Haja paciência…

flamengo

Torci pelo Flamengo na final da Taça Libertadores contra o River Plate. Não pela rivalidade (inventada) entre Brasil e Argentina, mas sim, principalmente, pelo legado positivo ao nosso futebol: o técnico Jorge Jesus não poupou o time no Campeonato Brasileiro e o conquistou praticamente ao mesmo tempo que a Libertadores (a confirmação matemática veio um dia depois da decisão contra o River). Lembrando que o Grêmio de Renato Portaluppi poderia ter disputado o título nacional com o Flamengo em 2019 caso não tivesse deixado o campeonato de lado para priorizar os “mata-matas” (Copa do Brasil e Libertadores), sendo que não ganhou nenhum deles – igual ao ano passado. Também pesou para minha torcida ter ficado com bastante raiva do River após tudo o que aconteceu na Libertadores de 2018.

Claro que não fui celebrar na rua – isso é tarefa para os flamenguistas. Já fiz minha festa em 2017. Mas, algo em comum entre as duas ocasiões – além de diversas outras – foi a aporrinhação de muita gente nas redes sociais: aquele velho papo de chamar o futebol de “ópio do povo” ou “pão e circo”.

Já escrevi “um pouco” sobre isso em junho de 2018, por ocasião da Copa do Mundo – quando essas reclamações subiram a níveis estratosféricos. Fui além do futebol, lembrando que não é nada diferente do que falam sobre o Carnaval, por exemplo.

Sabem o que todas essas “críticas” têm em comum? Elas são fundamentadas unicamente na antipatia que temos por determinados eventos que muitas pessoas gostam e nós não. Só isso.

É exatamente isso. Se não gostamos de futebol, é fácil criticar a felicidade das pessoas por conta do esporte – aí, dê-lhe falar em “pão e circo” e outras chateações. No Carnaval, idem. Uma lógica tosca, segundo a qual quem se mobiliza por isso não se preocupa com política. Como se fossem coisas excludentes.

Eu gosto de futebol e também me interesso bastante por política. Não curto Carnaval, mas conheço uma galera que adora e não é nada despolitizada. Também sei de gente que gosta de política mas não de futebol e Carnaval, e mesmo assim não fica enchendo o saco de quem curte pois sabe que todos precisamos ter distrações temporárias para manter a sanidade mental: pode ser férias na praia, memes na internet, vídeos de gatinhos etc.

Conheço também quem só fica censurando a alegria das pessoas. E que logo depois critica fundamentalistas religiosos, que não são lá muito diferentes: ambos vivem “cagando regras” que se seguidas à risca tornam a vida um fardo, onde tudo é “alienação” ou “imoral”. Que gente chata da porra!

Um comentário sobre “Haja paciência…

  1. O pior é que as pessoas são chatas de forma repetitiva, nem pra inventar algo novo pra encher o saco, sempre as mesmas ladainhas!

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