17. Grêmio 0 x 0 Flamengo (Copa do Brasil, 20 de maio)

O calendário do futebol brasileiro é um caos, mas 15 anos atrás conseguia ser ainda pior. Como o Grêmio jogava a Libertadores e a Copa do Brasil ao mesmo tempo, faltava data para tantas partidas.

A solução, no caso da Copa do Brasil, foi jogar as duas partidas da final em um intervalo de 48 horas. Na noite de 20 de maio, Grêmio e Flamengo entraram em campo no Olímpico; dali a dois dias o título seria definido no Maracanã.

Ficou no 0 a 0, após um jogo com grandes chances para os dois times. Um resultado que seria ruim para o Grêmio, não fosse o “saldo qualificado”: qualquer empate com gols serviria no Maracanã. E foi exatamente assim que o Grêmio ganhou a Copa do Brasil pela terceira vez, e obteve o curioso feito de estar disputando uma Libertadores (seria eliminado no começo de junho) e já ter vaga garantida na edição seguinte.

18. Grêmio 2 (9) x 2 (8) Brasil de Pelotas (Campeonato Gaúcho, 21 de junho)

Naquela tarde, Grêmio e Brasil de Pelotas decidiam o primeiro finalista do Campeonato Gaúcho. O primeiro jogo acabara em 1 a 1, e como não havia saldo qualificado, os dois times precisavam vencer, e novo empate levaria para a prorrogação e, depois, aos pênaltis.

E foi o que acabou acontecendo, após uma partida muito disputada. O Grêmio fez 1 a 0 com Maurício, só que ainda no primeiro tempo perdeu Mauro Galvão, em confusão que também resultou em um expulso do Xavante. No início do segundo tempo o Brasil empatou, mas logo depois Maurício, de novo, pôs o Tricolor em vantagem. O Grêmio ainda teria boas oportunidades de definir a partida, mas após desperdiçá-las sofreu o castigo no final do jogo: 2 a 2. Na prorrogação, não houve gols, e a vaga na final só foi definida após 22 cobranças de pênalti (11 para cada lado).

Maurício, autor dos dois gols, era um atacante que o Grêmio contratara em abril ou maio, já contestado pela torcida devido a seus gols perdidos. Contra o Brasil, teve uma de suas melhores atuações com a camisa do Tricolor. Só que falou bobagem ao ser entrevistado (infelizmente não achei vídeo): “esses gols são para calar a boca da torcida”. A entrevista foi ao ar, e não lembro de ter visto Maurício vestir novamente a camisa do Grêmio…

19. Grêmio 2 x 2 Bahia (Campeonato Brasileiro, 14 de setembro)

Após o péssimo começo no Campeonato Brasileiro (quando Evaristo de Macedo foi demitido e substituído por Hélio dos Anjos, que não deixou saudade nenhuma), o Grêmio começava a esboçar uma reação. Uma semana antes de enfrentar o Bahia, vencera o Vasco (que seria o campeão de 1997) por 3 a 1. Logo, seria barbada derrotar um time que brigava para não cair, certo?

Errado. O Grêmio chegou a abrir 2 a 0, gols do recém-contratado Beto. Mas após ter dois jogadores expulsos, cedeu o empate ao Bahia – que, ao final do campeonato, acabou rebaixado para a Série B.

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Estatísticas de 1997:

  • Jogos: 6
  • Vitórias: 3
  • Empates: 3
  • Derrotas: 0
  • Gols marcados: 13
  • Gols sofridos: 4
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O milésimo gol ninguém esquece. E o primeiro também…

Em novembro de 1969, os fãs de futebol aguardavam ansiosamente o milésimo gol de Pelé. Divergências de números a parte, o Rei comemorou pela 999ª vez contra o Botafogo da Paraíba, quando o Santos venceu por 3 a 0. Na partida seguinte, o Peixe foi à Fonte Nova enfrentar o Bahia, e o estádio estava lotado por conta da possibilidade de que o milésimo saísse em Salvador. Não aconteceu: em um dos lances de gol, o zagueiro Nildo tirou a bola de cima da linha; diz-se que a torcida vaiou intensamente o jogador, informação contestada pelos baianos, que dizem que a torcida do Bahia jamais apuparia seu próprio time.

O gol 1000, enfim, aconteceu no dia 19 de novembro, no Maracanã: de pênalti, Pelé venceu o goleiro Edgardo Andrada, do Vasco. E o campo foi invadido.

De forma semelhante saiu o 1000º gol de Romário, segundo as contas dele. No dia 20 de maio de 2007, contra o Sport Recife, o Baixinho atingiu a marca histórica ao vencer o goleiro Magrão, em cobrança de pênalti. E novamente, invasão de campo.

Coisas da vida de artilheiro. Bem diferente do que passa quem não tem o “faro do gol”. Meu caso: teve uma época em que eu jogava todos os sábados com meus amigos, e por ser muito ruim, sempre sobrava para mim a árdua tarefa de ser goleiro. Então eu me notabilizava mais por levar gols (alguns bizarros ao extremo), do que por marcá-los. O dia em que finalmente consegui balançar a rede, todo mundo que estava jogando (até os adversários) veio me abraçar…

E se engana quem pensa que isso só acontece em peladas de amigos. O lateral-direito Tony Hibbert, do Everton, joga no clube inglês há 12 anos, e até esta semana jamais marcara um gol com a camisa do time. Pois em um amistoso de pré-temporada contra o AEK, da Grécia, finalmente ele mandou a bola para as redes. Não teve outra: o campo foi invadido pela torcida enlouquecida, que quis comemorar junto com Hibbert.

Vai ao Nordeste? Leve um casaco…

Navegando pelo Facebook uma noite dessas, vi muitos dos meus contatos reclamando do frio. Obviamente não compartilhei nem curti nada disso, pois não sinto nenhuma saudade do “calor de desmaiar Batista” que fez por aqui no último verão (bom mesmo seria se tivéssemos um “equilíbrio” o ano todo, pena que isso não existe em nossa “grenalizada” Porto Alegre).

Porém, o mais interessante foi uma foto de um termômetro (aliás, nada mais típico dessa época no Facebook do que as fotos de termômetros mostrando o quanto faz frio em algum lugar), marcando 7°C, e na legenda: TRIUNFO, UMA BELEZA. Um gaúcho que vê a imagem logo pensará que se trata da cidade próxima a Porto Alegre – e até estranhando que alguém destaque uma temperatura de 7°C, visto que já registros bem mais baixos neste inverno.

Porém, o estranhamento continua, mas de forma diferente, quando se vê que a Triunfo da foto não é gaúcha, e sim, pernambucana. Trata-se da cidade mais alta de Pernambuco, a mais de mil metros acima do nível do mar, o que resulta em um clima bastante ameno, e com noites até mesmo frias durante o inverno. E, por mais incrível que possa parecer, no verão se passa mais calor em Porto Alegre do que na cidade do sertão pernambucano: basta comparar as temperaturas médias das duas cidades.

Mas se o leitor acha que Triunfo é um caso isolado, está bastante enganado. Há outras cidades no Nordeste onde é perfeitamente compreensível que uma mãe peça ao filho para levar um casaco “porque pode esfriar”. A pernambucana Garanhuns, que foi oficialmente a terra natal de Lula até o desmembramento do município de Caetés, tem um clima até mais ameno do que Triunfo e igualmente um verão com menos calor que em Porto Alegre; no inverno (que pode ter madrugadas com temperaturas abaixo de 10°C), realiza há vários anos um festival que atrai muitos turistas à cidade. E no momento em que escrevo (meia-noite), o CPTEC registra 15°C na capital gaúcha e 13°C em Vitória da Conquista, no sul da Bahia.

Assim, fica a dica a quem quer desesperadamente viajar para o Nordeste para não sentir frio durante o inverno: na dúvida, é melhor levar um casaco…

Perigoso precedente

O zagueiro Bolívar, do Inter, recebeu uma punição inédita por parte do STJD. Após entrada criminosa que rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo do lateral-esquerdo Dodô, do Bahia, o colorado ficará suspenso por no mínimo quatro jogos. Além destes, também estará proibido de jogar pelo mesmo período em que Dodô não puder entrar em campo devido à lesão.

Aparentemente, é uma punição exemplar. Porém, abre um perigoso precedente: agora, qualquer jogador que se machucar em uma dividida poderá provocar punição do mesmo tipo ao adversário, mesmo que ele não seja o culpado pela lesão.

Suponhamos que um atleta tenha problema no ombro, que inclusive já seja de conhecimento do departamento médico de seu clube. Aí um dia, num lance “ombro a ombro” (que pode até ser faltoso, mas é das jogadas mais normais no futebol), ele desloca a clavícula. O adversário é culpado? Não, pois o lesionado poderia se machucar em outro lance, talvez até mesmo sozinho. Sem contar que teríamos de partir do pressuposto de que o “agressor” sabia do problema do jogador adversário, e assim a “jogada de corpo” teria tido a intenção de machucar seu oponente.

Obviamente a minha hipótese não se aplica a Bolívar: sua entrada foi maldosa, merecedora de uma punição severa. Seis meses, um ano talvez, um longo tempo afastado dos gramados (até se levando em conta o período estimado para a recuperação de Dodô). E poderiam ser incluídos na pena os custos do tratamento.

Mas, que seja por um tempo definido. Pois caso Dodô machuque sozinho o mesmo joelho no futuro, como definir se a culpa ainda é de Bolívar? Aliás, mesmo caso do hipotético jogador com problema no ombro: se logo após voltar a jogar ele novamente deslocar a clavícula, a tendência será culpar o “responsável” por sua primeira lesão (mesmo que talvez nem na primeira ele seja culpado!).

A maior tradição do futebol brasileiro

Engana-se quem pensa que vou falar de “futebol-arte” e coisa parecida. Pois isso nem é exclusividade do Brasil: se o que Maradona jogava (e agora Messi joga) não se encaixa nesse conceito de “arte” do qual falam tantos opinistas, não sei mais o que é “futebol bonito”.

A maior tradição do futebol brasileiro chama-se politicagem. Nisso sim, somos inigualáveis. Tanto que, depois de relativa calma nos últimos anos, os clubes trataram de lembrar “os velhos tempos”, com o racha no Clube dos 13 e a possibilidade de acertos em separado com duas emissoras de televisão para a transmissão do Campeonato Brasileiro de 2012 (fim do mundo?) em diante. (E o Grêmio vai negociar diretamente com a Globo, ou seja, provavelmente ainda teremos por um bom tempo os jogos no maldito horário das 21h50min, sem contar que se manterá o monopólio “global”; e além de tudo, isso poderá ser muito prejudicial ao Tricolor, com clubes do eixo Rio-São Paulo recebendo mais que o Grêmio numa proporção muito superior à da atualidade.)

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Renato Portaluppi

Eu não era favorável à contratação de Renato Portaluppi para treinar o Grêmio. Ainda não o acho um bom treinador.

Todos lembram que o Fluminense foi campeão da Copa do Brasil de 2007 e vice da Libertadores de 2008 com Renato na casamata. Mas depois da derrota na decisão contra a LDU, o Flu, que já estava mal no Campeonato Brasileiro, continuou mal. Renato não conseguiu fazer o time reagir e acabou demitido para, ao final do ano, assumir o Vasco que desabou para a Série B. Em 2009, Renato voltou ao Tricolor carioca, que estava ainda pior que em 2008, e não durou muito tempo – no final, foi Cuca (com uma boa ajuda de Fred, é verdade) que conseguiu “a la Grêmio 2003″ manter o Fluminense na elite.

Renato é o maior ídolo da torcida do Grêmio – ai é que está o problema. É amado até por aqueles gremistas cujos pais sequer se conheciam no glorioso 11 de dezembro de 1983. Ao assumir a casamata tricolor, Renato arrisca sua condição de “deus”, para tornar-se, em caso de uma sequência de maus resultados, o “burro”.

Mas, ao mesmo tempo, também pensei em algo: Renato poderia muito bem ter optado por permanecer no Bahia, onde ele não tem “um passado a prezar” (já que sua história lá se restringe a 2010 – no Tricolor baiano a única pressão se deveria ao fato de um clube com tanta tradição e uma torcida apaixonada estar há tanto tempo longe da Série A) e também está sempre perto da praia – que ele tanto gosta -, ainda mais numa cidade como Salvador, onde é verão o ano inteiro. Mas aceitou vir para Porto Alegre, no inverno (que para mim está no mesmo nível de idolatria que Renato, mas sei que muita gente pensa diferente…), para tirar seu clube do coração da má fase que enfrenta. Renato sabe que corre o risco de ser chamado de “burro” pela mesma torcida que tanto o idolatra, caso não dê certo.

Isso quer dizer então que Renato terá sucesso no Grêmio? Claro que não – é preciso esperar para ver. Mas ele demonstrou que não teme o risco de “manchar” sua gloriosa história no Tricolor.

E, se eu acho que Renato não deveria ser contratado devido ao que escrevi no começo do post, ao mesmo tempo espero, em dezembro, ser esculachado por conta dessas mesmas linhas, devido à reação do Grêmio no Campeonato Brasileiro e ao possível título da Copa Sul-Americana – afinal, quem é gremista torce para que o Grêmio ganhe sempre, e não para que tudo dê errado apenas por não gostar de determinado dirigente ou para não ter de dar o braço a torcer.

Dá-lhe, Renato!

As curtas “férias” do blog

Já houve “não-férias” da mesma duração – principalmente em épocas de correria. Desde sua criação, em 14 de maio de 2007, o blog jamais teve “férias” propriamente ditas, pois o Carnaval de 2009 fez com que parasse tanto tempo quanto no fim de maio de 2008, quando eu tinha de terminar um artigo para a faculdade.

A parada se deveu a uma curta viagem para a praia de Araçá, um pouco depois de Capão da Canoa (mas pertencente ao mesmo município), onde não tive acesso à internet (e não seriam três dias sem computador que me entediariam). Como é típico do litoral gaúcho, teve vento, areia e água gelada. Além de chuva, trânsito caótico (afinal, boa parte de Porto Alegre se muda…), cerveja e carteado. Somei também o War à lista.

E nada de Carnaval: a única folia que me atrai é a de Pernambuco – por curiosidade, pois nunca fui mas acredito que deva ser divertido. Por mais que falem maravilhas do Carnaval da Bahia, eu jamais gastaria meu dinheiro para ir ver trios elétricos e cantoras de cabelos diferentes mas de vozes iguais. E não tenho saco para passar uma noite assistindo desfile de escolas de samba: o que eu gosto mais é de acompanhar a apuração.

Mas o que mais me chamou a atenção no feriado foi a especulação imobiliária, que está a todo vapor no Litoral Norte. Já há diversos condomínios fechados prontos, e mais uma porrada em construção.

O que muitos vêem como “progresso do Litoral Norte”, me passa a impressão de um retorno no tempo; para ser mais preciso, à Idade Média. Diversas cidades cercadas por muralhas (com direito à cerca eletrificada no alto, na versão do século XXI), que servem para dar a famosa “sensação de segurança”. Mas que claramente servem para manter do lado de fora, “invisíveis”, não apenas os “bandidos”: no retorno para casa, vi de um lado da Estrada do Mar uma muralha, e do outro, uma favela. Cujos moradores provavelmente serão expulsos com a valorização da região.

As próximas “férias” do blog talvez durem apenas um fim-de-semana (menores que muitas “não-férias”). Quero ir ao litoral no inverno, não só pela curiosidade de ver a praia vazia no frio, mas também para ter uma idéia melhor de como é a vida real na região – o verão engana.

Você conhece o Disco?

Mais uma da série “times dos pesadelos”.

O blog do Torero promoveu, no início de 2007, a “Copa dos Pesadelos”. Era um contraponto à “Copa dos Sonhos” promovida pelo Juca Kfouri. Foram 16 times, formados pela nata da ruindade. O sistema era o “morre-morre”: quem vencesse, caía fora – afinal, era para escolher o pior, e não o melhor…

Foi uma chance de lembrar lendas da perebice, como Tavarelli (titular também do meu Grêmio dos pesadelos), Maizena (titular de Inter e Cruzeiro – o regulamento permitia), Cocito (“o capitão da queda” do Grêmio em 2004), dentre muitos.

Também chamaram a atenção alguns jogadores que eu não conhecia mas cujas alcunhas eram de rolar de rir. Caso de Advaldo NBA, zagueiraço do Bahia que tinha 2 metros de altura e não sabia jogar futebol – provavelmente fora contratado para o time de basquete mas acabara no campo…

Mas ninguém conseguiu façanha maior do que um lateral-esquerdo do Sport, conhecido como… DISCO!!! Isso mesmo: DISCO!!!

O craque, que (literalmente) joga por música, entrou em campo na partida Sport x Bahia, pela primeira rodada da Copa dos Pesadelos, dia 21 de fevereiro. O Sport venceu, e por isso, foi eliminado. Mas, o destaque foi a atuação de Disco:

6´: Disco é arranhado por Darinta.
13´: Disco é novamente arranhado por Darinta. Desta vez, no lado B.
22’: Disco é lançado, mas no caminho é quebrado por Darinta!

Ao final do jogo, Disco foi premiado com um Motoradio. Não aceitou: o negócio dele é vitrola

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Caso eu tivesse jogado em qualquer um dos 16 clubes participantes da Copa dos Pesadelos, seria titularíssimo!