2014, ano “agourento”?

Em todos os anos, no dia 31 de dezembro, é de praxe eu postar um texto com minha mensagem de Ano Novo. Mas não o fiz no último dia de 2013: questionava o otimismo quanto a 2014.

Recordo de ter lido certa vez que muito do desgosto das pessoas em relação ao final de ano se deve principalmente ao “balanço” que se faz do período que acaba, voluntaria ou involuntariamente. Em geral, quando passamos a limpo o ano e percebemos que o “saldo” é negativo (o que é uma avaliação extremamente subjetiva), tendemos a ficar mais tristes com o seu término (mesmo que busquemos pensar que a partir de 1º de janeiro as coisas mudarão). E isso faz certo sentido: o meu 2013 foi ótimo até outubro, já novembro e dezembro foram tão ruins que terminei o ano “em baixa” (e da mesma forma comecei 2014, péssimo em seus primeiros meses). Em compensação o meu 2012 foi bom até o fim, com aquela sensação de que “podia ter sido mais”, mas de caráter positivo, e não por acaso em seu último dia postei uma mensagem otimista para 2013.

Ou seja, nosso estado de espírito em dezembro pode influenciar muito no nosso ânimo para as festas. Claro que só ele não é fator determinante: sempre acho o Natal um legítimo “pé no saco”, e mesmo em anos com final “deprê” como 2013 curto o Ano Novo (nem que seja para poder comemorar o fim das festas).

Pois bem: 2014 chega à metade de agosto e ultimamente andamos recebendo muitas notícias ruins. Acidentes aéreos, mortes “notáveis”, sem contar o fim do Impedimento.

Com tantas mortes de pessoas conhecidas em curto espaço de tempo é natural pensar que, de fato, 2014 está sendo um ano “aguorento” (e que fui “vidente” no final de 2013, embora não exatamente com essas “intenções”). Eu mesmo cheguei a postar algumas das notícias trágicas no Facebook dizendo “termina 2014”. Aliás, da mesma forma que semanas atrás, quando ainda estávamos em julho, cheguei a perguntar se não seria possível “pular” os últimos dias do mês que aparentava ser o único “amaldiçoado” do ano.

Mas, sejamos sinceros, tantas mortes “notáveis” em um curto espaço de tempo é apenas uma grande (e infeliz) coincidência. Todos sabemos disso. No fundo, isso incomoda muito é porque nos faz lembrar de outra coisa: diariamente, pessoas (além de outros incontáveis seres vivos) morrem em todas as partes do mundo e um dia chegará a nossa vez. Saber que o “eu” está fadado a deixar de existir e que em termos biológicos ele é apenas uma coisinha insignificante na Terra (que por sua vez é igualmente insignificante no Universo) é algo perturbador, e nos sentimos muito pequenos e “frágeis” diante dessa constatação.

Ou seja, não tem nada a ver com o ano, e sim com nós mesmos. Larguemos dessa de “pular” meses para que cheguemos logo a 2015 (aí teremos outras mortes de pessoas conhecidas e já começaremos a desejar a chegada de 2016), e aproveitemos os meses restantes de 2014: se está sendo um ano ruim, ainda há bastante tempo para “salvá-lo”.


Se bem que, caso fosse possível, todos os anos eu “pularia” o verão…

O dia em que não queríamos ir embora

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Domingo, 2 de dezembro de 2012. Dia de muito sol em Porto Alegre, mas principalmente, de futebol. Mais especificamente, a última rodada do Campeonato Brasileiro, com Gre-Nal no Estádio Olímpico Monumental. O último.

É verdade que o Grêmio voltaria a jogar no Olímpico em algumas partidas pelo Gauchão de 2013, mas aquele Gre-Nal foi o marco. Pois até ali, o Monumental era a única casa gremista, a Arena ainda não estava pronta (e, ironicamente, seria por conta do gramado do novo estádio também não estar “pronto” que o Grêmio ainda jogaria algumas vezes mais no antigo). A semana antes daquele jogo foi de emoções à flor da pele. Faltando três dias, uma produtora disponibilizou um vídeo em homenagem ao Olímpico que foi muitíssimo bem definido por meu amigo Hélio Paz: “de fazer chorar até mesmo o pior criminoso sueco de todos os tempos”.

Cheguei ao estádio mais cedo do que o normal, justamente porque era a despedida. Não seria a última vez que iria ao Olímpico (afinal, fui a dois dos jogos pelo estadual no Olímpico em 2013), mas foi a última vez que se viu o Monumental lotado. As filas eram quilométricas. Após um bom tempo debaixo de um solaço, só o fato de entrar no estádio já era suficiente para fazer brotar as primeiras lágrimas da tarde: afinal, era a última vez.

A partida não valia apenas sentimentalmente. Vencendo, o Grêmio garantiria o vice-campeonato e entraria direto na fase de grupos da Libertadores. Porém, o Tricolor esbarrou no próprio nervosismo, e o jogo acabou em 0 a 0. Quando foi dado o apito final, lembro de estar irado com o árbitro por este não ter dado os acréscimos que julgava necessários após confusão (onde já se viu Gre-Nal sem confusão?).

Porém, se passaram alguns minutos, e não se via aquele tradicional movimento da massa gremista em direção aos portões de saída. Quando funcionários do Grêmio começaram a retirar as redes das goleiras, a ficha caiu: era o fim. O jogo tinha acabado, a bola não rolaria novamente. E o telão do Olímpico passou novamente aquele vídeo: se até o pior criminoso sueco choraria copiosamente, o que dizer de uma multidão que naquele momento se despedia do que era praticamente sua segunda casa?

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O Olímpico só começou a realmente esvaziar cerca de uma hora após o apito final, que foi quando também deixei o estádio. Mas a verdade é que ninguém gostaria de ter ido embora naquele dia.

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Dia 1º dos últimos 31

Ali está o calendário de mesa, herança do meu avô. Todos os dias, a hora de levantar é também de trocar o dia marcado.

Hoje, na hora de trocar a data, lá coloquei o dia 1º. Era preciso também alterar o mês: saiu novembro, entrou dezembro. Mas a tentação de simplesmente “pular” o último mês de 2013 e colocar janeiro era grande. A vontade de que o ano termine logo é imensa.

Mas não adiantaria muito: a correria e a falsidade do final de ano fazem com que eu não goste de dezembro, e em 2014 não será nada diferente – assim como também não foi em 2012. “Antecipar” o fim do ano apenas faria com que o estresse e a hipocrisia se mudassem para novembro.

Meus jogos no Olímpico Monumental: 2013?

2 de dezembro de 2012: talvez não tenha sido a despedida.

Quase caí da cadeira quando li notícias a respeito do Grêmio cogitar a realização de alguns jogos do Gauchão no Olímpico, devido ao gramado da Arena ainda não estar nas melhores condições.

Como eu disse, a Arena não estava 100% na inauguração, o que poderia até justificar que só começasse a receber jogos mais tarde – mas, ao mesmo tempo, era preciso um “evento-teste”, até para ver onde estavam todos os problemas. De qualquer forma, eu não veria problema algum em inaugurar a Arena e ainda poder jogar no Olímpico, que só será entregue à OAS no final de março.

Porém, não depois de nos despedirmos dele. Ir ao Olímpico assistir jogos depois de termos nos emocionado em 2012, justamente porque o Gre-Nal do dia 2 de dezembro fecharia as portas do estádio, é algo totalmente sem sentido. Faz parecer que tudo o que sentimos naqueles dias foi em vão.

E quem torrou dinheiro para conseguir ir ao Gre-Nal? Sim, os ingressos foram caríssimos, justamente porque era a despedida…

Tudo isso, só porque Paulo Odone queria a todo custo ser o “pai da criança”. Chegava a falar em final da Sul-Americana (já contando com a classificação do Grêmio) na Arena, já anunciando que após o Gre-Nal o Tricolor jamais jogaria novamente no Olímpico. Por mais que eu fosse contra, já tinha me acostumado com a ideia de que em 2 de dezembro de 2012 eu assistiria a um jogo no Monumental pela última vez. Aliás, toda a torcida. Daí a partida ter sido tão especial.

Tivessem anunciado que a Arena seria inaugurada mas o Grêmio ainda jogaria no Olímpico pelo Gauchão (além de um necessário amistoso de despedida que, incrivelmente, sequer foi cogitado pela direção anterior), de modo a dar os últimos retoques no novo estádio, eu acharia sensacional, e estaria preparando o coração para a despedida em março. Mas dar adeus ao Olímpico e voltar justamente por que falta algo na Arena (gramado em plenas condições), só servirá para alimentar a flauta dos colorados.

Faça as contas e sinta-se velho

Dando uma olhada em textos antigos, cheguei num que escrevi em fevereiro do ano passado. Nele, comentei sobre o fato de que quem nasceu em 1994 completou 18 anos em 2012.

Pura questão de matemática, então: em 2013, é a vez das pessoas nascidas em 1995 alcançarem sua maioridade… Um ano do qual tenho tantas lembranças boas (que não se resumem ao Grêmio), já se encontra a uma boa distância temporal.

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Já as lembranças que tenho de 1997 não são tão boas quanto as de 1995. Mas uma é muito especial: foi quando completei 16 anos, idade mínima para votar, o que me encheu de orgulho. Tanto que faltando um ano para a eleição, já fui correndo tirar o título de eleitor.

Pois bem: quem nasceu em 1997, chega aos 16 anos em 2013.

Pedra cantada há quatro anos

Porém, como ninguém está livre de nada, e se acontecer algum problema que impeça Hugo Chávez de continuar, quem o substituirá? Não há a preocupação de se lançar novas lideranças dentro do próprio partido de Chávez, que possam sucedê-lo sem dificuldades.

Escrevi o parágrafo acima em fevereiro de 2009, quando os venezuelanos aprovaram, em referendo, o fim do limite de reeleições consecutivas para cargos executivos. Foi, aparentemente, uma vitória do presidente Hugo Chávez.

Ao contrário do que os ingênuos acreditam, a medida não beneficiou apenas Chávez: a mudança foi na constituição, ou seja, todos os ocupantes de cargos executivos na Venezuela podem concorrer indefinidamente à reeleição. Logo, prefeitos e governadores oposicionistas também se deram bem.

Mas o principal motivo pelo qual a vitória foi aparente, agora é entendido – embora não sem aviso, como prova o texto de quatro anos atrás. Antes da emenda constitucional ser aprovada, Chávez não poderia ser candidato à presidência em 2012. Desta forma, seu partido precisaria se preocupar em formar novas lideranças em condições de dar continuidade a seu projeto político – o que seria ótimo para o chavismo, que deixaria de ser vinculado apenas a Chávez.

Não foi o que aconteceu: com Chávez podendo concorrer indefinidamente, a possibilidade dele não ter condições de continuar na presidência acaba gerando uma grande incerteza na Venezuela. Caso a emenda não tivesse sido aprovada em 2009, na próxima quinta-feira um novo presidente (provavelmente vinculado ao chavismo) seria empossado em situação que, embora não de normalidade (afinal, Chávez estaria ausente da cerimônia de transmissão do cargo devido às suas condições de saúde), seria bem mais tranquila em termos políticos.

Caça às bruxas

Fiquei doente não poucas vezes em 2011. Uma gripe forte, uma amigdalite, vários resfriados, sem contar um pé torcido: chegava a parecer bruxaria… Mas sabendo que não era, e sem estar disposto a repetir a dose em 2012, tomei a decisão de “dar uma geral” na minha saúde. (E também passei a tomar mais cuidado ao caminhar.)

Ainda assim, demorei para ir fazer o check-up. Só o fiz após não me sentir bem numa tarde de setembro: achei que era pressão alta, mas ela estava normal (na verdade era consequência de ter comido feito urso após o inverno no almoço daquele dia). Aproveitei o “susto” para enfim marcar hora com o médico e pedir a bateria de exames. Já com o espírito preparado para notícias não muito boas – tinha a certeza de que meu colesterol “ruim” estaria acima do ideal, visto que andava comendo muita porcaria.

O resultado? Meus exames estavam todos ótimos. Fiz um eletrocardiograma de esforço – sim, daqueles na esteira – e aguentei até o final, sem ficar extenuado (só tomei um suador, o que já esperava). O colesterol “ruim” não simplesmente estava no nível desejável, como mais baixo em relação ao exame anterior, feito no final de 2009. Ou seja, vale a pena fazer o check-up (fica a dica para o Milton Ribeiro não desistir de sua “resolução de Ano Novo”): você pode encontrar um problema e já começar a combatê-lo antes que ele se torne sério, ou descobrir que não há nada de ruim e, assim, ter um motivo para comemorar. (Mas sem exageros, até para que os próximos exames continuem dando bons resultados.)

Mas, como nem tudo são flores, constatei da forma mais dolorosa possível que deveria ter feito o check-up mais cedo: apenas três dias depois de ir ao médico pegar as requisições, tive uma cólica renal… Tempo insuficiente para receber o resultado do exame de urina que alertaria para o problema.

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Também vale a lembrança de que em 2011 o meu último siso incomodou uma barbaridade – acho que nunca antes na história um dente mereceu tanto ser extraído. Mandei-o para o inferno no começo de 2012.

Porém, foi na mesma época que descobri sofrer de bruxismo – ato de ranger os dentes (geralmente durante o sono) que é fruto principalmente de estresse, sem nada de “bruxaria” apesar do nome (o vídeo de abertura, como o leitor já deve ter percebido, foi só pela piada; sem contar que a Dona Clotilde não é nenhuma bruxa). Na verdade, confirmei: afinal de contas, era estranha aquela dorzinha nos ouvidos que sentia em algumas manhãs, mesmo sabendo que estava tudo bem com eles. Assim como no check-up, me enrolei, mas no fim do ano decidi “caçar a bruxa” (de novo, é só pela piada): comecei a usar uma placa, e desde então passei a dormir melhor e me estressar menos (nada como um sono de qualidade para reduzir o mau humor).

Carpe 2013

Das utopias

Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
A mágica presença das estrelas!

(Mario Quintana)

O Ano Novo, na prática, significa apenas trocar o calendário na parede (além de novos prefeitos onde os atuais não foram reeleitos). Nada há de mágico na mudança de ano, por mais que pareça – afinal, temos o costume de comparar os anos, dizer que 2012 foi melhor ou pior que 2011 etc.

Apesar disso, acho bom que haja esse “fatiamento” no tempo, que nos leva a reflexões sobre o que passou e planos para o que virá. Muitas vezes o que planejamos não sai do papel, mas é importante pensarmos em mudanças, pelo menos uma vez por ano.

anonovo

Mas, é justamente por não haver nada de mágico no Ano Novo que devemos fazer nossa parte se queremos que o ano que se inicia seja melhor que o encerrado. Obviamente não depende só de nós, mas fazendo nada, aí sim é que as coisas não vão mudar, e 2013 não será melhor que 2012: numa visão otimista, seguirá tudo na mesma.

Já devo ter dito aqui que meu filme preferido é “Sociedade dos Poetas Mortos”. Resumindo a história: o início do ano letivo em um colégio ultraconservador dos Estados Unidos apresenta uma novidade, o professor John Keating (Robin Williams), de Literatura de Língua Inglesa. Ele estimula seus alunos a pensarem por si próprios, ideia que vai de encontro aos tradicionais valores defendidos pelo colégio. Logo no começo das aulas Keating apresenta aos jovens a expressão latina carpe diem, que significa “aproveite o dia”: o professor lembra que nossa existência é muito breve, algo como um piscar de olhos; então, é preciso aproveitá-la, fazer dela algo extraordinário, ao invés de seguir roteiros pré-determinados e, depois de velho, perceber que a vida passou sem ser realmente vivida.

Não sei como foi o 2012 de cada um. Sobre o meu, posso dizer que foi bom, mas poderia ter sido bem melhor. Por isso, carpe diem é meu lema para 2013.

E é também minha mensagem a todos: façamos o novo ano ser extraordinário. Não devemos esperar as mudanças para melhor, e sim fazer com que elas aconteçam, de modo a que daqui 365 dias possamos olhar para trás e dizer que 2013 valeu a pena.

Um grande abraço, e carpe 2013!

Mais Cão, menos Facebook

Como gremista, sou daqueles que dizem “o jogo só termina quando o juiz apita”. O mesmo vale para o ano: me recuso a fazer qualquer retrospectiva antes de 1º de janeiro.

Ainda assim, uma coisa posso afirmar sem medo de errar, infelizmente: fiquei devendo muito a vocês, leitores do Cão Uivador, neste ano que se aproxima do término (que pode ser tanto o “normal”, dia 31, como o “fim do mundo” na próxima sexta…). Postei bem menos do que desejava, e mesmo do que poderia.

Posso citar diversos motivos. Um deles é o fato de agora estar cursando uma especialização, o que me toma tempo: além de ter aulas duas vezes por semana, também tem ocasiões em que não posso sentar na frente do computador e escrever aqui, por ter algum texto para ler ou um trabalho para entregar. Enfim, nada com que eu não tenha me acostumado em seis anos de faculdade. A diferença é que naquela época eu era (um pouco) menos estressado do que hoje.

Então parei para pensar e reparei no fundamental: fico tempo demais no Facebook. É incrível: chego em casa, ligo o computador, e lá me vou acessar a cria de Mark Zuckerberg. “Quero me manter informado”, penso.

Mas nem toda a informação que obtenho pelo Facebook é realmente interessante. Ou será que preciso realmente saber que fulano de tal esteve no buteco X na hora Y com um certo número de pessoas? No fundo, a tal de “privacidade”, que tantos diziam ser ameaçada pelo Facebook, realmente vai para o espaço. E pior: abrimos mão dela voluntariamente. As pessoas se expõem a um ponto que aquela genial crônica de Luis Fernando Verissimo pode ser atualizada, pois o cara não precisa mais se esconder atrás de um poste à meia-noite, “sob o olhar curioso de cachorros e porteiros”, para ver se a Gesileide chega em casa com alguém: basta “espiar” o perfil dela.

Um fato que pode parecer irônico: há uma grande possibilidade do leitor ter chegado aqui graças a um link no Facebook. Mas não acho contraditório: lembro que saí do Orkut em 2006 e voltei no início de 2009 (ao mesmo tempo em que entrei no Facebook) com o objetivo de aumentar as visitas ao Cão. Até perto do final de 2010 o que eu fazia no Facebook era basicamente divulgar as atualizações do blog (ou seja, o mesmo que no Orkut), só comecei a usá-lo mais durante a campanha eleitoral (em conjunto com o Twitter, que anda meio “abandonado” mas pretendo retomar).

Ou seja, no fundo minha ideia inicial com o Facebook (e a de retomar o Orkut) em 2009 era a de usá-lo como ferramenta de divulgação, da mesma forma que o Twitter. E nesse sentido, ele é ótimo. O problema, como falei, é o “vício” de estar “por dentro” de coisas que não são exatamente as mais importantes do dia.

Sendo assim, tomei uma decisão: ficar menos tempo no Facebook e mais escrevendo aqui no Cão, ou lendo. Não é “resolução de ano novo” pois pretendo pôr em prática já, sem contar que fazer “resoluções de ano novo” é o primeiro passo para não cumpri-las.

E por fim, lembro que lá no começo do texto falei em “retrospectiva”. Pois é, o Facebook ofereceu uma (com fatos escolhidos por ele próprio) para postarmos em nossos perfis.

Pois eu não postarei. Favor não insistir.