Acabada a primeira rodada…

Meus palpites DEFINITIVOS para a Copa, que invariavelmente serão TODOS errados!

  • Grupo A
    • Em dezembro, eu dizia que o grupo A era imprevisível. Agora, continuo achando, mas um pouco menos. Pelo futebol apresentado na primeira rodada, dá África do Sul e México – só não sei ainda quem fica em primeiro. Pode até ser que um deles perca o lugar para a França ou o Uruguai, mas dificilmente os dois últimos passarão – ainda mais com a bolinha pra lá de quadrada que jogaram sexta;
  • Grupo B
    • Nesse, dá Argentina e mais um. Gostei mais da Coreia do Sul, que ganhou com autoridade da Grécia (aliás, os gregos cada vez mais comprovam que a conquista da Eurocopa de 2004 foi a maior zebra da história do futebol). Já a Nigéria foi bem contra a Argentina (e perdeu graças a um gol ilegal), vejamos como se sai diante da Grécia. A vaga será decidida entre nigerianos e sul-coreanos na última rodada;
  • Grupo C
    • Não vi Argélia x Eslovênia. Já Inglaterra e Estados Unidos fizeram um jogo realmente sonolento: o gol inglês saiu no começo, e depois minha cabeça começou a balançar, me segurava para não dormir… Só acordei com o frango de Green. Com base no que ouvi falar de Argélia e Eslovênia, arrisco dizer que dá Inglaterra e EUA, nessa ordem;
  • Grupo D
    • Taí minha favorita ao título por enquanto. A Alemanha foi o time que mais gostei na primeira rodada: jogou com a bola no chão, para a frente (esse é o verdadeiro “futebol bonito”, bem diferente de dribles e dribles sem sair do lugar) e poderia ter metido uma goleada histórica na fraca Austrália. E Miroslav Klose vai para mais uma Copa de vários gols seus: fez cinco em 2002, cinco em 2006 (quando foi o artilheiro)… Fará cinco em 2010? Ou mais que isso? A segunda vaga deve ficar com Gana, que venceu a Sérvia com um gol de pênalti: o jogo foi ruim mas o resultado foi justo;
  • Grupo E
    • O melhor de Holanda x Dinamarca foram suas torcedoras, pois o jogo em si foi ruim. Ainda assim, as duas devem passar – com a Laranja ficando em primeiro, e tomara, apresentando o seu melhor futebol. Eu queria ver Camarões repetir o espetáculo de 1990, mas parece que não será nessa Copa;
  • Grupo F
    • Itália e Paraguai me surpreenderam: marcaram gols! Pois pela tradição defensiva dos dois times, eu apostava no 0 a 0. O grupo está rigorosamente empatado (já que Nova Zelândia e Eslováquia também empataram em 1 a 1), mas as vagas ficam com Itália e Paraguai;
  • Grupo G
    • A primeira vaga é do Brasil, pela tradição. A Coreia do Norte vendeu caro sua derrota na estreia, mas terá de incorporar a Grécia de 2004 para seguir em frente – assim, aposto que a segunda vaga fica entre Costa do Marfim e Portugal;
  • Grupo H
    • Ficou indefinido, pois a Espanha vai brigar pela vaga com Suíça e Chile, que largaram na frente. Suíços e espanhóis devem ganhar de Honduras, já contra os chilenos é bem mais complicado. É capaz do grupo ser decidido no saldo de gols.
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Desse jeito, não vai longe…

Eu até fui otimista. Achei que o Uruguai ganharia da França.

E sabem de uma coisa? Poderia ter ganho. Mas o meio de campo da Celeste Olímpica simplesmente não existe. Não consegue acertar uma boa sequência de passes, a bola dificilmente chega redonda para Forlán, um dos raros bons jogadores do time. E com a expulsão de Lodeiro (que fez apenas isso no jogo), o 0 a 0 ficou bom para o Uruguai.

Mas nem podemos dizer que o placar foi injusto, já que a França também não fez muito por merecer… Raymond Domenech deixou Henry no banco, e quando vi que ele iria entrar, imaginei que Anelka ganharia um companheiro no ataque, não que seria substituído.

A Copa mal começou, e já temos um jogo que é forte candidato a pior da competição.

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Em África do Sul x México, considero também justo o resultado – ao menos foi um jogo melhor. Os mexicanos dominaram o primeiro tempo, mas não tiveram competência para marcarem gols (que poderiam ser dois ou três). Já os Bafana Bafana foram melhor na segunda etapa – mas não tanto como o adversário na primeira.

Acho bem difícil a África do Sul passar de fase, mas é esperar para ver.

Começa a Copa 2010!

É hoje! Começa a Copa do Mundo de 2010, a primeira a se realizar no continente africano. Por um mês, os olhos do mundo estarão voltados para a África do Sul.

Peço desculpas ao leitor que não gosta de futebol, mas será impossível não tratar (bastante) do assunto aqui no Cão. Pois eu gosto do esporte, assim como muitos outros leitores.

E logo hoje, no primeiro dia, já tem um jogão envolvendo uma das seleções que despertam minha simpatia: o Uruguai, de Loco Abreu (quem diria…), enfrenta a França, de Henry e sua “mãozinha”. Com toda a minha torcida para a Celeste, é claro…

Mas torço ainda mais para que tenhamos uma bela Copa do Mundo. Pois a de 2006, convenhamos, foi fraquinha… Foram poucos os jogaços. E que ainda assim, não chegam nem aos pés de Romênia x Colômbia (1994), Romênia x Argentina (1994), Brasil x Holanda (1994), Bulgária x Alemanha (1994), Romênia x Suécia (1994), Nigéria x Espanha (1998), França x Paraguai (1998), Brasil x Dinamarca (1998), Holanda x Argentina (1998) e Brasil x Holanda (1998).

Pois é, como os leitores repararam, todas as partidas que citei são das Copas de 1994 e 1998. Tanto que a série “As Copas que eu vi”, foi mais uma desculpa para poder escrever sobre os Mundiais dos Estados Unidos e da França. Comecei por 1990 por uma questão de “ordem cronológica” (afinal, foi a primeira que eu vi), e falei sobre 2002 e 2006 porque também foram “Copas que eu vi” (apesar de muitos jogos em 2002 terem sido no meio da madrugada).

Que em 2010 tenhamos, enfim, jogos dignos de entrarem na minha “seleção”!

Façanha boliviana

A última vez que torci mesmo pela Seleção Brasileira foi na Copa de 1994. Não era o futebol mais adorado pela torcida, mas eu ainda me identificava com o time. Talvez pelo fato de que fazia tanto tempo que o Brasil não era campeão.

Depois, comecei a sentir antipatia pela equipe – o Zagallo certamente colaborou muito com isso. E uma das vezes que mais torci contra foi justamente num Brasil x Bolívia, em 1997: Zagallo convocou Paulo Nunes para a Seleção, deixando-o no banco de reservas durante praticamente toda a Copa América, enquanto no Grêmio ele teria sido utilíssimo, e talvez o Tricolor tivesse passado pelo Cruzeiro nas quartas-de-final da Libertadores se o “diabo loiro” estivesse à disposição da equipe. Na decisão do título da Copa América contra os bolivianos em La Paz a altitude não foi tão decisiva, o Brasil fez 3 a 1 e eu tive uma congestão: afinal, engolir o Zagallo não é fácil…

Na Copa de 2002 ainda torci por causa do Felipão, mas sem a mesma intensidade de 1994. Depois, nunca mais. Ainda mais que a Seleção deixou de ser realmente brasileira, jogando apenas na Europa e às vezes nos Estados Unidos, e com raras convocações de jogadores que atuem no Brasil. O time busca apenas atender a interesses econômicos: os amistosos são disputados onde se paga mais pela presença da marca CBF do Brasil, e não com os atletas tendo contato com a torcida brasileira, em seu país.

Por isso, adorei ver a CBF o Brasil empatar em 0 a 0 com a Bolívia, em um Engenhão cheio… De espaços vazios nas arquibancadas. Botaram ingressos caros para ver essa farsa que dizem representar o país.

Quem realmente representa o Brasil são os atletas olímpicos e paraolímpicos, que até sem ganhar medalhas são vencedores, já que conseguem competir mesmo sem o menor incentivo. No futebol, a Seleção Brasileira Feminina consegue ser vice-campeã mundial e olímpica representando um país sem um campeonato nacional da modalidade.

Já esse time que a mídia insiste em chamar de Seleção Brasileira… Quero mais é que fique fora da Copa de 2010. Quem sabe assim aconteça alguma mudança profunda que faça esse time voltar a representar realmente o Brasil.