Maturidade?

Alguns dias atrás, fiz breve comentário no Facebook sobre não ter mais o mesmo apreço por certas companhias. Não especifiquei pessoas, pois penso que os alvos da crítica não são elas, mas sim suas atitudes. Tanto que, como disse, não tinha mais o mesmo apreço – o que quer dizer que antes tais companhias me eram mais agradáveis.

Com os 32 anos batendo à porta, brinquei sobre “ser coisa da idade” (embora obviamente não esteja tão velho assim, apesar de lembrar coisas acontecidas um quarto de século atrás). Mudamos com o tempo e pode, de fato, ser “coisa da idade”. Mas relativo apenas à minha pessoa, visto que dentre companhias agradáveis para passar horas conversando há pessoas tanto da minha faixa etária, como mais novas e mais velhas.

A verdade é que conversas sobre banalidades, bobagens, me cansam quando duram muito tempo. E tem gente que só fala disso. Consequentemente, são pessoas que também cansam.

É claro que, de vez em quando, é preciso descontrair, falar de amenidades. Mas não sempre – e acredito que eu não seja o único que pensa dessa forma. Gosto de falar de política, cultura, sociedade etc. Assuntos que muitas vezes geram discórdia, é verdade. E aí reside o problema: como discutir sobre isso com quem só repete o senso comum?

O senso comum, inclusive, diz que “amadurecer” é aceitar o status quo. Discordo totalmente. Aliás, nem sei exatamente como definir “maturidade”, talvez seja algo variável de pessoa para pessoa. De repente, preferir minha própria companhia (ou a dos livros) a conversas com a mesma profundidade de um pires seja, de fato, um sinal de amadurecimento.

E então, não acho mais tão ruim esse negócio de estar “ficando velho”.

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