Ofensa aos grandes humoristas brasileiros

O Brasil é um país onde o que não falta é humor de qualidade. Não é difícil citar exemplos de brasileiros craques na arte de fazer rir: Aparício Torelly (o famoso “Barão de Itararé”), Sérgio Porto (o “Stanislaw Ponte Preta”, autor dos “FEBEAPÁs”), Henfil, Edgar Vasques, Santiago, Kayser

Em compensação, nunca assisti a um “CQC” inteiro. Ou seja, não tenho nem como criticar o programa. Mas sei do que seus integrantes andam falando por aí. E não vejo nada de engraçado.

Um deles dizendo que estupro é “um favor às mulheres feias”, outro fazendo piadas sem nenhuma graça sobre amamentação em público… E na mais recente, o mais badalado deles dizendo que “comeria ela e o bebê”. Só que como nesse caso a ofensa atingiu “gente que importa”, a Bandeirantes (emissora que transmite o “CQC”) optou por tirar do ar o autor da “genial piada”.

Claro que os defensores do politicamente incorreto estão revoltados. Afinal, trata-se de mais um caso de censura por parte da patrulha do politicamente correto e sua ditadura das minorias. Coisa de gente mau-humorada, verdadeiros malas!

O engraçado, é que esses “politicamente incorretos” costumam mesmo é destilar ódio por tudo o que é diferente, usando suas piadinhas toscas como disfarce. Só que basta alguém não achar graça delas que o “bom humor” vai embora e eles revelam o que realmente são. Gritam que são vítimas de “censura” dessa “patrulha ideológica”, e até mesmo ameaçam processar quem os critica!

Assim, por favor, não me venham com o papo furado de que o “CQC” é vítima de “censura” e que “a liberdade de expressão no Brasil está ameaçada pela patrulha ideológica”: isso é uma verdadeira ofensa aos grandes humoristas que nosso país teve, tem e ainda terá. Gente que faz rir, mas também faz pensar de forma crítica.