Por que trocar o Facebook pelo Twitter

Não, isso não quer dizer que a página do Cão no Facebook deixará de existir, nem que abandonarei totalmente a rede de Mark Zuckerberg. O que acontecerá, na verdade, é uma “inversão de prioridades”: até 2010, usava mais o Twitter que o Facebook (que também “dividia espaço” com o Orkut). A partir de 2011 é que o Facebook começou a ser “hegemônico”: comecei a reduzir o uso do Twitter e o Orkut “minguou” (inclusive acabei encerrando minha conta por lá, visto que a maioria dos amigos tinha feito o mesmo).

Três anos depois, penso que é hora de fazer o movimento inverso (exceto em relação ao Orkut). Voltar ao Twitter e reduzir o Facebook, usando-o mais por conta do bate-papo. Não por querer voltar no tempo, mas sim por conta de uma série de motivos, que explico abaixo.

  • Maior liberdade para ignorar. Quantas vezes você não postou algo no Facebook e um chato veio encher o saco? No Twitter isso também acontece, é claro, mas temos uma vantagem: podemos ignorar o “mala”. No Facebook, não: lá está o comentário, e nos sentimos na obrigação de responder, pois se não o fizermos fica parecendo que o chato “venceu”, quando o que mais gostaríamos é de não perder tempo discutindo com o “mala”.
  • Os “caga-regras”. Tem a ver com o item anterior, mas também é algo que se deve muito à característica do Facebook como uma rede mais “pessoal”, na qual postamos fotos de nossas viagens, de nossa infância… E, muitas vezes, usamos para desabafar. Porém, nem sempre os comentários que recebemos são aqueles que realmente esperamos, ou seja, manifestações de solidariedade e de incentivo. A maioria das pessoas acha que tem a solução para nossos problemas, e então começa a “cagar regras”, a dizer o que “é bom” para nós. Sem contar aqueles que, com base em seus gostos pessoais, acham que todos, sem exceção, devem gostar das mesmas coisas. No Twitter, é mais fácil ignorá-los, deixá-los falando sozinhos.
  • O Twitter não é uma rede de amigos. Pode parecer estranho, visto que no Twitter geralmente seguimos perfis com os quais nos identificamos. Mas nele, ao menos no meu caso, vale mais a informação relevante do que a mera amizade. Não sigo reaças, por exemplo. Já no Facebook, acontece algo semelhante ao que ocorria no Orkut: serve para nos manter conectados a pessoas que geralmente já conhecemos da vida real, com as quais já tínhamos relações de amizade. Obviamente isso tem um lado muito positivo (foi graças ao Facebook que voltei a encontrar a turma do 1º Grau, por exemplo), mas por outro lado, há velhos amigos que são reaças… E enchem o saco. Se os deletamos, podem se sentir ofendidos; por outro lado, sentimos a obrigação de responder aos comentários deles (voltando, assim, ao primeiro item, relativo à “liberdade para ignorar”).
  • O Twitter não tem convite para jogos e aplicativos. E de nada adianta bloquear, todos os dias criam novas porcarias dessas.
  • Não ficar sabendo de tudo da vida dos outros (nem os outros da nossa). O Facebook realmente é uma ameaça à nossa privacidade, mas o fato é que abrimos mão dela voluntariamente. Adoramos falar de nossas vidas, para que todos saibam o quão “felizes” somos – mesmo que seja apenas uma felicidade de fachada. Sabemos demais da vida dos outros e eles sabem demais da nossa: será que realmente precisamos disso?
  • Blogar mais. “Ué, mas a ideia não era trocar o Facebook pelo Twitter?”, me perguntará o leitor incrédulo. Pois é isso mesmo. Porém, mais de uma vez percebi que estava fazendo, no Facebook, algo que poderia muito bem ter feito aqui no Cão: escrever comentários mais longos, bem maiores que um tweet. Muitas vezes, os 140 caracteres do Twitter são pouco espaço para dizer o que realmente se pensa. O Facebook pareceria ser o espaço ideal para isso, porém, não é aberto a todos (muito embora pouca gente não tenha conta no Facebook hoje em dia). Em blogs, todo mundo pode ler e comentar. Sem contar que é possível o blogueiro estabelecer limites e evitar que alguém “baixe o nível” da discussão, enquanto no Facebook não existe moderação de comentários e então vira aquela “coisa”.
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Um comentário sobre “Por que trocar o Facebook pelo Twitter

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk vc é muito bom!

    E tem inteira razão em 90% dos argumentos.

    Concordamos com a dinâmica apontada de uso do Orkut, Twitter e Facebook. Também conosco decorreu do mesmo modo.

    Temos 9 perfis no Twitter, onde os dois mais usados possuem 12mil e 3 mil seguidores, mas havia mais retorno quando eram apenas 2 mil ou um pouco menos.
    Naquele tempo publicava um link no twitter, pelo bit.ly (publicação nos 9 perfis simultaneamente) e havia centenas de cliques diários. Hoje com 12 mil seguidores a mais, o retorno não chega a uma centena.
    Abraços.
    Lustato Tenterrara.
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    Lustato Tenterrara Teresina Poeta Advogado Brasil

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