Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça

Foto1596

No telão, João Goulart (presidente deposto pelo golpe de 1964) e Amarildo de Souza (desaparecido e morto pela PM-RJ, em 2013)

Ontem à noite, o Salão de Atos da UFRGS ficou abarrotado, no ato “50 anos do golpe de 1964, 50 anos de impunidade”, em homenagem a todos os que lutaram contra a ditadura civil-militar no Brasil. Por mais que se saiba que ainda há muito a fazer em termos de memória no nosso país, ver um recinto com capacidade superior a mil pessoas ter sua lotação máxima superada num evento que busca “descomemorar” o golpe ajuda a dar mais esperanças de que ainda será feita Justiça no Brasil.

HOJE a ditadura maldita faz 50 anos. Nada de dia 31 de março ou coisa do tipo – que os que traíram o povo e a nação a quem dizem servir carreguem a vergonha completa, inclusive da data ridiculamente adequada que escolheram para nos roubar a democracia.

Nesta data, dou a eles o que merecem: desprezo.

Nunca mais voltarão, infames. Que carreguem para o túmulo o peso da vergonha que cometeram e pela qual jamais se retrataram. Adeus.

(Igor Natusch, via Facebook)

Plenário vira as costas para Jair Bolsonaro, e sessão em memória dos 50 anos do golpe é suspensa (sendo que o regimento interno da Câmara não proíbe ninguém de virar as costas ao orador).

Plenário vira as costas para Jair Bolsonaro, e sessão em memória dos 50 anos do golpe é suspensa (sendo que o regimento interno da Câmara dos Deputados não proíbe ninguém de virar as costas ao orador). Foto: Antonio Augusto/Câmara dos Deputados

Anúncios