Quando a vacina chegar

Mais cedo ou mais tarde, estaremos neste dia tão esperado. Vacina segura e eficaz contra a covid-19, correndo dentro de nossos corpos junto com o sangue e nos imunizando contra essa doença maldita.

Uma moléstia que nos tirou a maioria dos prazeres da vida neste ano aparentemente interminável mas que já nos apresenta as decorações de Natal no comércio.

Saudades de poder ir ao supermercado e não me preocupar com desinfecção de compras ao chegar em casa. Por mais que digam não ser necessário pois “basta lavar as mãos após encostar nos pacotes” – o que me faz preferir higienizá-los a correr o risco do esquecimento e tocar o rosto.

As mesas de bar já começam a encher mas não me encorajo a ir; mas se isso acontecer antes da vacina, será ao ar livre e longe das outras pessoas. Depois, quero aglomeração – em especial no meu próximo aniversário, numa sexta-feira de outubro de 2021.

Sinto falta de ir almoçar ou jantar fora, sem preocupações. Simplesmente convidar alguém e ir, sem precisar cuidar de máscaras e distâncias.

Tenho saudades também de poder receber visitas em casa. Para almoçar, jantar ou simplesmente tomar umas cervejas e jogar conversa fora.

Tem Grêmio na televisão, mas imensa vontade tenho é de reunir a galera para assistir às partidas e principalmente de ir à Arena. Quero voltar a sentir aquele clima dos dias de jogo: sair do trabalho, passar em casa, vestir a camisa tricolor, encontrar a turma no Mercado Público, decidir se vamos de trem ou ônibus, tomar umas cervejas no entorno do estádio, propor pela nonagésima sexta que entremos cedo para não precisar subir correndo a escadaria e, meia hora depois, subir correndo e chegar esbaforido lá em cima… E abraçar todo mundo na hora do gol.

Ah, os abraços… Não há nada que eu mais deseje do que um bom abraço, daqueles bem apertados e demorados.

Quero poder abraçar minha mãe, meu pai, meu irmão, meus amigos. Sem medo e sem pressa de desabraçar.

A pandemia é sinônimo de muitas coisas ruins, e tirando as tantas e tantas mortes, a ausência de abraços é a pior, sem dúvida alguma.

Torço para que, passado esse pesadelo, valorizemos mais os abraços e os afetos. E também para que a humanidade não seja mais tão incompetente a ponto de deixar outra pandemia como essa acontecer.

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