Não consigo não detestar o verão

O sábado foi mais um dia daqueles de “desmaiar o Batista”. Mesmo que não tenha sido um dia tão quente quanto aquele 3 de fevereiro de 2010 do famoso desmaio e o atual verão, apesar dos pesares, esteja longe de ser dos piores, foi complicado andar na rua. Ainda mais de calça, visto que eu tinha um chá de fraldas para ir e não achei de bom tom ir de bermuda – apesar de que um dos meus amigos foi…

Na minha “lista de coisas que detesto” (na verdade nem tenho uma) o verão está no “top 10”, e não é por nada. Além do calor que me faz transpirar demais (e não me venham com a justificativa de que “é da natureza”, pois tremer de frio no inverno também é “natural” e ninguém acha legal), ainda tem a lembrança do verão de 2014, o pior de todos os que já (sobre)vivi. Sim, falo de temperatura, mas não só disso.

Nem vou entrar em maiores detalhes para não me estender muito, mas acontece que o período final de 2013 e o inicial de 2014 correspondem à fase que considero a pior de minha vida. Sabe aquelas épocas em que TUDO dá errado? Pois bem, eis o que eu vivia naqueles tempos. Aquele verão não precisaria ser quente para ser o pior de minha vida.

O problema é que não foi só quente: foi também o mais escaldante em décadas*, com muitos dias sufocantes. Como se não bastasse todo o meu desânimo com a vida naquele tempo, ainda tinha de enfrentar todo aquele calor: a sensação era de que eu estava em um “inferno” não apenas “astral” para pagar meus “pecados” – sim, aquela fase péssima era decorrente de erros cometidos anteriormente, mas acho que a “punição” foi por demais exagerada.

Coincidentemente (?), depois do verão as coisas começaram a melhorar. Afinal de contas, não era só por causa da temperatura – mas a queda dela ajudava a animar.


* Porto Alegre teve em 6 de fevereiro de 2014 temperatura máxima oficial de 40,6°C, a segunda mais alta desde o início dos registros em 1910, perdendo por pouco para o recorde de 40,7°C do dia 1º de janeiro de 1943. Mas outras estações espalhadas pela cidade registraram ainda mais calor – na Zona Norte, chegou a 42,6°C. E foi apenas um dia de uma canícula que durou semanas…

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