Dia 23, vote NÃO!

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Dia 23, diga NÃO à concretosquice!

O voto na consulta popular sobre o Pontal do Estaleiro, dia 23 de agosto, é facultativo. Ou seja, vota quem quiser. Logo, será muito tentador para os acomodados: se não estiverem a fim de votar, podem ficar em casa…

Ou seja, é mais um motivo para quem realmente é contra o absurdo do Pontal ir votar NÃO no dia 23. A consulta popular só acontecerá graças à mobilização dos cidadãos, que não se resignaram com a aprovação do projeto em novembro passado pela Câmara. Por isso, Fogaça o vetou e enviou à Câmara o novo projeto, prevendo um referendo – substituído pela consulta do dia 23, já que o referendo era considerado “caro” (Democracia sai caro?). Se os cidadãos não tivessem se mobilizado, a construção daquelas porcarias de prédios já teria começado.

Deixar de ir votar por ser contra a consulta (pois nem sequer deveria ser cogitada a construção de espigões na orla do Guaíba!) é burrice. Afinal, se apenas uma pessoa for votar, e ela optar pelo “sim”… Mesmo que a consulta não tenha um caráter decisivo – afinal, se ela não sair o Pontal estará aprovado – é importantíssimo participar dela: se a Prefeitura não respeitar a vontade popular em caso de vitória do “não”, ela ficará desmoralizada.

Dia 23, é dia de dizer NÃO à concretosquice! Vá votar NÃO ao Pontal do Estaleiro!

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E por falar em “não”, NÃO caia na conversa furada do “incentivo ao turismo”. É por isso que eu chamo os defensores do Pontal do Estaleiro de “concretoscos”: querem nos fazer acreditar que, como num passe de mágica, o concreto na Ponta do Melo fará com que um cara que queira ver espigões troque Nova Iorque por Porto Alegre; ou que turistas originados de países da Europa e da América do Norte são apaixonados pela enorme quantidade de neve que cai na “Serra” – na verdade, é uma escarpa – e não ficam em Porto Alegre por falta de espigão.

Ora, conforme já foi dito em abril pelo Cão, os porto-alegrenses não conhecem a cidade em que vivem. Aí saem a repetir bobagens, como “Porto Alegre não é atrativa”, ao invés de procurarem conhecer o que só existe aqui e mostrar a quem é de fora.