Era para ser três anos, foi (pouco mais da) metade

Em janeiro de 2015 me mudei para Ijuí pensando que moraria lá por pelo menos três anos – período após o qual poderia pedir transferência para outra cidade. Mas foi mudada a regra e com isso foi permitido fazer o pedido após um ano. Assim procedi e em 22 de agosto de 2016 – ou seja, há exatos cinco anos – eu estava de volta a Porto Alegre.

Desde então, tive sentimentos conflitantes sobre esse retorno. Em vários momentos tive certa nostalgia da vida tranquila em Ijuí, pensei que deveria ter ficado mais tempo para conhecer melhor a cidade. Com a pandemia e (especialmente) com a vitória da MEDIOCRIDADE na última eleição municipal em Porto Alegre, aumentou a sensação de que seria melhor não ter retornado.

Mas 2021 veio para “demolir” com tudo isso. Começou com a cirurgia cardíaca da minha mãe, pouco antes do TSUNAMI de casos de covid-19: seria bem mais complicado acompanhá-la entre hospital e recuperação em casa se morasse fora de Porto Alegre. E também acabou a ilusão de “morar melhor” longe da capital, graças à inflação que se tem atualmente: tempos atrás resolvi pesquisar alugueis em Ijuí, por curiosidade, e percebi que com minha renda não mais conseguiria um apartamento como o que residi de janeiro de 2015 a agosto de 2016.

Sem contar que, se voltei cinco anos atrás, foi principalmente por perceber o envelhecimento dos meus pais, que mais cedo ou mais tarde precisariam de assistência, e não seria justo deixar tudo nas costas do meu irmão quando eu poderia também estar junto. Uma coisa seria eu estar longe por falta de opção, agora, PODENDO estar perto… Sempre me pesaria a cabeça no travesseiro antes de dormir.

Assim, este 22 de agosto é o primeiro no qual realmente CELEBRO o retorno, ocorrido MEIA DÉCADA atrás (e parece que foi ontem). Inclusive, escrevi o texto que está chegando ao seu final tomando uma cerveja gelada (na verdade, já são duas): o domingo foi quente (em pleno agosto) e passei o dia fazendo faxina, mas com a lembrança de cinco anos atrás o calor deixou de ser a “desculpa” para uma MERECIDA breja.

Não descarto um retorno ao interior no futuro, mas no momento meu lugar é aqui em Porto Alegre mesmo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s