Das raras coisas boas de 2020

Dediquei meu último texto do ano que acabou ontem a simplesmente falar mal dele. Justo e necessário.

Mas não dá para negar que houve algo realmente positivo em 2020: desde 2014 o Cão Uivador não estava tão ativo. Foram 35 textos publicados, contra 92 no ano da Copa do Mundo – sim, bem menos agora do que seis anos atrás, mas vale lembrar que de 2015 em diante escrevi pouco e, quando o fazia, costumava publicar no Medium, que praticamente abandonei.

Tanto é que se desconsiderarmos 2020, o ano mais ativo é justamente 2015, com 22 textos.

Sim, os 35 de 2020 são pouco na comparação com 2014 e ainda menos se lembrarmos da “era dourada” do Cão, de 2007 a 2013. Considero improvável voltar a números como os 313 textos de 2008, ou os 1.316 comentários que o blog recebeu em 2010. Eram outros tempos, em que eu me sentia muito motivado a escrever, antes das redes sociais “roubarem” a audiência e a discussão que ocorriam na blogosfera. Tanto que, apesar da muito pouca atividade recente na comparação com aquela época, modéstia a parte, me dá um pouco de orgulho ver que o Cão já é um “adolescente” enquanto outros blogs criados depois dele e que eram bem ativos e relevantes já acabaram há muito tempo.

Considero que manter este espaço vivo, ainda que com raros comentários e com atualizações bem menos frequentes que antigamente, é uma forma de resistência. Não só à estupidez reinante, como também ao domínio das redes sociais, em especial de Facebook e associados (Mark Zuckerberg é dono do Instagram e do WhatsApp). Até porque, vale lembrar, os buscadores de internet não mostrariam meus textos se publicasse lá no “Face” (me recuso a abrir os posts para qualquer um bostejar nos comentários, enquanto aqui posso excluir merdas sem que ninguém mais as leia). É possível fazer uma pesquisa e cair num texto que escrevi lá em 2007 – do qual é provável que hoje em dia eu DISCORDE, visto que mudei de ideia sobre diversos assuntos desde então, mas não apago pois acho legal mostrar que EVOLUÍ.

Enfim (e agora apelando para o clichê), que essa semente plantada em 2020 floresça em 2021. Que seja um ano com muitos textos escritos, e que de repente eu finalmente resolva publicar um livro… Em 2013 foi minha resolução de final de ano apenas começar, mas escrevi muito pouco e considerei que ela estava cumprida no final de 2014, visto que não era preciso terminar. Como ultimamente opto por não ter promessas de ano novo, não coloco como objetivo – mas, como diria Dilma Rousseff (última pessoa digna a presidir o Brasil, saudade IMENSA), se alcançar a meta, então a dobrarei.

Vida longa ao Cão, ainda mais no ano em que seu dono celebrará, se tudo correr bem (VACINA, CADÊ TU PARA EU PODER FAZER FESTA COM A GALERA?), quatro décadas de idade.

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