A decisão de sair do Facebook

Já tinha pensado nisso faz tempo. Lá em 2013 cheguei a escrever um texto sobre o assunto. Mas agora tomei uma decisão: em breve, finalmente, irei “cometer facebookcídio”.

Sei que muita coisa mudará. Não terei mais 200 cumprimentos pelo meu aniversário (já que as pessoas hoje em dia têm nas redes sociais sua “agenda”). Perderei contato com quem não tiver meu e-mail ou telefone (para falar comigo via WhatsApp ou Telegram). Por isso, anunciei a decisão antes de encerrar a conta no Facebook – e assim dará tempo para quem quiser pegar meus novos endereços na internet.

Mas também me livrarei de muita “tralha”. Não me refiro a pessoas, e sim à overdose de informações que circula no Facebook. Tem muita coisa útil, importante. Mas a maioria é bobagem. Não é tão necessário saber, por exemplo, que fulano de tal está no bar x com y pessoas (e o negócio é tão maluco que é difícil não “entrar no jogo” e acabar fazendo as mesmas coisas). Assim como não deve ser nada agradável acontecer algo do tipo você gostar de uma pessoa e aparecer na sua linha do tempo que ela começou um relacionamento sério (e com alguém que obviamente não é você).

Também estarei livre de me deparar com coisas relacionadas a Onyx Lorenzoni, Jair Bolsonaro, Revoltados Online, Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino, TV Revolta etc. (na real já bloqueei tudo isso no Facebook, mas sempre surgem coisas novas – e piores). Sem contar que aqui comentário-mala não tem vez: eu exerço meu papel de moderador.

Resumindo: de modo geral, vai ser melhor.

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Agora é oficial: o Cão Uivador acabou

Mais de uma vez escrevi o “texto de despedida” aqui deste espaço, mas “na hora H” não publiquei. Achei que era preciso retomar o blog, etecétera e etecétera.

Porém, depois de tão poucas atualizações, chego à conclusão de que mantê-lo perdeu o sentido. Aquele velho Cão Uivador, surgido lá em 2007, na verdade acabou faz tempo.

A primeira crise foi no começo de 2014. Cheguei a falar em deixar de escrever, mas no fim retomei a “labuta”, inclusive adquirindo domínio próprio, o que poderia marcar o reinício do blog.

Porém, veio 2015 e a falta de motivação para escrever aumentou. Em março, cheguei a escrever (pra variar…) o texto de despedida, mas ironicamente foi um lembrete do Facebook de que há 76 dias eu nada postava na página criada para o blog o motivador para eu voltar a escrever. Passaram-se dois meses e apenas mais dois textos foram publicados, além deste.

Não abandonarei a blogosfera. Na real, apenas me atualizo aos novos tempos.

Hoje em dia a maioria dos blogs perdeu a importância que já teve. A grande maioria das pessoas tem “preguiça” de ler “textão”, principalmente se não for no Facebook.

Mas, como tenho esperança (mais que isso, certeza) de que um dia o Facebook acabará, acho bom ter um espaço para publicar minhas reflexões – por mais curtas que sejam. E, como digo, o Cão perdeu o sentido, então acho mais válido ter um blog vinculado ao meu próprio nome. Afinal, a ideia é que seja um espaço realmente pessoal – embora o Cão já o fosse.

Domínio próprio? Por enquanto, não. Talvez um dia, quando as pessoas voltarem a não ter preguiça de ler “textão”.