Quando parece que o tempo se acelera

Quase saí do Facebook no final de maio. A permanência se deve à minha amiga Rita, que nunca vi pessoalmente (moramos a mil quilômetros de distância) mas que conheço graças ao Facebook e, várias vezes, me “salvou o dia” com suas postagens divertidas e que também recebem comentários sensacionais; se toda a internet fosse como a linha do tempo da Rita, aquela máxima “não leia os comentários” não faria sentido.

Mas nem sempre os posts da Rita são engraçados. Quando é sobre coisa ruim, várias vezes ela compartilhou com o seguinte comentário: “acelera, meteoro” (ou a hashtag #acelerameteoro). Pois tem certas coisas que nos deixam numa desesperança tão grande que a única “esperança” passa a ser o apocalipse.

No que já se passou de 2015, vários episódios foram dignos de um pedido para o meteoro “pisar no acelerador”. Protestos direitosos (que, aliás, voltam no próximo domingo, recheados de pessoas que fazem valer a máxima “não leia os comentários”), terceirizações, redução da maioridade penal, parcelamento de salários… E ainda por cima vem aí uma “lei antiterrorismo” que poderá transformar uma simples manifestação em “ato terrorista” (e claro que não será a da direita que tira selfie com a PM).

Mas não. Quem “acelerou” foi o tempo, parece. O ano está voando: recém começou, “pisquei o olho” e já estamos em agosto. E com o calor que anda fazendo, chego a pensar que o calendário está errado e o mês atual é dezembro: cadê as decorações de Natal, as propagandas melosas, os cumprimentos cheios de falsidade?

Aliás, se o Natal fosse semana que vem eu nem reclamaria, ao contrário dos últimos anos. Pois além de passar mais tempo perto da minha avó, da minha mãe, do meu pai e do meu irmão, também seria um sinal de que o ano está acabando.

Mas não sou muito otimista quanto a 2016. Espero que pelo menos tenha inverno (2014 e 2015 somados não dão sequer um outono). E torço muito para que a Rita nunca desative sua conta do Facebook: se ela sair, só me restará torcer pelo meteoro.


Ah, mas não dá para só reclamar de 2015: eu nunca tinha visto um 5 a 0 em Gre-Nal. E ainda bem que quem ganhou foi o Grêmio!

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