Câmara vota projetos da dupla Gre-Nal

copa_nossa(charge do Kayser)

Hoje à tarde, serão votados na Câmara Municipal de Porto Alegre os projetos da “arena PIFA” do Grêmio e da modernização do estádio colorado, o Beira-Rio.

Muito mais do que isso, pretende-se mudar índices construtivos na cidade, que ajudarão a acabar com o pouco de qualidade de vida que resta nela: seriam permitidos prédios de 72m de altura na área atualmente ocupada pelo Olímpico e junto à “arena PIFA”, e 52m no Menino Deus – incluído o Estádio dos Eucaliptos, que o Inter pretende vender, e também a área do Beira-Rio.

O colunista do jornal LANCE! Marcelo Damato, citou em seu blog Além do Jogo uma postagem do Hélio Paz, e intitulou seu post de “Madrid em dose dupla”, lembrando que o Real Madrid, ao construir sua “Ciudad Deportiva”, teve de respeitar as leis da cidade, enquanto aqui em Porto Alegre se quer mudá-las com a desculpa de viabilizar a Copa de 2014.

E extremamente pertinente é o comentário, no blog do Marcelo Damato, do leitor Eduardo, do Rio de Janeiro. Ele lembra que há 10 anos atrás o Flamengo queria fazer um shopping em seu terreno, e a Câmara Municipal do Rio não permitiu: a área fora doada ao clube pelo poder público para a prática desportiva, não para atividades comerciais. Caso igual ao do Beira-Rio, mas aqui na “capital mais politizada do Brasil” querem que seja diferente.

Pontal fica para 2009

A Câmara Municipal de Porto Alegre decidiu deixar a decisão sobre o projeto Pontal do Estaleiro para a próxima legislatura, que assume em janeiro. A votação será após o recesso parlamentar.

Na próxima segunda-feira, dia 29, serão votados apenas os projetos da dupla Gre-Nal (“arena PIFA” e espigões do Beira-Rio).

Pontal e Gre-Nal: dia 29 na Câmara

Para evitar que haja grande mobilização dos movimentos comunitários e sociais contra os descalabros Pontal do Estaleiro, torres do Beira-Rio e “arena PIFA” do Grêmio, os vereadores decidiram votar tudo de uma vez só, no dia 29 de dezembro. É uma segunda-feira, entre Natal e Ano-Novo, época em que a cidade tradicionalmente esvazia.

Tudo “em nome da Copa de 2014”. O projeto Pontal do Estaleiro, vetado pelo prefeito José Fogaça, poderá ser sancionado pelos vereadores caso derrubem o veto. Interessante que foram os próprios que sugeriram ao prefeito que, se fosse vetar, enviasse nova proposta à Câmara, prevendo um referendo para 2010. O prefeito aceitou a sugestão, enviou novo projeto, que agora os vereadores pretendem ignorar.

Será que a Copa do Mundo é mais importante do que o meio ambiente e a qualidade de vida? É uma dúvida não só minha e de integrantes dos principais movimentos ambientalistas, mas também de apaixonados por futebol como o Daniel Cassol do Impedimento.

Reforma do Olímpico: uma boa idéia

No post de ontem sobre (contra) a “arena”, o André do Cataclisma 14 deixou um comentário no qual eu “assino embaixo”:

Em tempo: reformas no Monumental se fazem necessárias, principalmente com relação àquele fosso. Mas eu não quero que o meu Highbury Park vire um Emirates Stadium…

O Olímpico, construído em 1954 e Olímpico Monumental desde 1980, precisa realmente de uma reforma. Aliás, há alguns anos atrás havia planos de remodelação de toda a área do estádio, abortados devido à monstruosa dívida tricolor, fruto da desastrosa parceria com a ISL.

A reforma do Olímpico é melhor do que a construção de um novo estádio no mesmo local: o Grêmio não precisaria jogar em outro campo, já que a obra seria feita em módulos; o estádio continuaria a ser do Grêmio; e para quem reclama que é ruim ir de carro ao Olímpico por falta de estacionamento, a proposta de projeto do arquiteto Plínio Almeida (veja aqui e aqui) prevê a construção de um edifício-garagem.

Quanto às vias de acesso, continuariam as mesmas (o que faz muita gente reclamar do trânsito), mas em compensação quem costuma ir a pé aos jogos (como eu) poderia manter seu hábito, e quem faz parte do trajeto ao estádio a pé, também. Ao endereço previsto para a “arena” no bairro Humaitá, entre duas rodovias de grande fluxo (BR-290 e Avenida dos Estados, que é uma continuação da BR-116), só se chegaria de ônibus, metrô e carro – opção da maior parte dos que poderiam pagar os caríssimos ingressos.

Grêmio: não à “arena”!

Em junho de 2007, o Kayser postou um ótimo texto e uma charge hilária a respeito da proposta de se construir uma “arena PIFA” para o Grêmio:

arena_fifa

Afinal, de uma hora para outra, parecia que o “sonho dos gremistas” passara a ser a tal “arena”. Mais do que ter um time forte, capaz de vencer a Libertadores: perdemos para o Boca em 2007 devido à nossa fragilidade, pois eles só tinham o Riquelme – tanto que no Mundial, sem o craque, tomaram um tufo do Milan. Aliás, nas entrevistas após a derrota na final, o presidente Paulo Odone preferiu falar da falta que fazia a “arena PIFA” do que sobre a qualidade do time.

Duas semanas depois, uma bomba. Acordei e ouvi a notícia que apavorou a Nação Tricolor: Paulo Odone renunciaria à presidência para assumir a “Grêmio Empreendimentos”, empresa que seria (ou será) responsável por gerir a construção da “arena”. No lugar de Odone assumiria… Antonio Britto! Ele não era nada – repito: NADA – no Grêmio. Não ocupava cargo algum. E como conselheiro não era muito assíduo. Assumiria assim, sem sequer passar por eleição: em um país sério isso é chamado “golpe de Estado” (no caso, “de clube”). Uma clara manobra para que o ex-governador, companheiro de partido de Odone (PPS) reaparecesse na política. Porém, eles não contavam com a reação negativa da torcida, e assim o golpe foi abortado, com Odone ficando na presidência do Grêmio.

Em 9 de setembro de 2007, eu já havia postado a respeito do assunto “arena”. Em comentário no Alma da Geral, o leitor Jorge Vieira (que também costuma visitar o Cão) lembrou: o Grêmio é um clube falido, que deve para todo mundo, inclusive para jogadores que foram embora há 10 anos. Logo, não tem condições de ele próprio bancar a construção de um novo estádio. A obra só sai se for financiada por alguma empresa – que vai querer retorno de qualquer jeito, ninguém investe dinheiro para perdê-lo.

Houve uma proposta de se construir a “arena” no mesmo local do Olímpico, porém dois fatores a inviabilizaram: o Grêmio precisaria jogar em outro estádio durante a obra; e também havia o medo de que a construção não fosse concluída por questões financeiras (idéia que faz sentido em um momento como o atual), o que deixaria o Tricolor sem estádio. A opção pelo Humaitá assim tornou-se “natural”.

Porém, a proposta de contrato entre o Grêmio e a construtura OAS prestes a ser aprovada é apavorante. A “arena” terá seu uso “concedido” ao Grêmio. Sim, é isso mesmo: o novo estádio não será do Grêmio, e sim, da empresa, que irá explorar comercialmente a “arena” e o complexo de prédios comerciais que será construído no terreno. E os sócios gremistas não terão total direito ao usufruto das dependências da “nova casa” que, como já disse, não será realmente gremista.

Além disso, o que seria de um clube sem patrimônio? Pois é isto que irá acontecer com o Grêmio caso o contrato proposto seja aprovado. Em um ótimo artigo no blog do Hélio Paz, o Jorge Vieira deixou um comentário perturbador:

Hélio, se entendi bem o Imortal vira um tipo de marca, como o Nike. No Brasil o estádio identifica o clube é um espaço de interação dos torcedores. Tirar o estádio é acabar com essa troca entre os torcedores, surge então uma nova situação como marca, um produto. Não seria um passo para vender a marca? Pode ser uma loucura, mas o caminho fica aberto. Afinal quem é o dono da marca?

Ou seja: na prática, o Grêmio acabaria como clube de futebol (cuja razão de existir é a torcida), passaria a existir apenas como “marca”, comercial. A razão de existir seria apenas o lucro. Nos Estados Unidos, é o que acontece com os times da NBA, como mostra outro esclarecedor post do Hélio: as pessoas não torcem por clubes, e sim por “marcas”, que mudam de cidade de acordo com as “necessidades financeiras” dos proprietários.

Vale lembrar também que o clube de futebol ajuda a criar raízes para muitas pessoas. Não é simplesmente esporte: é o pertencimento a um grupo. Tanto que eu mesmo muitas vezes, ao falar do Grêmio, simplesmente uso o pronome “nós”: ganhamos, empatamos, perdemos, fomos campeões etc. O que faz do Grêmio grande é justamente a torcida, que está ao seu lado tanto na vitória quanto na derrota. Não fosse ela, o Tricolor seria apenas mais um clube social, que abre o departamento de futebol por poucos meses para disputar o Gauchão.

O impacto da “arena” será enorme sobre o torcedor comum. Pois o ingresso no novo estádio não será barato: certamente custará, no mínimo, 50 reais. Para os sócios, haverá uma cota de ingressos “gratuitos”, de aproximadamente 1.250 lugares – sendo que o Grêmio tem mais de 4 mil sócios apenas na modalidade patrimonial que, como diz a própria palavra, têm direito a usufruir do patrimônio do clube. Há ainda os milhares de associados em outras modalidades.

Será também mais caro ir aos jogos devido à distância. O Olímpico, situado dentro da cidade, é servido por um bom número de linhas de ônibus e lotação. A “arena”, no Humaitá, será voltada para quem tem carro – aliás, uma das queixas em relação ao Olímpico é sobre a falta de espaço para se estacionar. Ou seja, será o fim do “até a pé nós iremos” – o que faço muitas vezes – e passará a ser para a maioria das pessoas, o “só de carro iremos”.

Tudo isso por causa da Copa de 2014. Vale lembrar que o último Mundial, em 2006 na Alemanha, teve sua decisão no Estádio Olímpico de Berlim, construído na década de 1930 e reformado para a Copa do Mundo.

Grêmio elege novo presidente no sábado

Sábado, como todos os gremistas já devem saber, o Tricolor elege novo presidente. Pela segunda vez em sua história, a escolha se dará de forma direta, com votação dos sócios.

Respondendo ao comentário de ontem do Jorge Vieira: também vou de Duda Kroeff (chapa 1). Não tanto por ele, mas sim pelos apoios do vice de futebol André Krieger (que decidiu manter Celso Roth contrariando a imensa maioria dos gremistas, inclusive este blogueiro, e agora o Grêmio luta pelo título nacional contra seu maior adversário, o STJD) e Renato Moreira. A outra chapa, que tem Antônio Vicente Martins como candidato a presidente, tem apoio do presidente Paulo “Arena” Odone.

Aliás, um outro comentário do Jorge, mas no blog de futebol do Hélio Paz, me lembrou: Martins participou da gestão de José Alberto Guerreiro (1999-2002) nos departamentos jurídico (1999) e de futebol (2000). No futebol, 2000 foi um desastre: o Grêmio assinou a maldita parceria com a ISL, que deixou o clube ainda mais endividado do que já estava. Montou um “supertime” que foi eliminado da Copa do Brasil de maneira humilhante (4 a 1 para a Portuguesa em pleno Olímpico), perdeu o Campeonato Gaúcho para o Caxias e conseguiu chegar às semifinais da Copa João Havelange mas caiu diante do São Caetano, em casa.

Inaceitável!

Imaginem um dirigente do Flamengo dizendo que torceu pelo Vasco. Ou um diretor do Palmeiras afirmando que entrou em desespero com o rebaixamento do Corinthians.

Agora, um dirigente do Grêmio dizer que torceu pelo título mundial do Internacional não é exercício de imaginação, é a mais estúpida verdade. Aconteceu na festa dos 99 anos do Inter, em abril passado. Veja o vídeo abaixo, também publicado nos blogs Apito do Blackão, Alma da Geral e Grêmio Acima de Tudo. O “gremista” que cometeu a insanidade é Túlio Macedo, que está para deixar a diretoria do Grêmio:

Entendo que os dirigentes se cumprimentem em ocasiões festivas, que mantenham uma relação de respeito, de cordialidade.

Até porque já faz parte da história de nosso futebol. No primeiro semestre de 1967, quando o futebol gaúcho não tinha a força de hoje, Grêmio e Internacional apoiaram um ao outro: surgiu assim a “Torcida Gre-Nal”, quando “em nome do Rio Grande” gremistas e colorados torciam lado a lado para ambos os clubes durante o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. No Gauchão daquele ano a rivalidade voltou ao normal, já que não havia necessidade de “afirmação estadual” do futebol de Porto Alegre.

No dia do centenário do Grêmio, o Inter mandou publicar nos jornais de Porto Alegre uma nota oficial em homenagem ao Tricolor. E provavelmente haverá homenagem do Grêmio ao Inter ano que vem, no centenário colorado.

Mas, babação de ovo como a de Túlio Macedo é inaceitável! Só faltou ele beijar os pés de Vitório Piffero! Logo deste senhor, um dos presidentes mais arrogantes que já teve o Internacional, que nunca demonstrou o mínimo de respeito pelo Grêmio. Que adora falar do “título da FIFA”, ajudando a construir uma imagem extremamente antipática do clube vermelho. Eu poderia argumentar contra os colorados que, no ranking da Conmebol, o título mundial “FIFA” vale menos pontos do que o “não-FIFA”, mas, modéstia a parte, tenho um grande senso de justiça, e digo que a Conmebol deveria rever o critério, e atribuir a mesma pontuação tanto para os “FIFAs” como para os “não-FIFAs”, visto que a glória é a mesma.

Um bom exemplo de como o Internacional tornou-se um clube antipático é o que acontece com uma amiga minha nascida em Minas Gerais e que mora em Porto Alegre desde 2003: ela torce pelo Cruzeiro, e adotou o Grêmio como segundo time. Ela nunca detestou o Atlético-MG, mas tem sentido cada vez mais nojo do Inter desde o final de 2006, quando eles começaram com essa história “PIFAda” apenas para desmerecer a conquista do Grêmio.

E um dirigente do Grêmio ainda baba ovo deles! Enquanto isso, os colorados (não só torcedores, mas também os dirigentes, que pelo visto Túlio Macedo julga “superiores”, visto que ele afirma não ser “torcedor” e sim “dirigente”) só fazem piadas do Tricolor, ainda mais com a inoperância da atual direção gremista, que esqueceu da prioridade do clube, que está até no nome: futebol!

Considerando que Túlio Macedo representava a direção gremista na festa colorada, o presidente Paulo Odone deve explicações à torcida tricolor. E se for verdade o que Macedo diz, que foi autorizado pelo presidente a dar aquele discurso, só restará a Odone um caminho: a renúncia. Pois quem torce pelo Inter não tem a menor legitimidade para comandar os destinos do Grêmio.

A chapa do Dourado

Saiu a nominata da chapa “Grêmio, Grêmio – Acima de tudo!”, liderada pelo Hélio Dourado. Conforme o previsto, tem nomes nela que já apareciam nas outras duas.

Eu abro meu apoio à chapa do Dourado. Não que seja a melhor chapa, mas sim, é a menos pior, visto que tem uns nomezinhos… Mas questiona o projeto da Arena, e defende a realização de um plebiscito sobre questão tão importante para o Grêmio.

Clique para ler a nominata aqui.

Questão importante

O debate tá bom na postagem sobre o projeto da arena gremista, lá no Alma da Geral. O Guga Türck, assim como eu, é favorável ao Grêmio manter sua casa na Azenha – seja reformando o Olímpico, seja derrubando-o para construir um novo estádio no mesmo local. Ele fez uma “pequena análise sociológica da implementação de uma arena” – que é o título da postagem, vale a pena ler -, para defender a permanência do Grêmio na Azenha.

Os comentários também valem a pena serem lidos. Destaco o do Jorge Vieira, que levantou uma questão importante.

É o seguinte: como um clube falido, que deve para todo mundo – inclusive para jogadores que foram embora há quase 10 anos, como o Beto e o Loco Abreu -, vai gastar uma puta grana para construir um novo estádio? Pois as estimativas de custos são muito altas, pelo menos 250 milhões de dólares – vale lembrar que, segundo o projeto que o Inter apresentou, o custo para modernizar seu estádio seria de aproximadamente 60 milhões.

Os investidores bancarão a construção do estádio? Mas pode ter certeza, caro leitor, de que eles vão querer retorno, do jeito que for…

Isso é preocupante, porque em 2000 a ISL chegou e parecia que o Grêmio se tornaria um “Real Madrid” brasileiro, contrataria grandes craques… Se endividou todo e desabou para a Série B em 2004.

Gol de Sanfilippo

Querido Eduardo:

Te conto que dia desses estive no supermercado “Carrefour”, onde antigamente era o campo do San Lorenzo. Fui com José Sanfilippo, o herói da minha infância, que foi goleador do San Lorenzo quatro temporadas seguidas. Caminhamos entre as prateleiras, rodeados de caçarolas, queijos e résteas de lingüiça. De repente, quando nos aproximamos das caixas, Sanfilippo abre os braços e me diz: “E pensar que bem daqui meti um gol de bate-pronto no Roma, naquela partida contra o Boca…”. Passa diante de uma gorda que arrasta um carrinho cheio de latas, bifes e verduras, e diz: “Foi o gol mais rápido da história”.

Concentrado, como esperando um córner, ele me conta: “Eu disse ao número cinco, que estreava: assim que começar a partida, manda a bola para a área. Não se preocupe, que não vou te deixar mal. Eu era mais velho e o rapaz, que se chamava Capdevilla, se assustou, pensou: se eu não obedecer, estou frito”. E aí, de repente, Sanfilippo me mostra a pilha de vidros de maionese e grita: “Ele colocou a bola bem aqui!”. As pessoas nos olham, assustadas. “A bola caiu atrás dos zagueiros centrais, atropelei mas ela foi um pouco para lá, onde está o arroz, viu só?” – e me mostra a estante de baixo, de repente corre como um coelho apesar do terno azul e dos sapatos lustrosos – : “Deixei-a quicar, e plum!”. Dispara com a esquerda. Nos viramos, todos, para olhar na direção da caixa, onde há trinta e tantos anos estava o gol, e parece a todos nós que a bola entra por cima, justamente onde estão as pilhas para rádio e as lâminas de barbear. Sanfilippo levanta os braços para festejar. Os fregueses e as caixas quase arrebentam as mãos de tanto aplaudir. Quase comecei a chorar. O Nene Sanfilippo tinha feito de novo aquele gol de 1962, só para que eu pudesse vê-lo.

Osvaldo Soriano

O texto acima está publicado no livro Futebol ao Sol e à Sombra, de Eduardo Galeano.

Caso saia do papel a Arena Pifa do Odone, no lugar do Estádio Olímpico será construído um centro comercial.

Para relembramos gols inesquecíveis, como o do Cesar na Libertadores de 1983, ou o do Aílton no Brasileirão de 1996, teremos de andar entre um monte de consumistas vorazes.