Faltam 178 dias para o outono

Pois é… Agora é fazer contagem regressiva para o retorno da melhor época do ano. Na qual a noite dura mais que o dia e o Sol não é meu inimigo. Pesquisas dizem que “o inverno deprime”¹ devido à falta de luz solar (ainda mais combinada com chuva), mas não lhes dou a mínima credibilidade: acho dias chuvosos um saco, mas existe o guarda-chuva para evitar que eu me molhe todo; em compensação, ainda não inventaram um “guarda-suor” para usar naqueles terríveis dias de verão em Porto Alegre – que não por acaso vira “Forno Alegre” nos meses mais quentes.

E por falar em chuva, o inverno que acabou na madrugada da sexta-feira foi uma verdadeira “prova de fogo” (ou melhor, de “água”), pois choveu uma barbaridade. Mas sigo firme, preferindo usar guarda-chuva a suar feito Ted Strike (personagem de Robert Hays que aterrissa o avião, encharcado de suor, em “Apertem os cintos, o piloto sumiu!”). E quanto ao fato de ter pego três² resfriados (sendo que o segundo deles resultou numa otite média), uma gripe e uma amigdalite no período de maio a setembro, não culpo o inverno: quem me mandou não tomar os cuidados necessários?

Exato: mudar de ideia, para mim, não é como trocar de roupa. Alguns chamarão isso de “teimosia” (pode até ser), mas prefiro ver como “opinião firme”. Que não é imune a mudanças, é claro.

Porém, morando em Porto Alegre, onde no verão faz bem mais de 30°C em conjunto com índices de umidade do ar superiores a 500%, e sem possibilidade de se refrescar no Guaíba, vejo a dicotomia inverno x verão como a rivalidade Gre-Nal: eu mudar de “opinião climática” seria como mudar de time! Ainda mais que o inverno porto-alegrense não é um transtorno: a neve é raríssima, e quando cai, é escassa; já no Canadá ou na Sibéria, o acúmulo não se mede em centímetros, e sim em metros – isso sim é um incômodo. E quanto ao sofrimento que o inverno representa para os mais pobres, não nego de forma alguma, mas acho interessante lembrar que na Escandinávia faz muito mais frio que aqui, só que lá isso não é uma tragédia social, justamente porque naqueles países a desigualdade não é absurda como no Brasil.

Mas uma coisa não muda de jeito nenhum: minha preferência pela luz solar mais fraca, que não torra minha pele (e nem adianta passar protetor, eu suo tudo!). Além do fato de adorar a noite: o nome do blog e a Lua no cabeçalho não são obras do acaso.

Então, contemos: faltam 178 dias para o outono. Tentando pensar positivo (sei que fica bem difícil quando “esquecem aberta a porta do forno”), pois a cada dia que passa o número fica menor. E logo chegaremos ao sonhado 20 de março de 2012, melhor dia do ano que vem.

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¹ Por falar em “depressão”, o leitor reparou que a palavra rima com “verão”?

² O terceiro resfriado começou na noite da quinta-feira, a última do inverno, e agora avança primavera adentro… Culpa dela? Óbvio que não: a culpa é minha!

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A febre amarela me pegou!

Calma… É só uma fraca amigdalite (e nem sei se os sintomas da febre amarela são parecidos).

Mas eu não podia perder a chance de tirar sarro, já que a televisão fala tanto de febre amarela. Pô, o que tem de gente se vacinando mesmo que vá passar o verão inteiro na cidade!

febreamarela.jpg
(charge do Kayser)

O ruim de estar com esta amigdalite, é precisar tomar antibiótico por 10 dias e, assim, começar o Carnaval (mesmo não gostando muito de Carnaval) sem poder pôr uma gota de cerveja na boca…