Campanha SENSACIONAL sobre acidentes de trânsito

Campanha da TAC (Transport Accident Commission), do Estado de Victoria, Austrália, veiculada no final de 2009. Talvez a melhor que eu já tenha visto: ao invés de se limitar ao “dirija com cuidado” (que muita gente esquece quando senta ao volante do carro) ou a mulheres conhecidas dizendo que não gostam de sair com homens que correm, mostra bem o sofrimento que um acidente impõe não só à sua vítima (quando sobrevive), como também a todos que a cercam e lhe querem bem. “Pesquei” lá no Apocalipse Motorizado.

Anúncios

As Copas que eu vi – Alemanha 2006

No final da tarde do dia 4 de setembro de 2005, me reuni com o meu amigo Diego Rodrigues para tomar cerveja e comer uns pastéis na pastelaria “República do Pastel”. O local, propriedade de um uruguaio, era ponto de encontro de orientales que vivem em Porto Alegre em dias de jogos da Celeste Olímpica. Caso daquele domingo, em que Uruguai e Colômbia se enfrentavam no Estádio Centenário, em Montevidéu, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2006, que se disputaria na Alemanha.

Naquele momento, eu nem imaginava que, em menos de seis meses, estaria no local que via pela televisão. Conversávamos sobre desilusões amorosas, e foi quando eu disse que “o amor é regido pela Lei de Murphy”. O Diego gostou tanto do que falei, que parou um garçom, pediu uma caneta emprestada e anotou a frase em um guardanapo que guardou consigo até o início de 2010, quando me repassou o que é um verdadeiro documento histórico.

Outra coisa que eu não imaginava, era que o Uruguai acabaria ficando fora da Copa. A vitória por 3 a 2 naquele jogo contra a Colômbia foi fundamental para a Celeste chegar à repescagem contra a Austrália, treinada por Guus Hiddink. Na primeira partida, em Montevidéu, 1 a 0 para o Uruguai. Quatro dias depois, em Sydney, 1 a 0 para os australianos nos 90 minutos. Na prorrogação, não foram marcados gols, e assim a decisão foi para os pênaltis. E a vitória foi dos Socceroos por 4 a 2: a Austrália voltava à Copa do Mundo depois de 32 anos – a última (e única) participação fora em 1974, ironicamente também na Alemanha (embora fosse apenas a Ocidental). Continuar lendo

As Copas que eu vi: Estados Unidos 1994

No ano letivo de 1993, como sempre acontecia, eu ia muito bem em todas as matérias. Na verdade, em quase todas as matérias: minhas notas em Educação Artística é que destoavam do resto. Comecei bem a 5ª série, com 9 no 1º bimestre, mas no 2º bimestre minhas notas começaram a decair – fruto do que considero uma certa implicância da professora, pois só com ela que fui mal, mesmo que jamais tenha desenhado bem – e cheguei ao último bimestre precisando de 6,5 para evitar o vexame de pegar recuperação. Não era uma tarefa das mais difíceis para quem tirava 10 em tudo, é verdade, mas eu não estava acostumado a uma situação daquelas; e além disso já tivera uma nota 6 no segundo bimestre (e 6,5 no terceiro). Mas consegui tirar 7, e obter a média final de 7,1: foi a única vez em todo o tempo de colégio (1989-1999) em que vibrei com uma aprovação (já que as outras nem tinham graça).

O leitor deve estar pensando: “tá, e o que isso tem a ver com futebol?”. A resposta é que pouco depois da notícia, comentei com um colega: “escapei da repescagem!”. Referência à situação vivida pela Argentina, que só se classificou para a Copa do Mundo de 1994 após vencer a Austrália na repescagem entre América do Sul e Oceania. Sinal dos tempos: eu já me interessava por futebol, graças a uma professora de Educação Física (cujo nome infelizmente esqueci) do Colégio Estadual Marechal Floriano Peixoto, que na segunda semana de aulas de 1993 praticamente me obrigou a jogar, pois não queria mais me ver parado – foi o bizarro episódio em que um colega inventou um gol que eu teria marcado no passado, que tenho certeza absoluta de jamais ter feito (lembro de ter marcado pela primeira vez no colégio na 6ª série, foi tão marcante que até o dia eu recordo: 19 de outubro de 1994).

Assim, o Mundial realizado nos Estados Unidos em 1994 não foi uma Copa qualquer, foi A Copa. A primeira que eu, mais que “dar bola”, curti aos montes. Isso após eu voltar a apenas observar meus colegas na Educação Física: no dia 14 de abril eu acordei com uma estranha dor de barriga que não passava, fui à aula de tarde e comecei a me sentir pior; voltei para casa, me deitei, e quando levantei novamente, não conseguia mais caminhar direito e ainda vomitei; minha mãe me levou ao médico e ele de cara deu o diagnóstico: apendicite – e a cirurgia teria de ser feita urgentemente. Uma semana depois, saí do hospital, mas com atestado médico me liberando da Educação Física. Eu queria jogar, mas não podia… Continuar lendo

Deserto verde

Ontem, 21 de setembro, foi o Dia Internacional de Combate às Monoculturas de Árvores. Aqui no Rio Grande do Sul, o plantio de vastas áreas com eucaliptos é alardeado pela mídia como a salvação da economia do Estado.

O eucalipto é uma árvore nativa da Austrália. Consegue sobreviver com pouca água, devido ao clima seco predominante naquele país. Por isso, em regiões mais úmidas, como o sul do Brasil e a região do Prata, tal árvore cresce muito rapidamente (o que faz da monocultura do eucalipto uma atividade extremamente lucrativa em pouco tempo e com pouca mão-de-obra), devido à água em abundância no solo. Porém, ela cobra um preço: consome toda a água do solo, fazendo nascentes secarem, o que já acontece no Uruguai.

Tudo isso para que tenhamos papel. A indústria papeleira é uma das mais agressivas ao meio ambiente. Não é a toa que a instalação de fábricas de celulose na margem uruguaia do Rio Uruguai, fronteira com a Argentina, provocou fortes reações até mesmo do governo argentino.

Sem contar toda a destruição de matas nativas para o plantio de eucaliptos. Troca-se uma árvore adaptada ao meio por uma que suga toda a água do solo.

O que podemos fazer diante disso? O mínimo, é consumir menos papel. Imprimir textos apenas se necessário. Se possível, usar papel reciclado, apesar dele ser caro – o papel comum, produzido em escala industrial, é muito mais barato.

Veja os vídeos abaixo. Os dois primeiros, são um documentário (em espanhol) do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (que lembra: boa parte do papel consumido no mundo é usado como folderes comerciais, ou seja, muito rapidamente vira lixo). E o terceiro, é uma campanha muito bem bolada da organização sul-africana Food & Trees for Africa.

Pequim 2008

Quando aconteciam os Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, as guerras paravam. Largava-se as armas por um período, e a disputa passava a ser no campo esportivo.

Já nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, as guerras não param. Podem até começar no dia da cerimônia de abertura, como a atual entre Rússia e Geórgia. É mais fácil trocar os esportes pelas armas (como aconteceu nas duas guerras mundiais) do que o contrário.

———-

Em apenas quatro dias de competições, a China conquistou mais medalhas de ouro do que o Brasil conquistará em todo o evento. E temos de agüentar a grande mídia pintando o Brasil como potência olímpica por causa de medalhas no Pan-Americano, do qual os principais atletas dos Estados Unidos não participam.

Poderia ser, mas infelizmente não há incentivo ao esporte nesse país. Até mesmo o futebol masculino vai mal, com nossos bons jogadores saindo do Brasil às vezes sem nem ter 18 anos – e só se reunindo vez que outra para disputar amistosos caça-níquel pela seleção cada vez menos brasileira e mais refém de interesses econômicos. E no feminino, nossas maiores craques não têm sequer uma liga nacional para disputar.

E em outros esportes, temos um grande talento vez que outra. Não que o Brasil não tenha potencial, mas o fato é que a dificuldade para se conseguir um patrocínio a esportes que não sejam prioridade na mídia faz com que poucos consigam se destacar. Aí joga-se a esperança de todo um país nas costas de uma só pessoa – como aconteceu com a Daiane dos Santos em 2004 e agora com o João Derly – e assim um eventual fracasso acaba pesando muito.

Se um nadador australiano não sobe ao pódium, há vários outros que sobem, e ainda ganham ouro. Os Estados Unidos têm Micheal Phelps – não é preciso dizer mais nada. Se uma ginasta russa falha, várias outras acertam. E da China, nem é preciso falar. Esses países sim, são potências olímpicas.

E nem é preciso ir tão longe para se ter bons exemplos. Aqui na América Latina temos um país que costuma ir muito bem nos Jogos: Cuba. Prova de que não é preciso ser “ricaço” para se desenvolver esporte de qualidade.

Agora, só falta a Antártida!

Para que o blog não fique muito parado: apareceu um leitor do Cão Uivador na Oceania! Pelo mapa, aparenta ser na cidade de Sydney, mas de qualquer jeito, é na Austrália.

Só resta agora aparecer algum leitor na Antártida. Mas aí, não aparece no mapa…

———-

Mas não vale dizer que não há nada para ler: além dos posts antigos, tem os textos sobre grandes jogos de futebol – para quem gosta de futebol, é claro. Tá certo, nem isso tenho atualizado (aliás, faz bem mais de um mês que não posto nenhum texto ali), mas em breve volto a relembrar as emoções futebolísticas do passado.

Comparação

A FIFA considera que a Copa do Mundo não se resume à disputa no país-sede, e sim que já começa nas Eliminatórias. Logo, a maior goleada da História dos Mundiais não foram os 10 a 1 da Hungria sobre El Salvador em 1982, mas sim os 31 a 0 da Austrália sobre Samoa Americana, em 2001 – num jogo válido pelas Eliminatórias da Copa de 2002.

Já o governo Yeda Crusius conseguiu ser mais humilhado do que a seleção de Samoa Americana, ao tomar 34 a 0 da oposição na votação do pacote de aumento do ICMS, quarta-feira na Assembléia Legislativa.

Estados Unidos: um país de Homers Simpsons

Tá certo que eles como maior potência do mundo não dêem muita importância ao resto do planeta.

Mas o que se vê neste vídeo é digno de Homer Simpson!

Um aviso a quem por acaso estiver com viagem marcada à Austrália: se alguns dos entrevistados chegarem ao poder nos Estados Unidos, é muito provável que a terra dos cangurus (que estão sendo caçados por ordem do governo devido à superpopulação) seja o próximo alvo…